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4/17/2018

Austrália exportou quase 600 galgos para Macau em dois anos

Agora vejam vocês: se na Austrália, país supostamente onde as leis funcionam, pessoas as ignoram, imagina aqui no nosso país.... Podridão humana!!!!! Lembrando que o canídromo de Macau acabou ...
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Apesar de a indústria da corrida de galgos da Austrália ter proibido a exportação dos animais para Macau, que está na lista negra do país neste âmbito, chegaram ao território centenas, entre 2013 e 2015.

O Governo australiano permitiu a exportação de 590 galgos para Macau em dois anos, depois de o território ter sido integrado na lista negra pela indústria das corridas de cães devido ao número elevado da taxa de mortes e padrões de bem-estar pobres. De acordo com o The Guardian, a fuga de documentos, divulgados pela deputada do partido australiano Greens, Mehreen Faruqi, tornaram públicos detalhes sobre a exportação destes animais aprovada pelas autoridades do país.

A lista de permissão de exportação de galgos mostra que entre 2013 e o final de 2015, cerca de 941 galgos foram aprovados para exportação para Macau, China continental e Hong Kong. Em 2013, a Greyhounds Australasia, organismo nacional de corridas de galgos da Austrália, colocou Macau na lista negra e recusou emitir passaportes para exportação, depois de terem sido conduzidas inspecções que revelaram muitas preocupações em relação ao bem-estar dos animais.

O partido Greens considera “abissal” o tratamento dos animais em Macau e na China continental, ao mesmo tempo que aponta Hong Kong como um conhecido ponto de trânsito. “Exportar cães para Macau onde são literalmente colocados a correr para morrer é dinheiro sujo e miséria comercial. Eu realmente interrogo-me se estas empresas se preocupam, de todo, com animais”, disse Mehreen Faruqi, citada pelo The Guardian.

A deputada referia-se às empresas de transportes de animais que, segundo os documentos apresentados por defensores dos direitos dos animais durante uma reunião no parlamento em New South Wales, revelam o envolvimento significativo destas empresas no comércio de exportação. A empresa JetPets ajudou no envio de 150 cães para Macau, 27 cães para a China e 104 para Hong Kong durante os dois anos. O The Guardian escreve também que as exportações para Macau estavam em desacordo com a abordagem adoptada pelo Greyhounds Australasia, que utiliza um sistema de passaportes para controlar o envio de galgos para o exterior.

Mas o departamento de agricultura australiano frisou que a questão está fora do seu âmbito ainda que seja responsável pela emissão de licenças para exportações de galgos. O organismo diz que só avalia se os animais correspondem aos requisitos do país importador. O que acontece depois da exportação não pode ser considerado pelo departamento. “Uma vez que os cães exportados cheguem ao seu destino, eles estão sob a jurisdição do país importador”, disse uma porta-voz do departamento, citado pelo jornal britânico.

A mesma porta-voz afirmou que as exportações de galgos foram significativamente reduzidas e que, no caso da China, não foram registadas quaisquer entradas destes animais no país em 2017 e 2018. Macau viu também uma redução considerável de chegada de galgos ao território, muito devido ao facto de o Canídromo estar prestes a encerrar.

Mehreen Faruqi escreveu a empresas de transporte de animais no final do ano passado, incluindo a JetPets, pedindo que parassem a exportação de galgos. Contudo, ao The Guardian, garantiu não ter recebido qualquer resposta. “Acho que muitas pessoas ficariam chocadas e enojadas ao saber que estas empresas que alegam preocupar-se com os animais ganharam dinheiro enviando cães para uma morte quase certa na China e em Macau”, declarou.

FONTE: pontofinalmacau

3/07/2018

Presos os donos da Sadia e Perdigão que são maiores exportadores de carne de frango no mundo

Pois é.... O que estas histórias colaboram para desmoralizarmos esta gente da pecuária não está no gibi..... Só espero que os advogados do nosso front não deixem de utilizá-las....
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BRASÍLIA, SÃO PAULO e RIO - A Polícia Federal cumpre 91 ordens judiciais da Operação Carne Fraca, em São Paulo, e em outros quatro estados: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás, e já prendeu o ex-presidente da BRF, Pedro de Andrade Faria, e o vice-presidente de Operações Globais da empresa, Hélio Rubens Mendes dos Santos Júnio. A BRF é dona das marcas Sadia e Perdigão. Executivos em cargos de gerência da companhia também tiveram pedido de prisão. Ao todo, são 11 mandados de prisão temporária, dos quais dez já foram cumpridos, 27 de condução coercitiva e 53 de busca e apreensão. Esta é a terceira fase da Carne Fraca e recebeu o nome de “Operação Trapaça”.

Segundo a Polícia Federal, as investigações mostraram que cinco laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e setores de análise de determinado grupo fraudavam os resultados dos exames de amostras do processo industrial. O objetivo era burlar a inspeção e, assim, impedir a fiscalização do ministério sobre a qualidade do processo industrial da empresa investigada.

A Polícia Federal argumenta que as fraudes tinham a anuência de executivos da companhia, além do corpo técnico e de profissionais que respondiam pela qualidade dos produtos da empresa. Pedro de Andrade Faria, preso na operação, foi presidente global da BRF entre 2014 e 2018. Entre 2002 e 2013, ele trabalhou na Tarpon Investimentos, sócia da BRF, para onde voltou no início deste ano. A BRF é um dos principais negócios da gestora de investimentos.

MANOBRAS EXTRAJUDICIAIS
Também foram constatadas manobras extrajudiciais, operadas pelos executivos do grupo, com o fim de acobertar a prática desses ilícitos ao longo das investigações. O nome dado à fase é uma alusão ao sistema de fraudes operadas por um grupo empresarial do ramo alimentício e por laboratórios de análises de alimentos a ele vinculados.

Os investigados poderão responder, dentre outros, pelos crimes de falsidade documental, estelionato qualificado e formação de quadrilha ou bando, além de crimes contra a saúde pública. A Carne Fraca investiga suposto esquema de corrupção e indicações políticas envolvendo frigoríficos brasileiros. A primeira fase da operação foi deflagrada em março do ano passado.

SALMONELA SERIA ALVO
Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), o foco principal da operação é a fraude nos resultados associados a um grupo de bactérias salmonella. Nem toda salmonela faz mal à saúde: segundo o sindicato, ela é comum em carne de aves porque faz parte da flora intestinal destes animais, mas, em geral, é destruída no preparo regular dos alimentos.

Dois tipos de salmonela, no entanto, trazem danos à saúde pública e outros dois à saúde animal. O sindicato defende que, ao serem detectados, é preciso desencadear uma série de procedimentos dentro de granjas e nos produtos, com objetivo de garantir a segurança alimentar do consumidor.

Segundo o jornal "Valor Econômico", a operação desta segunda-feira acontece a partir de informações repassadas aos investigadores por Daniel Gonçalves Filho, acusado de ser o chefe de um esquema de corrupção no Ministério da Agricultura no Paraná.

Gonçalves Filho fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República, que foi homologado em 19 de dezembro de 2017 pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

A BRF está no meio de um grande movimento para mudar sua gestão, depois da divulgação de um prejuízo recorde de R$ 1,1 bilhão em 2017. Fundos de pensão como Petros (dos funcionários da Petrobras, com 11,4% da BRF) e Previ (do Banco do Brasil, com 10,7%), além do fundo britânico Standard Life Aberdeen (5%) e a gestora carioca JGP (0,34%), querem destituir o empresário Abilio Diniz da presidência do conselho de administração.

Fonte: Jornal O Globo
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Postagens da ANDA e Vista-se a respeito

3/03/2018

Após polêmica exportação de gado à Turquia, pesquisadores cobram regras de bem-estar a animais de produção

O Brasil ficou desmoralizado no mundo. Esta história da Turquia não deixar ninguém filmar a chegada dos animais no porto é a maior prova da tragédia que aconteceu com estes animais...... 
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Manifesto assinado por professores de universidades públicas diz que Brasil descumpriu código sanitário da Organização Mundial de Saúde Animal e cobra regulamentação sobre o tema.

Um manifesto assinado por pesquisadores de sete universidades públicas brasileiras cobra do governo federal uma regulamentação “clara e detalhada” sobre o bem-estar dos animais de produção, ou seja, destinados ao consumo humano.

O documento foi elaborado após a polêmica exportação de 27 mil bois vivos para a Turquia no início de fevereiro, operação que só foi concretizada após uma batalha judicial entre a União e ativistas, que alegavam maus-tratos aos animais.

Os professores destacam na carta que o Brasil é o "celeiro mundial de proteína animal", mas, nesse episódio, descumpriu o “Código Sanitário para os Animais Terrestres” da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), do qual o país é signatário.

Para o professor Mateus Paranhos da Costa, do departamento de Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Jaboticabal (SP), que encabeça o manifesto, mais do que um “constrangimento” internacional, casos como esse podem prejudicar o agronegócio.

“O impacto mais sério é que os interessados, que são os produtores, o próprio Ministério [da Agricultura], os técnicos que estão trabalhando na produção animal, não estão percebendo o risco que ações como essa trazem para a imagem da cadeia produtiva e do negócio”, diz.

Procurado pelo G1, o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) não se manifestou sobre as críticas até a publicação desta matéria.

Costa explica que, apesar de não existir uma regulamentação internacional que faça referência ao bem-estar dos animais de produção, impondo restrições comerciais, ou outros tipos de sanções, cada vez mais esse conceito está sendo adotado por grupos econômicos.

“Há grandes importadores, grandes redes de supermercados na Inglaterra, por exemplo, que compram carne bovina no Brasil e que têm pré-requisitos sobre a produção. Então, a relação é particular, não comercial de Estado. Mas, existe uma pressão, principalmente por parte da Europa”, diz.

Não menos importante é a mobilização popular. O professor destaca que defensores dos animais conseguiram impedir – mesmo que por alguns dias – o navio de partir do porto de Santos (SP) com a carga viva, e fizeram o tema ganhar repercussão internacional.

“A comunidade também começa a fazer boicotes. A sociedade também se mobiliza, de um jeito que muita gente não concorda, mas usando as ferramentas que ela tem. A gente não pode ignorar isso: a mobilização popular é cada vez maior”, afirma.

O manifesto
Enviado ao governo federal, o manifesto é assinado por Costa e por outros 13 professores de instituições, como Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), na Bahia.

No documento, o grupo aponta que o laudo técnico sobre as condições dos bois exportados para a Turquia, assinado pela veterinária Magda Regina, nomeada pela Justiça, é a única avaliação objetiva do caso, com indicadores científicos e foco no bem-estar animal.

A carta também cita que a nota emitida pela Comissão Técnica de Bem-Esta Animal (CTBEA) do Ministério da Agricultura, totalmente contrária ao laudo anterior, não apresenta nenhuma contestação bem fundamentada e não especifica como foi realizada a avaliação.

"Além disso, foi enfatizado na nota técnica que a exportação de animais vivos (incluindo o caso em análise) está regulamentada por uma série de atos normativos, que estão alinhados aos preceitos de bem-estar animal estabelecidos pela OIE. Se assim for, algo precisa ser mudado urgentemente, pois não há como negar a existência de problemas de bem-estar dos bovinos que participaram desta operação de embarque do navio Nada", diz o manifesto.

Falta regulamentação
Os professores também afirmam que existem poucos regulamentos técnicos tratando de bem-estar dos animais de produção no Brasil, destacando que a maioria é vaga, imprecisa e não oferece indicadores para uma avaliação prática, de forma ampla e precisa.

“Não determinam nenhum indicador objetivo do que é maltrato, ou do que é bem-estar. Não há elementos para qualquer pessoa fazer uma análise – inclusive, estou me referindo aos fiscais agropecuários federais – mais segura do que está acontecendo”, critica Costa.

O professor da Unesp explica ainda que o conceito de bem-estar precisa ser regulamentado justamente por ser complexo, uma vez que envolve não só o que o animal sente, mas o estado de saúde e nutricional, o conforto térmico, a segurança, entre outros quesitos.

“Eu tenho compromisso com a produção pecuária, mas com a produção responsável. Uma produção que gere renda ao produtor, condições dignas de trabalho para quem atua nessa área, mas que isso não seja feito ao custo de sofrimento, porque, se for, o risco de a sociedade rejeitar esse produto é grande”, conclui.

FONTE: G1

2/25/2018

Exportação de animais vivos para abate dispara e vira alvo de batalhas na Justiça no Brasil

O que é bom, é que esta guerra está sendo noticiado em todos os países do mundo e isto tem conscientizado muita gente. 
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Uma guerra por um mercado de mais de R$ 800 milhões pode ter sua primeira batalha encerrada nesta quarta-feira, quando 27 mil bois vivos oriundos do Brasil desembarcam na Turquia depois de 15 dias de viagem pelo mar.

O navio saiu do Porto de Santos no dia 5 de fevereiro sob forte pressão de grupos de defesa dos animais - eles afirmam que os bovinos sofreram maus-tratos. Após protestos e processos, a Justiça chegou a proibir a exportação de carga viva em todo o país, mas suspendeu a decisão após o governo do presidente Michel Temer (PMDB) recorrer.

No entanto, a guerra deve continuar nos próximos meses: a expectativa é de que as exportações de animais vivos cresçam 30% neste ano ao mesmo tempo em que diversas ações judiciais tentam impedi-las.

O Brasil é um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) - um mercado de R$ 5,3 bilhões ao ano apenas no Brasil. A maior parte desse montante é de carne processada e congelada, ou seja, os animais são abatidos no Brasil e depois levados aos países compradores.

Há cerca de 20 anos, porém, o Brasil passou a vender também os animais vivos. Eles são transportados de caminhão das fazendas ao porto, colocados em grandes embarcações, viajam milhares de quilômetros pelo mar e, depois, são abatidos no país comprador.

Esse tipo de exportação vem crescendo ano a ano. Segundo Associação Brasileira dos Exportadores de Animais Vivos (Abreav), o Brasil vendeu 460 mil cabeças de gado em pé - nome técnico para a modalidade - em 2017, movimento de R$ 800 milhões e crescimento de 42% em relação a 2016.

"Nós estamos crescendo todos os anos e, em 2018, vamos aumentar as vendas em 30%", diz Ricardo Pereira Barbosa, presidente da Abreav.

A maior parte dos animais vai para países mulçumanos por uma questão religiosa. A carne consumida pelos religiosos deve ser cortada pela técnica halal.

Nesse tipo de corte, os animais devem estar saudáveis ​​no momento do abate, segundo explica Michel Alaby, secretário geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. "O animal é morto de cabeça para baixo e todo o sangue deve ser drenado", diz.

O nicho deve ser abatido por um muçulmano que tenha atingido a puberdade. Ele deve pronunciar o nome de Alá ou recitar uma oração que contenha o nome de Alá durante o processo, com a face do animal voltada para Meca.

Segundo a Câmara Brasil Árabe, as exportações de gados vivos para cinco países árabes, como Iraque e Egito, cresceram 75% nos últimos dois anos - de R$ 273 milhões em 2015 para R$ 412 milhões no ano passado.

Alaby diz que a indústria brasileira já é a maior exportadora de carne halal no mundo - a maior parte dos animais é abatida ainda no Brasil, por mulçumanos contratados exclusivamente para a técnica. Porém, segundo ele, governo árabes querem aumentar o número de empregos na pecuária e, por isso, preferem fazer o abate nos próprios países.

Em meio a esse rápido e acentuado crescimento, grupos e ONGs de defesa dos animais têm feito denúncias de maus-tratos sofridos pelos animais transportados. Hoje, existem ao menos dois processos em São Paulo e outro na esfera federal contra as exportações.

Houve maus-tratos aos animais no navio?
O navio com 27 mil bois que desembarca hoje à Turquia chegou a ser impedido de sair do Brasil pela Justiça - a carga foi avaliada em R$ 64 milhões. A embarcação Nada, de bandeira panamenha, estava carregada de animais da Minerva Foods, uma das maiores produtoras de carne no Brasil.

O caso começou a chamar a atenção depois que moradores de Santos reclamaram do mau cheiro e de excrementos deixados pelos caminhões que passavam pela cidade. Depois, a ONG Fórum Nacional de Proteção e Defesa de Animal entrou na Justiça para impedir que o navio deixasse o país, alegando que os animais estavam sofrendo maus tratos.

O processo chegou ao juiz federal Djalma Moreira Gomes, da 25ª Vara Civil de São Paulo, que nomeou a veterinária Magda Regina, funcionária da Prefeitura de Santos, para realizar um laudo técnico sobre a situação dos animais dentro do navio.

O magistrado perguntou: "De que maneira são acondicionados em caminhões ou embarcações os animais transportados para o exterior?". No documento, a veterinária respondeu que havia entre 27 e 38 bois em cada veículo e que fitas adesivas foram coladas nos orifícios laterais, "visando dificultar inspeção externa de terceiros".

Ela escreveu: "Os animais, uma vez aprisionados dentro dos caminhões enfrentaram viagens entre 8 a 14 horas de trajeto. Muitos caminhões e suas caçambas dispunham de varetas com pontas metálicas conectadas ao sistema elétrico do veículo, cujo objetivo é impedir mediante descargas elétricas que os animais se deitem no assoalho do veículo".

Regina apontou que, durante o embarque que durou uma semana, as baias do navio não foram lavadas. "A imensa quantidade de urina e excrementos produzida e acumulada nesse período propiciou impressionante deposição no assoalho de uma camada de dejetos lamacenta."

Ela afirmou ainda que funcionários do navio lhe disseram que, após a lavagem, os dejetos são jogados no mar - cada boi produz cerca de 30 quilos de fezes por dia.

"Os dejetos acumulados pelo processo de limpeza têm então seu conteúdo descartado, sem qualquer tratamento, ao mar. Esse descarte ocorre periodicamente, dependendo da velocidade do navio em curso."

Segundo o laudo, o navio tinha três veterinários para cuidar dos 27 mil animais - um para cada 9 mil cabeças. Também apontou: "Em setor específico do navio, vulgarmente denominado Graxaria, foi constatada a presença de um equipamento destinado a triturar os animais mortos, cujo resultado do trituramento é também lançado ao mar", escreveu a veterinária.

Outra vistoria foi feita no navio ao mesmo tempo que Magda Regina realizava a sua. Os resultados, no entanto, são totalmente divergentes.

Os auditores fiscais do Ministério da Agricultura, Paulo Roberto de Carvalho Filho e Felipe Ávila Alcover, afirmaram que não houve maus-tratos e que o navio seguia todas as regras da Organização Mundial da Saúde Animal.

"Os animais apresentavam expressão de tranquilidade, ausência de dor, ansiedade ou estresse térmico. Se aproximavam com curiosidade do toque humano, sinal de que não são tratados com rudeza e acostumados ao arraçoamento por tratador", escreveram.

Disseram também que os bovinos estavam bem alimentados e que os decks da embarcação tinham piso adequado - a lavagem era feita normalmente, a cada cinco dias.

'Inferno na terra'
Enquanto o navio recebia os bois, manifestantes protestavam em frente ao Porto de Santos - reuniram até 500 pessoas.

O biológo Frank Alarcón, ativista da defesa dos animais, também conseguiu entrar na embarcação.

"Posso resumir o que vi em uma frase: um inferno na terra", diz. "Cada animal tinha 1 m² de espaço, e você sabe que um boi tem mais do que isso. Eles estavam mergulhados nas fezes, no vômito, na urina. Alguns se deitavam em cima de outros", afirma.

Para Ricardo Pereira Barbosa, presidente da associação das empresas exportadoras, não houve maus-tratos no navio. "Todos os barcos estrangeiros seguem a norma da Organização Mundial da Saúde Animal. Da nossa perspectiva, não houve maus-tratos", disse.

A Minerva Foods, dona da carga, afirmou que o manejo dos animais segue todos os procedimentos adequados para preservar o bem-estar dos animais durante o transporte, embarque e no decorrer da viagem.

Não é a primeira vez que a empresa se envolve em uma polêmica sobre essa modalidade de comércio. Em outubro de 2015, um navio com 5 mil animais dela naufragou em Barcarena, no Pará. Milhares deles morreram afogados - a companhia foi processada.

O que a Justiça decidiu
Depois do laudo técnico da veterinária, o juiz federal Djalma Moreira Gomes decidiu, em liminar, suspender a exportação de animais vivos em todo território nacional, até que os países de destino "se comprometam, mediante acordo inter partes, a adotar práticas de abate compatíveis com o preconizado pelo ordenamento jurídico brasileiro".

Na decisão do dia 2 de fevereiro, o magistrado afirmou que as condições de higiene no navio Nada "eram muito precárias". Para ele, o transporte deveria assegurar o bem-estar dos animais.

Gomes escreveu ainda: "É dizer, alguém sendo dono de uma cadeira e de um cão, poderia, sem qualquer recriminação de ordem jurídica, despedaçar a cadeira e atirar seus cacos na caçamba de lixo. Porém, seria inconcebível que mesmo sendo dono do cão, pretendesse fazer com o animal o mesmo o mesmo que fizera com a cadeira".

A proibição do transporte dos animais foi comemorada por ativistas e ambientalistas, mas acendeu um sinal amarelo no setor agropecuário e também no governo federal.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, encontrou-se com o presidente Michel Temer para falar do caso. "Este assunto é bastante complicado. Os bois já estão embarcados, sendo alimentados por ração vinda de outros países. Descarregar estes animais conforme a Justiça determinou traz um problema sanitário. Além de já ser um problema diplomático", afirmou à Agência Brasil no dia 4 de fevereiro.

Maggi é ligado ao setor agropecuário brasileiro - a empresa de sua família, a Amaggi, é uma das maiores exportadoras de soja do país. Boa parte de sua campanha para o Senado pelo PR em 2010 foi financiada por frigoríficos e por empresas de alimentos.

No mesmo dia, a AGU (Advocacia-Geral da União) pediu à Justiça a suspensão da liminar. Argumentou que a proibição "implicaria em grave lesão à ordem administrativa, à saúde pública e à economia pública, podendo submeter o setor agropecuário brasileiro a risco".

A AGU também afirmou que o navio tinha condições adequadas e que cabe apenas ao Ministério da Agricultura calcular o risco sanitário do transporte internacional de animais.

Às 19h50 do domingo, O Tribunal Federal Regional da 3ª Região acatou o pedido do governo Temer e liberou as exportações. O navio Nada saiu do país horas depois.

Na semana passada, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) multou em R$ 450 mil o Ecoporto Santos, onde o navio atracou. Segundo a Cetesb, o local não tinha licença ambiental para fazer embarque de carga viva.

O Ecoporto Santos afirma que vai recorrer e que foi surpreendido pela multa, "pois entende que a operação foi realizada em estrita observância às legislações que regulamentam está modalidade de operação".

A guerra continua
Outros três processos devem continuar nos próximos meses, colocando as exportações de animais vivos sob o crivo da Justiça.

"Nosso objetivo é barrar essas grandes exportações de animais. Elas se tornaram vultuosas. Não queremos destruir a economia, nós queremos só um pouco de respeito com os animais", explica a advogada Letícia Filpim, vice-presidente da Abra (Associação Brasileira dos Advogadas Animalistas).

Para o biólogo Frank Alarcón, as exportações em grande quantidade ferem os direitos dos animais. "Sem contar as questões ambientais, pois dejetos são jogados no mar, há pontos éticos: você submete animais de cognição complexa a enclausuramentos em locais minúsculos, sujos, e faz viagens marítimas por semanas", diz ele, que faz parte do Partido Animais. "Os animais são expostos a tempestades e calor intenso. Não há nada que amenize esse sofrimento."

Michel Alaby, da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, afirma que dados dos países compradores apontam que 3% dos animais chegam mortos ao destino.

A guerra jurídica não assusta Ricardo Pereira Barbosa, da associação dos exportadores. "Fazemos isso há 20 anos. Por que agora, que o mercado cresceu 42%, houve todos esses protestos? Estamos em ano de eleição e existem pessoas querendo se aproveitar da repercussão", afirmou, citando deputados estaduais que compareceram às manifestações.

Ele completa: "Nós vamos conversar com o governo para aprimorar a legislação. Mas mesmo com protesto, com reclamação, as vendas vão continuar".

FONTE: BBC
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ATUALIZAÇÃO:
Navio com 25 mil bois chega à Turquia após 16 dias de viagem

2/19/2018

Atualização sobre a exportação de gado vivo no Brasil

Estou publicando algumas coisas importantes para atualizar nosso dossier:
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1 - Terminal é multado em R$ 450 mil por fazer operação com carga viva no Porto de Santos, SP
Embarque de mais de 25 mil cabeças de gado foi alvo de manifestações de ativistas ambientais.

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) multou em R$ 450 mil o terminal Ecoporto, localizado no Porto de Santos, no litoral paulista, por operar atividades com animais vivos para exportação sem licença. Em janeiro, pouco mais de 25 mil bois foram embarcados na instalação para a Turquia.

Entre 26 e 31 de janeiro, o cais do terminal, na Margem Direita do complexo portuário, recebeu os bois que eram criados em fazendas no interior paulista, distantes 500 quilômetros do litoral. Os animais foram comprados pela Turquia e o embarque no navio foi suspenso por ordem judicial após ação de ativistas.

Trata-se da segunda operação com carga viva no cais santista após 20 anos. Pessoas ligadas à proteção animal alegam que os bois são vítimas de maus tratos. A prefeitura multou a empresa responsável pelos bovinos em R$ 1,5 milhão, com essa mesma justificativa e, depois, em R$ 2 milhões, por poluição ambiental.

Nesta quinta-feira (15), a Cetesb informou que multou o terminal por "realizar atividades de embarque de gado para exportação em desacordo com as licenças ambientais emitidas para o empreendimento". Segundo a autoridade ambiental paulista, a empresa não tinha autorização da estatal para realizar a operação.

Ainda conforme a Cetesb, o Ecorporto foi autuado com base na Lei Estadual 118/73, que trata de licenciamento ambiental, e no Decreto Federal 6514/08, que dispõe sobre infrações e sanções administrativas relacionadas ao meio ambiente. A empresa informou que ainda não foi notificada sobre a penalidade.

FONTE: G1
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2 - Ativistas na Turquia conferindo cargas de animais que chegam naquele país
Fonte: https://www.facebook.com/IsraelAgainstLiveShipments/videos/1372694756167735/
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2/14/2018

Governo admite rever regras para exportação de animais vivos

Este programa foi ao ar no domingo e só hoje estou podendo publicar.... Está russo trabalhar com pulso quebrado.... Agora, será que estão pretendendo mudar mesmo as regras do jogo? a conferir.... enquanto isto, dois navios já foram . O pior é que estão ampliando o mercado: Indonésia vai abrir seu mercado à carne bovina brasileira
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O Ministério da Agricultura e Pecuária analisa mudar as regras para exportação de animais vivos. Depois do impasse no embarque de mais de 25 mil bois para a Turquia, o governo admite que pode rever as regras.

Este ano, o Brasil deve exportar 600 mil bois vivos. Nos próximos três meses, 100 mil animais estarão prontos para o embarque. A maior parte é para a Turquia, país muçulmano que, por questões religiosas, segue critérios específicos desde a criação até o abate. Por isso, prefere a compra de animais vivos.

Parte do gado sai de fazendas do estado de São Paulo e enfrenta longas viagens em caminhões. Em alguns casos, são mais de 600 km de distância até os portos de Santos e de São Sebastião.

O problema é que o embarque de animais vivos tem causado polêmica nas últimas semanas.

A ONG Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal fez protestos e entrou com uma ação civil pública na Justiça para impedir a exportação para Turquia de 25 mil bois vivos da empresa Minerva Foods. A justificativa é de maus tratos.

Os animais chegaram a ser embarcados e a operação durou cinco mais, mas o bois não puderam seguir viagem. O Tribunal Regional Federal deu uma liminar impedindo a exportação de animais vivos em todo o território nacional e determinou ainda "o desembarque e o retorno da carga à origem".

A decisão levou em conta o resultado de uma inspeção técnica realizada, por determinação judicial, pela veterinária Magda Regina. "Os animais não apresentavam condições de mover-se ou virar-se dentro do confinamento". Regina também afirma que a insalubridade e as restrições de água e alimento impossibilitam a garantia do bem-estar animal.

Depois de seis dias parados dentro do navio, a Adovacia-Geral da União recorreu da decisão liminar e conseguiu a liberação dos animais para a Turquia. A Justiça Federal alegou que a espera no porto de Santos era mais penosa e desgastante para os animais do que a viagem em si.

O ministério da Agricultura e Pecuária defende as exportações de animais vivos e diz que essas operações passa por fiscalização e são regulamentadas. Mas, apesar desas normas, o ministério admite que é preciso fazer reajustes e que as discussões começaram já em 2017.

Fonte: Globo Rural

2/11/2018

Matérias sobre exportação de gado vivo e conjecturas....

Hoje estou publicando algumas matérias sobre o desenrolar da questão da exportação de gado vivo. 

Na verdade, tenho pensado muito nesta questão e acho que nossa estratégia deve verter para 3 caminhos: jurídico com suas ações, educativo/informativo para a sociedade que ignora (veganos tem trabalhado bastante) e ataque ao Poder Executivo. 

Podemos reivindicar decisões imediatas como estarmos presentes na fiscalização dos embarques, posto que legalmente, somos representantes do direito dos animais. Se tivermos alguém nosso acompanhando tudo, poderemos avaliar toda ilegalidade que por ventura exista. Eles não deveriam temer tal possibilidade já que relatam que tudo está dentro da lei, né mesmo? Bem, este é meu ponto de vista.... Isto, evidentemente, trabalhando incansavelmente pelo fim da exportações... e mais, pelo fim do uso de animais para consumo humano.  
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2/09/2018

Funcionários do porto apoiam o embarque de animais - Manifestação no Rio de Janeiro

É lamentável e precisamos de estratégias boas para encarar esta luta..... Vejo algumas se desenhando na militância que acredito vão se tornar boas trilhas até o objetivo final..... 
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O porto de São Sebastião, bastante próximo do Porto de Santos, já tem 3 navios se preparando para realizar a carga de bois vivos com destino ao Oriente Médio.
São eles:
1. Ocean Shearer (veja aqui), tem capacidade para 8.000 animais e está fundeado próximo ao Porto de Santos, mas consta na lista de embarques do Porto de São Sebastião.
2. Girolando Express (veja aqui), tem capacidade para 4.800 animais e já se encontra atracado ao Porto de São Sebastião.
3. TBN (não encontrado no Marine Traffic), tem capacidade para 6.500 animais e tem previsão de chegada em 14/02/2018.
As informações podem ser confirmadas na página oficial do Porto de São Sebastião (confira aqui).

Na quarta-feira (7), um pequeno grupo de funcionários do Porto de São Sebastião fizeram um protesto segurando faixas em apoio à exportação de animais vivos. “Transporte de cargas vivas no Porto de São Sebastião é trabalho e renda para a população sebastianense” e “Agronegócio e Porto de São Sebastião: unidos pelo Brasil” eram algumas das frases expostas nas faixas.

A população de São Sebastião, porém, não está nada satisfeita com esse tipo de embarque, segundo alguns moradores. Em Santos, a população reclamou muito do cheiro de fezes e urina deixado pelas centenas de carretas que levaram os animais até o porto. Tanto que a prefeitura multou a empresa Minerva Foods, responsável pela carga, por crime ambiental.

Fonte: Vista-se
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Outras Matérias:
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Fotos e vídeos da Manifestação aqui no Rio de Janeiro
(Lucia Xavier - Patrícia Silva - quase 150 participantes)










2/08/2018

Agronegócio teme novos entraves jurídicos à exportação de animais vivos

É bom estes nojentos temerem sim.... a batata deles está assando.... bandidos criminosos covardes e corruptos.....
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São Paulo, 07 – Representantes do agronegócio temem novos entraves jurídicos à exportação de gado vivo pelo Brasil, após o imbróglio iniciado na semana passada no Porto de Santos (SP), com o embarque de 25 mil bovinos da Minerva Foods à Turquia.

A “briga” jurídica começou quando a exportação desses animais foi barrada na noite de sexta-feira (2) pelo juiz federal Djalma Moreira Gomes, da 25ª Vara Federal da Seção Judiciária de São Paulo, acatando pedido de liminar da ONG Fórum Nacional de Proteção Animal. Na decisão, o juiz havia proibido não só este embarque, como a exportação de animais vivos para abate a partir de qualquer porto do País. A viagem dos bovinos, porém, acabou sendo autorizada no domingo, pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), acatando pedido da Advocacia-Geral da União. Na noite de segunda-feira, o mesmo TRF-3 liberou o embarque de bovinos vivos em todo o País.

No entanto, no entendimento do setor, os eventos recentes abriram brechas para que mais pedidos para barrar outros embarques sejam aceitos pela Justiça. A atividade é regulamentada pelo Ministério da Agricultura. Para se precaver de novos bloqueios, entidades do agronegócio vêm se reunindo nos últimos dias, programando ações e discutindo possíveis mudanças. Representantes do setor propõem ações jurídicas, uma campanha de comunicação voltada ao público externo e possíveis mudanças nas operações de embarque. “Queremos sanar dúvidas para termos um modelo seguro para a pecuária nacional, que não passe mais por acontecimentos desse tipo”, afirmou o assessor jurídico Octávio Pereira Lima, da Associação Brasileira dos Exportadores de Animais Vivos (Abreav).

Lima participou nesta tarde de quarta-feira, 7, de reunião na sede da Federação da Agricultura de São Paulo (Faesp), em São Paulo, para tratar do assunto. Ele acrescentou que o setor está preparado “para corrigir algumas coisas”. Um exemplo é o uso de caminhões-pipa para higienizar as vias nas cidades por onde os veículos passam transportando boiadas até chegar aos portos. Segundo ele, essa medida já é adotada em alguns dos embarques pelo Porto de São Sebastião, também no litoral paulista. No caso do navio Nada, que seguiu para a Turquia a partir de Santos, a Minerva Foods chegou a ser multada pela prefeitura por poluição, “em virtude do forte cheiro gerado pela carga viva”.

“A batalha agora é jurídica, já que do ponto de vista administrativo o embarque atendeu a todos os requisitos”, disse o coordenador da Comissão de Bovinocultura de Corte da Faesp, Cyro Penna Júnior. O vice-presidente de Relações Internacionais do Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC), Sebastião Costa Guedes, reconhece que é “um equívoco” usar o Porto de Santos para esse tipo de carga. Para ele, os embarques no Estado de São Paulo deveriam ficar limitados a São Sebastião, pois Santos é um grande conglomerado “com outro tipo de tradição (no tipo de carga movimentada)”.

A proibição de se usarem caminhões de grande porte na área portuária de Santos é outro entrave, na opinião dos representantes reunidos na Faesp, já que aumenta o número de veículos usados em uma operação, intensificando o tráfego e retardando o embarque, além de aumentar a quantidade de dejetos. Só para embarcar os 25 mil bois no navio Nada, foram necessários cerca de 500 caminhões.

Na terça-feira, a Sociedade Rural Brasileira (SRB) também promoveu um encontro para debater o tema. Foi uma reunião fechada à imprensa, mas, segundo uma fonte, ficou claro que há um receio de que novas suspensões podem acontecer a cada embarque, mesmo com o episódio de Santos solucionado.

Prejuízo
Caso haja bloqueios constantes, o prejuízo pode alcançar R$ 1,5 bilhão este ano, considerando-se a expectativa de embarque ao exterior de 600 mil cabeças e os gastos que envolvem a operação. Segundo o assessor da Abreav Octavio Pereira de Lima, há atualmente 100 mil animais prontos para serem exportados nos chamados Estabelecimentos Pré-Embarque (EPE), que são espécie de confinamento onde os rebanhos ficam antes de serem encaminhados aos portos.

A exportação de bovinos e bubalinos vivos pelo Brasil cresceu 39% no ano passado em relação a 2016, puxada pela Turquia. No ano passado foram exportados 407.365 animais, ante um total de 292.554, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). A receita foi de US$ 276 milhões em 2017, ante US$ 206 milhões no ano anterior.

Fonte: Isto é Dinheiro
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Outras matérias:




2/07/2018

Ativistas continuam na luta contra exportação de animais vivos

Os ativistas não estão dispostos a parar!!!!! Maravilha!!!!! vamos em frente sim!!!!! Jesus amado, anos sofri sem que ninguém se tocasse neste drama de exportação de animais..... Que bom que hoje todos estão falando e agindo!!!! uma graça pra mim!!!!!! não pude agir por conta de doença, mas, hoje um batalhão de gente está agindo...... Graças a Deus!!!!! e falo isto tranquila porque está tudo documentado neste blog desde 2012 quando adoeci.....

Como era esperado, caiu a liminar que proibia a exportação de animais em todo país.... Gente podre e maldita estas que estão no nosso governo. Temos que trabalhar muito para o fim destas ações. Leiam a decisão que caçou esta liminar AQUI. Vamos aguardar a decisão do mérito da ação civil pública.
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1 - NÃO DEIXEM DE VER A VERDADE QUE QUEREM NEGAR
O Executivo, o Legislativo e o Judiciário Brasileiro querem vender a ideia de que animais tem sido bem tratados no Porto de Santos. Pois então veja com seus próprios olhos. #NADA #PortoVergonha #CargaVivaNão


2 - Beatriz Silva fez uma transmissão ao vivo em 04/02/2018
Consulado da Turquia - Manifestação - SP

3 - MATÉRIAS:
Vejam o vídeo que o deputado Beto Mansur divulgou falando mentiras e se contradizendo.... canalha!!! 


4 - FOTOS



5 - VÍDEOS:
Transporte de bois por avião
(publicamos a respeito em 2015 Exportação de gado vivo por aviões - RN

Como os canalhas vendem a Exportação de Boi Vivo


Imagens fortes de bois exportados para o Egito
(O ator Márcio Garcia publicou no face dele)

Mais um vídeo sobre como os canalhas vendem a exportação de gado em pé

6 - MANIFESTAÇÃO AMANHÃ AQUI NO RIO DE JANEIRO
Dia 08/02/2018
Quinta-feira às 17:00
Daqui a 1 dia · 23–29°Muito ensolarado

Consulado da Turquia.
228 Praia de Botafogo, 22250-040 Rio de Janeiro


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7 - NOSSAS ULTIMAS POSTAGENS SOBRE O TEMA - DOSSIER DESDE 2012

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2/06/2018

Atualização sobre o gado que partiu do Porto de Santos

Gente, a sensação de fracasso passou na cabeça de muita gente, incluindo a minha. Mas, depois de uma noite de choro, limpamos a poeira e vamos em frente. Temos muita luta, principalmente, porque ainda está velando a decisão de proibir a saída de qualquer navio com animais vivos. É provável que percamos esta decisão, mas, até lá temos que nos organizar para ajudar às ONGs que estão à frente desta demanda. Vamos ver o que se consegue.....
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MATÉRIAS QUE DEVEMOS CONSIDERAR MUITO
Ministro diz que Brasil não vai avançar na questão de bem-estar animal nesse momento
Governo derruba liminar e navio com mais de 25 mil bois deixa o Porto de Santos
Justiça Federal denuncia abusos na exportação de gado vivo com imagens inéditas
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TEXTO MUITO BOM PARA FIRMAR CONVICÇÃO
 Ativistas animalistas do Brasil precisam de ajuda internacional

Nos últimos dias, ativistas pelos Direitos Animais no Brasil vêm sofrendo ataques e ameaças por parte de pecuaristas e outros atores que se beneficiam financeiramente da indústria da carne.
Em uma conquista histórica, ONGs animalistas conseguiram impedir judicialmente o embarque de animais vivos para exportação em todos os portos do Brasil.
Contudo, após descumprir as decisões anteriores, em manobra muito mais política que jurídica, os ruralistas, encabeçados pelo Deputado Federal Beto Mansur,  o Ministro da Agricultura e Pecuária, Blairo Maggi e o Presidente Michel Temer, conseguiram, em cerca de 24 horas, que a Desembargadora Federal Diva Malerbi voltasse atrás e alterasse sua decisão, determinando a imediata partida do navio NADA, com 25 mil bezerros e garrotes a bordo.

A embarcação, de bandeira panamenha, zarpou às 0:30 de 5/2/18 rumo à Turquia, onde serão engordados e mortos segundo as tradições locais.
A suspensão nacional dos embarques, porém, continua valendo. Mas os ativistas temem que seja apenas questão de tempo até que o poderio da bancada ruralista reverta também essa situação, apesar das fartas provas do sofrimento a que são submetidos os animais nessa modalidade de transporte. Uma veterinária indicada pela Justiça inspecionou o navio e emitiu um laudo que evidencia de forma chocante o que até então era banalizado, a pretexto de atender as normas de “bem-estar animal”, criadas pelo próprio governo brasileiro, interessado em fomentar esse mercado.

Fezes, urina, mau cheiro, calor, superlotação, privação de água e alimento foram algumas das condições inaceitáveis descritas no documento. Ainda assim, não foi possível deter o lobby do agronegócio.

“NADA” estava atracado no porto de Santos desde o dia 25/1, quando começaram a ser embarcados as dezenas de milhares de animais, de “propriedade” da empresa Minerva Foods. Desde então, enquanto advogados animalistas buscavam nos tribunais o impedimento da operação, ativistas tentavam bloquear, com o próprio corpo, a passagem das carretas que traziam os animais, ocasião em que eram registradas imagens dos animais sob maus-tratos no interior dos caminhões. Por diversas vezes, os ativistas – que acampavam em frente ao porto - quase foram atropelados e eram retirados de forma truculenta pela Guarda Portuária.

Com a partida desse navio, é preciso que o mundo saiba o que ocorre com a “carne” brasileira e que o país siga impedido de embarcar novos animais, sobretudo no momento em que mais três imensos navios boiadeiros se aproximam da costa brasileira.
Além disso, é necessário destacar o impacto ambiental causado pela exportação de gado vivo, se considerarmos, por exemplo, as toneladas de dejetos e corpos despejados no oceano ao longo da viagem.
Por essa razão, aqui do Brasil, pedimos que ativistas pelos Direitos Animais no mundo façam ecoar mais esse grito de desespero dos animais. Ainda, como último ato de compaixão, que possam acompanhar o desembarque desses animais, aqueles que sobreviverem às viagens nos navios da morte a partir deste lado do planeta. (João Rodrigues filho - advogado)

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TEXTO IMPORTANTE A SER LIDO PARA MAIOR COMPREENSÃO
Escravização animal, economia política e poder mundial
[Dr. phil. Sônia T. Felipe]

Os donos do gado encarcerado no NADA devem ter feito as contas. Se desembarcassem, gastariam fortunas para retransportar quase 30 mil animais de volta para o campo de onde foram levados no dia 25 ou 26, mais a água, a comida e os custos de desova dos mortos por exaustão, além de o espaço que eles precisariam para seguir na "finalização", para serem abatidos neste território, já estar preparado para receber outros 30 mil que partirão daqui a meio ano.

Matar todos e destinar seus restos para a indústria de rações, destino usual de todos os restos da matança "humanitária", teria sido problemático, porque esta indústria deveria estar com uma demanda de quase sete mil toneladas de matéria morta para ser processada em 24 horas, ou acondicionada sob refrigeração para não ser desmontada pela cadaverina e a putrescina, gases altamente tóxicos e letais a quem os respira diretamente, liberados pela descarboxilação de proteínas animais. Por isso, cadáver fede do jeito que fede, sem distinção de raças, classes, ideologias ou espécies biológicas. Claro, uns fedem mais que os outros. E dizem que o nosso é um desses.

Devem ter calculado tudo e comparado ao custo de forçar a viagem com a maior parte da "carga" estropiada pela sede, a fome e os machucados dos tombos em piso escorregadio. Então, com a planilha excel em mãos, seguiram para o chefe do poder executivo, cujas campanhas também tiveram contribuições do agronegócio, como, aliás, as tiveram as de mais de 300 candidatos e 21 partidos nas últimas eleições, auxiliados pela JBS-"Feriboi".

Em águas oceânicas, NADA como um tritura-dor para desovar todos os cadáveres, ainda que ao destino mortal cheguem apenas uns 10 mil dos quase 30 mil que já estão sacolejando e derrapando em urina e fezes naqueles porões assombrados pela acidez do ar e dos dejetos. Estes animais terão sofrido torturas indescritíveis por mais de 25 dias quando e se forem desembarcados vivos no Porto de Iskienderun, na orla mediterrânea da Turquia.

Os que estiverem fraturados pelas quedas inevitáveis e já não puderem subir nem descer as rampas imundas e escorregadias do navio para os caminhões, serão içados por uma perna só, mesmo se for a perna fraturada, para fora do porão. Nenhum deles terá tratamento suave. Abate "halal" é hoje um nome tão comercial quanto "abate humanitário". A única diferença é que em um lado do mundo temos os cristãos "humanitários" e em outro lado temos os islâmicos "halal".

Ao final do almoço, todos lambem os beiços cheios de gordura animalizada, pois sem distinção de credo, raça ou ideologia, todos engolem nacos de animais que passam pelo inferno antes mesmo de rumarem para fora do corpo dilacerado.

Os ativistas escrevem, na maior frustração: "Perdemos!". Prefiro manter a lucidez e seguir constatando que os únicos perdedores de fato são os animais mortos para comilança, seja deste lado do mundo ou do outro lado do mundo. Nós não perdemos nada.

Nós aprendemos a abrir bem os olhos para finalmente enxergar que a política internacional e a economia da escravização de animais estão muito bem assentadas no meio do prato de cada cidadã e cidadão que segue a dieta omnis vorax mortal. Comer carnes, laticínios e ovos é uma escolha política mais poderosa do que votar nas eleições, fingindo que na tecla verde está embutido o poder do indivíduo. Não. Nosso poder está embutido na compra de restos mortais animalizados para a rotina dietética sangrenta. Sem inocência. Sem perdas. Só perdem os inocentes. Animastê!
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André Trigueiro no seu programa de domingo na CBN


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Um vídeo para todos mandarem para amigos que não sabem do que rola em matadouros

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Matéria do Globo News/EstudioI.... André Trigueiro mandou ver....

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