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4/03/2019

'Se lutar contra a mutilação genital feminina, vou ser considerada racista?', questiona Luisa Mell

Ativista se envolveu em polêmica após posicionamento contrário à decisão do STF que permite sacrifício de animais em cultos religiosos no Brasil

A ativista Luisa Mell usou suas redes sociais para se defender após ter sido acusada por internautas de ter se posicionado de forma racista após o STF decidir que o sacrifício de animais em cultos religiosos é constitucional no Brasil.

Na ocasião, Luisa compartilhou um texto chamando a decisão de "absurdo" e "crime", ao lado da foto de um cachorro triste.

"Degolar este inocente cachorrinho, se for em ritual religioso, está liberado! Esta foi a triste decisão do STF ontem! [...] É de uma barbaridade tão grande que nos faz pensar se realmente estamos vivendo um retorno à idade média. ", escreveu.

"Nada diferente de quando, em um determinado momento da história, alguns humanos justificavam o abuso de outros humanos simplesmente pela diferença em sua cor, religião...", prosseguiu.

O tom de seu desabafo dividiu opiniões e gerou inúmeras críticas nas redes sociais, muitas das quais abordaram o aspecto de um suposto racismo nos comentários feitos por Luisa Mell, o que foi negado por ela.

'Se lutar contra a mutilação genital feminina em tribos africanas, tudo bem?'
Na tarde deste domingo, 31, Luisa usou os stories de seu Instagram para voltar a falar sobre o tema: "Se eu lutar contra a mutilação genital feminina que é realizada em algumas tribos africanas tudo bem? Ou eu também vou ser considerada racista?"

"Não vou ser considerada racista porque a vítima é uma pessoa, aí 'tudo bem', a luta é válida. A gente parte sempre do princípio que a dor dos animais importa menos que qualquer coisa do ser humano. Isso eu enfrento em todas as minhas lutas."

A ativista ainda relembrou as acusações de "xenofobia" feitas a ela quando se posicionava contra vaquejadas, além de críticas que recebia ao se colocar contra testes em animais e abatedouros.

"A questão financeira não pode ser maior que o sofrimento animal. A religião não pode ser maior do que o sofrimento da vítima, a ciência também não. Essa é a minha maneira, por isso eu sou vegana", explicou.

"Pra mim, a dor dos animais importa tanto quanto a dor do seres humanos.", prosseguiu.

Luisa também rebateu parte das críticas: "Elas não querem que eu tenha o direito de me expressar, de questionar alguma coisa. São pessoas que lutam tanto pela democracia, isso pra mim não dá para entender e nem para aceitar."

Confira algumas reações de internautas à polêmica envolvendo Luisa Mell e a decisão do STF sobre sacrifício animal em cultos religiosos:

FONTE: terra

6 comentários:

  1. Estou com ela e não abro mão, hj em dia virou uma chatice tudo é motivo pra racismo e seus blá,blá,blá, pra mim isso não é e nunca será considerado religião,não respeito e nunca vou respeitar é um direito meu.

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  2. Estes pobres religiosos são mais ignorantes do que maus e cada vez que desprezam a chance de aprender ficam cada mais longe do DEUS verdadeiro, Aquele que protege, ampara e fortalece os que trabalham salvando a criação Dele. Quem mata animais está fora do contexto, cegos guiando cegos, eis o que são. Teimosos e irredutíveis, estão atirando no próprio pé e ninguem se importaria se nao estivessem derramando o sangue inocente em troca de favores porque derramar o proprio sangue esta fora de cogitação, "pimenta nos olhos dos outros é refresco". ACHÉ.

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  3. Esse STF não vale nada mesmo .... Parabéns Luisa Mell! essa moça tem muita coragem e coerência. Amar os animais é defendê-los sempre.

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  4. STF são os que mais usam esse tipo de atrocidade. Alguém esqueceu que a mãe de santo( Deus me livre se isso é ser mãe de santo) que Collor contratava e usavam fetos nesses rituais? Todos eles usam. Se as "entidades fossem do bem não iriam sofrimento e dor de pobres animais que nenhum mal fizeram.E quem pratica é tão ruim quanto.

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  5. Hoje em dia tudo é preconceito, sexismo, racismo... Não se trata de preconceito e sim de conceito! Tirar a vida de uma criatura inocente é um ato bárbaro, desnecessário e totalmente retrógrado.

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