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4/08/2019

Horror da exportação de vacas leiteiras: VÍTIMAS "SECRETAS" DE EXPORTAÇÃO AO VIVO

A ONG Animals Australia esta denunciando esta barbárie e pedindo que assinemos esta petição. Por favor, é dever e OBRIGAÇÃO nossa ajudar companheiros que estão a frente das campanhas em defesa dos animais. NÃO SE OMITA!!!!!! Assinem a PETIÇÃO:
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Um acordo de exportação ao vivo apoiado

2/20/2019

Exportação de jumentos: venda do Brasil para a China vira caso de polícia e ameaça a espécie

Pior saber que por trás disto tudo tem uma cambada de negociantes chineses agindo no nosso país. Não chega o que fazem com os animais no seu país, vem para cá explorar os nossos jumentos....
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Centenas de animais morreram de fome em fazendas arrendadas por chineses no Nordeste; substância encontrada no jumento é usada na tradicional medicina

2/18/2019

Pecuaristas participam de treinamento sobre Exportação De Gado Vivo

o professor ensinando usando chapelão....
Minha Santa dos Cotocos de Pau, dá um jeito nisto!!!!!! enquanto estamos lutando para acabar com esta desgraceira, os nojentos estão fazendo curso.... O mesmo já aconteceu com a caça, ou seja, lutamos para acabar com a doença dos psicopatas e uma Universidade promove curso de caça....... quem merece um país como o nosso, né?
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Discutir sobre a exportação de gado vivo em Sergipe é um dos objetivos do curso ‘Aprenda exportar gado vivo’. O treinamento reuniu produtores de várias regiões do estado na manhã deste sábado, 16, no Parque de Exposições João Cleophas.

O presidente da Associação Brasileira dos

12/27/2018

Futuro presidente do Ibama defende exportação de gado vivo

Amigos, o que será de nós? quero ir para Plutão..... se bem que este ano será regido por Marte.... quem sabe é mais fácil ir para lá?
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O futuro presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o advogado Eduardo Fortunato Bim, tornou-se conhecido por defender o licenciamento ambiental automático para os ruralistas. Para ele, a regulação ambiental

11/18/2018

Europa aponta falhas no controle sanitário de exportações agrícolas do Brasil

Em todos os setores do agro-negócios existem falha$$$$$ na fiscalização..... Olha só?
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Inspeção realizada entre o fim de maio até dia 8 de junho focou na presença de resíduos e no uso de remédios em carnes e peixes, além de mel.

A União Europeia voltou a criticar o controle sanitário nas exportações agrícolas brasileiras. Uma auditoria feita

9/16/2018

QUEM ACREDITA? Exportação de animais vivos com mais segurança

Já existem várias críticas destas novas regras.... 
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Novas regras para o transporte de animais vivos devem entrar em vigor no início de novembro
Quando entrarem em vigor, no começo de novembro, as novas regras para a exportação de animais vivos deverão dar maior segurança ao negócio que tornou-se uma alternativa de mercado a pecuaristas brasileiros – e, ao mesmo tempo, alvo de ações judiciais.

9/04/2018

Governo publica normas para exportação de animais vivos

Agora pegou geral!!!!! estamos ferradas a não ser que conseguíssemos direitos de averiguar o cumprimento de tudo isto..... Brincadeira!!!! é uma lascação geral...... Isto revela o quanto estamos despreparados..... Temos que unir forças para nos capacitarmos o suficiente para peitar este escárnio ao povo brasileiro..... Se bem que (nem quero pensar), mas,

8/24/2018

Exportador de boi vivo teme decisões da Turquia

Seria bom fazermos pressão na embaixada e consulados da Turquia pelo Brasil. A deputada Regina Fortunatti e o pessoal do Fórum Animal já foram nesta.... Achei muito bom!
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A crise cambial na Turquia preocupa os pecuaristas brasileiros, sobretudo depois que o país se transformou, neste ano, no destino de 80% das exportações de bovinos vivos do Brasil. De janeiro a julho, as vendas de animais ao mercado

8/22/2018

Projeto de lei que proíbe exportação de animais tramita no Senado

Temos que apoiar o PLC do Tripoli na Camara e este PLS do Rudson no Senado. Só com eles poderemos conseguir nosso intento já que os MPs são comidos por estâncias superiores de forma descarada e ilegal. Ainda sou a favor de chamar um terrorista e explodir um navio deste.....(sem bois e gente, claro!)
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Entidades ligadas aos Agro

7/08/2018

Alesp quer audiência pública sobre embarque de animais vivos

Sinceramente, eu tenho muita pena das pessoas que estão sendo manipuladas por um deputado que plantou algo na proteção animal impossível de acontecer em termos de legislação.... 

Eu aviso, aviso e aviso, mas, preferem acreditar .... fazer o quê? O caminho não é pelo Estado e sim pela Federação..... 

O Senado está fazendo uma pesquisa. Seria bom que todos se manifestassem.... 
ENTREM AQUI
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São Paulo, 05 – O Projeto de Lei 31/2018, que proíbe o embarque de animais vivos nos portos do Estado com a finalidade de abate para consumo, está na pauta desta quinta-feira, 5, para votação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

No entanto, a Comissão de Assuntos Econômicos da Alesp, que abrange o segmento agropecuário, é contrária à votação sem que seja realizada uma audiência pública para debater o tema. Conhecido como “PL dos Bois”, o projeto voltou para a pauta depois de ter sido adiado por duas vezes e ter um pedido de urgência concedido, na noite de quarta-feira, 4, por decisão do colégio de líderes.

O presidente da comissão, deputado estadual Itamar Borges (MDB), acredita que será necessário muito diálogo e ter informações técnicas para esgotar o tema. “Nosso objetivo é que não seja votado nesta quinta, para que consigamos entrar com um pedido de audiência pública, que provavelmente seria discutido depois do recesso parlamentar”, explica. Para que a votação seja aberta, a Casa precisa da maioria simples do total de 94 deputados.

Borges questiona a agilidade na tramitação do projeto, que começou em fevereiro e em junho foi colocado pela primeira vez na pauta de votações, “algo que não é comum na Alesp”. Além disso, o parlamentar ressalta que alguns dos argumentos e imagens apresentadas pelo deputado estadual Feliciano Filho (PRP), autor do PL, não se referem a casos de maus tratos ocorridos no Brasil e sim práticas em países como a Turquia e Índia. “Estão usando uma referência para mostrar uma coisa que não acontece no Brasil”, argumenta.

Questionada pelo Broadcast Agro, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, sobre a veracidade das informações, a assessoria de Feliciano afirma que todas as imagens e relatos apresentados pelo deputado retratam fatos ocorridos no País. “Em fevereiro, uma veterinária esteve no Navio Nada, que saiu do Porto de Santos, e nos forneceu as imagens que mostram as más condições em que os animais eram submetidos. Fotos que circulam por redes sociais e não foram divulgadas por nossa equipe podem conter imagens de outros países, mas porque fazemos parte de em uma campanha mundial”, explica.

O texto do PL 31/2018 cita um fato ocorrido em Santos e outro no Porto de Barcarena (PA), em outubro de 2015. A justificativa apresentada pelo deputado é de que o projeto visa a preservação da fauna e da flora, contensão do sofrimento animal e do comprometimento à saúde pública, que poderia ser prejudicada com o lançamento de dejetos ao mar.

No contraponto, Borges afirma que o embarque de animais é uma atividade econômica regulamentada e autorizada pelo Ministério da Agricultura. “Qualquer adequação à atividade, se for necessária, poderá ser feita após estas discussões. Podemos amadurecer e buscar adequação, mas sem a interrupção da atividade”, acrescenta.

FONTE: istoe
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Alesp adia votação de PL que proíbe exportação de gado vivo

7/01/2018

EXPORTAÇÃO: Índia vai comprar do Brasil bois para reprodução

Pois é, quando considerei besta o PL31/2018 é que no primeiro paragrafo diz que é proibido só a exportação para abate.... Estes daí poderão ir tranquilos para a tortura durante a viagem.....
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Índia vai comprar do Brasil bois para reprodução e ovos sem patógenos específicos
O gado zebu é originário do país, mas o melhoramento genético realizado no rebanho brasileiro tornou-o atraente a criadores indianos

A Índia vai comprar do Brasil bovinos para reprodução e ovos Livres de Patógenos Específicos (Specific Pathogen Free, SPF, na sigla em inglês). O Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebeu nesta quinta-feira (28) informe da aceitação dos modelos de certificados zoossanitários para exportação pelo Departamento de Pecuária, Laticínios e Pesca da Índia (Departament of Animal Husbanfry, Dairying & Fisheries of Ministry of Agriculture and Farmers).

Os negócios envolvendo embarques de bovinos e material de reprodução se intensificaram em abril, na 84ª Expozebu, em Uberaba (MG). Nove países participaram das rodadas de negociação promovidas pelo DSA, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

A Índia é o país de origem do gado Zebu, mas o melhoramento genético realizado no rebanho zebuíno brasileiro gerou ganhos de produtividade e tornou-o atraente a criadores indianos. Segundo o secretário de Relações Internacionais do Mapa, Odilson Silva, enquanto uma vaca da raça Gir (zebuína) leiteira produz no máximo, 6 Kg/dia de leite na Índia, o rebanho Gir leiteiro do Brasil, fornece 15 Kg/leite por dia e uma fêmea Gir de elite produz cerca de 70 kg diários de leite.

Maior produtora de leite do mundo, a Índia está investindo na melhoria genética de seu rebanho. Desde 2016, o Brasil exporta sêmen bovino para produtores indianos e, recentemente, autorizou a importação de embriões bovinos “in vivo” (gerados no ventre da mãe).

Em relação às exportações de ovos SPF, as tratativas entre os dois países foram iniciadas em 2014. Esses ovos são produzidos em estabelecimentos avícolas registrados e monitorados sanitariamente pelo ministério e têm alto padrão de biosseguridade. Os ovos SPF são matérias-primas para a produção de insumos, antígenos e vacinas para animais, assim como de vacinas para uso humano. Também são utilizados como meios de cultura in vivo para pesquisas científicas e diagnóstico de microrganismos responsáveis por ocasionar doenças em humanos e animais.

Poucos países no mundo produzem esse tipo de ovo, em virtude do nível de tecnologia e controle sanitário aplicados nos estabelecimentos avícolas autorizados a realizar a atividade. O Brasil produz cerca de cinco milhões de ovos SPF, por ano, o que representa ao redor de 8% da produção mundial. Cada unidade de ovo SPF tem preço médio de R$ 5,50.

A Índia tem uma demanda de consumo de ovos SPF estimada em 1,8 milhão de unidades por ano, o que poderá torná-lo o maior cliente do Brasil para esse produto.

FONTE: noticiasagricolas

6/28/2018

CARA DE PAU: Nota de repudio da Associação de Exportadores de Animais Vivos

Pessoas amigas, não sei se leram esta Nota de Repúdio da ABREAV emitida no dia 20 ultimo. A direção desta associação de exportação de animais vivos ainda fez um Abaixo-assinado no site deles que pode ser conferida AQUI. Eles tinham feito um outro em fevereiro de 2018 por ocasião do gado exportado em Santos. Confere AQUI. O cara de pau que assina fala que os animais exportados em toda federação são bem tratados durante o transporte.... Poxa, como somos malvados com estes criminosos tão bonzinhos, né? é muita cara de pau!!!!!

Sobre a votação na ALESP do PL 31/2018 que seria feita no dia 26, como eu previra, deu água.  A proposição do PL era suspender a exportação somente no estado de SP. Lamento tanto esta gente boa envolvida num tremendo engôdo político. Pior que tem protetores que estão contra os deputados.... Ora vejam só, tem que ficar com raiva do deputado que fez elas passarem tamanha humilhação e um vexame deste nas galerias da ALESP. 

Temos tentado explicar como funcionam as leis, mas, lamentavelmente as pessoas preferem  enxergar o que quer. Nossa mais recente postagem tentando alertar: ALERTA: Não se deixe enganar por oportunistas... estamos em ano eleitoral.... 

Gente, EU FALO O QUE SEI E NÃO O QUE ACHO. Um lema de nossa ONG "Fala Bicho" é que só trabalhamos com justiça (leis), ciência e educação. Nossa filosofia de trabalho nunca teve por base "achismos", palavra rejeitada desde que fundamos a mesma.

Bem, o importante é que já temos um grande apoio para o fim desta desgraceira toda. Veja aí: MPF defende proibição de exportação de animais vivos para abate. Por favor, vamos fazer nossa parte assinando uma PETIÇÃO muito bem feita e dirigida à pessoa certa. Clique no título:  PELO FIM DA EXPORTAÇÃO DE ANIMAIS VIVOS






6/27/2018

TRANSPORTE: Austrália investigará maior empresa exportadora de ovelhas vivas do País

Muito bom, né? agora é pegar as outras empresas que devem ter um monte de irregularidades....
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Austrália Investigará Maior Empresa Exportadora De Ovelhas Vivas Do País
O governo do estado da Austrália Ocidental defendeu a decisão de realizar investigações na sede o maior exportador de ovelhas vivas da Austrália, a Emanuel Exports, em Perth, em meio a alegações de que a empresa pode ter comprometido uma investigação federal.

O governo do estado da Austrália Ocidental irá investigar o maior exportador de ovelhas vivas do país pois a empresa pode ter alterado licenças. 

Oficiais do departamento de agricultura do maior estado do país executaram um mandado de busca nos escritórios da Emanuel Exports. A operação é parte de uma investigação sobre as condições de uma viagem realizada em agosto do ano passado que deixou muitos animais mortos.

Essa viagem foi o motivo para a revisão do veterinário responsável por avaliar os animais, Michael McCarthy, e levou a uma série de reformas em prol do bem-estar animal. Apenas uma recomendação, que levaria a uma proibição efetiva das exportações de ovinos ao Oriente Médio durante o verão no hemisfério, norte não foi aceita.

Enquanto os escritórios da Emanuel Exports estavam sendo investigados, Ahmed Gosheh, executivo-chefe do segundo maior exportador da Austrália, Livestock Shipping Services, anunciou que não transportaria ovelhas da Austrália para o Oriente Médio durante o auge do verão deste ano.

A justificativa era a redução de 30% dos animais vendidos após a revisão de McCarthy, que Gosheh Alegal ter “tornado o comércio antieconômico” Ele também disse a um jornal local que as novas restrições aumentaram os custos em US $ 35 por ovelha.

A ministra da Agricultura de Washington, Alannah MacTiernan, disse ao The Guardian Australia que o anúncio da Livestock Shipping Service não era surpreendente. Ela comentou que duvida que o comércio retome o ritmo durante a alta temporada nos anos subsequentes. “Acho que está bem claro que, se, e quando, o modelo de McCarthy for implementado, o comércio de verão não será viável”, disse ela.

MacTiernan disse que é possível que outros exportadores façam o mesmo, e os matadouros na Australia Ocidental poderiam “administrar tranquilamente” as mais de 150.000 ovelhas que sobraram.

Ela defendeu a decisão de investigar a Emanuel Exports, dizendo que as autoridades tentaram trabalhar com o departamento de agricultura federal para obter certos documentos – incluindo as condições das licenças de exportação – mas não tiveram sucesso.

O departamento federal forneceu às autoridades todos os documentos relacionados à empresa que haviam sido divulgados anteriormente sob as leis de liberdade de informação, mas disse que a divulgação de quaisquer outros documentos poderia colocar em risco uma investigação federal sobre as preocupações de bem-estar durante a viagem Awassi Express de agosto de 2017.

O diretor da Emanuel Exports, Nicholas Daws, disse que a empresa cooperaria com “qualquer mandado emitido validamente”, mas que “não acredita que o governo estadual tenha uma base legal para investigar ou intervir em assuntos relacionados à exportação de animais vivos, dado o alcance do governo federal”.

Essa declaração foi apoiada pela Federação dos Fazendeiros de Australia Ocidental e pelo Conselho Australiano de Exportação de Animais Vivos. Ambos criticaram o governo do estado por conduzir a busca e acusaram MacTiernan de perseguir uma empresa privada para acabar com o comércio.

O executivo-chefe do conselho de exportação, Simon Westaway, disse que a decisão da Livestock Shipping Service de suspender seu comércio de alto verão este ano não significava que os exportadores começariam a sair definitivamente do negócio, ou que o comércio não seria mais viável.

No entanto, a presidente da Animals Australia, Lyn White, disse que a decisão mostrou que o modelo de negócios dos exportadores vivos estava “sofrendo” com as melhorias “mínimas” no bem-estar animal.  A Animals Australia vai contestar a decisão de conceder a Emanuel uma permissão de exportação para junho deste ano no tribunal federal no próximo mês.

Fonte: 24 Brasil
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Outra matéria:
NA NOTÍCIA: Cancelamento de licença de exportador de ovelhas é uma decisão federal, diz premier da WA

5/16/2018

EXPORTAÇÃO: Ministro da Agricultura vai a Turquia vender boi vivo....

Gente, se eu pudesse me rasgava toda..... da cabeça aos pés.....de raiva, claro! Mesmo sabendo da luta mundial de proibir a exportação de gado vivo para abate, o desgraçado do ministro vai nos infernos pra vender os bichos?  Tomara que este governo turco não seja reeleito. Só assim vai complicar para o Maggi. Até os Rabinos israelenses pedem o fim do transporte de animais vivos, conforme matéria publicada pela ANDA. E aí este ministro bestalhão  vai viajar com nosso dinheiro para vender bicho vivo.... é um horror a gente falar isto, mas, é a verdade.... Por nós, não seria bicho vivo nem morto, claro!
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Na Turquia, Blairo Maggi trata da exportação de carne bovina congelada e bois vivos
Se o governo atual se mantiver no poder, após as eleições de junho naquele país, o ministro turco virá confirmar a compra pessoalmente no Brasil, segundo o ministro, que segue viagem para a China e a França

De passagem pela Turquia, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA), que seguirá ainda para a China e França, ouviu do ministro da Agricultura da Turquia, Ahmet Fakibaba, que se o governo atual for reeleito nas eleições de 24 de junho “ele irá pessoalmente ao Brasil anunciar compra de carne bovina congelada e bois vivos”. O ministro lembrou que hoje já são exportados em torno de 200.000 animais ano.

Acompanhado de representantes de entidades empresariais do agronegócio, Maggi, na China, além de reuniões com autoridades do governo, visitará a feira de alimentos SIAL, incluindo o pavilhão brasileiro.

Em Paris, Blairo Maggi, irá à 7ª Sessão Plenária da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), quando o Brasil deverá receber Certificação Sanitária com o novo status de livre da febre aftosa com vacinação.

Além de encontrar-se com autoridades do governo francês e de outros países participantes, o ministro estará presente no lançamento da Plataforma de Rastreabilidade “Agri Trace CNA Brazil”.

Fonte: Notícias Agrícolas

5/05/2018

EXPORTAÇÃO DE GADO: Com Santos liberado, exportação de gado vivo aumenta

Estes caras, penso eu, debocham da nossa luta.... Mas, aguardem, temos a Leticia Filpe da ANDA e a galera do Fórum de Proteção Animal que estão a frente tentando resolver esta parada..... Boas energias para as companheiras e muito Axé nesta luta....
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Vendas externas deste ano devem chegar a 650 mil animais, próximo do recorde de há cinco anos
O Brasil deverá exportar 650 mil bois vivos neste ano. Se as estimativas se confirmarem, as vendas externas brasileiras de animais voltarão aos melhores patamares anuais, atingido os números de 2013 e de 2014.

As expectativas são de Bruno Lucchi, superintendente técnico da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

Essa meta fica mais plausível porque o porto de Santos volta a ser um canal de exportação. Lei municipal, que impedia o trânsito e exportação de animais vivos pela cidade, foi derrubada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na terça-feira (24).

Lucchi, da CNA, entidade que pediu a suspensão da lei municipal que impedia o acesso do gado vivo ao porto, diz que "o país segue regras internacionais e não podem ser criados precedentes nessa atividade". As exportações brasileiras deste ano crescem muito, e a participação do porto de Santos também. De janeiro a março foram exportados 143 mil animais, e 17,5% saíram por Santos. No ano passado, a participação do porto era de apenas 6,6%.

Em 2018, o Brasil não tem mais o grande parceiro importador de há alguns anos, a Venezuela. Em 2014, dos 252 mil animais que saíram das fronteira brasileiras nos três primeiros meses do ano, 208 mil foram comprados pelos venezuelanos. A crise econômica se acentuou no país vizinho e, no primeiro trimestre deste ano, a Venezuela não fez importações de gado no Brasil.

O grande parceiro agora é a Turquia, que ficou com 103 mil dos animais exportados no primeiro trimestre do ano. O Líbano vem a seguir, com 17,5 mil animais.

FONTE: alfonsin


5/01/2018

EXPLORAÇÃO: Com Santos liberado, exportação de gado vivo aumenta

Meu PaidoCéu, não posso acreditar que vai deixar o mal vencer diante de tanto sofrimento dos animais..... Dá um jeito.... não decepcione a gente!!!!! estou apelando porque a justiça humana não existe.....
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O Brasil deverá exportar 650 mil bois vivos neste ano. Se as estimativas se confirmarem, as vendas externas brasileiras de animais voltarão aos melhores patamares anuais, atingido os números de 2013 e de 2014.

As expectativas são de Bruno Lucchi, superintendente técnico da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

Essa meta fica mais plausível porque o porto de Santos volta a ser um canal de exportação. Lei municipal, que impedia o trânsito e exportação de animais vivos pela cidade, foi derrubada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na terça-feira (24).

Lucchi, da CNA, entidade que pediu a suspensão da lei municipal que impedia o acesso do gado vivo ao porto, diz que “o país segue regras internacionais e não podem ser criados precedentes nessa atividade”. As exportações brasileiras deste ano crescem muito, e a participação do porto de Santos também. De janeiro a março foram exportados 143 mil animais, e 17,5% saíram por Santos. No ano passado, a participação do porto era de apenas 6,6%.

Em 2018, o Brasil não tem mais o grande parceiro importador de há alguns anos, a Venezuela. Em 2014, dos 252 mil animais que saíram das fronteira brasileiras nos três primeiros meses do ano, 208 mil foram comprados pelos venezuelanos.

A crise econômica se acentuou no país vizinho e, no primeiro trimestre deste ano, a Venezuela não fez importações de gado no Brasil. O grande parceiro agora é a Turquia, que ficou com 103 mil dos animais exportados no primeiro trimestre do ano. O Líbano vem a seguir, com 17,5 mil animais. Para Lucchi, existe uma discussão sobre a exportação de gado vivo, sobre o fato de não agregar valor. “Há, porém, espaço para tudo”, diz ele. O Brasil deve atuar em todas as pontas da cadeia. “Manter uma estratégia de agregar valor, mas não sufocar as outras formas de exportação.”

Essa política de abrir várias frentes de exportação é importante neste momento porque a Rússia fechou a importação de carne suína e a União Europeia aumentou as barreiras para o frango brasileiro. O resultado de tudo isso é uma queda de preços internos, que chega também à carne bovina.

Para o superintende da CNA, tudo isso ocorre em um momento de produção elevada de proteínas, milho em alta e preços da carne em baixa. O cenário para os próximos meses também não é favorável. Os países importadores tomam como base essas barreiras para reduzir preços nos contratos que serão assinados pela frente, afirma Lucchi.

FONTE: portosenavios

4/17/2018

Austrália exportou quase 600 galgos para Macau em dois anos

Agora vejam vocês: se na Austrália, país supostamente onde as leis funcionam, pessoas as ignoram, imagina aqui no nosso país.... Podridão humana!!!!! Lembrando que o canídromo de Macau acabou ...
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Apesar de a indústria da corrida de galgos da Austrália ter proibido a exportação dos animais para Macau, que está na lista negra do país neste âmbito, chegaram ao território centenas, entre 2013 e 2015.

O Governo australiano permitiu a exportação de 590 galgos para Macau em dois anos, depois de o território ter sido integrado na lista negra pela indústria das corridas de cães devido ao número elevado da taxa de mortes e padrões de bem-estar pobres. De acordo com o The Guardian, a fuga de documentos, divulgados pela deputada do partido australiano Greens, Mehreen Faruqi, tornaram públicos detalhes sobre a exportação destes animais aprovada pelas autoridades do país.

A lista de permissão de exportação de galgos mostra que entre 2013 e o final de 2015, cerca de 941 galgos foram aprovados para exportação para Macau, China continental e Hong Kong. Em 2013, a Greyhounds Australasia, organismo nacional de corridas de galgos da Austrália, colocou Macau na lista negra e recusou emitir passaportes para exportação, depois de terem sido conduzidas inspecções que revelaram muitas preocupações em relação ao bem-estar dos animais.

O partido Greens considera “abissal” o tratamento dos animais em Macau e na China continental, ao mesmo tempo que aponta Hong Kong como um conhecido ponto de trânsito. “Exportar cães para Macau onde são literalmente colocados a correr para morrer é dinheiro sujo e miséria comercial. Eu realmente interrogo-me se estas empresas se preocupam, de todo, com animais”, disse Mehreen Faruqi, citada pelo The Guardian.

A deputada referia-se às empresas de transportes de animais que, segundo os documentos apresentados por defensores dos direitos dos animais durante uma reunião no parlamento em New South Wales, revelam o envolvimento significativo destas empresas no comércio de exportação. A empresa JetPets ajudou no envio de 150 cães para Macau, 27 cães para a China e 104 para Hong Kong durante os dois anos. O The Guardian escreve também que as exportações para Macau estavam em desacordo com a abordagem adoptada pelo Greyhounds Australasia, que utiliza um sistema de passaportes para controlar o envio de galgos para o exterior.

Mas o departamento de agricultura australiano frisou que a questão está fora do seu âmbito ainda que seja responsável pela emissão de licenças para exportações de galgos. O organismo diz que só avalia se os animais correspondem aos requisitos do país importador. O que acontece depois da exportação não pode ser considerado pelo departamento. “Uma vez que os cães exportados cheguem ao seu destino, eles estão sob a jurisdição do país importador”, disse uma porta-voz do departamento, citado pelo jornal britânico.

A mesma porta-voz afirmou que as exportações de galgos foram significativamente reduzidas e que, no caso da China, não foram registadas quaisquer entradas destes animais no país em 2017 e 2018. Macau viu também uma redução considerável de chegada de galgos ao território, muito devido ao facto de o Canídromo estar prestes a encerrar.

Mehreen Faruqi escreveu a empresas de transporte de animais no final do ano passado, incluindo a JetPets, pedindo que parassem a exportação de galgos. Contudo, ao The Guardian, garantiu não ter recebido qualquer resposta. “Acho que muitas pessoas ficariam chocadas e enojadas ao saber que estas empresas que alegam preocupar-se com os animais ganharam dinheiro enviando cães para uma morte quase certa na China e em Macau”, declarou.

FONTE: pontofinalmacau

3/07/2018

Presos os donos da Sadia e Perdigão que são maiores exportadores de carne de frango no mundo

Pois é.... O que estas histórias colaboram para desmoralizarmos esta gente da pecuária não está no gibi..... Só espero que os advogados do nosso front não deixem de utilizá-las....
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BRASÍLIA, SÃO PAULO e RIO - A Polícia Federal cumpre 91 ordens judiciais da Operação Carne Fraca, em São Paulo, e em outros quatro estados: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás, e já prendeu o ex-presidente da BRF, Pedro de Andrade Faria, e o vice-presidente de Operações Globais da empresa, Hélio Rubens Mendes dos Santos Júnio. A BRF é dona das marcas Sadia e Perdigão. Executivos em cargos de gerência da companhia também tiveram pedido de prisão. Ao todo, são 11 mandados de prisão temporária, dos quais dez já foram cumpridos, 27 de condução coercitiva e 53 de busca e apreensão. Esta é a terceira fase da Carne Fraca e recebeu o nome de “Operação Trapaça”.

Segundo a Polícia Federal, as investigações mostraram que cinco laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e setores de análise de determinado grupo fraudavam os resultados dos exames de amostras do processo industrial. O objetivo era burlar a inspeção e, assim, impedir a fiscalização do ministério sobre a qualidade do processo industrial da empresa investigada.

A Polícia Federal argumenta que as fraudes tinham a anuência de executivos da companhia, além do corpo técnico e de profissionais que respondiam pela qualidade dos produtos da empresa. Pedro de Andrade Faria, preso na operação, foi presidente global da BRF entre 2014 e 2018. Entre 2002 e 2013, ele trabalhou na Tarpon Investimentos, sócia da BRF, para onde voltou no início deste ano. A BRF é um dos principais negócios da gestora de investimentos.

MANOBRAS EXTRAJUDICIAIS
Também foram constatadas manobras extrajudiciais, operadas pelos executivos do grupo, com o fim de acobertar a prática desses ilícitos ao longo das investigações. O nome dado à fase é uma alusão ao sistema de fraudes operadas por um grupo empresarial do ramo alimentício e por laboratórios de análises de alimentos a ele vinculados.

Os investigados poderão responder, dentre outros, pelos crimes de falsidade documental, estelionato qualificado e formação de quadrilha ou bando, além de crimes contra a saúde pública. A Carne Fraca investiga suposto esquema de corrupção e indicações políticas envolvendo frigoríficos brasileiros. A primeira fase da operação foi deflagrada em março do ano passado.

SALMONELA SERIA ALVO
Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), o foco principal da operação é a fraude nos resultados associados a um grupo de bactérias salmonella. Nem toda salmonela faz mal à saúde: segundo o sindicato, ela é comum em carne de aves porque faz parte da flora intestinal destes animais, mas, em geral, é destruída no preparo regular dos alimentos.

Dois tipos de salmonela, no entanto, trazem danos à saúde pública e outros dois à saúde animal. O sindicato defende que, ao serem detectados, é preciso desencadear uma série de procedimentos dentro de granjas e nos produtos, com objetivo de garantir a segurança alimentar do consumidor.

Segundo o jornal "Valor Econômico", a operação desta segunda-feira acontece a partir de informações repassadas aos investigadores por Daniel Gonçalves Filho, acusado de ser o chefe de um esquema de corrupção no Ministério da Agricultura no Paraná.

Gonçalves Filho fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República, que foi homologado em 19 de dezembro de 2017 pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

A BRF está no meio de um grande movimento para mudar sua gestão, depois da divulgação de um prejuízo recorde de R$ 1,1 bilhão em 2017. Fundos de pensão como Petros (dos funcionários da Petrobras, com 11,4% da BRF) e Previ (do Banco do Brasil, com 10,7%), além do fundo britânico Standard Life Aberdeen (5%) e a gestora carioca JGP (0,34%), querem destituir o empresário Abilio Diniz da presidência do conselho de administração.

Fonte: Jornal O Globo
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Postagens da ANDA e Vista-se a respeito

3/03/2018

Após polêmica exportação de gado à Turquia, pesquisadores cobram regras de bem-estar a animais de produção

O Brasil ficou desmoralizado no mundo. Esta história da Turquia não deixar ninguém filmar a chegada dos animais no porto é a maior prova da tragédia que aconteceu com estes animais...... 
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Manifesto assinado por professores de universidades públicas diz que Brasil descumpriu código sanitário da Organização Mundial de Saúde Animal e cobra regulamentação sobre o tema.

Um manifesto assinado por pesquisadores de sete universidades públicas brasileiras cobra do governo federal uma regulamentação “clara e detalhada” sobre o bem-estar dos animais de produção, ou seja, destinados ao consumo humano.

O documento foi elaborado após a polêmica exportação de 27 mil bois vivos para a Turquia no início de fevereiro, operação que só foi concretizada após uma batalha judicial entre a União e ativistas, que alegavam maus-tratos aos animais.

Os professores destacam na carta que o Brasil é o "celeiro mundial de proteína animal", mas, nesse episódio, descumpriu o “Código Sanitário para os Animais Terrestres” da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), do qual o país é signatário.

Para o professor Mateus Paranhos da Costa, do departamento de Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Jaboticabal (SP), que encabeça o manifesto, mais do que um “constrangimento” internacional, casos como esse podem prejudicar o agronegócio.

“O impacto mais sério é que os interessados, que são os produtores, o próprio Ministério [da Agricultura], os técnicos que estão trabalhando na produção animal, não estão percebendo o risco que ações como essa trazem para a imagem da cadeia produtiva e do negócio”, diz.

Procurado pelo G1, o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) não se manifestou sobre as críticas até a publicação desta matéria.

Costa explica que, apesar de não existir uma regulamentação internacional que faça referência ao bem-estar dos animais de produção, impondo restrições comerciais, ou outros tipos de sanções, cada vez mais esse conceito está sendo adotado por grupos econômicos.

“Há grandes importadores, grandes redes de supermercados na Inglaterra, por exemplo, que compram carne bovina no Brasil e que têm pré-requisitos sobre a produção. Então, a relação é particular, não comercial de Estado. Mas, existe uma pressão, principalmente por parte da Europa”, diz.

Não menos importante é a mobilização popular. O professor destaca que defensores dos animais conseguiram impedir – mesmo que por alguns dias – o navio de partir do porto de Santos (SP) com a carga viva, e fizeram o tema ganhar repercussão internacional.

“A comunidade também começa a fazer boicotes. A sociedade também se mobiliza, de um jeito que muita gente não concorda, mas usando as ferramentas que ela tem. A gente não pode ignorar isso: a mobilização popular é cada vez maior”, afirma.

O manifesto
Enviado ao governo federal, o manifesto é assinado por Costa e por outros 13 professores de instituições, como Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), na Bahia.

No documento, o grupo aponta que o laudo técnico sobre as condições dos bois exportados para a Turquia, assinado pela veterinária Magda Regina, nomeada pela Justiça, é a única avaliação objetiva do caso, com indicadores científicos e foco no bem-estar animal.

A carta também cita que a nota emitida pela Comissão Técnica de Bem-Esta Animal (CTBEA) do Ministério da Agricultura, totalmente contrária ao laudo anterior, não apresenta nenhuma contestação bem fundamentada e não especifica como foi realizada a avaliação.

"Além disso, foi enfatizado na nota técnica que a exportação de animais vivos (incluindo o caso em análise) está regulamentada por uma série de atos normativos, que estão alinhados aos preceitos de bem-estar animal estabelecidos pela OIE. Se assim for, algo precisa ser mudado urgentemente, pois não há como negar a existência de problemas de bem-estar dos bovinos que participaram desta operação de embarque do navio Nada", diz o manifesto.

Falta regulamentação
Os professores também afirmam que existem poucos regulamentos técnicos tratando de bem-estar dos animais de produção no Brasil, destacando que a maioria é vaga, imprecisa e não oferece indicadores para uma avaliação prática, de forma ampla e precisa.

“Não determinam nenhum indicador objetivo do que é maltrato, ou do que é bem-estar. Não há elementos para qualquer pessoa fazer uma análise – inclusive, estou me referindo aos fiscais agropecuários federais – mais segura do que está acontecendo”, critica Costa.

O professor da Unesp explica ainda que o conceito de bem-estar precisa ser regulamentado justamente por ser complexo, uma vez que envolve não só o que o animal sente, mas o estado de saúde e nutricional, o conforto térmico, a segurança, entre outros quesitos.

“Eu tenho compromisso com a produção pecuária, mas com a produção responsável. Uma produção que gere renda ao produtor, condições dignas de trabalho para quem atua nessa área, mas que isso não seja feito ao custo de sofrimento, porque, se for, o risco de a sociedade rejeitar esse produto é grande”, conclui.

FONTE: G1

2/25/2018

Exportação de animais vivos para abate dispara e vira alvo de batalhas na Justiça no Brasil

O que é bom, é que esta guerra está sendo noticiado em todos os países do mundo e isto tem conscientizado muita gente. 
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Uma guerra por um mercado de mais de R$ 800 milhões pode ter sua primeira batalha encerrada nesta quarta-feira, quando 27 mil bois vivos oriundos do Brasil desembarcam na Turquia depois de 15 dias de viagem pelo mar.

O navio saiu do Porto de Santos no dia 5 de fevereiro sob forte pressão de grupos de defesa dos animais - eles afirmam que os bovinos sofreram maus-tratos. Após protestos e processos, a Justiça chegou a proibir a exportação de carga viva em todo o país, mas suspendeu a decisão após o governo do presidente Michel Temer (PMDB) recorrer.

No entanto, a guerra deve continuar nos próximos meses: a expectativa é de que as exportações de animais vivos cresçam 30% neste ano ao mesmo tempo em que diversas ações judiciais tentam impedi-las.

O Brasil é um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) - um mercado de R$ 5,3 bilhões ao ano apenas no Brasil. A maior parte desse montante é de carne processada e congelada, ou seja, os animais são abatidos no Brasil e depois levados aos países compradores.

Há cerca de 20 anos, porém, o Brasil passou a vender também os animais vivos. Eles são transportados de caminhão das fazendas ao porto, colocados em grandes embarcações, viajam milhares de quilômetros pelo mar e, depois, são abatidos no país comprador.

Esse tipo de exportação vem crescendo ano a ano. Segundo Associação Brasileira dos Exportadores de Animais Vivos (Abreav), o Brasil vendeu 460 mil cabeças de gado em pé - nome técnico para a modalidade - em 2017, movimento de R$ 800 milhões e crescimento de 42% em relação a 2016.

"Nós estamos crescendo todos os anos e, em 2018, vamos aumentar as vendas em 30%", diz Ricardo Pereira Barbosa, presidente da Abreav.

A maior parte dos animais vai para países mulçumanos por uma questão religiosa. A carne consumida pelos religiosos deve ser cortada pela técnica halal.

Nesse tipo de corte, os animais devem estar saudáveis ​​no momento do abate, segundo explica Michel Alaby, secretário geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. "O animal é morto de cabeça para baixo e todo o sangue deve ser drenado", diz.

O nicho deve ser abatido por um muçulmano que tenha atingido a puberdade. Ele deve pronunciar o nome de Alá ou recitar uma oração que contenha o nome de Alá durante o processo, com a face do animal voltada para Meca.

Segundo a Câmara Brasil Árabe, as exportações de gados vivos para cinco países árabes, como Iraque e Egito, cresceram 75% nos últimos dois anos - de R$ 273 milhões em 2015 para R$ 412 milhões no ano passado.

Alaby diz que a indústria brasileira já é a maior exportadora de carne halal no mundo - a maior parte dos animais é abatida ainda no Brasil, por mulçumanos contratados exclusivamente para a técnica. Porém, segundo ele, governo árabes querem aumentar o número de empregos na pecuária e, por isso, preferem fazer o abate nos próprios países.

Em meio a esse rápido e acentuado crescimento, grupos e ONGs de defesa dos animais têm feito denúncias de maus-tratos sofridos pelos animais transportados. Hoje, existem ao menos dois processos em São Paulo e outro na esfera federal contra as exportações.

Houve maus-tratos aos animais no navio?
O navio com 27 mil bois que desembarca hoje à Turquia chegou a ser impedido de sair do Brasil pela Justiça - a carga foi avaliada em R$ 64 milhões. A embarcação Nada, de bandeira panamenha, estava carregada de animais da Minerva Foods, uma das maiores produtoras de carne no Brasil.

O caso começou a chamar a atenção depois que moradores de Santos reclamaram do mau cheiro e de excrementos deixados pelos caminhões que passavam pela cidade. Depois, a ONG Fórum Nacional de Proteção e Defesa de Animal entrou na Justiça para impedir que o navio deixasse o país, alegando que os animais estavam sofrendo maus tratos.

O processo chegou ao juiz federal Djalma Moreira Gomes, da 25ª Vara Civil de São Paulo, que nomeou a veterinária Magda Regina, funcionária da Prefeitura de Santos, para realizar um laudo técnico sobre a situação dos animais dentro do navio.

O magistrado perguntou: "De que maneira são acondicionados em caminhões ou embarcações os animais transportados para o exterior?". No documento, a veterinária respondeu que havia entre 27 e 38 bois em cada veículo e que fitas adesivas foram coladas nos orifícios laterais, "visando dificultar inspeção externa de terceiros".

Ela escreveu: "Os animais, uma vez aprisionados dentro dos caminhões enfrentaram viagens entre 8 a 14 horas de trajeto. Muitos caminhões e suas caçambas dispunham de varetas com pontas metálicas conectadas ao sistema elétrico do veículo, cujo objetivo é impedir mediante descargas elétricas que os animais se deitem no assoalho do veículo".

Regina apontou que, durante o embarque que durou uma semana, as baias do navio não foram lavadas. "A imensa quantidade de urina e excrementos produzida e acumulada nesse período propiciou impressionante deposição no assoalho de uma camada de dejetos lamacenta."

Ela afirmou ainda que funcionários do navio lhe disseram que, após a lavagem, os dejetos são jogados no mar - cada boi produz cerca de 30 quilos de fezes por dia.

"Os dejetos acumulados pelo processo de limpeza têm então seu conteúdo descartado, sem qualquer tratamento, ao mar. Esse descarte ocorre periodicamente, dependendo da velocidade do navio em curso."

Segundo o laudo, o navio tinha três veterinários para cuidar dos 27 mil animais - um para cada 9 mil cabeças. Também apontou: "Em setor específico do navio, vulgarmente denominado Graxaria, foi constatada a presença de um equipamento destinado a triturar os animais mortos, cujo resultado do trituramento é também lançado ao mar", escreveu a veterinária.

Outra vistoria foi feita no navio ao mesmo tempo que Magda Regina realizava a sua. Os resultados, no entanto, são totalmente divergentes.

Os auditores fiscais do Ministério da Agricultura, Paulo Roberto de Carvalho Filho e Felipe Ávila Alcover, afirmaram que não houve maus-tratos e que o navio seguia todas as regras da Organização Mundial da Saúde Animal.

"Os animais apresentavam expressão de tranquilidade, ausência de dor, ansiedade ou estresse térmico. Se aproximavam com curiosidade do toque humano, sinal de que não são tratados com rudeza e acostumados ao arraçoamento por tratador", escreveram.

Disseram também que os bovinos estavam bem alimentados e que os decks da embarcação tinham piso adequado - a lavagem era feita normalmente, a cada cinco dias.

'Inferno na terra'
Enquanto o navio recebia os bois, manifestantes protestavam em frente ao Porto de Santos - reuniram até 500 pessoas.

O biológo Frank Alarcón, ativista da defesa dos animais, também conseguiu entrar na embarcação.

"Posso resumir o que vi em uma frase: um inferno na terra", diz. "Cada animal tinha 1 m² de espaço, e você sabe que um boi tem mais do que isso. Eles estavam mergulhados nas fezes, no vômito, na urina. Alguns se deitavam em cima de outros", afirma.

Para Ricardo Pereira Barbosa, presidente da associação das empresas exportadoras, não houve maus-tratos no navio. "Todos os barcos estrangeiros seguem a norma da Organização Mundial da Saúde Animal. Da nossa perspectiva, não houve maus-tratos", disse.

A Minerva Foods, dona da carga, afirmou que o manejo dos animais segue todos os procedimentos adequados para preservar o bem-estar dos animais durante o transporte, embarque e no decorrer da viagem.

Não é a primeira vez que a empresa se envolve em uma polêmica sobre essa modalidade de comércio. Em outubro de 2015, um navio com 5 mil animais dela naufragou em Barcarena, no Pará. Milhares deles morreram afogados - a companhia foi processada.

O que a Justiça decidiu
Depois do laudo técnico da veterinária, o juiz federal Djalma Moreira Gomes decidiu, em liminar, suspender a exportação de animais vivos em todo território nacional, até que os países de destino "se comprometam, mediante acordo inter partes, a adotar práticas de abate compatíveis com o preconizado pelo ordenamento jurídico brasileiro".

Na decisão do dia 2 de fevereiro, o magistrado afirmou que as condições de higiene no navio Nada "eram muito precárias". Para ele, o transporte deveria assegurar o bem-estar dos animais.

Gomes escreveu ainda: "É dizer, alguém sendo dono de uma cadeira e de um cão, poderia, sem qualquer recriminação de ordem jurídica, despedaçar a cadeira e atirar seus cacos na caçamba de lixo. Porém, seria inconcebível que mesmo sendo dono do cão, pretendesse fazer com o animal o mesmo o mesmo que fizera com a cadeira".

A proibição do transporte dos animais foi comemorada por ativistas e ambientalistas, mas acendeu um sinal amarelo no setor agropecuário e também no governo federal.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, encontrou-se com o presidente Michel Temer para falar do caso. "Este assunto é bastante complicado. Os bois já estão embarcados, sendo alimentados por ração vinda de outros países. Descarregar estes animais conforme a Justiça determinou traz um problema sanitário. Além de já ser um problema diplomático", afirmou à Agência Brasil no dia 4 de fevereiro.

Maggi é ligado ao setor agropecuário brasileiro - a empresa de sua família, a Amaggi, é uma das maiores exportadoras de soja do país. Boa parte de sua campanha para o Senado pelo PR em 2010 foi financiada por frigoríficos e por empresas de alimentos.

No mesmo dia, a AGU (Advocacia-Geral da União) pediu à Justiça a suspensão da liminar. Argumentou que a proibição "implicaria em grave lesão à ordem administrativa, à saúde pública e à economia pública, podendo submeter o setor agropecuário brasileiro a risco".

A AGU também afirmou que o navio tinha condições adequadas e que cabe apenas ao Ministério da Agricultura calcular o risco sanitário do transporte internacional de animais.

Às 19h50 do domingo, O Tribunal Federal Regional da 3ª Região acatou o pedido do governo Temer e liberou as exportações. O navio Nada saiu do país horas depois.

Na semana passada, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) multou em R$ 450 mil o Ecoporto Santos, onde o navio atracou. Segundo a Cetesb, o local não tinha licença ambiental para fazer embarque de carga viva.

O Ecoporto Santos afirma que vai recorrer e que foi surpreendido pela multa, "pois entende que a operação foi realizada em estrita observância às legislações que regulamentam está modalidade de operação".

A guerra continua
Outros três processos devem continuar nos próximos meses, colocando as exportações de animais vivos sob o crivo da Justiça.

"Nosso objetivo é barrar essas grandes exportações de animais. Elas se tornaram vultuosas. Não queremos destruir a economia, nós queremos só um pouco de respeito com os animais", explica a advogada Letícia Filpim, vice-presidente da Abra (Associação Brasileira dos Advogadas Animalistas).

Para o biólogo Frank Alarcón, as exportações em grande quantidade ferem os direitos dos animais. "Sem contar as questões ambientais, pois dejetos são jogados no mar, há pontos éticos: você submete animais de cognição complexa a enclausuramentos em locais minúsculos, sujos, e faz viagens marítimas por semanas", diz ele, que faz parte do Partido Animais. "Os animais são expostos a tempestades e calor intenso. Não há nada que amenize esse sofrimento."

Michel Alaby, da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, afirma que dados dos países compradores apontam que 3% dos animais chegam mortos ao destino.

A guerra jurídica não assusta Ricardo Pereira Barbosa, da associação dos exportadores. "Fazemos isso há 20 anos. Por que agora, que o mercado cresceu 42%, houve todos esses protestos? Estamos em ano de eleição e existem pessoas querendo se aproveitar da repercussão", afirmou, citando deputados estaduais que compareceram às manifestações.

Ele completa: "Nós vamos conversar com o governo para aprimorar a legislação. Mas mesmo com protesto, com reclamação, as vendas vão continuar".

FONTE: BBC
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ATUALIZAÇÃO:
Navio com 25 mil bois chega à Turquia após 16 dias de viagem

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