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1/19/2019

Cadelinha com câncer é resgatada com sinais de zoofilia

Deus meu, ainda bem que ela foi resgatada destes tarados malucos...
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O resgate de uma cadelinha que teria sido vítima de zoofilia (sexo com animais) tem causado comoção. O animal apresentava sangramento na genitália e teria gritado à noite durante dois dias seguidos. O resgate foi realizado pela ONG Bento III e exames já comprovam que ela está acometida por um câncer.

"Ela estava muito machucada, pingava sangue pelas partes íntimas e tinha muita febre. Um exame já comprovou que ela tem câncer vaginal, uma doença que é transmissível entre os animais. Ela está

8/23/2018

Ana Furtado cita importância de cães em luta contra câncer: 'Melhoram astral'

Sou testemunha, suspeita até porque animais sempre me fizeram muito bem. Não existiria se não tivesse animais ao meu lado. Agora, estou enfrentando esta situação e são eles que me mantem em pé.....
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Em tratamento contra câncer, a apresentadora esclareceu dúvida de fãs e disse que cachorros são importantes para os pacientes: 'Diversos estudos já constataram a importância desses bichinhos no auxílio da qualidade de vida de pacientes em tratamento oncológico. Melhoram nosso astral, autoestima e minimizam qualquer fator de estresse que possa vir à tona'

Em luta contra de câncer de mama, Ana Furtado passou recentemente pela quinta sessão de quimioterapia e destacou a importância dos animais de estimação durante o tratamento. Em seu

8/17/2018

Medicina integrativa para combater o câncer em animais

Que bom que a preocupação com o câncer em animais está crescendo.....
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Aprovada pela ciência, erva medicinal Visco album é usada no tratamento oncológico de animais. Aliado a outras práticas integrativas, o medicamento tem potencial curativo e, no caso da necessidade da quimioterapia, ameniza os efeitos colaterais e reforça o sistema imunológico

Seja em humanos ou em pets, o câncer é um diagnóstico que ainda levanta muitas dúvidas e, principalmente, medo. Por maiores que sejam os avanços científicos nessa área, ainda existe temor sobre os resultados e as terapias em si.

7/24/2018

Como pombas podem ajudar a detectar câncer de mama

Não acho que devemos explorar os animais, mas, cá pra nós... as pombas dão um show, não? estas aves são muito inteligentes e digo com certeza já que tenho um pombal em casa e sempre estou vigiando seus comportamentos......
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Pesquisas recentes apontaram que pombas teriam a capacidade de identificar tecido canceroso em mamografias e

5/28/2018

VERDADE IRREFUTÁVEL: Ação humana causa câncer em animais selvagens

Destaco a frase incontestável da matéria: "O ser humano está mudando o meio ambiente da mesma maneira que os vírus fazem com as células"..... Estamos acabando com o Planeta Terra, gente!!!!
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Algumas alterações que provocamos no meio ambiente tão profundas que aumentam o risco de câncer em animais que pareciam estar a salvo de nossa influência
Cigarro, álcool, e determinados alimentos industrializados contém substâncias que aumentam o risco de um ser humano ter câncer. Na literatura médica, essas substâncias são chamadas de “oncogênicas”.

Mas será que, da perspectiva dos outros animais, o ser humano é um animal oncogênico? É exatamente isso que afirma um artigo científico publicado nesta semana por pesquisadores da Universidade do Estado do Arizona.

“Alguns vírus podem causar câncer em humanos. Esses vírus alteram o ambiente em que vivem – no caso, as células humanas – para torná-lo mais adequado a eles”, diz Tuul Sepp, um dos participantes do estudo, em comunicado oficial. “O ser humano está mudando o meio ambiente da mesma maneira que os vírus fazem com as células. Essas mudanças estão tendo um impacto negativo em muitas espécies – incluindo a possibilidade delas desenvolverem câncer.”

FONTE: super.abril

5/05/2018

LUTADORA: Cachorrinha guerreira que luta contra três tipos de câncer ganha festa de 15 anos

Gente, cachorrra velhinha e minha companheira de sobrevivencia de um câncer, ganha uma festa de aniversário..... Coisa mais querida!!!!
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A vida sempre deve ser comemorada, principalmente no caso desta cachorrinha guerreira, de 15 anos, chamada Estrela. Quem mandou a história dela pra nós foi sua tutora Agatha Aguiar, orgulhosa de toda trajetória percorrida pela simpática cachorra da raça Dachshund, mais conhecida como “salsichinha”, que ganhou uma merecida festa de 15 anos, com direito a bolo de frango e convidados caninos. Você também pode apoiar a causa Animal com Visa, sem pagar nada a mais por isso, inscreva-se aqui.

Agatha disse para a nossa redação que os últimos dois anos foram especialmente difíceis para Estrela: “Ela chegou na nossa família há 15 anos e preencheu nossas vidas com o mais puro amor! Nos últimos 2 anos vem lutando contra o câncer: teve câncer de mama, de útero e um de pele. Fez várias cirurgias e quimioterapia, mas resistiu lindamente!”

Festa de 15 anos merecida
Porém, mesmo com toda dificuldade enfrentada, dores no corpo e diversas idas ao veterinário, ela sempre manteve o bom humor: “Sempre que chegava do veterinário estava com essa carinha linda das fotos e já pedindo comida, rsrs”. A jovem disse que sempre sonhou em dar uma festa de 15 anos com tudo que tem direito para sua filha canina: “Sempre planejei fazer a festinha de 15 anos, algumas vezes achei que ela não sobreviveria, mas ela me surpreendeu com sua força e está ai, firme”.

Agatha disse que aprende diariamente com Estrela e que a festa foi maravilhosa, mas ainda é pouco perto do que sua cachorrinha merece: “Pode soar fútil para alguns, mas quem me conhece sabe o que tenho por esse serzinho, e isso é nada perto do que ela merece. Ela me ensina diariamente o significado do mais puro amor, e é um dos seres mais fortes que já conheci”.

De fato, a pureza e o amor incondicional que os animais sentem pelos seus donos têm muito a nos ensinar sobre a vida. Estamos apaixonados pela Estrela! Vem dar uma olhada na festança que ela ganhou, com direito a DogBeer e tudo:








FONTE: razoesparaacreditar

4/14/2018

Fique atento: sinais de câncer em gatos

Tive um gatinho que morreu de câncer há muitos anos e naquele tempo não era fácil diagnosticar.... foi uma intuição do veterinário.... Este material foi produzido pelo nosso patrocinador.... Muito bom!!!!
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O câncer em gatos é um problema grave que, se não diagnosticado a tempo, pode ser fatal. O quanto antes for identificado, maior a probabilidade de cura e menos agressivo será o tratamento

“A doença caracteriza-se pela reprodução exacerbada de células que levam à formação de corpo estranho – o tumor. O câncer atinge muitos gatos e uma das causas mais comuns de óbito ou de sequelas sérias deixadas pela doença é a negligência com os sintomas apresentados”, explica a médica veterinária da Equilíbrio e Coordenadora da Comunicação Científica da Total Alimentos, Bárbara Benitez.

Apenas um veterinário pode fazer o diagnóstico do câncer e, para isso, aplicam-se exames clínicos e laboratoriais. Entretanto, você pode detectar sinais quando o animal apresenta alguma mudança de comportamento.

Os gatos doentes apresentam sinais de que existe algo fora do normal no funcionamento do organismo, por isso, esteja atento ao comportamento do gato. Existem alguns sinais e sintomas simples que podem ajudar a identificar a doença, segundo os veterinários especializados.

Porém, é sempre bom lembrar que o ideal é manter o check-up do seu pet em dia e levá-lo para fazer exames prontamente, caso note qualquer sintoma.

Inchaços persistentes ou crescentes
Em muitos casos, os inchaços são notados quando fazemos carinhos no gato. Eles sentem-se incomodados quando tocados e podem até ter dor na região do tumor. Qualquer inchaço, caroço ou saliência fora do normal é um bom motivo para visitar um veterinário.

Perda de peso
A perda de peso, especialmente se for repentina, pode ser um alerta importante.

Sangramento, presença de muco ou corrimento
Sangrar ou expelir qualquer anormalidade pelos orifícios é um sinal de que algo precisa ser consultado.

Perda de apetite
Recusar a comida ou vomitar imediatamente é preocupante. Se notar que o gato não quer comer, busque a orientação de um veterinário, pois existe algo fora do normal.

Feridas e falta de cicatrização
Feridas e cicatrização mais lenta – ou até mesmo inexistente – podem ser sintomas de câncer em gatos. Por isso, diariamente, dedique um tempo para observar o seu animal de estimação, para verificar alterações no o comportamento dele e de seu organismo.

Dificuldade de engolir
Demonstrar dor ao engolir ou regurgitar a comida em seguida, sem realmente digerir, também pode ser um sinal de que algo não vai bem. Pode ser que a falta de apetite e o emagrecimento tenham relação com esse desconforto durante a alimentação do gato.

Odores incomuns
Odores incomuns e fortes podem sinalizar mudanças na saúde do seu gato.

Indisposição
Hesitar para brincar, para fazer exercícios ou passear, pode ser preocupante. Sabemos que o comportamento dos gatos revela animais independentes e com personalidade forte, mas isso não significa que são antissociais e nunca interagem. Eles gostam e precisam de brincadeira e atividade física para se desenvolverem com saúde, por isso a falta de energia persistente indica que algo está errado.

Dor ou dificuldade ao urinar ou defecar
Queixas, sangramentos e demora para urinar ou defecar podem denunciar o problema.

Respiração com dificuldade
Respiração audível, engasgos, fadiga ou falta de fôlego são alertas para câncer em gatos.

“Lembre-se de que um sintoma isolado, ou mesmo vários, não significam, necessariamente, que seu animal está com câncer. Contudo, é importante observá-lo e levá-lo ao médico veterinário imediatamente se qualquer coisa incomum surgir, bem como fazer exames de rotina que previnem e detectam doenças com antecedência”, orienta a médica veterinária da Equilíbrio.

Afinal, quanto antes uma patologia for identificada, maiores são as chances de o tratamento gerar efeito e seu gato superar os problemas de saúde. O câncer em gatos pode começar em uma determinada parte do corpo e se espalhar rapidamente, por isso é fundamental que o diagnóstico seja rápido.

FONTE: blogs.correiobraziliense

2/07/2018

Aprenda a fazer exame de mamas em cães e gatos

Tem muita gente que não se preocupa com isto.... acha que é um "carocinho" e pronto..... 
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O câncer de mama é um dos tumores mais diagnosticados nas cadelas e gatas, principalmente idosas. De acordo com as veterinárias Júlia Leite e Mariana Ricci, da Petland Paraíso – a principal prevenção é a castração antes do primeiro cio. “Esse tipo de tumor tem alta dependência dos hormônios produzidos pelo útero e ovários, diante disso, se o pet for castrado antes do primeiro cio, as chances de desenvolver tumores é de quase 0,5%”.

Como fazer o exame em casa?

O ideal é que os donos avaliem as mamas do seu animal periodicamente. “Uma dica é aproveitar a hora do carinho na barriga para avaliar as mamas – as cadelas têm cinco pares e as gatas, quatro pares – apalpando-as uma por uma e entre elas. Se o tutor notar nódulos, diferença de tamanho entre as mamas, aumento de volume ou algum tipo de secreção, deve levar o pet ao médico veterinário para a confirmação do diagnóstico, que é feito por meio de exames clínicos e laboratoriais”, explica Dra. Júlia.

Quais são os exames laboratoriais?

Para confirmação do tumor, o exame laboratorial mais comum é a citologia aspirativa. A citologia é feita através de uma punção do nódulo com uma agulha bem pequena, não sendo necessário sedar o animal. Se confirmado o câncer de mama, o próximo passo é avaliar os pulmões. Segundo a Dra. Mariana, “os médicos veterinários sempre solicitam uma radiografia torácica para avaliar os pulmões, uma vez que os tumores mamários podem causar metástase para este órgão.”

Como é feito o tratamento?

Uma vez diagnosticado, e não havendo metástase pulmonar, o tratamento é cirúrgico. É realizada uma mastectomia na mama atingida. Se o diagnóstico for precoce, as chances de cura com a cirurgia são maiores, muitas vezes não necessitando de tratamento quimioterápico.

Viu alguma anormalidade?

Procure o veterinário mais próximo, que é o único profissional habilitado para diagnosticar o tumor. Se não tiver certeza quem procurar, a internet é uma grande aliada. Para encontrar veterinários de forma rápida e segura, o tutor pode usar a plataforma Pet Booking (www.petbooking.com.br) – que reúne veterinários e prestadores de serviço para Pets. As veterinárias Julia Leite e Mariana Ricci, da Petland, podem ser encontradas no marketplaces.

FONTE: revistanews

1/12/2018

Como é que a carne vermelha se tornou uma das causas de câncer

Pois é.... mesmo assim a industria da carne é super estimulada pelos governos do mundo.....
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É certo: a carne vermelha em excesso pode prejudicar a saúde dos humanos. Mas como aconteceu isso? Cientistas dos Estados Unidos percorreram milhões de anos para agora dizerem que um dos contributos é de um gene e do seu açúcar tóxico.

Tudo começou há mais de 550 milhões de anos quando um antepassado de todos os deuterostómios (grande grupo de animais que inclui os seres humanos) adquiriu um gene chamado CMAH. Este gene é um vilão para nós, porque ele dá as instruções para se fazer um açúcar tóxico – o ácido N-glicolilneuramínico, ou Neu5Gc. O nosso rumo nesta história mudou há dois milhões de anos quando os humanos conseguiram livrar-se desse gene e proteger-se de algumas doenças. Mesmo assim, não eliminámos totalmente esse “feitiço” na nossa vida: quando comemos carne vermelha, lá está o CMAH a atormentar-nos. Afinal, o encontro entre humanos e este gene (e o seu açúcar em excesso) pode vir a resultar em inflamações e cancro. Esta história com milhões de anos foi agora revisitada por cientistas dos Estados Unidos na revista científica Genome Biology and Evolution.

Já que sabemos quem são as personagens desta história: vamos às apresentações. O gene CMAH codifica uma proteína (uma enzima) que catalisa a conversão de um açúcar, o ácido N-acetilneuramínico (ou Neu5Ac), para o já referido Neu5Gc. Eis então o Neu5Ac e o Neu5Gc, dois açúcares que se encontram à superfície das células e que as ajuda a reconhecerem-se. O Neu5Ac está presente em todos os deuterostómios e até nem é prejudicial. O grande problema está no Neu5Gc, que é tóxico para os seres humanos e existe apenas nos organismos que têm actualmente o gene CMAH. Estes dois açúcares são assim grandes ingredientes nos “feitiços” do CMAH.

Já se sabia que o CMAH existia na carne vermelha, mais exactamente no tecido muscular de mamíferos como as vacas, os porcos, borregos, cavalos e as cabras. Por isso, cientistas da Universidade do Nevada (Estados Unidos) armaram uma cilada ao CMAH para saber como permaneceu nalguns animais e noutros não. E por que consumir carne vermelha nos faz mal. Para isso, a equipa coordenada por David Alvarez Ponce analisou o genoma de 322 espécies de animais para determinar em que organismos o CMAH estava activo. Para armar a tal cilada, o trabalho de detective no laboratório de David Alvarez Ponce, onde já é habitual estudar-se a evolução dos genes e dos genomas em computador, socorreu-se da bioinformática.

“Encontrámos o gene num grupo de bactérias, num par de algas, e em muitos animais do grupo dos deuterostómios. É um grupo de animais que inclui os vertebrados (como os humanos), os equinodermos (como as estrelas-do-mar e os ouriços-do-mar) e outros grupos”, explica ao PÚBLICO David Alvarez Ponce. “Mas nem todos os deuterostómios exibem este gene, muitos grupos de deuterostómios perderam-no durante a evolução.” Por isso, a equipa de David Alvarez Ponce fez um catálogo (neste caso, um artigo científico) com as espécies que não têm esse gene e com aquelas que podem ser relevantes do ponto de vista da nutrição, do transplante (um dia) de órgãos de animais para humanos ou para a investigação científica.

Entre os animais que se livraram do gene CMAH estão os tunicados, a maioria dos répteis, todas as aves e alguns peixes. Já nos mamíferos, o gene não está presente no ornitorrinco, numa única espécie de veado, no cachalote, num grupo que inclui os furões, nas morsas e nas focas, em dois grupos de morcegos, no ouriço-terrestre, nos macacos do Novo Mundo ou nos humanos. Por essa razão, comer frango, peru ou ganso não terá efeitos tão negativos como a carne vermelha.

Caviar com açúcar tóxico
Salsichas, bacon e enchidos são cancerígenos, diz a OMS
Em contrapartida, o gene e o seu açúcar tóxico foram encontrados em todas as espécies de bovinos, girafas e até no salmão. “As espécies de mamíferos em que descobrimos supostos genes CMAH funcionais incluem várias espécies em que o Neu5Gc já tinha sido descrito antes, como o porco, a ovelha, a vaca, o cavalo, o elefante, o golfinho, o chimpanzé, o macaco, o ratinho, o rato e o coelho”, lê-se no artigo científico.

“No peixe que tem este gene, o açúcar encontra-se em proporções muito pequenas na sua carne, mas em grandes quantidades no caviar. Isto pode ser porque o gene está activo especificamente nos ovos ou nos oviductos [canal de saída dos ovos]”, nota David Alvarez Ponce.

Uma das surpresas do estudo foi também a presença do gene e do seu açúcar num lagarto, o Anolis carolinensis. Para a equipa de cientistas, isto pode querer dizer que o antepassado mais recente dos sauropsídeos (o Anolis carolinensis pertence a este grupo) tinha um gene CMAH activo, que se pode ter perdido tanto na linhagem das serpentes como na de um antepassado das tartarugas, crocodilos e aves. “O facto de o CMAH se ter perdido tantas vezes durante a evolução dos deuterostómios sugere que o gene não é essencial”, nota o artigo. Mas acrescenta-se: “Contudo, dada a relevância do Neu5Gc, essa perda provavelmente precisa de ser compensada por ajustes na biologia do ácido siálico [como é o caso do Neu5Gc].”

E nós, onde ficamos nesta história? Os humanos conseguiram “desligar” o CMAH há cerca de dois milhões de anos. “É possível que a desactivação do CMAH durante a evolução humana tenha protegido os humanos de certos agentes patogénicos”, diz David Alvarez Ponce num comunicado sobre o trabalho. “Por exemplo, há um tipo de [parasita da] malária que precisa do açúcar Neu5Gc para causar infecção. Este tipo de malária afecta alguns primatas, mas não os humanos.”

Mas ainda há vestígios dos tempos em que tínhamos esse gene activo: por exemplo, quando os humanos ingerem carne vermelha são capazes de sintetizar o açúcar tóxico Neu5Gc, mas o corpo reconhece-o como um “corpo estranho”, havendo assim uma reacção imunitária.

Para estabelecer a ligação entre a presença deste açúcar e o cancro, a equipa cita muitos trabalhos científicos, dizendo: “A inactivação do CMAH nos humanos significa que o Neu5Gc se tornou um antigénio estranho. O Neu5Gc de alimentos de origem animal (predominantemente carnes vermelhas e produtos lácteos) é incorporado nas glicoproteínas dos tecidos humanos, onde se pensa que desencadeiam uma resposta imunitária que pode originar inflamação crónica, artrite reumatóide e cancro,” lê-se no artigo científico. “Isto pode explicar, pelo menos em parte, a ligação entre o consumo de carne vermelha e o cancro. Em apoio desta hipótese, o Neu5Gc encontra-se muitas vezes concentrado em tumores humanos e locais de inflamação”, acrescenta a equipa.

“O consumo de carne vermelha está sobretudo associado ao cancro colo-rectal [uma das principais causas de morte por cancro em todo o mundo]”, salienta-nos por sua vez David Alvarez Ponce. “Além disso, se um órgão de um animal com o gene CMAH for transplantado para uma pessoa, o corpo humano teria uma reacção imunitária, que poderia resultar na rejeição do órgão.”

A presença (ou a ausência) deste gene em diferentes animais pode então ajudar a perceber melhor que animais devemos consumir ou, pelo menos, comer de forma mais moderada, referem os cientistas. Ainda alertam que há animais que podem não ter este gene, mas os agentes patogénicos que se ligam ao açúcar Neu5Ac (o antecessor do Neu5Gc) também poderão afectar os seres humanos. E que alimentos estão mais associados a este gene? “Sobretudo as carnes vermelhas. Entre as carnes vermelhas, a carne de vaca parece conter mais Neu5Gc do que a de porco, tornando-a mais perigosa”, responde David Alvarez Ponce, avisando ainda que o salmão e o caviar de alguns peixes também têm níveis elevados de Neu5Gc. No artigo também se salienta que o açúcar tóxico foi encontrado em produtos lácteos.

Mudar mentalidades 
E o que diz um nutricionista sobre o consumo de carnes vermelhas? “De forma geral, as carnes são interessantes do ponto de vista da proteína”, começa por dizer ao PÚBLICO José Camolas, nutricionista no Hospital Santa Maria (Lisboa) e adjunto do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (da Direcção-Geral da Saúde), acrescentando ainda que nos fornecem ferro hémico, um ferro de fácil absorção. No entanto, também há desvantagens, como a presença de proporções elevadas de gordura saturada. “Essa gordura vem depois associada a doenças, nomeadamente às doenças cardiovasculares, mas também tem surgido investigação que associa a carne vermelha ao risco de cancro.”

Por isso, o nutricionista indica um artigo científico de 2015 da revista The Lancet Oncology em que um grupo de peritos analisou vários estudos de potenciais associações entre o consumo de carne vermelha ou carne processada (salgada, curada, fermentada, fumada ou de alguma forma tratada para realçar o sabor ou melhorar a conservação) e o cancro. Concluiu-se que a carne vermelha e a carne processada (não há uma distinção explícita das duas no estudo) estão mais associadas ao cancro colo-rectal e, com alguma probabilidade, ao cancro do pâncreas e da próstata. Mesmo assim, José Camolas avisa: “Não se pode misturar as duas coisas da mesma forma. O risco da carne vermelha por si só é menor do que o da carne vermelha submetida a elevado processamento. A forma como se cozinha também é um elemento importante.”

Portanto, o que se aconselha é a moderação no seu consumo. “Não é por acaso que, se olharmos para a roda dos alimentos, vemos que a fatia relativa aos produtos de origem animal é muito mais pequena comparativamente com a das hortícolas”, salienta José Camolas. Para si, o combate ao consumo excessivo deve ser logo feito na educação das crianças. “Não é proibir toda a gente de consumir carne ou produtos de origem animal, mas temos de melhorar a questão da distribuição dos alimentos”, explica. “É mais importante mudar mentalidades. Devemos reduzir porções. Sabemos que se tivermos mais legumes no prato, uma boa salada e uma sopa na entrada, vamos ter elementos que têm um efeito compensador.”

José Camolas acrescenta ainda que não há um programa específico em Portugal para a carne vermelha e que o mais importante é transmitir como fazer uma salada, como se podem introduzir de novo as castanhas na alimentação ou como se pode fazer uma refeição saborosa sem nenhum produto animal. “Temos de transmitir a mensagem às pessoas de que há alimentos que não podemos deixar de ter na nossa alimentação. Esses alimentos são sobretudo de origem vegetal, pouco processados, com pouco açúcar e com pouco sal”, realça. “É um jogo de equilíbrios e, mais do que passarmos a mensagem de que a carne vermelha é péssima, a imagem que queremos passar é que a carne vermelha como qualquer outro alimento tem o seu papel, em caso de consumo moderado.” 

FONTE: publico.pt

12/26/2017

Liù, o cão que diagnostica o câncer antes dos sintomas

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Animais são seres superiores a qualquer humano. Ele não vai em nenhuma universidade para mostrar sua sabedoria em viver neste planeta.....
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Cães moleculares. Uma magnífica fêmea de pastor alemão chamada Liù tem a tarefa de "cheirar" tumores. Criada e treinada pelo exército italiano, ela surpreendeu todos de uma só vez, provando ser capaz de "diagnosticar" um câncer com antecedência e com maior precisão do que as análises médicas convencionais.

Como conta nossos colegas do GreenME Itália, há cinco anos Liù está "empregada" no hospital Humanitas, em Castellanza, na província de Varese, Itália. Ali, o cão "em serviço" no exército desde 2010, para detectar e denunciar substâncias explosivas - deu um passo à frente em sua "carreira" de cachorro molecular.

O adestramento recebido pelo veterano tenente-coronel Lorenzo Tidu e por seu condutor, o sargento Paolo Sardella, permitiu a Liù identificar câncer de próstata antes mesmo dos sintomas aparecerem.

Verificou-se, de fato, que o cão seria capaz de realizar uma "detecção olfativa" da urina e ver a presença de alguns traços do câncer mesmo antes da detecção da patologia pelo paciente. E o motivo é logo explicado: "Liù nos mostrou que o tumor possui uma molécula característica, aliás caracterizante, e é por isso que o cão é capaz de reconhecê-la imediatamente graças ao seu olfato. Com a ajuda do cão, a partir de agora, esperamos encontrar essa molécula e isolá-la. Assim, o diagnóstico precoce e a prevenção serão muito mais simples", explicam os cientistas.

O projeto hospitalar de Castellanza viu médicos e soldados lutarem por câncer por cinco anos, entre os laboratórios da Humanitas e o centro veterinário militar de Grosseto.

"Os médicos nos dão amostras de urina dos pacientes sob controle e, em seu ambiente habitual, o cão realiza com calma todos os testes. A primeira fase de treinamento foi utilizada para ensinar-lhe a distinguir odores característicos. Exatamente como se faz para pesquisa de explosivos. Toda vez que ele reconhece esse cheiro característico, mas somente nesse caso, Liù senta-se e podemos entender a mensagem que ela gostaria que recebêssemos. Um trabalho tão importante para homens e ciência, e divertido para o cachorro que, em sua mente, tem apenas um objetivo: conquistar uma dose de croquetas e seu brinquedo favorito".

Liù não é o único peludo que pode cheirar a presença de uma doença grave. Há também Frankie, Zoe e muitos outros cães que identificam muitos pacientes com câncer. O objetivo? Ajudar o homem no diagnóstico precoce e dar maiores possibilidades de cura.

FONTE: greenme

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