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5/16/2018

COMÉRCIO DE ANIMAIS: Pavuna sofre com violência, comércio ilegal e transporte irregular

Esta feira de Pavuna é uma sucursal da de Caxias, ponto máximo de tráfico de animais aqui no município do Rio de Janeiro.... Se a polícia resolve? Respondo na próxima, pode ser? 
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Parte do bairro convive com problemas que decorrem da desordem urbana e da ausência do poder público na região
Rio - Na estação do metrô da Pavuna, na Zona Norte do Rio, circulam diariamente 44 mil passageiros. O caminho para embarcar no transporte é árduo. Todos precisam enfrentar a desordem urbana e a ausência do poder público. As irregularidades vão desde a venda de produtos roubados e piratas até a comercialização de animais, celulares, tablets e peça de carros, além da exploração de máquinas de caça-níqueis.

Inaugurada em 1998, a estação terminal da Linha 2 é cercada por três grandes complexos de favelas: Chapadão, Pedreira e Acari, todas de facções rivais e principais rotas de roubo de cargas no Rio. O acesso pode ser feito pela Rua Judite Guerra (Lago da Pavuna) ou pela Avenida Pastor Martin Luther King Júnior. Fica ainda a poucos metros da 39ª DP e está na área de atuação do 41° BPM (Irajá).

Na região, há também pontos irregulares de vans e de mototáxi. Como constatou O DIA no cadastro do Detran, alguns automóveis estão com a vistoria atrasada e em péssimas condições de uso. Já os mototaxistas transportam pessoas em motos sem placas, sem capacetes e sem serem incomodados.

Motoristas de ônibus também cometem infrações de trânsito, como estacionar em local proibido, e param fora do ponto. Entre as barracas espalhadas pelas calçadas e nas passarelas de acesso à estação, é possível encontrar também lixo.

CAMELÓDROMO
O DIA comprou em camelôs cinco produtos sem notas fiscais e pela metade do preço encontrado nos supermercados e nas drogarias. As mercadorias são de marcas conhecidas: mortadela (R$ 2, de 200g), amaciante de roupas (R$ 3, de 500ml), repelente (R$ 5, de 100ml), iogurte (R$ 4, de 600g) e xampu (R$ 8, de 200ml). Tudo foi entregue à Polícia Civil, que registrou o caso e abriu inquérito para investigar a procedência.

"Fazemos operações regularmente no entorno da estação da Pavuna. Há olheiros, com radiotransmissores, que avisam da nossa chegada. Peço à população que denuncie e não compre esses produtos para não estimular o roubo de cargas", disse o delegado titular da 39ª DP, Henrique Damasceno.

Investigadores da delegacia contaram que no local são apreendidos produtos roubados e pessoas também já foram presas por receptação. Na calçada da Rua Judite Guerra, por exemplo, há uma feira livre de celulares usados, que incluiu iPhones e outros aparelhos.

Em 2017, foram registrados 10.598 roubos de cargas segundo dados do Instituto de Segurança Pública um caso a cada 50 minutos. Destes, 1.247 ocorreram na área do 41° BPM. De acordo com estudo da Firjan, divulgado em janeiro, o prejuízo foi de R$ 607,1 milhões. Em 2018, o ISP registrou, até março, 1.810 roubos deste tipo, sendo 229 na região do 41° BPM.


DIFICULDADES NA INVESTIGAÇÃO
A opinião dos investigadores é unânime: há uma dificuldade de se investigar produtos roubados vendidos nas ruas. Segundo eles, em um mesmo lote, as mercadorias podem ser comercializadas pelos fabricantes para estados diferentes, o que dificulta a identificação do crime por nota fiscal.

"O produto é apreendido com o camelô porque ele não tem nota fiscal e não por ser uma mercadoria roubada. Por isso, existem as grandes operações contra roubo de cargas. Nesses casos, as investigações estão avançadas", explicou um inspetor.

Os policiais querem a aprovação de um projeto de lei que "torna obrigatório o número de lote, de série ou qualquer outro elemento individualizador do produto, tornando possível a identificação do mesmo". A proposta aguarda parecer da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. Na sexta-feira, a Polícia Federal prendeu 14 pessoas em uma operação contra uma quadrilha de roubo de cargas. Os agentes atuaram no Rio, Belford Roxo e Duque de Caxias.

ÓRGÃOS DIZEM QUE ATUAM NA REGIÃO
Procurado pelo DIA, o titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), Delmir da Silva Gouvêa, informou, por meio da assessoria de imprensa, que realiza ações para identificar e desarticular quadrilhas que agem no estado do Rio. Ele citou a Operação Expugno II, deflagrada na quarta-feira quando 19 pessoas foram presas nas favelas Furquim Mendes, Dique, Beira Rio e Ficap, na Zona Norte.

Em nota, a Guarda Municipal disse "atuar para desobstruir o espaço público, em apoio aos órgãos fiscalizadores como a Coordenadoria de Controle Urbano (CCU) e a Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização (CLF), em operações de rotina ou integradas com as forças policiais, no caso de áreas de maior risco".

A CCU ressaltou que intensificará as operações. A Secretaria Municipal de Transportes informou que "iniciou a seleção de policiais militares da reserva para recompor a equipe de fiscalização" contra vans e mototáxis. O Metrô Rio, no entanto, não quis se pronunciar sobre o caso. A Polícia Militar não respondeu aos questionamentos do DIA.

FONTE: odia

3/27/2018

Força-tarefa resgata 180 animais em condições de maus-tratos em SP

Minha Nossa!!!! só queria ver o pagamento desta multa..... Normalmente, a justiça abranda tudo e, às vezes, até cancela.... Não estou mais acreditando em justiça faz tempo!!!!!
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Responsável pelos bichos, que estavam em um comércio ilegal em Santos, no litoral paulista, foi multado em mais de meio milhão de reais.
 Ao menos 180 animais foram resgatados durante uma força-tarefa conduzida por fiscais das secretarias de Meio Ambiente e Finanças, Vigilância Sanitária e Guarda Municipal de Santos, no litoral de São Paulo, nesta segunda-feira (26). Equipes da Polícia Militar e Ambiental também participaram da ação, que aconteceu no bairro Vila Nova.

Segundo a prefeitura, os animais estavam dentro de gaiolas e foram achados em condições de maus-tratos em um comércio localizado na Rua 7 de Setembro. O estabelecimento estava com alvará indeferido pela administração, que o achou após uma denúncia anônima.

As equipes encontraram animais exóticos e domésticos. Entre as espécies, foram achados canários, coelhos, galinhas, porquinhos da Índia, aves e outras espécies vivas. Todos os animais estavam presos e ficavam expostos na frente e nos fundos do estabelecimento, aguardando a comercialização.

Com o flagrante, o comércio foi fechado e o proprietário encaminhado à Delegacia Sede da cidade, onde foi lavrado boletim de ocorrência por maus-tratos contra animais. Ele foi multado duas vezes, sendo uma por maus-tratos e outra por introdução de animais exóticos sem autorização. As duas totalizaram cerca de R$ 543 mil.

Os animais exóticos foram apreendidos pela Polícia Ambiental. Eles serão encaminhados ao Centro de Pesquisa e Triagem de Animais Selvagens (Ceptas), em Cubatão (SP). Os domésticos foram levados pela Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida), que os colocar em refúgios particulares.

Fonte: G1 Santos

1/08/2018

Lei que proíbe o comércio de marfim entra em vigor na China

Juro que queria acreditar que é para valer.... Chinês vai fazer tráfico de pele de jumento na África (acho que até no Brasil), vocês acham que não vão parar de fazer com marfim?
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País era um dos principais mercados para o contrabando das presas de elefantes e, o produto era tão cobiçado, que o quilo chegava a custar US$ 1,1 mil

Entrou em vigor neste domingo (31/12/17), na China, a lei que proíbe a comercialização de marfim no país asiático. Até então, a China era um dos principais mercados para o contrabando das presas de elefantes e, o produto era tão cobiçado, que o quilo chegava a custar US$ 1,1 mil.

No entanto, de acordo com a agência oficial de notícias do país "Xinhua", o anúncio da proibição levou a uma queda de 80% dos confiscos de marfim que entram na China, provocando também uma queda nos preços em cerca de 65%.

"A compra e venda de marfim e de produtos derivados por parte de mercados, lojas e comerciantes é ilegal. De agora em diante, se um comerciante lhe disser que é um 'vendedor de marfim autorizado pelo Estado', estará lhe enganando e violando intencionalmente a lei", afirmou o Ministério de Florestas da China.

A caça ilegal de elefantes e a forte demanda de marfim levaram à diminuição da quantidade de animais. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), nos últimos 10 anos, 110 mil exemplares morreram, reduzindo a quantidade de elefantes no mundo para cerca de 415 mil.

FONTE: epocanegocios

11/02/2017

O elixir chinês "milagroso" que ameaça burros ao redor do mundo

Já fizemos várias postagens sobre o abuso promovido pela China para conseguir peles de burro pelo mundo inteiro. Confira. Aqui no Brasil, em 2015, publicamos Exportação de jumentos para China geraria receita de US$ 3 bilhões e esta receita está entrando direto porque estão considerando jumentos com a mesma qualidade dos burros na produção desta gelatina que eles produzem. Conheçam o The Donkey Sanctuary, uma ONG que luta  contra este maldito comércio.
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A demanda chinesa de gelatina de burro está acabando com as populações de burro chinês e africano, colocando o preço dos animais fora do alcance dos agricultores que tem os animais como forma de subsistência.

Era um período de dor de período mestrual que levou  Liu Yanan experimentar a gelatina de burro. A jovem de 13 anos estava visitando a família em Pequim quando suas cólicas começaram pela primeira vez. Sua tia tirou de dentro de uma caixa ornamentada uma pequena porção e misturou-a em uma panela de mingau de arroz açucarada.

O medicamento era ejiao, um medicamento chinês feito de peles de burro e usado há mais de 2.500 anos. Yanan hesitou antes de comer a mistura, mas confiava em sua tia e queria aliviar a dor. "Eu me senti confortável depois. Meu corpo estava quente ", diz ela. "Eu usei por um mês e o problema foi embora".


Isso foi de volta em 2004, e desde então a indústria chinesa de ejiao se transformou em um megabusiness global. O que antes era um humilde tônico sanguíneo para condições como a anemia - que nunca foi aprovada por evidência clínica - foi elevada ao status  de um produto de bem-estar para a classe média ascendente da China que agora apresenta cremes faciais, doces e licores, bem como uma grande variedade de preparações medicinais.

Há indicações que supostamente ajudam pessoas com anemia, acne, aumentar a sua energia, melhorar o seu sono,  prevenir o câncer, fazer você parecer melhor e melhorar a sua libido. É faturado, em suma, como um elixir milagroso.

No condado de Dong'e, uma província remota que abriga quase 90% de todas as fábricas chinesas de ejiao, dezenas de lojas ejiao se estabelecem nas ruas da cidade. Existem anúncios de propaganda em outdoors e em paradas de ônibus. O aeroporto mais próximo, na cidade de Jinan, tem cabines vendendo ejiao e carne de burro fresca, uma iguaria regional. 


Dong-E E-Jiao (Deej), o maior produtor do mundo, tem sede que inclui sete prédios de fábricas monolíticas, uma gigantesca sala de conferências, um centro de visitantes que se assemelha ao icônico estádio Bird's Nest de Pequim e um lago impecavelmente paisagístico.

Os produtos mais caros da empresa, preparados de acordo com o costume do solstício de inverno a cada ano, custam £ 2.900 por 250g nas lojas Deej com desconto. Em  2016 as ações da Deej (cotado na Bolsa de Valores de Shenzhen) divulgou vendas de £700 milhões - mais do dobro de sua receita há quatro anos.

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Mas por trás da fachada deste setor cada vez mais brilhante, com a colocação de produtos em programas de TV chinesas e embalagens brilhantes, é um comércio internacional que está crescendo em economias rurais ao redor do mundo.

De acordo com as estatísticas da indústria, a produção chinesa de ejiao consome algumas peles de burro por ano. Os burros da China totalizavam 11 milhões de indivíduos há duas décadas, mas essa cifra caiu abaixo dos 6 milhões, tanto em consequência da expansão da produção de ejiao como da migração em massa de chineses rurais, que anteriormente criaram burros. A oferta doméstica é limitada a menos de 1,8 milhões e isso deixa Deej e seus concorrentes menores, dependentes das importações.

Aqui é onde os problemas começam. Em menos de uma década, a demanda por fornecedores influiu nos preços do burro como por exemplo no Quênia cujo o custo de um burro  mais que triplicou no ano passado. Comunidades que dependem de burros como animais de sustentação já não conseguem manter o que era abundante e barato. 

Primeiro domesticados na África há cerca de 5.000 anos atrás, burros apoiaram meios de subsistência  ao redor do mundo por centenas de gerações, adeptos do uso para transportar cargas pesadas e temperamentalmente fáceis de manusear. A emergência súbita como mercadoria negociada globalmente interrompeu os ciclos tradicionais de uso: em todo o mundo, os burros não mais valem mais vivos, somente mortos.


Alguns países estão agora pressionando o comércio internacional. Nove governos africanos (Botswana, Burkina Faso, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Gana, Tanzânia e Uganda) proibiram as exportações de peles de burro, com mais quatro (Burkina Faso, Botswana, Tanzânia e Etiópia) fechando matadouros financiados por empresas chinesas. Gambia, Malawi e Zimbabwe expressaram preocupação, mas ainda não introduziram uma proibição.

Mas em resposta a demanda do comércio os criadores mudaram-se para o submundo com uma rede mafiosa de traficantes montando fábricas ilegais pela China e África.

"Ainda estamos vendo exportações ilícitas de todos os países que tomaram posição contra a venda de peles de burro", diz Alex Mayers, do Donkey Sanctuary, uma instituição de proteção animal do Reino Unido que publicou um relatório sobre o comércio em janeiro. "Não há como garantir que os níveis atuais de demanda possam ser sustentados".

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Uma má regulamentação levou a uma explosão de roubo de burro. No Quênia, os inspetores registraram quase 1.000 animais roubados entre dezembro de 2016 e abril de 2017. Philemon Sibaya, um agricultor de subsistência na África do Sul, que costumava administrar um negócio de entrega informal com reboques de burro construídos a partir de peças de veículos antigos, teve seus burros roubados em novembro passado. Ele costumava permitir que eles passassem livremente à noite, amarrando suas patas traseiras para impedir que eles se afastassem demais. "Mas naquela manhã não consegui encontrá-los", diz Sibaya.

Um homem chinês visitou a aldeia algumas semanas antes, procurando comprar burros. Sibaya se recusou a fornecê-lo, sem saber o que o homem queria. "Meus burros colocam comida na mesa. Eles construíram esta casa e colocaram meus filhos na escola ", diz Sibaya. Alguns dias depois do sumiço dos animais, ele encontrou os cadáveres, todos menos um, esfolados. "Não há nada que eu possa fazer, mas aceitar a situação", diz ele. "Não posso trazer meus burros de volta".

"Tivemos muitos casos como este", diz Mishack Matlou, um inspetor local do SPCA que chegou à cena logo depois. Poucos meses antes, ele defendeu dois adolescentes que roubavam burros em uma vila vizinha. "A comunidade queria matar aqueles meninos, então eu os tranquei dentro da minha van", diz ele. "Esta é uma área pobre e eles precisavam do dinheiro. Alguém lhes ofereceu £ 25 para o trabalho ".


As instalações de "abate arbusto" não regulamentadas estão se multiplicando em toda África, Ásia e América do Sul. Em um site na África do Sul em agosto passado, um intermediário que pediu para permanecer anônimo comprou 25 burros para um exportador chinês e observou como os aldeões os matavam com facas e martelos. O exportador foi preso em Joanesburgo alguns meses depois por declarar falsamente um carregamento de peles para Hong Kong.

"Foi ruim ver os animais sofrerem", diz o intermediário, que já não troca peles de burro. "Eles gritaram cada vez que seus companheiros morriam".

Alguns governos estão tentando regular o setor. Em fevereiro, na África do Sul foram anunciados planos para construir matadouros e treinar produtores de burros. "Os projetos aliviarão a pobreza, abordarão a desigualdade e vão criar empregos decentes", afirmou um comunicado da imprensa. Mas, de acordo com o Dr. Langa Madyibi, do departamento veterinário provincial, houve pouca evolução nesta iniciativa, além de formar um Comitê Técnico de Donkey e enviar uma delegação de governo à China no ano passado. "Ainda temos que descobrir os detalhes, incluindo o nosso modelo de produção. Há uma ampla gama de partes interessadas para consultar ", diz Madyibi.

Alguns programas similares em África começaram a parar após protestos comunitários (na Etiópia, Uganda e Tanzânia) e proibições nacionais de exportação (no Botsuana). Mas outros estados receberam a oportunidade de investimento como o Quênia que abriu três matadouros nos últimos 18 meses e a Namíbia preparou dois.

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À medida que os governos lidam com os custos e os benefícios ofertados pela China, o setor de ejiao rola, produzindo mais de 5.000 toneladas de gelatina por ano. A escassez de peles levou a uma crescente fraude de produtos, com os fabricantes que substituem cabos, bois, porcos e até mesmo calçados de couro como matéria-prima. Deej, no entanto, mantém uma reputação de autenticidade e ganhou vários prêmios de prestígio, incluindo a Marca chinesa do Ano de 2016. A empresa tem um "quase monopólio" em peles de burro e representa quase 70% de todas as vendas de ejiao, de acordo com um relatório da indústria.


Em agosto, Deej rejeitou várias centenas de peles de cavalo de um lote entregue pelo comerciante Yang Shihui do Dong'e County. "Eu não sabia que eles estavam misturados lá", diz Yang, que vem fornecendo a empresa por mais de 30 anos. As peles estão em um monte ao lado dele, emaranhadas e apodrecendo. "Vou vendê-los para uma empresa de alimentação de frango em vez disso".

Deej, a empresa estatal, não respondeu a perguntas escritas do Guardian.

A uma curta distância do quintal de Yang é uma reserva de Deej com dezenas de milhares de peles. As peles são amassadas em paletes de transporte e cobertas com lonas. Existem mais de 20 pilhas, cada uma maior do que um microônibus e  inúmeras outras ficam fora de vista. Os guardas de segurança agitam seus braços para evitar fotografias, gritando: "Pare! Vamos prender você! "

Um pouco mais acima da estrada são dois hotéis temáticos de ejiao de propriedade da Deej, com arte de burro nas paredes e exibições de produtos na recepção. Um slogan da empresa na entrada declara ejiao "um tesouro nacional".

Liu Yanan, que primeiro comeu gelatina de burro como adolescente, ainda vive no condado de Dong'e. Agora, 26, ela trabalha como agente para uma pequena empresa ejiao chamada Fu Shang Kang, publicando anúncios diários de mídia social. Ela toma diariamente o ejiao, às vezes alimentando pequenas doses para o filho, que são três. "Eu não pareço uma mãe", diz ela, "por causa da ejiao. Isso o mantém jovem. "

Esta história foi apoiada por uma doação do Projeto de Relato África-China, gerenciado pelo Departamento de Jornalismo da Universidade do Witwatersrand.

Fonte: The Guardian
Tradução livre do Google para "O Grito do Bicho"
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