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12/12/2018

Meu bicho: seres humanos sentem mais empatia por animais


Achei bem interessante a matéria...
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O que te mais te comove? Uma situação de agressão envolvendo uma pessoa ou um animal? Uma pesquisa feita com 240 participantes nos Estados Unidos revelou um resultado surpreendente.

11/05/2018

A incrível importância das abelhas na vida do planeta

Em  apenas 15 dias, 4 milhões e meio de visualizações neste vídeo. Sei que dentro do veganismo, o consumo de mel é considerado exploração animal. Até pode ser, mas, eu me encanto tanto com as abelhas que qualquer estudo sobre ela me interessa muito. Muita gente não sabe que se as abelhas acabarem, toda vida se acaba.... Em países europeus já fizeram inúmeras campanhas pela

8/10/2018

IMPERDÍVEL! Cães compreendem o significado do choro humano, afirma pesquisa

Juro!!!!! quando acabei de ver esta matéria, fiquei imóvel um tempo enorme.... só digerindo e lembrando do tanto que meus bichos ajudaram minha trajetória de vida. Sempre desejei terminar minha existência em um quarto de asilo para idosos. Mas, ficava pensando como ia resolver este meu apego aos animais. Nenhuma instituição permite animais, segundo pesquisei. 

7/19/2018

Pesquisa aponta diferenças entre donos de cães e gatos

Adoro estas matérias ..... Vale a pena ler e ver se concorda...
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Uma pesquisa – no mínimo inusitada –, promovida por uma das maiores empresas de alimentos para pets do mundo, levantou as diferenças e as semelhanças entre os perfis daqueles quem têm gatos e os dos que têm cães na família.

As entrevistas foram feitas com 2 mil tutores, sendo 1 mil de cães e 1 mil de

6/30/2018

PESQUISA: Cães sentem maior carinho pelo dono quando este fala com voz de bebé

Os EUA tem um costume que eu acho genial. Tudo eles pesquisam diferentemente do Brasil que, na maioria dos dados, é "achometro". Pena os profissionais da estatística não terem o valor que merecem.... Este estudo foi feito no Reino Unido que, também, costuma utilizar muito das estatísticas...
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Estudo revela que os animais de quatro patas são mais recetivos a esta forma de comunicação.
Um estudo publicado pela Universidade de York, no Reino Unido, revela que falar com voz de bebé com os cães tem na verdade mais pontos positivos do que se acreditava até agora.

Os responsáveis pela investigação, Alex Benjamin e Katie Slocombe, afirmam mesmo que esta forma de comunicação estreita os laços afetivos entre o dono e o animal.

No entanto, a principal novidade refere-se ao impacto desta voz nos cães adultos. Desta vez, o estudo incluiu dezenas de animais em idade adulta para perceber se estes reagiam de forma diferente a este tipo de estímulo. Segundo o mesmo, não importa a idade. Todos os cães reagem positivamente à voz de bebé e conseguem até entender melhor o que está a ser dito.

Para além de uma maior receptividade por parte do animal, também existe uma maior conexão emocional entre ambos, visto que estes desenvolvem um maior carinho pelo dono por sentirem o mesmo da parte deste. A investigação dos britânicos ainda conseguiu confirmar que existem certas palavras às quais os cães têm uma maior ligação como "cão" e "passear" ao contrário algo como "agora não".

FONTE: cmjornal

5/22/2018

CIENTISTAS LOUCOS: Cientistas transplantaram a memória de uma lesma para outra (e funcionou)

Gente, antes de tudo, me tira o tubo!!!!!!! estou ficando louca? me prendam num manicômio porque se eu encontro um "cientista maluco" deste, cubro de tabefes!!!!! Teve choque eletrico e tudo mais..... Não deixem de ler a matéria, pelo amor de Deus e digam se estes caras não estão loucos? ciência dos infernos.... cientístas do capeta!!!!!
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A transferência de memória já aparece, há décadas, em livros e filmes de ficção científica. Agora, parece estar mais perto de se tornar um facto científico.
Uma equipa de cientistas conseguiu, com sucesso, fazer uma espécie de “transplante de memória” – transferindo material genético conhecido como RNA de um caracol marinho para outro. Alguns dos animais envolvidos foram treinados para desenvolver uma resposta defensiva perante choques elétricos em laboratório.

Quando o RNA destes caracóis foi transferido para outros que não tinham sido treinados, estas reagiram da mesma forma dos que tinham recebido choques moderados. A pesquisa, publicada na segunda-feira na revista científica eNeuro, ajuda no conhecimento sobre as bases fisiológicas da memória. RNA significa ácido ribonucleico. Trata-se de uma molécula ligada a funções essenciais de organismos vivos – incluindo a síntese de proteínas no corpo que definirá a expressão dos genes de uma forma mais geral, descreve a BBC.

Os cientistas administraram uma série de choques elétricos leves na cauda dos caracóis da espécie marinhos Aplysia californica. Os animais reagem a adversidades contraindo o corpo. Com os choques, passaram a ter contrações que duravam 50 segundos – uma espécie de reação defensiva extrema.

Depois, quando tocavam levemente nos animais que receberam os choques, estes reagiam com a mesma contração de 50 segundos, enquanto caracóis que não tinham recebido choques reagiam com uma contração de apenas um segundo. O próximo passo foi extrair RNA de células nervosas de ambos os tipos de caracóis: os condicionados e os não-condicionados. As moléculas foram depois injetadas em dois grupos de caracóis não treinados.

Os cientistas observaram, surpresos, que os caracóis que receberam o RNA de animais condicionados, quando eram tocados, reagiam com contrações de cerca de 40 segundos. Os caracóis que receberam o RNA de animais não-condicionados não demonstraram nenhuma mudança no comportamento defensivo.

Os cientistas notaram um efeito parecido em células sensoriais que estavam a ser analisadas em placas de Petri. Professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles, David Glanzman, um dos autores do estudo, afirmou que os resultados indicam algo como “uma transferência de memória”.

Glanzman destacou ainda que os caracóis usados na experiência não foram feridos. “Estes são caracóis marinhos. Quando percebem ameaças, soltam uma tinta roxa e escondem-se dos predadores. Os caracóis usados no estudo assustaram-se e soltaram tinta, mas não foram fisicamente afetados pelos choques“, defende Glanzman.

Tradicionalmente, pensava-se que as memórias de longo prazo ficavam armazenadas nas sinapses do cérebro, as junções entre os neurónios. Cada neurónio tem milhares de sinapses. “Se as memórias ficassem nas sinapses, a nossa experiência não funcionaria de forma nenhuma”, diz o cientista. Para Glanzman, as memórias estão alocadas nos núcleos dos neurónios. O estudo vai ao encontro de algumas hipóteses levantadas há algumas décadas, segundo as quais o RNA estaria relacionado com a memória.

De acordo com os investigadores, os processos celulares e moleculares nos caracóis são similares aos dos humanos, apesar de o sistema nervoso dos animais marinhos ter apenas 20 mil neurónios – comparados com os cerca de 100 mil milhões de neurónios que o homem tem. Acredita-se que os resultados publicados no eNeuro podem contribuir na procura de tratamentos para atenuar efeitos de doenças como o Alzheimer e o Stress Pós-Traumático.

Perguntado se este processo poderia levar a um eventual transplante de memórias adquiridas em experiências de vida, Glanzman disse não ter a certeza, mas expressou otimismo de que uma maior compreensão sobre o mecanismo de armazenamento da memória pode levar a mais oportunidades para explorar diferentes aspetos da memória.

FONTE: aeiou.pt

5/14/2018

MODELOS PARA PESQUISAS: Cientistas encontram evidência de que animais têm 'memória episódica'

E daí? O que tem a ver? Pelo amor de Santa Saragossa, me digam como o rato pode ser modelo para pesquisa de doenças humanas se não desenvolve naturalmente o Mal de Alzheimer? Estou tremendo de raiva......... É cansativo repetir toda minha lenga-lenga....
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Descoberta deve ajudar pesquisadores a chegar a drogas para tratar Alzheimer
NOVA YORK - Neurocientistas da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, relataram a primeira evidência de que animais não humanos podem repassar mentalmente os eventos que já aconteceram, em ordem cronológica — o que é conhecido como memória episódica. Segundo os estudiosos, a descoberta pode ajudar a avançar no desenvolvimento de novos medicamentos para tratar a doença de Alzheimer.

A pesquisa, liderada pelo professor Jonathon Crystal, foi publicada nesta quinta-feira na revista "Current Biology". — A razão pela qual estamos interessados na memória animal não é apenas para entender os animais, mas desenvolver novos modelos de memória que combinem com os tipos de memória prejudicados em doenças humanas, como a doença de Alzheimer — disse Crystal, do Departamento de Ciências Psicológicas e Cerebrais da universidade e diretor do Programa IU Bloomington em Neurociência.

ESTUDOS ATÉ AGORA SE CONCENTRARAM EM MEMÓRIA ESPACIAL
Sob o atual paradigma, Crystal destacou que a maioria dos estudos pré-clínicos sobre o potencial de novas drogas contra o Alzheimer examinam como esses compostos afetam a memória espacial, um dos tipos de memória mais fáceis de avaliar em animais. No entanto, a memória espacial não é o tipo de memória cuja perda causa os efeitos mais debilitantes do Alzheimer.

— Se sua avó está sofrendo de Alzheimer, um dos aspectos mais dolorosos da doença é que ela não consegue lembrar o que você disse a ela na última vez em que a viu — ressaltou Danielle Panoz-Brown, coautora do estudo. — Estamos interessados na memória episódica e na sua repetição, porque é essa que diminui na doença de Alzheimer e no envelhecimento em geral.

Memória episódica é a capacidade de lembrar eventos específicos. Por exemplo, se uma pessoa perde as chaves do carro, pode tentar recordar todos os passos — ou "episódios" — no seu trajeto do carro para a sua localização atual. A capacidade de reproduzir esses eventos em ordem é conhecida como "repetição de memória episódica". — As pessoas não conseguiriam entender a maioria dos cenários se não conseguissem lembrar a ordem em que ocorreram — pontuou Crystal.

MEMORIZAÇÃO DE ODORES EM ORDEM
Para avaliar a capacidade dos animais de reproduzir eventos passados de memória, a equipe da pesquisa passou quase um ano trabalhando com 13 camundongos, treinados para memorizar uma lista de até 12 odores diferentes. Os animais foram colocados dentro de uma "arena" com odores diversos e foram recompensados toda vez que identificavam do segundo ao último odor ou so quarto ao último odor da lista.

A equipe mudou o número de odores na lista antes de cada teste para confirmar que os odores foram identificados com base em sua posição, e não apenas pelo odor em si, provando que os animais estavam confiando em sua capacidade de lembrar a lista inteira, em ordem.

Após o treinamento, os animais completaram com sucesso sua tarefa em 87% das vezes, em todos os testes. Os resultados são uma forte evidência de que os animais estavam usando a repetição de memória episódica. Experimentos adicionais confirmaram que as memórias dos ratos eram duradouras e resistentes à "interferência" de outras memórias — ambas características da memória episódica.

Crystal disse que a necessidade de encontrar formas confiáveis para testar a repetição da memória episódica em camundongos é urgente, uma vez que novas ferramentas genéticas estão permitindo que os cientistas criem animais com condições neurológicas semelhantes às da doença de Alzheimer.

— Estamos realmente chegando aos modelos animais de memória cada vez mais semelhantes aos de um humano, à forma como a memória funciona nas pessoas — afirmou o pesquisador americano. — Se queremos eliminar a doença de Alzheimer, realmente precisamos ter certeza de que estamos tentando proteger o tipo certo de memória, o tipo que é de fato afetado.

FONTE: oglobo

5/06/2018

ORIENTAÇÃO: Autismo em cães existe? Saiba tudo sobre o tema.

Sabe o que acho legal? é a classe de vets se dedicarem a ver e entender melhor os animais. Outrora, a faculdade só lhes ensinava que animal é proteina e que estavam profissionais para defender a saude de humanos dos animais.... Embora a classe até hoje não tenha mudado seu juramento oficial, acho que esta evolução deve ser louvada....
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Se você acha que esses distúrbios são coisa de humano e autismo em cães é impossível, melhor rever sua opinião. Não é algo que tenha sido estudado de forma aprofundada e por isso não podemos dar tantos detalhes.

Mas se você desconfia que autismo em cães existe ou acredita que seu cãozinho pode ser diferente. Esse artigo vai tirar suas dúvidas dentro do possível. E o mais importante, te explicamos sobre como lidar com essa situação e ajudar esses cãezinhos a levar uma vida com qualidade.

O que é autismo
O autismo em humanos tem muitos níveis. E pode passar desde um espectro do autismo até o autismo em níveis mais altos. É uma condição que se apresenta de formas diferentes. Mas no geral afeta a capacidade de se comunicar e interagir com pessoas.


É mais comum descobrir o autismo em crianças, sendo uma condição mais associada ao gênero masculino. Mas muitas pessoas, principalmente mulheres descobrem essa condição na fase adulta. O autismo atrapalha o convívio com outras pessoas e as formas de expressar sentimentos.


Existe autismo em cães?
Esse debate é muito grande, mas existem estudiosos que afirmam que sim. Embora seja reconhecida como uma condição rara em pets, acredita-se que existe autismo em cães. Inclusive alguns tutores tem total certeza que seus cães possuem autismo.

Muitos veterinários afirmam que é uma condição que afeta os neurônios dos cães e chamam não de autismo em cães, mas de comportamento disfuncional, por ser algo raro. Também acredita-se que filhotes que tiveram um ou os dois pais expostos a muitas toxinas podem herdar esse problema.

No caso, quem vacina mais do que o necessário o cão. Mesmo que na tentativa de proteger o animal de alguma doença. Pode estar causando um problema grave às futuras gerações. Mas já foi comprovado que vacinação em excesso não é bom, então vacine seu pet de acordo com a carteira de vacinação dele.

Sintomas
Os sintomas do autismo em cães são muito parecidos com os sintomas humanos. É importante sempre conhecer bem seu cão e ficar atento aos sinais. Esses comportamentos podem ser percebidos mesmo em filhotes ainda na ninhada.

Comportamento compulsivo
Cães que precisam colocar um brinquedo sempre no mesmo lugar. Ou que todo horário tendem a fazer alguma coisa e ficam mal caso não possam fazer. É importante ficar atento se seu cãozinho só fica tranquilo após realizar alguma atividade que ele sempre faça. Tristeza e isolamento. Não querer fazer nenhuma atividade. Preferir estar parado.

Dificuldade de interação

Essa é um dos sintomas mais associados a autismo em cães e em humanos também. Cães que tem muita dificuldade desde novinhos em interagir seja com outros animais ou pessoas podem ter autismo.


Repetição
Correr atrás do próprio rabo em alguma situação de estresse ou medo. Ter sempre esse mesmo comportamento. Girar, sentar e levantar repetidas vezes. Cães que fazem sempre um comportamento repetitivo devem ser observados.

Dificuldade com o novo
Você pode associar esse sintoma ao fato do cão ter dificuldade de interagir com uma pessoa nova. Mas não é só isso. O cão pode ter dificuldade para realizar uma brincadeira nova, ou uma atividade nova. Chegando a poder fugir do próprio tutor na tentativa de evitar aquela situação.


Cão tímido X Cão autista
Não é todo cão que tem dificuldade com interações que é autista. O autismo em cães assim como em humanos é diferente de uma timidez. Os cães são animais que assim como os humanos tem sua personalidade e são diferentes uns dos outros.

Claro que a maioria dos cães, principalmente quando bem socializados, adora pessoas. Mas cães saudáveis podem apresentar timidez e simplesmente não gostar de grandes interações. É importante perceber que há uma diferença entre essas situações. Um cão que não gosta de visitas em casa, mas não apresenta nenhum outro problema, pode ser apenas um cão tímido ou até inseguro. Aprenda a observar seu cão e entende-lo.

Como lidar com autismo em cães
Antes de tudo, se você desconfia que seu cão pode ser autista, procure um veterinário de confiança. Converse a respeito e explique tudo o que observou no seu cãozinho. É sempre importante ter esse apoio profissional nos cuidados com seu peludo.

Depois é preciso adaptar a casa para seu cãozinho. Não chega a ser muito trabalhoso, basta seu cão ter um espaço onde ele se sinta confortável e onde possa ficar. Isso todos os cães devem ter.

O segundo passo em casa é evitar ao máximo mudar os móveis e objetos de lugar. O cão pode se sentir desconfortável com mudanças, então evite ao máximo. Também tente deixar as coisas dele o mais igual possível sempre.

Ao sair evite as situações que o deixam desconfortável. Muito provavelmente o cãozinho não vai gostar de ir a lugares lotados. Então evite esses espaços, ir a eles só vai deixar seu peludo estressado.

Também tente manter a rotina do seu cãozinho sempre igual. Todos os cães adoram rotina, mas no caso de autismo em cães essa necessidade aumenta. Tente fazer sempre as mesmas coisas e procure alguém que o peludo goste para sempre cuidar dele no caso de você precisar se ausentar. Para que ele sinta o menos possível a mudança.

Socialização
Sempre falamos como socialização é muito importante para os cães. E sim, é muito importante. Mas forçar cães a socializarem não é uma boa ideia, principalmente no caso de autismo em cães. Isso por que forçar uma situação desconfortável nele só causará sofrimento.

Se seu cão desde filhotes apresenta os sintomas citados acima e não consegue realizar atividades de interação, então nada de forçar. Filhotes são muito abertos a socialização, caso o seu filhote se exclua mesmo entre os irmãos, então ele pode ter autista.

Ainda assim é importante transmitir tranquilidade para o cão em situações desconfortáveis para ele. Principalmente nas de interação com outras pessoas e animais. Com o tempo ele pode se sentir confortável com alguma interação, mas certamente não será como em um cão totalmente saudável.

FONTE: vetanimal

5/03/2018

SAÚDE ANIMAL: Projeto em Bauru usa as coleiras Scalibor para pesquisa de combate à leishmaniose

Uma das coisas que mais tenho orgulho como ativista da luta em defesa dos animais, é dos meus patrocinadores e da qualidade dos seus produtos. Nossa ONG não só tem uma relação comercial com as empresas, mas, principalmente, uma relação afetiva de pessoas que fazem o bem aos animais. Sou muito grata a MSD Saúde Animal, fabricante da Coleira Scalibor, pelo apoio que nos dá para realização do nosso trabalho.
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Pesquisa de combate à leishmaniose em cães implantada em Bauru chama atenção da Nasa
Projeto desenvolvido pelo veterinário Ricardo Luiz Cortez propõe o uso de coleiras antiparasitárias em animais com a doença para evitar a contaminação. Segundo ele, alternativa pode ser mais eficaz e ética, quando comparada com a eutanásia.

O mês de abril marcou o início de um novo projeto em prol do bem-estar animal em Bauru (SP). Chamado de "Encoleiramento Inverso", o projeto desenvolvido pelo veterinário e Diretor do Centro de Controle de Zoonoses, Luiz Ricardo Cortez, visa combater a leishmaniose sem eutanasiar os cães infectados. A iniciativa inovadora chamou até a atenção de um dos pesquisadores da Nasa que esteve na cidade para conhecer de perto como funciona o projeto.

A ação, que conta com o apoio da Prefeitura de Bauru, do Centro de Controle de Zoonoses e da Unesp de Presidente Prudente e tem ainda a parceria com a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP e o Instituto Adolf Lutz, é considerada pioneira em todo o país, pois propõe uma nova possibilidade de proteção contra a doença com o encoleiramento dos animais contaminados. Portanto, uma alternativa para evitar a necessidade da eutanásia.

Isto se dá, segundo Cortez, pois a substância chamada deltrametrina presente na coleira, possui duas ações: uma como repelente, mantendo longe o mosquito-palha, transmissor da leishmaniose; e outra como inseticida, agindo como controlador do mosquito, não deixando que ele pique o animal infectado e transmita o protozoário para um animal sadio.

"A coleira em um animal sadio tem a função de deixar longe o mosquito transmissor da leishmania. Quando você coloca a coleira em um animal infectado, ela cumpre a mesma função. Além, claro, da inseticida. Contribuindo para manter o mosquito longe e, assim, prevenir a contaminação de outros animais", explica o veterinário idealizador do projeto. Segundo o Secretário de Saúde, José Eduardo Fogolin, o projeto pode ser o começo de algo que venha a mudar políticas públicas nacionais.


"Através desse estudo e do trabalho de campo que já está sendo realizado, podemos levar à outros níveis a discussão a respeito da leishmaniose no Brasil, chegando até a um patamar nacional", diz. Além da questão de saúde pública, Luiz Ricardo Cortez destaca a importância do projeto para o bem-estar animal. "Nós como veterinários não queremos eutanasiar animais que estão bem, ativos e felizes. O veterinário tem que salvar vidas. E é isso que estamos fazendo. Estamos usando a preservação da vida como fator criador de políticas públicas", relata o veterinário.

Levando em consideração a importância da implantação do projeto, uma vez que pode trazer grandes benefícios para a diminuição dos casos de leishmaniose tanto em cães, quanto em humanos na cidade, a prefeitura disponibilizou uma quantidade de coleiras para serem distribuídas em determinados bairros de Bauru, seguindo o cronograma proposto pelo projeto.

Encoleiramento em Bauru
Inicialmente, o projeto tem como objetivo avaliar os resultados de dois bairros de Bauru, podendo expandir futuramente. Os locais escolhidos, em um primeiro momento, são o núcleo Gasparini e bairro Isaura Pitta Garms. Segundo Luiz Ricardo Cortez, a área atendida será expandida futuramente.

As equipes percorreram as ruas coletando amostras de sangue de todos os cães, para testar a presença de leishmania. Após alguns casos serem confirmados, os organizadores do projeto decidiram separar os casos em dois grupos.

Os cães do núcleo Gasparini, não receberão a coleira. Dessa forma, será possível averiguar os dados sem o encoleiramento. Já os cães do bairro Isaura Pitta Garms receberão a coleira antiparasitária. Assim, os pesquisadores podem determinar a eficácia do uso do produto em animais diagnosticados com a doença.

Desde o início das visitas, Luiz Ricardo Cortez afirma que mais de 90% dos cães infectados foram encoleirados. "Nós não tivemos casos onde o dono se recusou a receber a coleira. Isso mostra o quanto a medida pode ser mais 'simpática' e também ética. Ninguém quer ter que mandar matar seu bichinho", comenta.

O cronograma previsto para o projeto, segundo Luiz, visa encoleirar todos os cães diagnosticados com leishmaniose nas regiões delimitadas e, depois disso, realizar visitar periódicas para averiguar o estado do animal. Isso porque a coleira tem validade de seis meses e, após decorrido esse tempo, precisa ser trocada para que continue eficaz.

Moradores da cidade que não residem nos bairros que são foco do projeto podem adquirir a coleira em pet shops e clínicas veterinárias.

"Projeto que caiu do céu"
A auxiliar de enfermagem, Neide Martins, dona do cachorrinho Menino, considerou o projeto como um grande avanço. O cão foi diagnosticado com leishmaniose e recebeu a coleira do projeto. "Com a coleira, o mosquito não chega. Facilita muito na prevenção da doença. Não consigo imaginar como seria ter que mandar sacrificar o meu Menino. Acho que eu morreria pela metade. Esse projeto caiu do céu", diz.

Apoio da Nasa
O projeto se mostrou tão inovador que chamou a atenção de Jeffrey C. Luvall, cientista da National Aeronautics and Space Administration (Nasa).

O pesquisador veio até Bauru para conhecer as diretrizes do projeto e avaliar em quais aspectos a ajuda da Nasa pode ser útil. Segundo ele, a principal tarefa, inicialmente, é mapear, via satélite, os principais locais da cidade onde há solo propenso para a proliferação do mosquito-palha.

Para isso, será feito um rastreamento com os satélites da Nasa. E, de acordo com os resultados obtidos, será possível definir os locais onde haverá a distribuição das coleiras. O cientista se diz animado com o projeto. Em entrevista ao G1, contou que é a primeira vez que vem ao Brasil para fazer um projeto desse tipo e afirma que a ação pode trazer resultados muito positivos a respeito do combate à leishmaniose.

"Quando as pessoas pensam na Nasa, elas pensam em espaço, foguetes e etc. Mas, a Nasa também faz outros tipos de trabalho. Nesse caso, vamos utilizar nossos satélites para ajudar no projeto de combate a leishmaniose. E isso é muito importante. Estou muito animado para ver os resultados."

FONTE: G1

4/16/2018

Estudos mostram que pessoas se impressionam mais com agressão a animais do que a humanos

O artigo é bem esclarecedor.... E mesmo sabedor de tamanha sensibilidade, os humanos não se melhoram no trato aos bichos...
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As iniciativas de auxílio aos animais, no entanto, também podem encorajar a compaixão entre as pessoas
Os primatas mais fofos do mundo podem ser Inguka e Inganda, gorilas gêmeos que brincam rolando um sobre o outro aqui na vastidão da floresta tropical de Dzangha Sangha, um dos melhores lugares para encontrar gorilas, antílopes e elefantes brincando.

O único risco: eles são tão descuidados e destemidos em relação às pessoas que praticamente podem cair em seu colo, e o pai do bebê, um gorila dominante de dorso acinzentado, de 170 quilos, pode ficar bravo com isso.

Essa região, em que República Centro-Africana, Camarões e República do Congo se encontram, é uma das partes mais selvagens do mundo, e os três países criaram parques nacionais nas áreas fronteiriças. Eu também visitei uma clareira na floresta habitada por 160 elefantes e um grande rebanho de antílopes-bongo, além de alguns búfalos-africanos. Era como uma cena de um filme da Disney, e me derreti todo.

Ainda que eu fique sentimental diante da majestade da vida selvagem, às vezes me sinto inquieto. Imagino: garantir direitos dos animais vai contra a garantia de direitos humanos?

Um estudo constatou que pessoas submetidas a pesquisas ficam mais impressionadas com histórias de cães espancados com tacos de beisebol do que com relatos de pessoas espancadas de maneira similar. Outros pesquisadores constataram que, se tivessem de escolher, 40% das pessoas salvariam seu cachorro de estimação em vez de um turista estrangeiro.

Quando a morte a tiros do leão Cecil, no Zimbábue, atraiu muito mais assinaturas em uma petição do que a morte a tiros de Tamir Rice, de 12 anos, em Cleveland, Ohio, que foi baleado por um policial, a escritora Roxane Gay tuitou: “Começarei a usar uma fantasia de leão quando sair de casa, para que, se eu tomar um tiro, as pessoas se importem”.

Anos atrás, visitei um acampamento numa floresta tropical em que uns 20 jovens americanos e europeus trabalhavam como voluntários, sob duras condições, para cuidar de gorilas, como parte de um programa de conservacionismo. O altruísmo era impressionante - mas aqueles idealistas não demonstravam se importar com os pigmeus que morriam de malária nas aldeias próximas, por não conseguir obter para suas camas mosquiteiros que custam US$ 5.

Então, estamos traindo nossa própria espécie quando preenchemos cheques para ajudar os gorilas? Trata-se de um equívoco lutar por elefantes e rinocerontes ao mesmo tempo em que 5 milhões de crianças ainda morrem anualmente antes dos 5 anos?

Essa é uma questão legítima, que tenho considerado ao longo dos anos. Mas passei a acreditar que, pelo contrário: preservar rinocerontes ou gorilas é bom também para os humanos. No nível mais geral, é um erro opor a piedade aos animais à piedade aos humanos. Compaixão por outras espécies também pode encorajar compaixão entre humanos. Empatia não é um jogo de soma zero.

As organizações mundiais de conservacionismo melhoraram muito no sentido de oferecer um papel a habitantes locais para a sobrevivência das espécies. O World Wildlife Fund (WWF), que ajuda a administrar a Área de Proteção Dzanga Sangha, mantém uma clínica médica e está iniciando um projeto educacional. O refúgio contrata 240 funcionários locais, de guardas a rastreadores de animais, que localizam os gorilas e fazem com que eles se habituem às pessoas. “Essas iniciativas são boas para nós”, afirmou Dieudonné Ngombo, um dos rastreadores. “Trabalhamos e obtemos um salário, então, nossos filhos vivem melhor e nós dormimos sossegados."

Martial Yvon Amolet, do Centro de Direitos Humanos de Bayanga, que é mantido pela Área de Proteção Dzanga Sangha, afirma que os pigmeus BaAka gostam dos esforços de conservacionismo “porque, para os BaAka, o fim da floresta significa o fim de sua cultura e sua identidade”.

Luis Arranz, biólogo espanhol especializado em vida selvagem, que dirige os projetos do WWF na República Centro-Africana, acrescenta que os programas de conservacionismo dependem do apoio dos habitantes locais para combater a caça ilegal. Em média, um ou dois elefantes ainda são mortos por mês por aqui, mas este número seria muito maior sem os olhos atentos nas comunidades.

No ano passado, 200 eco-turistas estrangeiros vieram aqui - em 2015, não veio nenhum. Enquanto outras partes da República Centro-Africana estão tomadas por conflitos, Dzanga Sangha se mantém longe dos combates. Arranz espera que 700 visitantes venham este ano, mas o potencial é bem maior.

Dito de maneira simples: um dos recursos mais importantes de alguns países pobres é a vida selvagem. Os rinocerontes-brancos-do-norte estão à beira da extinção por causa da caça ilegal que atende à demanda chinesa por chifres de rinocerontes. O último macho da espécie morreu recentemente no Quênia. Quando os animais se vão, as perspectivas econômicas dos humanos também diminuem.

Então, compaixão por elefantes, rinocerontes ou gorilas não é sentimentalismo sem alma, e sim um reconhecimento prático de interesses compartilhados entre animais bípedes e quadrúpedes. Vá em frente, abrace as causas dos animais sem nenhuma gota de culpa. “O que é bom para os animais também é bom para os pigmeus”, me disse Dieudonné Kembé, pigmeu que trabalha em Dzanga Sangha. Ele afirmou ainda que, sem os programas de conservacionismo, “os animais já não existiriam”. “E talvez nós já não existíssemos também.”

FONTE: estadao

2/24/2018

Justiça alemã pode punir cientistas por crueldade contra macacos

Olha, eu não sei o que pesquisadores tem na cabeça por ignorarem o sofrimento dos animais para testar suas elucubrações.... Tomara que estes caras sejam presos mesmo....
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Os pesquisadores poderão ser multados e, segundo o código penal alemão, a crueldade em relação a animais pode ser punida com até anos de prisão em função da gravidade dos fatos

A justiça alemã anunciou nesta terça-feira (20/1) uma ação contra três pesquisadores do famoso Instituto Max Planck por práticas cruéis contra símios em experiências com seu cérebro.

Os três especialistas em cibernética biológica de um laboratório de Tubinga são acusados de ter alongado demais suas experiências e infligido aos animais sofrimentos prolongados durante um longo período, segundo um comunicado.

Os pesquisadores poderão ser multados e, segundo o código penal alemão, a crueldade em relação a animais pode ser punida com até anos de prisão em função da gravidade dos fatos.

Neste caso, os experimentos com os símios foram aprovados pelas autoridades, mas na condição que fossem cessados se o sofrimento dos animais se tornasse evidente. "Ao contrário das regras que foram estabelecidas, os pesquisadores atrasaram a eutanásia dos animais, causando a eles portanto um sofrimento significativo e prolongado", assinalou a justiça.

FONTE: correiobraziliense

12/05/2017

Ex-aluna da UFPR ganha prêmio por pesquisa pioneira em impressão 3D de modelos de pele de animais

Temos que exaltar sempre o trabalho de pesquisadores que tiram os animais dos laboratórios.... Quando este segmento será dominado por pessoas inteligentes como a Carolina? Deus queira não demore....
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Ex-aluna da UFPR ganha prêmio por pesquisa pioneira em impressão 3D de modelos de pele de animais


A aluna egressa do curso de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia da Universidade Federal do Paraná, Carolina Motter Catarino, foi uma das 19 vencedoras da premiação “Lush Prize”. O prêmio tem como principal objetivo apoiar e recompensar grupos ou indivíduos que trabalham no campo de pesquisa científica e conscientização em prol do fim de testes em animais.A pesquisa de Carolina trabalha com a substituição de componentes de origem animal usados durante o processo de fabricação da pele com o aumento da complexidade do modelo para diversificação de materiais, células e estruturas. Para isso, o grupo de pesquisa em que atua, na Rensselaer Polytechnic Institute nos Estados Unidos, desenvolveu modelos de pele usando impressão 3D.

“Um dos focos do meu projeto é o uso de impressão 3D para incorporação de estruturas complexas na pele, mais especificamente inclusão do folículo capilar. Atualmente não há nenhum modelo de pele com folículo capilar disponível comercialmente e nenhuma publicação sobre modelos de pele impressos contendo tal estrutura”, explica Carolina. A pesquisa que o grupo desenvolve é pioneira tanto na área de bioimpressão 3D, quanto na área de desenvolvimento de modelos de pele.

O fascínio da engenheira por sua área de pesquisa nasceu nos primeiros anos de estudo na graduação, durante a qual ela teve a oportunidade de realizar o seu estágio obrigatório na França, por meio do intercâmbio BRAFITEC – da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) -, em 2011. “Foi durante o estágio que tive a oportunidade de trabalhar com os modelos de pele humana in vitro como plataformas para testes de substâncias. Os poucos meses foram suficientes para que eu me apaixonasse por essa linha de pesquisa e para que eu definisse os primeiros passos na minha carreira como cientista”, relata.

De acordo com a pesquisadora, a experiência de ensino pela UFPR foi fundamental para o seu desempenho. “A formação multidisciplinar ofertada pelo curso tem contribuído de maneira fundamental para a forma como conduzo meus projetos”.

Para o futuro, a egressa espera que a pesquisa seja uma contribuição no desenvolvimento de mais estudos sobre o tema, especialmente no Departamento de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia. “Como ex-aluna da universidade, acredito que meu sucesso é também o sucesso de todos que fizeram parte da minha trajetória, em especial da UFPR e dos meus professores”, garante.

Lush Prize
O prêmio, oferecido pela parceria entre a Lush – uma fabricante e revendedora de cosméticos artesanais – e a Ethical Consumer Research Association – cooperativa de pesquisa e consultoria sem fins lucrativos especializada em pesquisa de bem-estar animal, é uma iniciativa que tem como objetivo antecipar o dia em que os testes de segurança aconteçam sem o uso de animais.

Segundo pesquisa realizada pela organização não governamental Cruelty Free International, cerca de 115 milhões de animais são utilizados em testes de laboratório no mundo todos os anos. Os vencedores desta edição foram agraciados com uma quantia equivalente a um milhão e meio de reais divididos entre si.

FONTE: massanews

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