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12/13/2018

Rio de Janeiro pode ganhar delegacia especial de proteção animal

Eu não entendo mais nada nesta patifaria que se tornou o Senado, as Assembleias, as Câmaras federais e municipais...... Este projeto é atribuição do EXECUTIVO e não LEGISLATIVO. Rasgaram a Constituição em nome da ganância e o prazer de fazer o povo de idiota.... Definitivamente, tenho que ir para Plutão.....
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Projeto foi aprovado na Alerj e segue para sanção do governador

10/17/2018

Bombeiros australianos fazem calendário sexy a favor dos animais

Kakakaka.... isto muito nos agrada, né mesmo meninas? E viva os animais abençoados!!!! ishi, maravilha!!!!! Vejam mais fotinhas ao final.... Querendo ver tudo CLIQUE AQUI.
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O calendário de 2019 dos bombeiros da Austrália quer angariar fundos para o resgate de animais. Criado em 1993, todos os anos o objetivo é ajudar uma instituição, tendo já conseguido arrecadar o equivalente a 1,7 milhões de euros.

10/11/2018

Projeto permite às empresas deduzir de imposto doações a entidades protetoras dos animais

Vou apoiar direto este PL. Para as ONG´s que precisam de patrocínio vão ser beneficiadas. Acho maravilhoso!!!!!!
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Proposta será analisada em caráter conclusivo por entidades responsáveis
A Câmara dos Deputados analisa proposta que permite às empresas deduzir do imposto de renda, em cada período de apuração trimestral ou anual, as doações efetuadas a entidades civis sem fins

10/06/2018

Semana para falar de proteção aos animais - RS

Eu fico encantada com projetos educacionais. Somente através da educação vamos melhorar as condições de sobrevivência dos animais. Muito bom!!!!!
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Projeto combate ao abandono e promove a conscientização sobre as castrações
Proteção aos animais será o assunto desta semana nas escolas de Nova Santa Rita. Serão aproximadamente 800 alunos a receberem as palestras da Semana de Proteção e Bem-Estar Animal do

7/26/2018

IMPERDÍVEL - Um pouco de história da proteção animal no Brasil

SOBRE A ATUAÇÃO DA UIPA NO INÍCIO DO SÉCULO XX
Todos sabem que sou uma historiadora e tudo referente à causa animal me fascina. Recebi da Presidente da UIPA, Vanice Orlandi (minha mestra para quem bato cabeça pelo seu grande conhecimento), este pedacinho da história da proteção animal no Brasil. Não deixem de ler porque é fascinante saber da luta de como foi

7/10/2018

Nota Paraná atinge a marca de R$ 1 bilhão liberado aos participantes

Eu não sei porque aqui no Rio não tem uma oportunidade desta.... É sempre um dinheirinho a mais para as ONG´s.....
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O programa Nota Paraná atingiu por volta das 10h de quarta-feira (4) a histórica marca de R$ 1 bilhão em valores liberados aos participantes.

O valor foi registrado pelo Devolutômetro, painel inaugurado há quase um ano na rua Brigadeiro Franco, em Curitiba, e inclui créditos e prêmios em dinheiro disponibilizados a contribuintes e instituições sem fins lucrativos de todo o Estado.

O Nota Paraná devolve aos participantes 30% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) recolhido pelos varejistas.

5/20/2018

DEMOLIÇÃO: Protetores de animais resgatam gatos nos escombros do antigo prédio do IBGE

Olha, pelo que entendi, falado pelos próprios protetores, são dois prédios para implosão. O primeiro já foi implodido e, segundo a SUBEM, foram retirados vários animais durante uma semana antes da dita implosão. Só que após a implosão, foram achados dois gatos e um cachorrinho filhote. 

As protetoras foram ao local três dias depois e recolheram alguns animais no prédio que será implodido e dos arredores alegando que a SUBEM mentiu quando disse que recolhera todos. 

Segundo explicação da Secretaria, não foram recolhidos os animais deste prédio porque não há data para a implosão e que como é local de trânsito, estaria cheia de animais na época que os animais teriam que ser recolhidos. Bem, a encrenca é esta. Queria ter estado presente para entender alem do que isto que expliquei. 
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A demolição do antigo edifício do IBGE — que vai dar lugar a um condomínio do programa Minha Casa, Minha Vida" — estava mais do que programada. As famílias que ocupavam há anos o prédio, foram evacuadas após negociações. Mas faltou combinar com os gatos que vivem na área. Apesar de a prefeitura ter realizado uma operação de resgate antes da implosão da construção, protetores de animais receberam denúncias de que havia bichanos presos nos escombros.

Junto com a Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da Câmara Municipal, o pessoal deu expediente no local, e conseguiu retirar 20 felinos com vida. Na última madrugada, sete foram capturados com o auxílio de gatoeiras — a gaiola da foto —, juntando-se a outros três também resgatados com o uso do equipamento.

Os outros estavam nos arredores, e vários estavam estressados e com fome. Os bichinhos foram levados pela subsecretaria de Bem Estar Animal ao abrigo municipal. Depois que já tiverem passado por uma avaliação veterinária, poderão ser adotados. O vereador Luiz Carlos Ramos Filho (Pode), que preside a comissão, quer levar alguns desses felinos para feira de adoção BiShow.

FONTE: extra.globo
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Outra matéria:
ONGs resgatam gatos de prédio prestes a ser demolido no Rio

4/28/2018

Um dia na vida de um abrigo de animais na Rússia

Sem apoio nenhum do governo, os abrigos russos vivem na miséria..... Esta vida dos protetores não é mole em qualquer lugar deste mundo.... Estas empresas de luz, gas e tel deveriam contribuir com, ao menos, 1 real por conta e dividir o total com as ongs brasileiras que também estão em petição de miséria, embora em melhores condiçoes do que aqueles da Rússia.... Triste não poder ajudar aquela gente incrivel da proteção animal deste país que está mandando matar os cães de rua por conta da Copa.
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Estes pobres cães e gatos são mantidos neste abrigo em péssimas condições. Na Rússia, ninguém se preocupa com animais vadios, exceto com a fonética. Eles não têm dinheiro para criar condições normais para mantê-los.

Fonte: LiveMail

3/30/2018

Conheça as histórias de quem dedica seu tempo aos animais abandonados

Acho super justo a imprensa conhecer estas pessoas que na linha de frente da defesa animal, fazem de suas vidas todas dedicadas à recuperação dos animais.
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O EM TEMPO entrevistou pessoas que resgatam cães e gatos abandonados ou rejeitados. Os 'pets' recebem amor e tratamento veterinário antes de serem disponibilizados à adoção

Careiro Castanho  - Um recente dado da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que  pelo menos 30 milhões de animais vivam abandonados em todo o Brasil. Nas ruas, eles se alimentam de restos de comidas escondidos entre o lixo, geram novos filhotes  e aumentam a população. A situação é tão preocupante que ao longo dos anos ONGs foram surgindo com o proposito de ampará-los e dar uma qualidade de vida melhor por meio da adoção.

Se tratando de proteger os animais, o relato que iremos contar vem do interior do Amazonas, de uma cidade chamada Careiro, município distante 90 km de Manaus. Entre rios e florestas, a cidade é conhecida por promover, em setembro, um dos mais famosos rodeios agropecuários da região, o Agropec. Mas essa história não é sobre a cidade e sim sobre uma professora da rede estadual de ensino. O nome dela é Fábia Fernandes, e se considera uma ferrenha protetora dos animais. "Me defino como um ser humano que, se pudesse, protegeria todos animais e as pessoas, de tudo que existe de ruim".

Mas este gesto, segundo ela, não aconteceu por acaso. O sentimento surgiu ainda na infância e evoluiu na fase adulta. "Sempre gostei de animais, sempre gostei de cachorros e sempre que posso ajudo, desde quando ainda era criança, acho que já gostava. O que não gosto são das injustiças que praticam contra os animais. Eles também tem sentimentos" disse.

Não existe canil em Careiro
No entanto, esse não é o único 'x' da questão que Fábia tem que enfrentar. Na cidade onde  mora, existem pouco mais de 50 mil habitantes, porém não existe um controle de zoonoses, muito menos um canil, onde os animais de rua possam ser recolhidos para passar pelos cuidados necessários. "Tem época aqui na cidade que enche de animais nas ruas. A  praça fica cheia. Esses dias, por exemplo, estava passando e tinha muitos cachorros abandonados. A prefeitura bem que poderia criar uma centro de recolhimento e controle. É triste ver essa situação. Muitos dos que estão ali é porque os donos não quiseram mais e abandonaram" disse.

Apesar da  Prefeitura ser ausente nesta questão, a professora resolveu, por conta própria, tentar ajudar os pets. Com poucos recursos, mas com ajuda de muitas pessoas que apoiam a causa, Fábia hoje cuida de mais de 10 cachorros. "Eu sinto que se fosse uma pessoa ali, jogada, precisando de ajuda, alguém teria que ajuda. Eu estou fazendo o que faria numa situação dessa. Eles precisa de ajuda, de amor, carinho, atenção, de comida e cuidados com a saúde, igual a nós", comentou.

Canil particular
Devido a quantidade de animais vivendo nas ruas da cidade, a ideia foi então criar uma especie de canil particular, mas o custo se tornou alto demais. "Gasto por mês quase R$3 mil com ração, medicamentos e outras coisinhas. Quando um animal fica doente, recorro a amigos. Minha mãe me ajuda muito, apesar da idade que ela tem. Minha amiga Daniele Costa, que mora comigo, também me ajuda e, assim vou levando", afirmou.

História da "Sorriso"
Uma das histórias mais comoventes que Fábia relatou foi sobre a  cadela que atende pelo nome de 'Sorriso'. "Ela tem um ano e pouco de idade. Nós a encontramos na rua, jogada na sarjeta. Todas as noites, quando íamos alimentar os cachorros na praça, ela estava lá e sempre mostrava os dentes quando nos via. Então, a Daniele resolveu pôr o nome de 'Sorriso' nela'', conta.

Apesar da alegria que a pequena sente ao ver a professora, algo lhe tira a felicidade. Por trás desse "sorriso" existe uma doenças ameaçadora tanto para os seres humanos, quanto para os animais: o câncer. A cadela possui um tumor cancerígeno próximo ao órgão genital, o que ocasiona muito sangramento. "Notamos que tinha algo muito errado com ela. Ela sagrava muito. Então resolvemos ajudá-la. Compramos remédios, mas como a medicação é muito cara, chegamos no momento de ter que fazer um empréstimo, apenas para levá-la até Manaus".

"Estamos fazendo o possível para ajudá-la, pois o tratamento é muito caro. Então toda ajuda é bem vinda", finalizou.

Manaus
Apesar de sempre ter sido apaixonado por bichos e de cuidar de sete animais, Darlan Ramos Pereira, de 33 anos, não exita em querer ajudar outros que ele encontra nas ruas de Manaus.

Natural de Santarém/PA, vive em Manaus há quase 6 anos. Ele conta que ajudar os animais não seria possível se não tivesse apoio dos  amigos. "Essa ação com os animais  não seria possível, sem ajuda de amigos. Resgato, levo nos veterinários, eles pegam alta, trago para casa para da continuidade  ao tratamento. Não apenas resgado das ruas, mando castrar também, e vou doando, pois não posso ficar com todos", disse.

Red é o nome de um cachorro vira lata, que segundo Darlan, foi abandonado  quando ainda era filhote e foi o  primeiro a ser resgatado pelo autônomo. "Deixaram  ele preso  a uma corda dentro de um uma construção. Ele passou o final de semana todo e só foi solto quando os pedreiros que trabalhavam na obra o encontraram no dia seguinte, deram água e comida".

De acordo com Darlan, um dos homens que trabalhavam no local  morava próximo de sua residência. "Eu vi que ele havia trazido um cãozinho, me inteirei da situação, e ele me contou  o fato, resolvi levar o cãozinho. Como morava em um apartamento, tive  que me mudar pra uma espaço maior. Depois vieram os demais", contou.

Um outro animal que está sobre seus cuidados é a Eva, uma cadela idosa e muito especial. "Ela foi abandonada num terreno  baldio e tinha uma doença  chamada  Cinomose. Quando fiquei sabendo, fui de mototáxi  até o local. Pulei  o muro e a levei  para a clínica," finaliza.

FONTE: emtempo

2/12/2018

Mulheres e Proteção Animal

Achei muito legal esta matéria....
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Quase no final da segunda década do século XXI algumas questões importantes ainda não foram resolvidas a contento, e o pleno direito das mulheres está entre elas, embora já tenhamos conquistado muito: melhora da inserção da mulher no mundo do trabalho em cargos de poder/decisão, educação não sexista, serviços de saúde adequados; e também em contextos mais específicos, ou individuais, como o aumento de autoestima e autonomia, reorganização do trabalho doméstico, e outros. Igualdade de direitos significa iguais condições de partida e de acesso.

Se em grande parcela do ocidente as mulheres já ocupam pelo menos metade das vagas em universidades, em muitos países e continentes a educação de mulheres é dificultada ou proibida. E mesmo em nossa parte do mundo, as mulheres que se formam em universidades têm, geralmente, salários inferiores aos de homens com a mesma qualificação e na mesma função; mulheres e homens são diferentes, felizmente, diriam muitos, têm distintas qualidades e defeitos, e isso de forma alguma implica em inferioridade ou superioridade.

Porém, uma visão equivocada atribui a cada sexo características definitivas e irrecorríveis: homens seriam fortes, racionais, ativos; mulheres, sensíveis, emotivas, passivas. Como toda generalização, esta não se sustenta na realidade, sendo possível encontrar exceções em ambos os lados.

No entanto, é sim verdadeiro que mulheres, talvez pela característica da maternidade, normalmente tem sido mais sensibilizadas pelo “outro”, pelos mais desfavorecidos, por todos aqueles que não tem voz e não podem, portanto, defender-se, o que inclui crianças e animais. Na área de proteção animal, aliás, a presença feminina tem sido relevante desde muitos anos: em uma crônica publicada em 1919, Lima Barreto descreve a rapidez com que mulheres se organizam em sua vizinhança para prender e esconder os cachorros que estão na rua antes da passagem de uma carroça que os recolhe para sacrifício.

O autor não protesta contra o poder público municipal pela tentativa de retirar os cães das ruas, mas escreve exatamente em reconhecimento à ação eficaz das mulheres que dificultam a captura desses animais (“A carroça dos cachorros”); e passados quase cem anos, um cronista de hoje não teria dificuldades para encontrar idêntica situação – embora sem o mesmo veículo - na maioria das cidades brasileiras.

A superpopulação de cães e gatos é um problema mundial que gera sérios transtornos para os habitantes dos locais em que não é enfrentada de maneira efetiva. A falta de manejo adequado desses animais provoca doenças que podem ser transmitidas ao homem: raiva, toxoplasmose, leishmaniose, proliferação de parasitas como pulgas, sarna, carrapatos, além de agressões, acidentes de trânsito, poluição por dejetos, poluição sonora e muitos outros inconvenientes. No entanto, hoje sabemos que procedimentos de captura e extermínio em massa de animais sadios costumam ser pouco efetivos, de valor elevado, e podem custar muito em termos de imagem para governantes, como já aconteceu anteriormente em campanhas eleitorais.

A gestação de cadelas e gatas é curta (em torno de 60 dias), tendo imenso potencial para produzir proles numerosas, que atingem a maturidade sexual a partir dos seis meses de idade, e assim o espaço antes ocupado por um animal removido é rapidamente preenchido por outros. Além de pouco efetivas, atividades de eliminação implicam na manutenção de uma estrutura permanente e onerosa para realizá-las, envolvendo logística, agentes públicos municipais e equipamentos.

Também desgasta muito o poder público a forma pela qual o sacrifício de cães e gatos deve ser promovido, por atrair a justa ira de entidades voltadas aos direitos humanos e animais. As práticas de algumas prefeituras que patrocinam a esterilização de animais de rua mostram-se muito melhores no controle de suas populações, e de modo mais humano do que a eliminação pura e simples.

Tratar bem nossos companheiros de planeta é uma verdadeira obra de engenharia comportamental, de planejamento e execução bastante complexos, porque implica mudanças em práticas consolidadas de várias esferas governamentais, de médicos veterinários e de proprietários de animais.

Mulheres tem sido ativas nesta área, entre outras nas quais se destacaram sempre, porém raramente recebendo o reconhecimento de que, independente do “bom coração”, estiveram à frente de seu tempo. Há muito a conseguir: queremos, lutamos e obteremos igualdade real de direitos para todos, em todos os lugares.

FONTE: bemparana

2/10/2018

Com menos castrações, política de proteção animal de Crivella é alvo de críticas

Sinceramente? eu não tenho mais forças.... a matéria diz tudo... cada um pensa o que quiser... só lamento profundamente... 
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A política de proteção animal do governo Marcelo Crivella (PRB) é alvo de críticas de protetores e veterinários. O primeiro ano de gestão do prefeito do Rio de Janeiro foi marcado pelo fechamento pela polícia da clínica de seu principal abrigo, pela redução em 27% do total de cirurgias de castração e por falta de equipamentos em postos de atendimento. A Subem (Subsecretaria de Bem-Estar Animal), que alega ser vítima de "perseguição política", ainda dispõe de orçamento menor ante a gestão anterior de Eduardo Paes (MDB).

Atualmente sob o guarda-chuva da Casa Civil, a Subem foi criada sob a estrutura do gabinete de Crivella para substituir a SEPDA (Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais). Seu objetivo principal é "promover o bem estar de todos os animais trabalhando com os pilares: bem estar, educação, castração e adoção." A pasta pontua também como missão criar políticas públicas permanentes e erradicar o abandono de animais na cidade, que tem uma população canina e felina estimada em quase 670 mil.

Entretanto, segundo informações da própria Subem, houve 28% menos castrações de animais em 2017 na comparação com o ano anterior --redução de cerca de 46 mil esterilizações para 33 mil. O índice de castrações é o mais baixo em nove anos, levando-se em conta evolução divulgada pela administração Paes.

A redução das castrações preocupa especialistas porque essas cirurgias são consideradas fundamentais para diminuir o número de animais abandonados e ajudar a prevenir zoonoses, doenças transmitidas de animais para humanos.

No entanto, para a veterinária Suzane  Rizzo, coordenadora da Subem, os números apresentados pela gestão anterior são duvidosos. "Esses registros da SEPDA não têm comprovação e, por isso, estamos abrindo um inquérito administrativo interno para averiguar a legitimidade dos dados", afirmou ela, em entrevista ao UOL.

O orçamento disponível para a área também foi reduzido --de R$ 11,4 milhões, em 2016, para R$ 8,2 milhões no ano passado.

Desde dezembro, quatro manifestações organizadas por protetores e veterinários denunciaram o que chamam de sucateamento e abandono da política de proteção animal no município. Um abaixo-assinado virtual, com mais de 4.000 assinaturas, que pede a exoneração de Rizzo também revela insatisfação com a atual gestão.

Um dos gatilhos para os protestos foi a informação, revelada por um funcionário da Subem em reunião na Câmara Municipal do Rio, no dia 5 de dezembro, de que, em agosto, nenhuma castração teria sido realizada. A lista apresentada na ocasião continha as prévias mensais dessas cirurgias em 2017.

A subsecretária justificou a ausência de registros em agosto, dizendo que esse foi um mês complicado financeiramente, coincidindo com o lançamento de um sistema de agendamento online para as castrações, o que dificultou a catalogação dos dados.

"Realmente tivemos um número reduzido de esterilizações. Por isso focamos mais nos machos, que são mais simples de operar", disse Suzane, pontuando que, também nessa época, houve transição de prestadoras de serviço e o esgotamento do orçamento. O total de castrações daquele mês não foi, contudo, divulgado.

"O prefeito, ao final de setembro, me designou uma verba suplementar sem compensação de R$ 3 milhões porque não era um orçamento que conseguia comportar os contratos que eu tinha naquele momento."

Para Vinícius Cordeiro, advogado e ex-secretário da SEPDA de Eduardo Paes, a política de proteção animal está vivendo um retrocesso por conta da crise financeira no Rio. "Mas não são apenas os cortes na pasta que explicam essa situação."

Uma veterinária que já prestou serviços para a Subem por meio da empresa terceirizada Crisec, responsável pela contratação de veterinários e gestão dos postos de atendimento, relatou ao UOL como o orçamento menor afeta o cotidiano dos dez postos de atendimento no município.

"No posto de Bangu [zona oeste] sequer havia autoclave, aparelho que serve para esterilizar material cirúrgico", disse ela, assinalando que os instrumentos eram desinfetados quimicamente, e por pouco tempo. "O volume de cirurgias era muito alto no meu posto. Às vezes fazíamos mais de 20 cirurgias por dia, o que aumenta o risco de erros. Alguns faziam até mais do que isso."

Mesmo com o grande volume de atendimentos nos postos, segundo a Subem, o número de atendimentos clínicos também diminuiu, chegando a 14.174 no ano passado, o que configura queda de 17% em relação a 2016.

Outra veterinária que também preferiu não ter a identidade revelada disse ter feito denúncias sobre a situação estrutural dos postos de atendimento, excesso de horas trabalhadas e atraso no salário ao conselho regional da profissão.

Prefeitura rebate denúncia de nepotismo
Outra denúncia feita nos protestos contra a pasta foi a de que teriam acontecido indicações de familiares de assessores para cargos comissionados.

De acordo com manifestantes, Alexandre Cordeiro Laurentino e Daiane Rodrigues Batista Oliveira são primo e irmã do assessor nível 2 Tarcísio Andrade de Oliveira.

Segundo consta no Diário Oficial do Município, ambos foram indicados nos dias 2 e 20 de outubro para o cargo de assessor nível 1. Alguns dias antes, no final de setembro, Tarcísio foi nomeado tanto como novo ordenador das finanças como substituto legal de Suzane Rizzo para faltas eventuais.

Uma fonte da Subem disse ao UOL que o suposto loteamento já vinha sendo denunciado à prefeitura desde outubro passado, mas até agora sem resultado. Outra funcionária relatou à reportagem que é notório que os indicados são parentes do assessor Tarcísio. "A atual subsecretaria deu total poderes para ele."

Segundo Suzane, a denúncia de nepotismo é falsa no caso do assessor Alexandre. Ela admite, contudo, que Daiane é meia-irmã por parte de pai de Tarcísio. "Mas não há nenhum impedimento quanto a isso [atuação na Subem]", disse ela, acrescentando que Daiane tem currículo para o cargo, com dupla graduação. A subsecretária também relatou que a Procuradoria do município foi acionada para avaliar a situação e deu aval à contratação.

A assessoria de imprensa informou que as pessoas citadas não comentarão as denúncias.
Para Manoel Peixinho, professor de Direito Administrativo da PUC-Rio, cargos comissionados devem ser ocupados por pessoas com qualificação. "Pode até ser que não exista uma ilegalidade presente, mas o direito tem discutido bastante os princípios da moralidade e impessoalidade no serviço público", disse ele, reforçando que o superior hierárquico de qualquer gabinete precisa fiscalizar os subordinados.

A subsecretária se disse vítima de suposta perseguição política por grupos de protetores. Chamando-os de "indústria do abandono", Suzane definiu o grupo como uma "máfia dentro do coração da proteção animal voluntária no Rio", acusando-o de venda de vagas para castrações. Denúncia semelhante é feita contra funcionários do gabinete por parte dos protetores.

"Esses ataques vêm dificultando muito nossos programas", afirmou a gestora da Subem. Ela diz acreditar que possam haver mais animais abandonados nas ruas, mas que isso seria consequência da irresponsabilidade dos opositores à sua gestão.

Prefeitura crê em sabotagem em abrigo
Uma gata pode, em sete anos de período fértil, parir de forma direta e indireta --através de seus filhotes-- cerca 8.000 felinos. O cálculo, feito informalmente pelo veterinário Hélio Pradera, chama a atenção para a importância da castração em animais domésticos, sobretudo em uma cidade como o Rio de Janeiro, que atualmente se vê com abrigos lotados.

A Fazenda Modelo, abrigo de animais da prefeitura em Guaratiba (zona oeste) que deveria ser a referência municipal para acolhimento de animais sem donos, tem sido cada vez mais questionada e até mesmo investigada pela polícia.

Uma ação da DPMA (Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente) no último dia 9 lacrou parcialmente a instituição por conta da presença de produtos vencidos. Até a publicação esta reportagem, o abrigo operava normalmente, mas a clínica do local continuava fechada.

Suzane Rizzo diz acreditar que houve sabotagem às instalações. "Eu afirmo que esses remédios vencidos foram plantados lá. Nós nunca usamos medicamentos vencidos e eu estive lá no dia anterior em vistoria."

Em resposta ao fechamento da clínica, a subsecretária disse que foi até o governador Luiz Fernando Pezão (MDB) no dia 10 de janeiro em busca de aconselhamento para investigar o suposto ato de subversão. Pezão teria orientado Suzane a falar diretamente com o chefe da Polícia Civil, Carlos Leba.

A assessoria de Pezão confirmou a orientação e a indicação para que ela procurasse a polícia. A Polícia Civil afirmou apenas que as investigações estão em curso.

Para Marcelo Mattos, presidente da Suipa (Sociedade União Internacional Protetora dos Animais) --ONG mantida por doações no bairro do Jacaré (zona norte)--, o quadro atual de proteção animal na cidade é delicado. Atualmente, a instituição, que é referência na cidade, está impedida por força de ação civil pública de receber novos animais além dos 5.000 por ela já tutelados.

"A verdade é que não tem mais onde enfiar bicho", diz Hélio Pradera que, há mais de 40 anos na área, denuncia o que chama de falta crônica de políticas preventivas.

Um exemplo desse descaso é o aumento de 400% dos casos esporotricose no município desde 2015. Essa zoonose, que passa do gato para seres humanos, nasce a partir do descontrole populacional, quando gatos sem dono se espalham e, ao ar livre, começam a arranhar cascas das árvores que contêm o fungo que transmite a doença.

Para o especialista, a superpopulação da Suipa, que muitas vezes advém do abandono, poderia ser minimizada a partir de castrações e feiras de adoção que, segundo ele, não têm acontecido com a frequência necessária. Em nota, a Subem afirmou que fez 746 adoções em 2017, 37 a menos do que no ano anterior.

A protetora Rosana Guerra, que há anos trabalha na área da Fazenda Modelo, afirmou que é comum que ela e colegas resgatem animais da própria fazenda para levá-los a clínicas particulares para tratamento e posterior adoção.

No último ano, Rosana contabilizou mais de 200 animais retirados do local e tratados, sempre às suas custas. "Eu não tenho problema em fazer o que eu faço e arcar com isso, mas é preciso ter algum apoio da prefeitura."

Lares temporários
Uma solução que tem se mostrado eficaz, deixando de lado a briga política, são os chamados lares temporários.

Segundo Jennifer Melo, 19, protetora da Baixada Fluminense, a ideia é usar as redes sociais para encontrar pessoas dispostas a doar sua casa e tempo de forma provisória. "Nesse período, a pessoa pode ajudar a pagar o tratamento do animal até que ele esteja pronto para adoção."

É exatamente isso que fez Rita Paschoal, moradora da Tijuca, bairro da zona norte carioca. Há pouco mais de seis meses um casal que precisou fugir da comunidade do Turano após ter sido expulso por traficantes deixou os filhotes de vira-lata com ela. Hoje, os já nomeados Pompom e Fofão têm casa, comida e pelo lavado, e esperam para serem adotados.

No início do ano, tradicionalmente, cresce o número de abandonos --a capital fluminense registra em média aumento de 40%, segundo a Subem.

"Quando descobrem que você é defensora começa a aparecer bicho na sua casa", disse a protetora Patrícia Guerra, 32, moradora da zona oeste. "Uma vez vi que tinha um pacote no meu jardim. Dentro dele tinham vários filhotes de gato. Jogaram por cima da minha cerca", relata.

Hélio Pradera chama atenção para o compromisso assumido por quem adota um animal."Muitas vezes a pessoa adota no dia 25 de dezembro e o abandona no dia 2 de janeiro, quando descobre que o filhotinho que ele adotou é um animal, que faz sujeira e precisa ser educado", lamenta.

FONTE: UOL

12/17/2017

Centro de Zoonoses de Campina Grande é acusado de impedir atuação de voluntários

Que absurdo!!!! até parece que eles não precisam da ajuda dos voluntários..... Gente incompetente mesmo.... Tem que aproveitar a mão de obra da proteção animal que faz de tudo pelos animais....
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O diretor do Fórum de Proteção e Defesa dos Animais de Campina Grande, Rômulo Azevedo, e a Comissão de Meio Ambiente e Defesa dos Animais da OAB, representada por Raquel Batista, denunciam que os voluntários do Centro de Zoonoses da cidade estão sendo proibidos, pela atual direção, de realizarem os trabalhos com os animais.

Segundo eles, mais de 20 voluntários há anos realizam o “dia de carinho” com os animais, dando banho, levando ração e medicamento, saindo para passear… Porém, desde que o atual diretor chegou, as ações estão sendo limitadas.

O último caso aconteceu no dia 8 de dezembro. Quando os voluntários chegaram ao local, os animais estavam trancados de cadeados nas jaulas, e os funcionários informaram que era determinação da direção.

– Lamentamos o fato, porque o Centro de Zoonoses funciona de forma precária e falta muita coisa por lá. A situação só não é pior porque os voluntários vão lá semanalmente realizar o trabalho que a prefeitura deveria fazer, e agora estão sendo tolhidos disso. Como é que se recusa um grupo de voluntários que ajuda a Prefeitura? Esses animais estão confinados em um campo de concentração que é o Centro de Zoonoses de Campina – disse Rômulo.

A representante da Comissão de Meio Ambiente e Defesa dos Animais da OAB disse que já contatou a Secretaria de Saúde e informou que se a situação não for resolvida, o seguinte passo é dar entrada com uma representação judicial.

– Entramos em contato com a Secretaria de Saúde para que esse fato não acontecesse mais. Temos sempre prezado pelo diálogo para poder tentar questões relativas a esse problema, mas não havendo a promoção da solução, a OAB tem interesse de representar a Prefeitura, a Secretaria de Saúde, e o Centro de Zoonoses – disse.

FONTE: paraibaonline

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