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3/20/2019

Cada dia mais pessoas acreditam que os animais importam tanto como seres humanos

O artigo é excepcional e obrigatório para todos que lutam na defesa animal. Precisamos nos preparar para defender com categoria a vida dos animais....
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Em cada bife que mastigamos, os animalistas veem um ser que queria viver. Sua luta está entrando em choque com a indústria da carne.

2/21/2019

Industria da carne encomenda "estudos" para desmoralizar a carne de laboratório

Efetivamente, estamos incomodando muito, né mesmo?
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Carne feita a partir de células nem sempre é melhor para o clima, diz estudo

Chicago, 19 – A carne feita a partir de culturas de células animais não é necessariamente melhor para o meio

1/23/2019

LEITURA OBRIGATÓRIA: Sem carne, com lucro

Enquanto o mundo se revoluciona para acabar com a matança de animais, o governo brasileiro quer acabar com as florestas para criar mais animais para consumo..... Deus meu!!!!!
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Mudança nos hábitos alimentares impulsiona uma revolução vegana que já movimenta US$ 50 bilhões ao ano e transforma a indústria mundial

Até bem pouco tempo, o vegetariano era visto como “gente estranha com hábitos

1/14/2019

Países europeus mudam métodos de criação de gado para reduzir emissões de carbono

Não era mais fácil parar de matar bicho e correr atrás de criar uma empresa de carne de laboratório? Pô, que raio de empresários idiotas.....
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Cerca de 2000 explorações de gado bovino europeias vão mudar métodos de criação para reduzir em 15% a sua pegada de carbono nos próximos dez anos em França, Itália, Irlanda e Espanha.

9/13/2018

QUE HORROR!!!!! Criação de jacarés busca espaço na cadeia produtiva do agro no Estado

É para ficar enojada.... mais um "produto" da "cadeia de proteínas" desta gente cruel que está  acabando com o meio ambiente do nosso país.....
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Com enorme potencial para criação de jacarés em cativeiro (jacaré-cultura), Mato Grosso do Sul recebeu em 2016 o primeiro frigorífico para abate e processamento de carne de jacaré.

9/04/2018

Exploradores da industria da carne tentam nos iludir com "técnicas" chamadas de bem-estar animal

Uma coisa séria: para aqueles que não ligam para os animais, terão que ficar conscientes que temos que parar de come-los pela sobrevivência do planeta. Portanto, TODOS, deverão trabalhar para tal..... As industrias exploradoras de "proteína animal" (termo nojento atualmente  muito usado para amenizarem a meleca que fazem com os bichos) estão sentindo a pressão que estamos produzindo e

8/29/2018

Você comeria "carne" de laboratório?

Eu fico pensando nestes ruralistas melequentos quando pensam que seus "reinados" estão chegando ao fim.... hehehehe..... O que não vão fazer para acabar com este novo segmento, né? Ainda bem que tem gente poderosa ($$$$) por trás destas startups que estão trabalhando nisto.... Quero ver o abate halal num bife de laboratório? 

8/25/2018

QUE MENTIRA! Bem-estar animal: compromisso do produtor rural e da indústria

O abate humanitário foi conquistado há muitos anos atrás pela pessoa humilde que vos fala. A coisa custou a ser cumprida porque não tinha fiscais necessários para fiscalizar os abatedouros e matadouros no país. Vocês acham que é mentira? taí a verdade aparecendo mais de 22 anos depois. Agora, é inegável que que a WSPA fez um bom trabalho criando o conceito de bem-estar animal na industria da carne. Olha, galera, não

8/23/2018

ONG denuncia condições ‘brutais’ de frangos criados pela indústria

Aqui no Brasil temos poucas (ou nenhuma) ONG que trabalha neste tipo de denúncia. Seria tão bom que um grupo de formasse para fazer este trabalho..... Eu contribuiria pela manutenção das ações arranjando patrocinadores e doações de recursos. É só me falar...
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A ONG internacional Mercy for Animals acaba de divulgar vídeos e fotografias tiradas em granjas pelo Brasil mostrando frangos em condições consideradas ‘brutais’.

6/20/2018

AMEAÇA: Carne criada em laboratório enfrenta regulação nos EUA

Sei não, está muito na cara.... isto é coisa da industria de exploração da carne animal que está com os dias contados..... Vamos vencer, minha gente amada que luta tanto pela libertação animal!!!!!!
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As startups de carnes criadas em laboratórios que utilizam células animais para produzir produtos de carne bovina, de aves e de frutos do mar chamaram a atenção da Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês), que iniciou o processo de regulação do setor.

A carne artificial, considerada uma alternativa ecologicamente saudável à carne real, é feita por meio da coleta de células de animais e do cultivo delas para a produção de alimentos. Empresas como Memphis Meats e Future Meat Technologies despertaram o interesse de investidores como as gigantes da alimentação Tyson Foods e Cargill, além dos bilionários Bill Gates e Richard Branson.

A FDA planeja realizar uma reunião em 12 de julho para obter informações do setor a respeito da segurança da tecnologia, além de considerações a respeito de como seria possível rotular os produtos para que os consumidores saibam que estão comprando carne de laboratório -- e não de vaca. Debate-se também quem deveria regular a carne criada em laboratório nos EUA, a FDA ou o Departamento de Agricultura do país.

Na reunião de julho, a FDA planeja "compartilhar nosso pensamento inicial a respeito de como pretendemos aplicar, de forma apropriada, nossas ferramentas e políticas regulatórias atuais a esta nova área da tecnologia", disseram o comissário da FDA, Scott Gottlieb, e a vice-comissária, Anna Abram, em comunicado, nesta sexta-feira.

O banco agrícola CoBank classificou os produtos de proteínas alternativas como uma das tendências alimentares mais interessantes a serem observadas neste ano, apesar de Trevor Amen, economista do banco, ter previsto em novembro que a carne artificial demoraria mais três a cinco anos para chegar aos restaurantes e mais cinco a oito anos para aparecer nas prateleiras dos supermercados.

A empresa Just, do empreendedor Joshua Tetrick, anteriormente conhecida como Hampton Creek, anunciou que planeja colocar o que chama de "carne limpa" no mercado até o fim do ano. Em 2015, a FDA decidiu que a Hampton Creek não poderia chamar seu molho vegano de maionese porque o produto não continha ovos. Posteriormente, o órgão permitiu que a empresa chamasse o produto de Just Mayo desde que colocasse em maior destaque o aviso "não contém ovos" e fizesse outras modificações no rótulo.

A Associação de Criadores de Gado dos EUA apresentou petição ao USDA no início do ano para que apenas a carne de animais criados e abatidos da forma tradicional pudesse ser rotulada como carne. Isso significaria que empresas como Impossible Foods e Beyond Meat, que fabricam produtos de base vegetal - e também as opções feitas a partir de células animais -- teriam que encontrar outro nome para sua proteína. Agora, parece que a FDA emitirá essa determinação.

A agência aprovou o primeiro animal geneticamente modificado em 2015 ao permitir que a AquaBounty Technologies comercializasse um salmão apelidado de "Frankenpeixe" pelos críticos. O salmão é geneticamente modificado para possibilitar que cresça mais rapidamente, mas o Congresso obrigou a FDA a proibir as importações do peixe, criado no Canadá e no Panamá, enquanto não publicar as regras finais de rotulagem, o que ainda não foi feito.

FONTE: uol

6/01/2018

GREVE E FOME: MP autoriza uso de estoques para alimentar animais

Alimenta agora para matar depois ganhando dinheiro..... O que é pior: morrer de fome ou abatida dando lucro para estes carniceiros da industria da carne?
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O governo federal autorizou, por meio da Medida Provisória 835/2018, o uso imediato dos estoques de milho em grão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para alimentação de animais.

O acesso do milho será liberado aos criadores de aves e suínos e às indústrias de processamento de ração animal de todo o País, pelo período de 30 dias. A medida foi adotada em caráter emergencial. O setor foi bastante afetado pela greve dos caminhoneiros e vários animais já morreram por falta de ração.

O milho será ofertado pelo Programa de Vendas em Balcão (PROVB). "O acesso será efetuado diretamente nas unidades armazenadoras da Conab ao preço praticado pelo PROVB", cita o texto. "As vendas em balcão serão realizadas na modalidade 'à vista' e a compra ficará limitada, por pessoa física ou jurídica, a quinhentas toneladas diárias", completa a MP, publicada no Diário Oficial da União (DOU). Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), quase 70 milhões de aves foram mortas desde o início da greve até esta terça-feira, 29.

Na manhã desta quarta-feira, a associação alerta, em nota, que ainda há bloqueios que impedem a circulação de animais vivos, rações e produtos frigorificados pelo País. Também ressalta, que após nove dias de paralisação, seguem os registros de mortes de aves decorrentes do impedimento do transporte de insumos.

Segundo a ABPA, há grupos de manifestantes nas estradas que têm se tornado cada vez mais agressivos. A entidade cita como exemplo a queima de dois caminhões de ração na BR-101, perto da entrada do município de Muritiba, na Bahia.

"A inconsequência dos atos nos piquetes terá impacto direto no poder de compra do consumidor. Com menor oferta de produtos, mas com a mesma carga tributária, mesmo custo operacional e possível alta nos insumos para a produção industrial, ficará mais caro produzir. Estima-se que os custos para a recuperação da normalidade do processo deverão ser 30% acima do anteriormente praticado", avisa a ABPA.

De acordo com associação, as 167 unidades frigoríficas que informaram paralisação seguiram inoperantes até esta terça e parte delas retomaria gradativamente a produção a partir de ontem. 

FONTE: maringa.odiario

5/27/2018

CONFERÊNCIA IMPERDÍVEL: A bilionária indústria da carne está ameaçada

Galera de Sampa, eu não sei muito sobre o assunto do incrível Vale do Silício, mas, acho que esta conferencia merecia uma atenção. No meu caso, aprenderia muito e teria mais conhecimento para fortalecer nossos argumentos sobre o destino do nosso planeta...... Se fosse no Rio de Janeiro, ia até de maca....
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Carne de Laboratório: a bilionária indústria da carne está ameaçada
Pela primeira vez na história, uma agrotech ameaça o mercado de carnes (grifo meu)

O Brasil possui as duas maiores processadoras de proteína animal do mundo, JBS e Marfrig. Só e 2017 o país exportou 6,54 milhões de toneladas de proteína, totalizando mais de US$ 15 bilhões. O rebanho bovino brasileiro soma mais de 200 milhões de cabeças.

Porém, mesmo com números tão expressivos, é um mercado que está ameaçado. Pela primeira vez, uma inovação surgida no Vale do Silício, berço de grandes revoluções como Uber, Airbnb e Netflix, tem colocado uma pedra no sapado dos grandes produtos mundiais de carne. Esse assunto, aliás, será tratado durante do Agrotech Conference, maior evento já feito no Brasil sobre as novas tecnologias que vão impactar o agronegócio brasileiro.

A empresa agrotech americana Impossible Foods criou o primeiro hambúrguer do mundo de base vegetal, com sabor e aroma idênticos à carne bovina. Feito de proteínas de trigo e batata, diversos vegetais, óleo de coco, vitaminas e leghemoglobina, extraído da raiz da soja.

Esse último ingrediente, conhecido como “heme”, é um líquido vermelho que dá o aspecto suculento e o sabor de carne bovina ao hambúrguer. O resultado é impressionante. Quem comeu, afirma que pode facilmente substituir a carne bovina, garantindo que o cheiro, o sabor e até o barulho do hambúrguer fritando são idênticos ao original.

E não, isso não é apenas uma história bonita. O novo hambúrguer está a venda em dezenas de lanchonetes americanas, incluindo a rede de fast-food White Castle, presente em 11 estados americanos. A Impossible Foods tem Bill Gates como um dos investidores e já recebeu mais de US$ 100 milhões em diversos aportes.

Esse é o primeiro passo para uma revolução gigantesca na indústria de proteína animal. Se a Impossible Foods for bem-sucedida no que está fazendo e as pessoas a aceitarem, a carga ambiental que eles removerão será tão grande que os benefícios seriam inumeráveis.

Quer saber mais sobre as tecnologias e inovações que estão revolucionando o agronegócio brasileiro e mundial? Participe do Agrotech Conference, que acontece em São Paulo. Acesse o site oficial e veja todos os detalhes.

A revolução no campo
Em 2050, seremos 10 bilhões de humanos. Porém, apenas 40% das terras estarão disponíveis para cultivo. Utilizamos atualmente, na agricultura, cerca de 70% da água doce disponível no planeta.

Nunca precisamos tanto da tecnologia para produzir mais, com menos. Esse é o grande desafio – e uma das maiores oportunidades – do século 21. "Um ponto em que todos nós concordamos: em 15 anos a água será cara e o solo saudável será escasso. Por que esperar, ao invés de resolver esse problema agora?"
Rob Hayes

1/12/2018

Como é que a carne vermelha se tornou uma das causas de câncer

Pois é.... mesmo assim a industria da carne é super estimulada pelos governos do mundo.....
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É certo: a carne vermelha em excesso pode prejudicar a saúde dos humanos. Mas como aconteceu isso? Cientistas dos Estados Unidos percorreram milhões de anos para agora dizerem que um dos contributos é de um gene e do seu açúcar tóxico.

Tudo começou há mais de 550 milhões de anos quando um antepassado de todos os deuterostómios (grande grupo de animais que inclui os seres humanos) adquiriu um gene chamado CMAH. Este gene é um vilão para nós, porque ele dá as instruções para se fazer um açúcar tóxico – o ácido N-glicolilneuramínico, ou Neu5Gc. O nosso rumo nesta história mudou há dois milhões de anos quando os humanos conseguiram livrar-se desse gene e proteger-se de algumas doenças. Mesmo assim, não eliminámos totalmente esse “feitiço” na nossa vida: quando comemos carne vermelha, lá está o CMAH a atormentar-nos. Afinal, o encontro entre humanos e este gene (e o seu açúcar em excesso) pode vir a resultar em inflamações e cancro. Esta história com milhões de anos foi agora revisitada por cientistas dos Estados Unidos na revista científica Genome Biology and Evolution.

Já que sabemos quem são as personagens desta história: vamos às apresentações. O gene CMAH codifica uma proteína (uma enzima) que catalisa a conversão de um açúcar, o ácido N-acetilneuramínico (ou Neu5Ac), para o já referido Neu5Gc. Eis então o Neu5Ac e o Neu5Gc, dois açúcares que se encontram à superfície das células e que as ajuda a reconhecerem-se. O Neu5Ac está presente em todos os deuterostómios e até nem é prejudicial. O grande problema está no Neu5Gc, que é tóxico para os seres humanos e existe apenas nos organismos que têm actualmente o gene CMAH. Estes dois açúcares são assim grandes ingredientes nos “feitiços” do CMAH.

Já se sabia que o CMAH existia na carne vermelha, mais exactamente no tecido muscular de mamíferos como as vacas, os porcos, borregos, cavalos e as cabras. Por isso, cientistas da Universidade do Nevada (Estados Unidos) armaram uma cilada ao CMAH para saber como permaneceu nalguns animais e noutros não. E por que consumir carne vermelha nos faz mal. Para isso, a equipa coordenada por David Alvarez Ponce analisou o genoma de 322 espécies de animais para determinar em que organismos o CMAH estava activo. Para armar a tal cilada, o trabalho de detective no laboratório de David Alvarez Ponce, onde já é habitual estudar-se a evolução dos genes e dos genomas em computador, socorreu-se da bioinformática.

“Encontrámos o gene num grupo de bactérias, num par de algas, e em muitos animais do grupo dos deuterostómios. É um grupo de animais que inclui os vertebrados (como os humanos), os equinodermos (como as estrelas-do-mar e os ouriços-do-mar) e outros grupos”, explica ao PÚBLICO David Alvarez Ponce. “Mas nem todos os deuterostómios exibem este gene, muitos grupos de deuterostómios perderam-no durante a evolução.” Por isso, a equipa de David Alvarez Ponce fez um catálogo (neste caso, um artigo científico) com as espécies que não têm esse gene e com aquelas que podem ser relevantes do ponto de vista da nutrição, do transplante (um dia) de órgãos de animais para humanos ou para a investigação científica.

Entre os animais que se livraram do gene CMAH estão os tunicados, a maioria dos répteis, todas as aves e alguns peixes. Já nos mamíferos, o gene não está presente no ornitorrinco, numa única espécie de veado, no cachalote, num grupo que inclui os furões, nas morsas e nas focas, em dois grupos de morcegos, no ouriço-terrestre, nos macacos do Novo Mundo ou nos humanos. Por essa razão, comer frango, peru ou ganso não terá efeitos tão negativos como a carne vermelha.

Caviar com açúcar tóxico
Salsichas, bacon e enchidos são cancerígenos, diz a OMS
Em contrapartida, o gene e o seu açúcar tóxico foram encontrados em todas as espécies de bovinos, girafas e até no salmão. “As espécies de mamíferos em que descobrimos supostos genes CMAH funcionais incluem várias espécies em que o Neu5Gc já tinha sido descrito antes, como o porco, a ovelha, a vaca, o cavalo, o elefante, o golfinho, o chimpanzé, o macaco, o ratinho, o rato e o coelho”, lê-se no artigo científico.

“No peixe que tem este gene, o açúcar encontra-se em proporções muito pequenas na sua carne, mas em grandes quantidades no caviar. Isto pode ser porque o gene está activo especificamente nos ovos ou nos oviductos [canal de saída dos ovos]”, nota David Alvarez Ponce.

Uma das surpresas do estudo foi também a presença do gene e do seu açúcar num lagarto, o Anolis carolinensis. Para a equipa de cientistas, isto pode querer dizer que o antepassado mais recente dos sauropsídeos (o Anolis carolinensis pertence a este grupo) tinha um gene CMAH activo, que se pode ter perdido tanto na linhagem das serpentes como na de um antepassado das tartarugas, crocodilos e aves. “O facto de o CMAH se ter perdido tantas vezes durante a evolução dos deuterostómios sugere que o gene não é essencial”, nota o artigo. Mas acrescenta-se: “Contudo, dada a relevância do Neu5Gc, essa perda provavelmente precisa de ser compensada por ajustes na biologia do ácido siálico [como é o caso do Neu5Gc].”

E nós, onde ficamos nesta história? Os humanos conseguiram “desligar” o CMAH há cerca de dois milhões de anos. “É possível que a desactivação do CMAH durante a evolução humana tenha protegido os humanos de certos agentes patogénicos”, diz David Alvarez Ponce num comunicado sobre o trabalho. “Por exemplo, há um tipo de [parasita da] malária que precisa do açúcar Neu5Gc para causar infecção. Este tipo de malária afecta alguns primatas, mas não os humanos.”

Mas ainda há vestígios dos tempos em que tínhamos esse gene activo: por exemplo, quando os humanos ingerem carne vermelha são capazes de sintetizar o açúcar tóxico Neu5Gc, mas o corpo reconhece-o como um “corpo estranho”, havendo assim uma reacção imunitária.

Para estabelecer a ligação entre a presença deste açúcar e o cancro, a equipa cita muitos trabalhos científicos, dizendo: “A inactivação do CMAH nos humanos significa que o Neu5Gc se tornou um antigénio estranho. O Neu5Gc de alimentos de origem animal (predominantemente carnes vermelhas e produtos lácteos) é incorporado nas glicoproteínas dos tecidos humanos, onde se pensa que desencadeiam uma resposta imunitária que pode originar inflamação crónica, artrite reumatóide e cancro,” lê-se no artigo científico. “Isto pode explicar, pelo menos em parte, a ligação entre o consumo de carne vermelha e o cancro. Em apoio desta hipótese, o Neu5Gc encontra-se muitas vezes concentrado em tumores humanos e locais de inflamação”, acrescenta a equipa.

“O consumo de carne vermelha está sobretudo associado ao cancro colo-rectal [uma das principais causas de morte por cancro em todo o mundo]”, salienta-nos por sua vez David Alvarez Ponce. “Além disso, se um órgão de um animal com o gene CMAH for transplantado para uma pessoa, o corpo humano teria uma reacção imunitária, que poderia resultar na rejeição do órgão.”

A presença (ou a ausência) deste gene em diferentes animais pode então ajudar a perceber melhor que animais devemos consumir ou, pelo menos, comer de forma mais moderada, referem os cientistas. Ainda alertam que há animais que podem não ter este gene, mas os agentes patogénicos que se ligam ao açúcar Neu5Ac (o antecessor do Neu5Gc) também poderão afectar os seres humanos. E que alimentos estão mais associados a este gene? “Sobretudo as carnes vermelhas. Entre as carnes vermelhas, a carne de vaca parece conter mais Neu5Gc do que a de porco, tornando-a mais perigosa”, responde David Alvarez Ponce, avisando ainda que o salmão e o caviar de alguns peixes também têm níveis elevados de Neu5Gc. No artigo também se salienta que o açúcar tóxico foi encontrado em produtos lácteos.

Mudar mentalidades 
E o que diz um nutricionista sobre o consumo de carnes vermelhas? “De forma geral, as carnes são interessantes do ponto de vista da proteína”, começa por dizer ao PÚBLICO José Camolas, nutricionista no Hospital Santa Maria (Lisboa) e adjunto do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (da Direcção-Geral da Saúde), acrescentando ainda que nos fornecem ferro hémico, um ferro de fácil absorção. No entanto, também há desvantagens, como a presença de proporções elevadas de gordura saturada. “Essa gordura vem depois associada a doenças, nomeadamente às doenças cardiovasculares, mas também tem surgido investigação que associa a carne vermelha ao risco de cancro.”

Por isso, o nutricionista indica um artigo científico de 2015 da revista The Lancet Oncology em que um grupo de peritos analisou vários estudos de potenciais associações entre o consumo de carne vermelha ou carne processada (salgada, curada, fermentada, fumada ou de alguma forma tratada para realçar o sabor ou melhorar a conservação) e o cancro. Concluiu-se que a carne vermelha e a carne processada (não há uma distinção explícita das duas no estudo) estão mais associadas ao cancro colo-rectal e, com alguma probabilidade, ao cancro do pâncreas e da próstata. Mesmo assim, José Camolas avisa: “Não se pode misturar as duas coisas da mesma forma. O risco da carne vermelha por si só é menor do que o da carne vermelha submetida a elevado processamento. A forma como se cozinha também é um elemento importante.”

Portanto, o que se aconselha é a moderação no seu consumo. “Não é por acaso que, se olharmos para a roda dos alimentos, vemos que a fatia relativa aos produtos de origem animal é muito mais pequena comparativamente com a das hortícolas”, salienta José Camolas. Para si, o combate ao consumo excessivo deve ser logo feito na educação das crianças. “Não é proibir toda a gente de consumir carne ou produtos de origem animal, mas temos de melhorar a questão da distribuição dos alimentos”, explica. “É mais importante mudar mentalidades. Devemos reduzir porções. Sabemos que se tivermos mais legumes no prato, uma boa salada e uma sopa na entrada, vamos ter elementos que têm um efeito compensador.”

José Camolas acrescenta ainda que não há um programa específico em Portugal para a carne vermelha e que o mais importante é transmitir como fazer uma salada, como se podem introduzir de novo as castanhas na alimentação ou como se pode fazer uma refeição saborosa sem nenhum produto animal. “Temos de transmitir a mensagem às pessoas de que há alimentos que não podemos deixar de ter na nossa alimentação. Esses alimentos são sobretudo de origem vegetal, pouco processados, com pouco açúcar e com pouco sal”, realça. “É um jogo de equilíbrios e, mais do que passarmos a mensagem de que a carne vermelha é péssima, a imagem que queremos passar é que a carne vermelha como qualquer outro alimento tem o seu papel, em caso de consumo moderado.” 

FONTE: publico.pt

12/26/2017

O mundo sem a industria da carne animal

Ô, meu Deus!!!! nem adianta pedir para vc. me deixar por aqui até ver o fim da industria da carne animal porque vou estar meia gagá, (mais do que estou rsrsrs) e nem vou entender bem esta mudança da sociedade..... acho que isto é coisa para 50 anos, não? então, não vai dar mesmo..... Mas, que eu queria estar por aqui queria sim.....
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