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2/21/2019

Industria da carne encomenda "estudos" para desmoralizar a carne de laboratório

Efetivamente, estamos incomodando muito, né mesmo?
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Carne feita a partir de células nem sempre é melhor para o clima, diz estudo

Chicago, 19 – A carne feita a partir de culturas de células animais não é necessariamente melhor para o meio

4/16/2018

Estudos mostram que pessoas se impressionam mais com agressão a animais do que a humanos

O artigo é bem esclarecedor.... E mesmo sabedor de tamanha sensibilidade, os humanos não se melhoram no trato aos bichos...
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As iniciativas de auxílio aos animais, no entanto, também podem encorajar a compaixão entre as pessoas
Os primatas mais fofos do mundo podem ser Inguka e Inganda, gorilas gêmeos que brincam rolando um sobre o outro aqui na vastidão da floresta tropical de Dzangha Sangha, um dos melhores lugares para encontrar gorilas, antílopes e elefantes brincando.

O único risco: eles são tão descuidados e destemidos em relação às pessoas que praticamente podem cair em seu colo, e o pai do bebê, um gorila dominante de dorso acinzentado, de 170 quilos, pode ficar bravo com isso.

Essa região, em que República Centro-Africana, Camarões e República do Congo se encontram, é uma das partes mais selvagens do mundo, e os três países criaram parques nacionais nas áreas fronteiriças. Eu também visitei uma clareira na floresta habitada por 160 elefantes e um grande rebanho de antílopes-bongo, além de alguns búfalos-africanos. Era como uma cena de um filme da Disney, e me derreti todo.

Ainda que eu fique sentimental diante da majestade da vida selvagem, às vezes me sinto inquieto. Imagino: garantir direitos dos animais vai contra a garantia de direitos humanos?

Um estudo constatou que pessoas submetidas a pesquisas ficam mais impressionadas com histórias de cães espancados com tacos de beisebol do que com relatos de pessoas espancadas de maneira similar. Outros pesquisadores constataram que, se tivessem de escolher, 40% das pessoas salvariam seu cachorro de estimação em vez de um turista estrangeiro.

Quando a morte a tiros do leão Cecil, no Zimbábue, atraiu muito mais assinaturas em uma petição do que a morte a tiros de Tamir Rice, de 12 anos, em Cleveland, Ohio, que foi baleado por um policial, a escritora Roxane Gay tuitou: “Começarei a usar uma fantasia de leão quando sair de casa, para que, se eu tomar um tiro, as pessoas se importem”.

Anos atrás, visitei um acampamento numa floresta tropical em que uns 20 jovens americanos e europeus trabalhavam como voluntários, sob duras condições, para cuidar de gorilas, como parte de um programa de conservacionismo. O altruísmo era impressionante - mas aqueles idealistas não demonstravam se importar com os pigmeus que morriam de malária nas aldeias próximas, por não conseguir obter para suas camas mosquiteiros que custam US$ 5.

Então, estamos traindo nossa própria espécie quando preenchemos cheques para ajudar os gorilas? Trata-se de um equívoco lutar por elefantes e rinocerontes ao mesmo tempo em que 5 milhões de crianças ainda morrem anualmente antes dos 5 anos?

Essa é uma questão legítima, que tenho considerado ao longo dos anos. Mas passei a acreditar que, pelo contrário: preservar rinocerontes ou gorilas é bom também para os humanos. No nível mais geral, é um erro opor a piedade aos animais à piedade aos humanos. Compaixão por outras espécies também pode encorajar compaixão entre humanos. Empatia não é um jogo de soma zero.

As organizações mundiais de conservacionismo melhoraram muito no sentido de oferecer um papel a habitantes locais para a sobrevivência das espécies. O World Wildlife Fund (WWF), que ajuda a administrar a Área de Proteção Dzanga Sangha, mantém uma clínica médica e está iniciando um projeto educacional. O refúgio contrata 240 funcionários locais, de guardas a rastreadores de animais, que localizam os gorilas e fazem com que eles se habituem às pessoas. “Essas iniciativas são boas para nós”, afirmou Dieudonné Ngombo, um dos rastreadores. “Trabalhamos e obtemos um salário, então, nossos filhos vivem melhor e nós dormimos sossegados."

Martial Yvon Amolet, do Centro de Direitos Humanos de Bayanga, que é mantido pela Área de Proteção Dzanga Sangha, afirma que os pigmeus BaAka gostam dos esforços de conservacionismo “porque, para os BaAka, o fim da floresta significa o fim de sua cultura e sua identidade”.

Luis Arranz, biólogo espanhol especializado em vida selvagem, que dirige os projetos do WWF na República Centro-Africana, acrescenta que os programas de conservacionismo dependem do apoio dos habitantes locais para combater a caça ilegal. Em média, um ou dois elefantes ainda são mortos por mês por aqui, mas este número seria muito maior sem os olhos atentos nas comunidades.

No ano passado, 200 eco-turistas estrangeiros vieram aqui - em 2015, não veio nenhum. Enquanto outras partes da República Centro-Africana estão tomadas por conflitos, Dzanga Sangha se mantém longe dos combates. Arranz espera que 700 visitantes venham este ano, mas o potencial é bem maior.

Dito de maneira simples: um dos recursos mais importantes de alguns países pobres é a vida selvagem. Os rinocerontes-brancos-do-norte estão à beira da extinção por causa da caça ilegal que atende à demanda chinesa por chifres de rinocerontes. O último macho da espécie morreu recentemente no Quênia. Quando os animais se vão, as perspectivas econômicas dos humanos também diminuem.

Então, compaixão por elefantes, rinocerontes ou gorilas não é sentimentalismo sem alma, e sim um reconhecimento prático de interesses compartilhados entre animais bípedes e quadrúpedes. Vá em frente, abrace as causas dos animais sem nenhuma gota de culpa. “O que é bom para os animais também é bom para os pigmeus”, me disse Dieudonné Kembé, pigmeu que trabalha em Dzanga Sangha. Ele afirmou ainda que, sem os programas de conservacionismo, “os animais já não existiriam”. “E talvez nós já não existíssemos também.”

FONTE: estadao

12/26/2017

Animais de estimação, afinal, não abrandam envelhecimento

Fico tão abestada com estas "tendencias" inconclusivas para criar polêmica e divulgar idiotice que ninguém tem ideia... A matéria é de periódico de Portugal.
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Até aqui pensava-se que ter um animal de estimação podia estar ligado à saúde humana e muitos acreditam que é o segredo para se manter jovem.


Os especialistas não concordam.

A ideia de que os animais de estimação estão ligados à duração da vida humana não é nova. Na verdade, esta noção pode ler-se em manuscritos bastante antigos, embora o primeiro estudo desta matéria tenha apenas 40 anos. No entanto, uma equipe de investigadores da Universidade de Londres e da Universidade de Cambridge vêm agora dizer o contrário.

O estudo, lançado na semana passada e publicado no jornal britânico BMJ, analisou 8785 adultos com uma idade média de 67 anos entre 2010 e 2011. A equipe usou os dados do English Longitudinal Study of Ageing (ELSA) - um estudo contínuo e ainda a decorrer que começou em 2002. Para analisar a relação entre o companheirismo dos animais e o envelhecimento, os investigadores usaram biomarcadores nos domínios físico, imunológico e psicológico.

Um terço dos inquiridos admitiu ter um animal de estimação: 1619 (18%) tem um cão, 1077 (12%) um gato e 274 (3%) tem outro animal. Depois de avaliar um conjunto de variáveis consideradas relevantes como tabagismo e alcoolismo, os investigadores não encontraram relação de ter um animal com a velocidade com que os participantes executavam diversas atividades como caminhar, levantar de uma cadeira, estar em pé ou manter o equilíbrio. Também não encontraram ligação com melhorias no funcionamento dos pulmões e do coração nem com a memória ou a depressão. Concluiram assim que "nesta população de adultos mais velhos, a companhia de criaturas grandes e pequenas parece não conferir nenhuma relação com fenótipos - características observáveis de um organismo ou população - de envelhecimento".

Depois de separar os participantes por género, os resultados foram os mesmos. Os pesquisadores destacaram que o estudo era apenas observacional, portanto, não existiam conclusões sobre causas e efeitos. No entanto, Richard Watt, um dos autores do estudo e professor, destaca que "pelo menos no presente estudo de adultos mais velhos na Inglaterra, companheirismo animal parece conferir essencialmente nenhuma relação com os biomarcadores físicos e psicológicos do padrão do envelhecimento".

Estudos anteriores tinham já sugerido que existiam consequências tanto positivas como negativas em ter um animal de estimação. As vantagens de ter um animal passavam então pela melhoria no estado psicológico do dono por ter uma companhia e pelo aumento da atividade física no que diz respeito aos donos de cães. A principal desvantagem seria o sofrimento causado pela perda do animal. Na altura, 10% dos participantes admitiram que o animal de estimação era a única companhia que tinham.

FONTE: visao.sapo

12/07/2017

O que aconteceria se todos se tornassem vegetarianos?

É uma pena que as autoridades mundiais não pensem nisto...
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Estudo analisa o que aconteceria se os Estados Unidos parassem de comer carne
Se muita gente torce o nariz só de pensar em ficar sem o seu bife diário, outras tantas pessoas acreditam que é possível construir um mundo melhor sem ter que escravizar
tantos animaizinhos fofos. Entre os dois grupos fica a ciência.

“Nossa lógica foi começar de um cenário extremo”, afirmou Robin White, do Instituto Politécnico e Universidade Estadual da Virgínia. Especialista em ciências animais, ela liderou um estudo, publicado essa semana na revista Science, que avalia o que aconteceria se, do dia para a noite, todos os 320 milhões de norte-americanos parassem de consumir qualquer tipo de produto derivado de animais.

O primeiro impacto seria a redução nas emissões de gases causadores do efeito estufa. Apesar da criação animal ser responsável por 49% das emissões da agricultura dos EUA, os pesquisadores acreditam que a eliminação dos rebanhos provocaria uma redução de apenas 28% das emissões: passaria de 623 milhões de toneladas de CO2 emitidas por ano para 446 milhões.

Isso porque, em suas estimativas, a conversão de pastos em áreas de cultivo de alimento criaria novas fontes de emissão — as partes das plantas que não comemos, como folhas e galhos, deixariam de servir de alimentação para o gado e precisaria ser queimada. Isso resultaria na emissão de 2 milhões de toneladas de carbono na atmosfera. Também demandaria maior consumo de fertilizante artificial, adicionando 23 milhões de toneladas às emissões de carbono anualmente.

De acordo com os pesquisadores, uma agricultura que elimina a criação animal teria um ganho de produtividade de 28%, mas poderia prejudicar a qualidade nutritiva da alimentação nos Estados Unidos. “Com uma dieta vegetariana cuidadosamente balanceada, você pode atingir todos os requerimentos nutricionais", afirmou White em comunicado. “Mas dos tipos de comida que fazem isso, não produzimos quantidades suficientes para proporcionar uma dieta sustentável para toda população”.

A pesquisa, muito além de coisa de "ecochato", é fundamental para a preservação do meio ambiente. Afinal, para produzir carne de quatro hambúrgueres, são necessários 25 quilos de ração para os animais, 25 m² de terra e 220 litros de água.

Para alguns pesquisadores, o impacto positivo de uma dieta exclusivamente vegetariana pode ser ainda maior. O estudo desconsiderou a importação de carne pelos EUA, que poderia reduzir a emissão em países produtores, como o Brasil. Também não leva em conta a possibilidade da adoção de práticas sustentáveis, como a compostagem para lidar com os resíduos vegetais, ou da agricultura orgânica, que dispensa os fertilizantes químicos. Isso sem contar os sistemas agroflorestais, que tem potencial de sequestrar grandes quantidades de carbono da atmosfera enquanto produz alimentos.

FONTE: revistagalileu

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