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2/21/2019

HUMANOS CRUÉIS: A exploração dos burros dói a alma da gente......

imagem ilustrativa
Estou publicando três vídeos para as pessoas sentirem o quanto sofrem estes pobres animais pelo mundo afora..... Este primeiro vídeo foi um resgate feito pela Animal Aid, uma ONG da Índia que realiza um trabalho incrível. Os outros dois é ilustração desta exploração.... Nojento mesmo!!!!!
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Esse burro gentil, Angelo, desmoronou quando suas pernas foram dilaceradas por uma corda de plástico, amarradas juntas para evitar que ele fugisse e que quase acabou com sua vida. Seu dono era tão negligente que não os desamarrou, mesmo depois da corda atingir o osso.

11/01/2018

O “elixir milagroso” chinês que ameaça burros por todo o mundo

Deus que me perdoe, mas, os asiáticos são frios demais.... não tem sentimentos.... Se bem que o movimento de proteção animal na China e em outros países estão trabalhando muito. É um trabalho difícil e injusto pela quantidade destas pessoas filhos do demônio..... Burros estão sendo mortos adoidado pelo mundo afora, incluindo o Brasil.
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Chama-se ejiao e é apresentado como um

10/16/2018

Grécia proíbe turistas obesos de montar burros depois de denúncia de ativistas

Todos nós ficamos superfelizes quando a pressão dos ativistas obtêm sucesso, né mesmo? Se bem que o ideal seria proibir que qualquer um montasse o pobre animal que deve passar por maus perrengues.....
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A Grécia proibiu turistas obesos de montarem burros, depois dos ativistas dos direitos dos animais terem chamado a atenção para as lesões na coluna vertebral e feridas abertas nos animais.

8/09/2018

Turistas obesos estão a fazer os burros sofrer em Santorini

Ativistas têm denunciado lesões graves nos animais por transportarem pessoas, malas e pesos
acima do que podem.

Turistas obesos estão a fazer os burros sofrer em Santorini
Ativistas têm denunciado lesões graves nos animais por transportarem pessoas, malas e pesos acima do que podem

6/17/2018

PELES - Burros africanos ameaçados de extinção

Temos falado muito sobre os burros que são esfolados quase vivos para serem vendidos na China. Isto acontece no mundo inteiro. Já falei aqui que precisamos acompanhar nos "interiores do Brasil" se esta máfia não está agindo aqui. Aqueles abatedouros na Bahia que matam burros precisa ser investigado.... Seria o fio da meada de uma investigação saber os compradores do couro de burro deles..... Vejam algumas postagens que já fizemos a respeito: 
2 - Burros espancados até à morte para uso em medicina tradicional chinesa -
3 - Chineses correm o mundo atrás do couro de burros
4 - Procura na China ameaça sobrevivência de burros em África
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O roubo e contrabando de burros em várias partes de África está a colocar esta espécie em perigo.
Burros roubados, abatidos e esfolados, tudo por causa da pele pois conteria um ingrediente essencial utilizado na medicina tradicional chinesa e muito procurado pelas mulheres para o tratamento de problemas de saúde que vão desde dores menstruais até problemas de sono.

"Vendemos todos os produtos feitos com gelatina de burro. Eles são produzidos pela companhia de gelatina Dong'e e o principal alvo são as mulheres mas também é bom para os rins dos homens. Enriquece o sangue das mulheres também", afirma uma vendedora chinesa na localidade de Dong'e, localidade chinesa na província de Shandong.

Em apenas uma década, a população de burros na China caiu para metade, são agora 5,5 milhões. A oferta não satisfaz a procura daí a necessidade de recorrer a África. Para as comunidades locais, isto representa um problema que é agravado pelo aumento do roubo e contrabando destes animais. Isto apesar de 14 países africanos já terem proibido a exportação de peles de burro.

"Outro problema é que os burros são animais que levam muito tempo para reproduzir. A gravidez demora um ano e do nascimento até atingirem a idade de reprodução são quase três anos", adianta o veterinário Calvin Solomon Onyango, gestor de programa do Santuário dos Burros no Quénia.

Neste santuário para burros no Quénia, a solução é simples. Há que proibir totalmente o comércio em peles de burros antes deste espécie entrar em extinção no continente, ou mesmo a nível mundial.

FONTE: euronews

3/03/2018

Procura na China ameaça sobrevivência de burros em África

Alguém de nós precisa ver a quantas andam a questão da exportação de burros do Brasil para a China. Em breve estes traficantes de burros vão se achegar aqui no nordeste para fazer esta mesma limpeza satânica que estão fazendo na África, embora agora mais controlada.....
(Nosso dossier sobre o assunto)
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Muitos burros são roubados no continente africano para serem vendidos para a China, onde se acredita que uma gelatina extraída da pele do animal cura doenças como a impotência e a infertilidade.

Os burros de África estão a desaparecer. Como de costume, a culpa é do homem. Mas a causa não é, como muitas vezes quando se extingue uma espécie, a urbanização, a desflorestação ou a poluição. Desta vez trata-se pura e simplesmente de roubo. É que na China há quem acredite na superstição de que a gelatina derivada da cozedura de pele de burro cura doenças. E em África há quem esteja disposto a alimentar essa superstição a troco de dinheiro.

Akasoma James vive em Doba, uma pequena aldeia no norte do Gana. Tal como muitos outros, James é proprietário de vários burros. Precisa dos animais para sobreviver pois são eles que puxam o arado e lhe servem de meio de transporte. Mas Akasoma James tem um problema: "Já por várias vezes tentaram roubar os meus burros... mesmo do meu quintal. Uma vez vieram à noite e levaram todos os burros."

Grande procura na China
O motivo dos roubos é a elevada procura de burros na China. Manda a tradição e a superstição nesse país que o chamado "ejao", uma gelatina extraída da fervura de pele de burro, é boa para a pele e cura a impotência e a infertilidade.

Como a criação em massa de burros é muito difícil por motivos biológicos, os chineses voltaram-se para o continente africano. Países com fortes laços comerciais com o gigante asiático são agora os principais fornecedores. Simon Pope, da organização britânica de defesa dos animais "Santuário do burro", diz que inicialmente os proprietários africanos saudaram a procura chinesa.

"Quando os preços dispararam, muitos venderam os animais de que não precisavam. Há um enorme incentivo financeiro para a venda de burros." Mas quando mais ninguém quis vender começaram a acumular-se os casos de roubo, que retiraram a muitas pessoas a base da sua subsistência, diz Pope.

Governos africanos reagem
Os Governos africanos reagiram de forma diversa a esta crise. A Tanzânia proibiu o abate e a exportação de burros, numa tentativa de evitar a extinção. Uma medida eficaz que levou à queda de preços como afirma Simon Pope:

"O que significa que os agricultores e outros indivíduos já podem comprar os animais e os roubos diminuíram consideravelmente".

No Quénia o Governo autoriza o abate para a exportação. Há três açougues no país, mas ninguém sabe ao certo quantos burros por lá passam. A população começa a protestar, mas os críticos acreditam que Nairobi quer proteger os postos de trabalho e não pretende renunciar às receitas geradas pelas taxas alfandegárias.

Na Etiópia, protestos populares obrigaram o Governo a encerrar um matadouro chinês algumas semanas apenas após a sua inauguração. Mas muitas vezes os burros etíopes e de outros países acabam por ser transportados para o Quénia onde o abate é legal.

No Gana a lei proibe o comércio com pele de burro, mas esta praticamente não é implementada. Porém, face à crescente resistência por parte dos africanos, os principais produtores chineses de gelatina à base de burro prometem agora apostar mais na criação própria. Uma boa notícia para o burro africano.

FONTE: DW

2/01/2018

"Milagroso" remédio chinês tem sido a morte para os burros

A alta demanda por ejiao, uma medicina tradicional feita a partir de gelatina extraída de peles de burro cozidas, levou a um aumento nos roubos do animal em muitos países

"Este é o local", disse Morris Njeru, olhando para um lote de terra onde recentemente encontrou os corpos ensanguentados de David, Mukurino e Scratch --seus últimos burros.

Njeru, 44, carregador do mercado que depende de seus animais para transportar produtos pela cidade, já havia perdido cinco burros no início do ano. Toda vez, os ladrões cortaram a garganta dos animais e arrancaram sua pele do pescoço para baixo, deixando a carne para os abutres e as hienas.

Quatro meses depois, tudo o que Njeru conseguiu achar dos animais foi um único casco, que guardou de lembrança.

Também na lembrança está a vida confortável que Njeru levava. Sem seus animais, sua renda caiu de cerca de US$30 (aproximadamente R$ 94) por dia para menos de US$ 5 (R$ 15). Ele não pode mais pagar o aluguel de uma pequena propriedade e acredita que será preciso tirar seu filho do internato.

"Minha vida mudou completamente. Eu dependia dos burros para alimentar minha família", disse ele.

Para Njeru e milhões de pessoas em todo o mundo, os burros são os principais meios de transporte de alimentos, água, lenha, bens e pessoas. Na China, no entanto, eles têm outro propósito: a produção do ejiao, um medicamento tradicional feito de uma gelatina extraída da fervura do couro de burro.

O ejiao era prescrito principalmente como suplemento para a perda de sangue e para equilibrar o yin-yang , mas hoje é procurado para uma série de males, desde retardar o envelhecimento e aumentar a libido até tratar efeitos colaterais da quimioterapia e prevenir a infertilidade, o aborto espontâneo e a irregularidade menstrual .

Mesmo o ejiao existindo há séculos, sua popularidade moderna começou a crescer em torno de 2010, quando empresas como a Dong-E-E-Jiao --a maior fabricante chinesa-- deram início a campanhas publicitárias agressivas. Quinze anos atrás, meio quilo de ejiao era vendido por US$ 9 (R$ 28); agora, custa cerca de US$ 400 (R$ 1.257).

À medida que a demanda foi aumentando, a população de burros da China --que já foi a maior do mundo-- caiu de 11 milhões para menos de 6 milhões, e algumas estimativas contam possivelmente apenas 3 milhões. As tentativas de reabastecimento dos rebanhos se revelaram um desafio: ao contrário de vacas ou porcos, os burros não se prestam à criação intensiva. As fêmeas produzem apenas um potro por ano e são propensas a abortos espontâneos sob condições estressantes.

Então, as empresas chinesas começaram a comprar couro de burro de países em desenvolvimento. De uma população global de 44 milhões, cerca de 1,8 milhão de burros são abatidos por ano para produzir o ejiao, de acordo com um relatório publicado no ano passado pelo Donkey Sanctuary, uma organização sem fins lucrativos com sede no Reino Unido.

"Há um enorme apetite por ejiao na China, que não mostra sinais de diminuição. Como resultado, os burros estão desaparecendo de comunidades que dependem deles", disse Simon Pope, gerente de campanhas da organização.

Em novembro, pesquisadores da Universidade Florestal de Pequim advertiram que a demanda chinesa por ejiao pode transformar os burros nos "próximos pangolins".

"A China escolhe importar burros de todo o mundo a alto custo, o que pode levar a uma crise potencial ", escreveram pesquisadores na revistas científica "Equine Veterinary".

A pele dos animais segue para a China oriunda de nações tão variadas quanto o Quirguistão, o Brasil e o México. Mas a África é o epicentro do comércio, tanto em termos de número de animais mortos quanto de impacto.

"Em 2016, o negócio dos burros eclodiu. Havia um número crescente de casos de pessoas que passavam pela área de Maasai, roubavam burros e os levavam para a fábrica de propriedade chinesa", disse Obassy Nguvillah, superintendente da polícia no distrito de Monduli, na Tanzânia, perto da fronteira do Quênia.

Em Esilalei --aldeia localizada em uma savana seca sob a supervisão de Nguvillah-- os moradores perderam quase 475 burros em um único ano. Cerca de 175 animais foram recuperados na perseguição aos ladrões pela mata, mas a polícia acredita que o restante foi vendido aos matadouros. Incapazes de adquirir outros exemplares, os antigos proprietários ainda estão se recuperando.

"Hoje, não estamos mais felizes porque nossos veículos, nossos burros, não estão mais aqui", disse Katasi Moko, que ficou com apenas um burro depois que quatro outros foram roubados.

Com cinco burros, Moko conseguia completar duas tarefas por dia: coletar água de poços distantes, por exemplo, ou buscar lenha. Mas, com apenas um animal, ela só tem tempo para uma tarefa, porque várias viagens de ida e volta são necessárias.

"Nossa carga de trabalho aumentou", disse ela.

Quatorze países africanos, juntamente com o Paquistão, promulgaram várias proibições contra o comércio internacional de burros. A Tanzânia juntou-se à lista em junho, citando preocupações de que os burros logo desapareceriam se o abate continuasse.

Rimoinet Shamburi, administrador da aldeia de Esilalei, disse que o roubo de burros diminuiu desde a proibição, mas não acabou completamente. Ele acredita que o comércio legal no Quênia é o culpado.

"As coisas ainda estão ruins porque há uma indústria em Nairóbi que apoia o roubo de burros", disse ele.

O preço das peles de burro cresceu 50 vezes em apenas dois anos

Ao contrário da Tanzânia, o comércio de couro de burro do Quênia não mostra sinais de desaceleração. Em 2016, o preço das peles era 50 vezes mais alto do que em 2014, enquanto o dos burros vivos quase triplicou, de cerca de US$ 60 (R$ 188) para US$ 165 (R$ 519).

Os três matadouros do país --todos com proprietários ou sócios chineses-- relataram o processamento de cerca de 100 mil burros em dois anos, de acordo com um memorando do governo. Tanto a pele como a carne são exportadas para a China, geralmente através do Vietnã ou de Hong Kong.

Dezessete comerciantes de pele também abriram lojas, principalmente em Nairóbi, e há rumores de que um quarto matadouro deve ser inaugurado. Os proprietários de matadouros insistem que estão melhorando o país, gerando empregos e pagando bons preços por burros desnecessários.

"O negócio ajudou muitas pessoas. Em vez de ter que vender vacas e cabras, os pastores Maasai estão vendendo burros para pagar as escolas dos filhos", disse John Kariuki, diretor do matadouro Star Brilliant Donkey Export, em Naivasha.

O matadouro Goldox Donkey, no condado de Baringo --o maior do Quênia, que diz processar cerca de 450 burros por dia-- também tenta mostrar boa vontade, fornecendo água gratuita aos vizinhos e pagando os gastos escolares de quatro crianças da comunidade.

Com descarte do resto dos animais, moradores da região reclamam de odores e contaminação da água
Os críticos argumentam que os benefícios são exagerados e que o comércio cria muitos problemas.
"Os burros estão sendo roubados e abatidos no mato ou transportados de forma errada, sem documentação adequada ou padrões de saúde pública", disse um veterinário queniano que pediu para permanecer anônimo por medo de represálias de superiores do governo.

"Todos nós --os proprietários de burros, os profissionais veterinários-- somos contra o comércio, mas o governo não está interessado porque isso lhe garante renda."

De acordo com o censo mais recente em 2009, o Quênia tinha cerca de 1,8 milhão de burros que ajudavam cerca de 10 milhões de pessoas. Quando a próxima contagem for publicada, em 2019, Solomon Onyango, gerente de desenvolvimento de programas para ciência veterinária no Donkey Sanctuary Kenya, acredita que esse número terá diminuído significativamente.

"A população de burros do Quênia não pode sustentar essa demanda", disse Onyango.

De acordo com a organização, a intensa demanda já está afetando os países vizinhos; os burros às vezes são trazidos para o Quênia vindos de Uganda, da Somália ou da Tanzânia.

Silas Chesebe, um intérprete da Goldox, confirmou que os animais comprados pelo matadouro às vezes atravessavam fronteiras. "Eles vêm de toda parte, inclusive da Tanzânia", disse ele.

Em um esforço para se proteger contra a compra de burros roubados, acrescentou ele, a Goldox exige que seus vendedores obtenham dois documentos "sem objeção" assinados por um inspetor de carne do governo local e de um agente de aquisição. O agente de aquisição que emite o primeiro documento, no entanto, é um funcionário da empresa.

Chesebe explicou que o matadouro também limita suas compras de peles secas às vendidas pelo povo Turkana --porque, segundo ele, "todos sabem que apenas os turkana comem burros"-- e para peles novas de vendedores que dizem que seus animais morreram a caminho do matadouro.

Onyango afirma que nenhuma dessas regras é suficiente para garantir que os burros e as peles sejam legalmente adquiridos.

Em alguns casos raros, os proprietários que vivem perto dos matadouros identificaram e resgataram seus animais com sucesso. Por conta disso, Lu Donglin, diretor da Goldox, anunciou em outubro que o matadouro começaria um processo de checagem de três dias, permitindo que a empresa recupere o pagamento caso burros roubados sejam recuperados pelos moradores.

Kariuki, da Star Brilliant, concordou que o roubo é um problema e disse que agora exige que os vendedores tenham permissão de transporte do departamento veterinário do Quênia.

"Faço o melhor possível para acabar com o roubo, porque é muito triste quando uma mulher pobre vem aqui chorando dizendo que perdeu o burro do qual dependia para carregar água. Eu realmente me sinto mal com isso e desencorajo o roubo."

Porém, as queixas sobre os matadouros se estenderam para além do seu papel no incentivo ao roubo. Os burros geralmente chegam em condições horríveis, alguns com pernas quebradas ou feridas infestadas de larvas, e muitos quase morrendo de fome. As queixas de crueldade apresentadas pela Sociedade de Proteção e Cuidados com os Animais do Quênia --incluindo alegações de que os burros foram mantidos durante dias no sol e chuva sem sustento-- levaram o governo a fechar o Star Brilliant por um mês.

"Não há incentivo para fornecer alimentos, água ou cuidados veterinários. A situação é absolutamente horrenda do ponto de vista do bem-estar animal", disse Pope.

Os burros que morrem na estrada, acrescentou, muitas vezes têm a pele retirada no local e suas carcaças são abandonadas para apodrecer.

Restos de burro são jogados em área externa de matador de Naivasha (Quênia)

Na verdade, a eliminação de resíduos se tornou um grande problema. No final do ano passado, a Goldox começou a despejar restos de burro em um terreno que comprou na aldeia de Chemogoch, no fim da estrada de seu matadouro.

Depois que os moradores que viviam ao lado do local se queixaram, a empresa começou a enterrar os resíduos em vez de deixá-los ao ar livre. Mas os vizinhos dizem que a situação ainda é inaceitável, acusando a empresa de contaminar as águas subterrâneas e propagar doenças.

Em uma visita recente ao local de despejo, vários poços profundos e abertos aguardavam os restos de burros, enquanto outras áreas estavam cobertas de terra revirada recentemente. Crânios, costelas, vértebras e ossos da perna dos animais estavam espalhados na grama e na sujeira. Um cheiro putrefato infestava o ar, e os abutres circulavam no alto.

Evans Kiprop, agricultor cuja casa fica a poucos metros de distância, afirma que suas vacas desenvolveram problemas nos cascos e nos olhos como resultado da poluição, e que sua produção de leite caiu de 30 litros diariamente para cerca de 9 litros. Ele disse que os mabecos, ou cães selvagens, agora se reúnem aqui, arrastando restos de burro para áreas onde seus filhos brincam, suscitando preocupações com segurança, saneamento e raiva.

"Nós não queremos mais comer ou dormir aqui. Estão transformando nossa aldeia em aterro", acrescentou Koros Kipkoech, outro vizinho.

À medida que as frustrações crescem, os donos de burros e a Associação Veterinária do Quênia realizaram protestos em Nairóbi e em outras cidades. Em julho, Njeru e mais de mil outras vítimas de roubo pediram a interrupção imediata do comércio de couro de burro em uma petição entregue ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca do Quênia, que regula o setor.

"As pessoas estão roubando e vendendo burros roubados, mas o governo não está ajudando. Relatei o crime à polícia, que não tomou nenhuma providência", disse Njeru.

Os funcionários do Ministério não responderam aos pedidos de entrevista, mas um memorando emitido em setembro não dá indícios de que as autoridades planejam acabar com o comércio. Em vez disso, afirma que a indústria oferece grandes oportunidades de emprego e potencial para o desenvolvimento econômico, uma conclusão que Onyango e outros críticos contrariam.

Devemos entrar no negócio de cocaína ou na venda de presas de elefantes só porque dá dinheiro? Não se pode permitir o comércio apenas em nome de um negócio que prejudica as pessoas." 

FONTE: jornalfloripa

1/15/2018

Chineses correm o mundo atrás do couro de burros

Sempre falo nisto aqui no blog.... olha só, gente!!!! Tem que ficar de olho nesta gente nojenta.... estão matando burro e jegue adoidado no nordeste.....
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Após população de burros da China cair de 11 milhões para menos de 6 milhões, agora a busca acontece em países africanos e até no Brasil. Ladrões se aproveitam da demanda, arrancam couro e descartam o animal

”Este é o local”, disse Morris Njeru, olhando para um lote de terra onde recentemente encontrou os corpos ensanguentados de David, Mukurino e Scratch - seus últimos burros.

Njeru, de 44 anos, carregador do mercado que depende de seus animais para transportar produtos pela cidade, já havia perdido cinco burros no início do ano. Toda vez, os ladrões cortaram a garganta dos animais e arrancaram sua pele do pescoço para baixo, deixando a carne para os abutres e as hienas.

Quatro meses depois, tudo o que Njeru conseguiu achar do s animais foi um único casco, que guardou de lembrança.

Também na lembrança está a vida confortável que Njeru levava. Sem seus animais, sua renda caiu de cerca de US$ 30 por dia para menos de US$5. Ele não pode mais pagar o aluguel de uma pequena propriedade e acredita que será preciso tirar seu filho do internato.

“Minha vida mudou completamente. Eu dependia dos burros para alimentar minha família”, disse ele.

Para Njeru e milhões de pessoas em todo o mundo, os burros são os principais meios de transporte de alimentos, água, lenha, bens e pessoas. Na China, no entanto, eles têm outro propósito: a produção do ejiao, um medicamento tradicional feito de uma gelatina extraída da fervura do couro de burro.

O ejiao era prescrito principalmente como suplemento para a perda de sangue e para equilibrar o yin-yang, mas hoje é procurado para uma série de males, desde retardar o envelhecimento e aumentar a libido até tratar efeitos colaterais da quimioterapia e prevenir a infertilidade, o aborto espontâneo e a irregularidade menstrual.

Mesmo o ejiao existindo há séculos, sua popularidade moderna começou a crescer em torno de 2010, quando empresas como a Dong-E-E-Jiao – a maior fabricante chinesa – deram início a campanhas publicitárias agressivas. Quinze anos atrás, meio quilo de ejiao era vendido por US$9; agora, custa cerca de US$ 400.

Número de burros despenca
À medida que a demanda foi aumentando, a população de burros da China - que já foi a maior do mundo - caiu de 11 milhões para menos de 6 milhões, e algumas estimativas contam possivelmente apenas 3 milhões. As tentativas de reabastecimento dos rebanhos se revelaram um desafio: ao contrário de vacas ou porcos, os burros não se prestam à criação intensiva. As fêmeas produzem apenas um potro por ano e são propensas a abortos espontâneos sob condições estressantes.

Então, as empresas chinesas começaram a comprar couro de burro de países em desenvolvimento. De uma população global de 44 milhões, cerca de 1,8 milhão de burros são abatidos por ano para produzir o ejiao, de acordo com um relatório publicado no ano passado pelo Donkey Sanctuary, uma organização sem fins lucrativos com sede no Reino Unido.

“Há um enorme apetite por ejiao na China, que não mostra sinais de diminuição. Como resultado, os burros estão desaparecendo de comunidades que dependem deles”, disse Simon Pope, gerente de campanhas da organização.

Em novembro, pesquisadores da Universidade Florestal de Pequim advertiram que a demanda chinesa por ejiao pode transformar os burros nos “próximos pangolins”.

“A China escolhe importar burros de todo o mundo a alto custo, o que pode levar a uma crise potencial “, escreveram pesquisadores na revistas científica Equine Veterinary.

A pele dos animais segue para a China oriunda de nações tão variadas quanto o Quirguistão, o Brasil e o México. Mas a África é o epicentro do comércio, tanto em termos de número de animais mortos quanto de impacto.

“Em 2016, o negócio dos burros eclodiu. Havia um número crescente de casos de pessoas que passavam pela área de Maasai, roubavam burros e os levavam para a fábrica de propriedade chinesa”, disse Obassy Nguvillah, superintendente da polícia no distrito de Monduli, na Tanzânia, perto da fronteira do Quênia.

Em Esilalei – aldeia localizada em uma savana seca sob a supervisão de Nguvillah – os moradores perderam quase 475 burros em um único ano. Cerca de 175 animais foram recuperados na perseguição aos ladrões pela mata, mas a polícia acredita que o restante foi vendido aos matadouros. Incapazes de adquirir outros exemplares, os antigos proprietários ainda estão se recuperando.

“Hoje, não estamos mais felizes porque nossos veículos, nossos burros, não estão mais aqui”, disse Katasi Moko, que ficou com apenas um burro depois que quatro outros foram roubados.

Com cinco burros, Moko conseguia completar duas tarefas por dia: coletar água de poços distantes, por exemplo, ou buscar lenha. Mas, com apenas um animal, ela só tem tempo para uma tarefa, porque várias viagens de ida e volta são necessárias.

“Nossa carga de trabalho aumentou”, disse ela.

Quatorze países africanos, juntamente com o Paquistão, promulgaram várias proibições contra o comércio internacional de burros. A Tanzânia juntou-se à lista em junho, citando preocupações de que os burros logo desapareceriam se o abate continuasse.

Rimoinet Shamburi, administrador da aldeia de Esilalei, disse que o roubo de burros diminuiu desde a proibição, mas não acabou completamente. Ele acredita que o comércio legal no Quênia é o culpado.

“As coisas ainda estão ruins porque há uma indústria em Nairóbi que apoia o roubo de burros”, disse ele.


Eles vêm de todo lugar
Ao contrário da Tanzânia, o comércio de couro de burro do Quênia não mostra sinais de desaceleração. Em 2016, o preço das peles era 50 vezes mais alto do que em 2014, enquanto o dos burros vivos quase triplicou, de cerca de US$ 60 para US$ 165.

Os três matadouros do país - todos com proprietários ou sócios chineses - relataram o processamento de cerca de 100 mil burros em dois anos, de acordo com um memorando do governo. Tanto a pele como a carne são exportadas para a China, geralmente através do Vietnã ou de Hong Kong.

Dezessete comerciantes de pele também abriram lojas, principalmente em Nairóbi, e há rumores de que um quarto matadouro deve ser inaugurado. Os proprietários de matadouros insistem que estão melhorando o país, gerando empregos e pagando bons preços por burros desnecessários.

“O negócio ajudou muitas pessoas. Em vez de ter que vender vacas e cabras, os pastores Maasai estão vendendo burros para pagar as escolas dos filhos”, disse John Kariuki, diretor do matadouro Star Brilliant Donkey Export, em Naivasha.

O matadouro Goldox Donkey, no condado de Baringo - o maior do Quênia, que diz processar cerca de 450 burros por dia - também tenta mostrar boa vontade, fornecendo água gratuita aos vizinhos e pagando os gastos escolares de quatro crianças da comunidade.

Os críticos argumentam que os benefícios são exagerados e que o comércio cria muitos problemas.

“Os burros estão sendo roubados e abatidos no mato ou transportados de forma errada, sem documentação adequada ou padrões de saúde pública”, disse um veterinário queniano que pediu para permanecer anônimo por medo de represálias de superiores do governo.

“Todos nós - os proprietários de burros, os profissionais veterinários - somos contra o comércio, mas o governo não está interessado porque isso lhe garante renda.”

Burros roubados
De acordo com o censo mais recente em 2009, o Quênia tinha cerca de 1,8 milhão de burros que ajudavam cerca de 10 milhões de pessoas. Quando a próxima contagem for publicada, em 2019, Solomon Onyango, gerente de desenvolvimento de programas para ciência veterinária no Donkey Sanctuary Kenya, acredita que esse número terá diminuído significativamente.

“A população de burros do Quênia não pode sustentar essa demanda”, disse Onyango.

De acordo com a organização, a intensa demanda já está afetando os países vizinhos. Os burros às vezes são trazidos para o Quênia vindos de Uganda, da Somália ou da Tanzânia.

Silas Chesebe, um intérprete da Goldox, confirmou que os animais comprados pelo matadouro às vezes atravessavam fronteiras. “Eles vêm de toda parte, inclusive da Tanzânia”, disse ele.

Em um esforço para se proteger contra a compra de burros roubados, acrescentou ele, a Goldox exige que seus vendedores obtenham dois documentos “sem objeção” assinados por um inspetor de carne do governo local e de um agente de aquisição. O agente de aquisição que emite o primeiro documento, no entanto, é um funcionário da empresa.

Chesebe explicou que o matadouro também limita suas compras de peles secas às vendidas pelo povo Turkana - porque, segundo ele, “todos sabem que apenas os turkana comem burros” - e para peles novas de vendedores que dizem que seus animais morreram a caminho do matadouro.

Animais irregulares
Onyango afirma que nenhuma dessas regras é suficiente para garantir que os burros e as peles sejam legalmente adquiridos.

Em alguns casos raros, os proprietários que vivem perto dos matadouros identificaram e resgataram seus animais com sucesso. Por conta disso, Lu Donglin, diretor da Goldox, anunciou em outubro que o matadouro começaria um processo de checagem de três dias, permitindo que a empresa recupere o pagamento caso burros roubados sejam recuperados pelos moradores.

Kariuki, da Star Brilliant, concordou que o roubo é um problema e disse que agora exige que os vendedores tenham permissão de transporte do departamento veterinário do Quênia.

“Faço o melhor possível para acabar com o roubo, porque é muito triste quando uma mulher pobre vem aqui chorando dizendo que perdeu o burro do qual dependia para carregar água. Eu realmente me sinto mal com isso e desencorajo o roubo.”

Porém, as queixas sobre os matadouros se estenderam para além do seu papel no incentivo ao roubo. Os burros geralmente chegam em condições horríveis, alguns com pernas quebradas ou feridas infestadas de larvas, e muitos quase morrendo de fome. As queixas de crueldade apresentadas pela Sociedade de Proteção e Cuidados com os Animais do Quênia – incluindo alegações de que os burros foram mantidos durante dias no sol e chuva sem sustento – levaram o governo a fechar o Star Brilliant por um mês.

“Não há incentivo para fornecer alimentos, água ou cuidados veterinários. A situação é absolutamente horrenda do ponto de vista do bem-estar animal”, disse Pope.

Os burros que morrem na estrada, acrescentou, muitas vezes têm a pele retirada no local e suas carcaças são abandonadas para apodrecer.

Ossos dispersos
Na verdade, a eliminação de resíduos se tornou um grande problema. No final do ano passado, a Goldox começou a despejar restos de burro em um terreno que comprou na aldeia de Chemogoch, no fim da estrada de seu matadouro.

Depois que os moradores que viviam ao lado do local se queixaram, a empresa começou a enterrar os resíduos em vez de deixá-los ao ar livre. Mas os vizinhos dizem que a situação ainda é inaceitável, acusando a empresa de contaminar as águas subterrâneas e propagar doenças.

Em uma visita recente ao local de despejo, vários poços profundos e abertos aguardavam os restos de burros, enquanto outras áreas estavam cobertas de terra revirada recentemente. Crânios, costelas, vértebras e ossos da perna dos animais estavam espalhados na grama e na sujeira. Um cheiro putrefato infestava o ar, e os abutres circulavam no alto.

Evans Kiprop, agricultor cuja casa fica a poucos metros de distância, afirma que suas vacas desenvolveram problemas nos cascos e nos olhos como resultado da poluição, e que sua produção de leite caiu de 30 litros diariamente para cerca de 9 litros. Ele disse que os mabecos, ou cães selvagens, agora se reúnem aqui, arrastando restos de burro para áreas onde seus filhos brincam, suscitando preocupações com segurança, saneamento e raiva.

“Nós não queremos mais comer ou dormir aqui. Estão transformando nossa aldeia em aterro”, acrescentou Koros Kipkoech, outro vizinho.

FONTE: gazetadopovo

12/26/2017

Grande incêndio queima burros amados no parque Custer de Dakota do Sul

Meu Deus, eu não me convenço que estes incêndios não sejam propositais....
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Nove burros que são favoritos dos visitantes do Parque Estadual Custer de Dakota do Sul foram queimados em um incêndio e não se sabe se todos eles vão sobreviver, disse um oficial do parque no sábado.

11/30/2017

Burros passam quatro dias na cadeia por terem comido plantas caras

Agora me diz: pode isto?
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Uma tropa de oito burros foi presa, na cadeia de Urai, na Índia, acusada de ter destruído uma plantação nos arredores da penitenciária.

Os criminosos de quatro patas passaram quatro dias atrás das grades por causa do crime. Segundo as autoridades, os animais comeram plantas caras e
causaram prejuízo à polícia.

O mais incrível é que, segundo o canal de TV NDTV, foi estipulada uma fiança para a libertação dos burros. A quantia foi paga e o dono dos animais foi até a penitenciária resgatá-los.

FONTE: UOL

11/02/2017

O elixir chinês "milagroso" que ameaça burros ao redor do mundo

Já fizemos várias postagens sobre o abuso promovido pela China para conseguir peles de burro pelo mundo inteiro. Confira. Aqui no Brasil, em 2015, publicamos Exportação de jumentos para China geraria receita de US$ 3 bilhões e esta receita está entrando direto porque estão considerando jumentos com a mesma qualidade dos burros na produção desta gelatina que eles produzem. Conheçam o The Donkey Sanctuary, uma ONG que luta  contra este maldito comércio.
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A demanda chinesa de gelatina de burro está acabando com as populações de burro chinês e africano, colocando o preço dos animais fora do alcance dos agricultores que tem os animais como forma de subsistência.

Era um período de dor de período mestrual que levou  Liu Yanan experimentar a gelatina de burro. A jovem de 13 anos estava visitando a família em Pequim quando suas cólicas começaram pela primeira vez. Sua tia tirou de dentro de uma caixa ornamentada uma pequena porção e misturou-a em uma panela de mingau de arroz açucarada.

O medicamento era ejiao, um medicamento chinês feito de peles de burro e usado há mais de 2.500 anos. Yanan hesitou antes de comer a mistura, mas confiava em sua tia e queria aliviar a dor. "Eu me senti confortável depois. Meu corpo estava quente ", diz ela. "Eu usei por um mês e o problema foi embora".


Isso foi de volta em 2004, e desde então a indústria chinesa de ejiao se transformou em um megabusiness global. O que antes era um humilde tônico sanguíneo para condições como a anemia - que nunca foi aprovada por evidência clínica - foi elevada ao status  de um produto de bem-estar para a classe média ascendente da China que agora apresenta cremes faciais, doces e licores, bem como uma grande variedade de preparações medicinais.

Há indicações que supostamente ajudam pessoas com anemia, acne, aumentar a sua energia, melhorar o seu sono,  prevenir o câncer, fazer você parecer melhor e melhorar a sua libido. É faturado, em suma, como um elixir milagroso.

No condado de Dong'e, uma província remota que abriga quase 90% de todas as fábricas chinesas de ejiao, dezenas de lojas ejiao se estabelecem nas ruas da cidade. Existem anúncios de propaganda em outdoors e em paradas de ônibus. O aeroporto mais próximo, na cidade de Jinan, tem cabines vendendo ejiao e carne de burro fresca, uma iguaria regional. 


Dong-E E-Jiao (Deej), o maior produtor do mundo, tem sede que inclui sete prédios de fábricas monolíticas, uma gigantesca sala de conferências, um centro de visitantes que se assemelha ao icônico estádio Bird's Nest de Pequim e um lago impecavelmente paisagístico.

Os produtos mais caros da empresa, preparados de acordo com o costume do solstício de inverno a cada ano, custam £ 2.900 por 250g nas lojas Deej com desconto. Em  2016 as ações da Deej (cotado na Bolsa de Valores de Shenzhen) divulgou vendas de £700 milhões - mais do dobro de sua receita há quatro anos.

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Mas por trás da fachada deste setor cada vez mais brilhante, com a colocação de produtos em programas de TV chinesas e embalagens brilhantes, é um comércio internacional que está crescendo em economias rurais ao redor do mundo.

De acordo com as estatísticas da indústria, a produção chinesa de ejiao consome algumas peles de burro por ano. Os burros da China totalizavam 11 milhões de indivíduos há duas décadas, mas essa cifra caiu abaixo dos 6 milhões, tanto em consequência da expansão da produção de ejiao como da migração em massa de chineses rurais, que anteriormente criaram burros. A oferta doméstica é limitada a menos de 1,8 milhões e isso deixa Deej e seus concorrentes menores, dependentes das importações.

Aqui é onde os problemas começam. Em menos de uma década, a demanda por fornecedores influiu nos preços do burro como por exemplo no Quênia cujo o custo de um burro  mais que triplicou no ano passado. Comunidades que dependem de burros como animais de sustentação já não conseguem manter o que era abundante e barato. 

Primeiro domesticados na África há cerca de 5.000 anos atrás, burros apoiaram meios de subsistência  ao redor do mundo por centenas de gerações, adeptos do uso para transportar cargas pesadas e temperamentalmente fáceis de manusear. A emergência súbita como mercadoria negociada globalmente interrompeu os ciclos tradicionais de uso: em todo o mundo, os burros não mais valem mais vivos, somente mortos.


Alguns países estão agora pressionando o comércio internacional. Nove governos africanos (Botswana, Burkina Faso, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Gana, Tanzânia e Uganda) proibiram as exportações de peles de burro, com mais quatro (Burkina Faso, Botswana, Tanzânia e Etiópia) fechando matadouros financiados por empresas chinesas. Gambia, Malawi e Zimbabwe expressaram preocupação, mas ainda não introduziram uma proibição.

Mas em resposta a demanda do comércio os criadores mudaram-se para o submundo com uma rede mafiosa de traficantes montando fábricas ilegais pela China e África.

"Ainda estamos vendo exportações ilícitas de todos os países que tomaram posição contra a venda de peles de burro", diz Alex Mayers, do Donkey Sanctuary, uma instituição de proteção animal do Reino Unido que publicou um relatório sobre o comércio em janeiro. "Não há como garantir que os níveis atuais de demanda possam ser sustentados".

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Uma má regulamentação levou a uma explosão de roubo de burro. No Quênia, os inspetores registraram quase 1.000 animais roubados entre dezembro de 2016 e abril de 2017. Philemon Sibaya, um agricultor de subsistência na África do Sul, que costumava administrar um negócio de entrega informal com reboques de burro construídos a partir de peças de veículos antigos, teve seus burros roubados em novembro passado. Ele costumava permitir que eles passassem livremente à noite, amarrando suas patas traseiras para impedir que eles se afastassem demais. "Mas naquela manhã não consegui encontrá-los", diz Sibaya.

Um homem chinês visitou a aldeia algumas semanas antes, procurando comprar burros. Sibaya se recusou a fornecê-lo, sem saber o que o homem queria. "Meus burros colocam comida na mesa. Eles construíram esta casa e colocaram meus filhos na escola ", diz Sibaya. Alguns dias depois do sumiço dos animais, ele encontrou os cadáveres, todos menos um, esfolados. "Não há nada que eu possa fazer, mas aceitar a situação", diz ele. "Não posso trazer meus burros de volta".

"Tivemos muitos casos como este", diz Mishack Matlou, um inspetor local do SPCA que chegou à cena logo depois. Poucos meses antes, ele defendeu dois adolescentes que roubavam burros em uma vila vizinha. "A comunidade queria matar aqueles meninos, então eu os tranquei dentro da minha van", diz ele. "Esta é uma área pobre e eles precisavam do dinheiro. Alguém lhes ofereceu £ 25 para o trabalho ".


As instalações de "abate arbusto" não regulamentadas estão se multiplicando em toda África, Ásia e América do Sul. Em um site na África do Sul em agosto passado, um intermediário que pediu para permanecer anônimo comprou 25 burros para um exportador chinês e observou como os aldeões os matavam com facas e martelos. O exportador foi preso em Joanesburgo alguns meses depois por declarar falsamente um carregamento de peles para Hong Kong.

"Foi ruim ver os animais sofrerem", diz o intermediário, que já não troca peles de burro. "Eles gritaram cada vez que seus companheiros morriam".

Alguns governos estão tentando regular o setor. Em fevereiro, na África do Sul foram anunciados planos para construir matadouros e treinar produtores de burros. "Os projetos aliviarão a pobreza, abordarão a desigualdade e vão criar empregos decentes", afirmou um comunicado da imprensa. Mas, de acordo com o Dr. Langa Madyibi, do departamento veterinário provincial, houve pouca evolução nesta iniciativa, além de formar um Comitê Técnico de Donkey e enviar uma delegação de governo à China no ano passado. "Ainda temos que descobrir os detalhes, incluindo o nosso modelo de produção. Há uma ampla gama de partes interessadas para consultar ", diz Madyibi.

Alguns programas similares em África começaram a parar após protestos comunitários (na Etiópia, Uganda e Tanzânia) e proibições nacionais de exportação (no Botsuana). Mas outros estados receberam a oportunidade de investimento como o Quênia que abriu três matadouros nos últimos 18 meses e a Namíbia preparou dois.

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À medida que os governos lidam com os custos e os benefícios ofertados pela China, o setor de ejiao rola, produzindo mais de 5.000 toneladas de gelatina por ano. A escassez de peles levou a uma crescente fraude de produtos, com os fabricantes que substituem cabos, bois, porcos e até mesmo calçados de couro como matéria-prima. Deej, no entanto, mantém uma reputação de autenticidade e ganhou vários prêmios de prestígio, incluindo a Marca chinesa do Ano de 2016. A empresa tem um "quase monopólio" em peles de burro e representa quase 70% de todas as vendas de ejiao, de acordo com um relatório da indústria.


Em agosto, Deej rejeitou várias centenas de peles de cavalo de um lote entregue pelo comerciante Yang Shihui do Dong'e County. "Eu não sabia que eles estavam misturados lá", diz Yang, que vem fornecendo a empresa por mais de 30 anos. As peles estão em um monte ao lado dele, emaranhadas e apodrecendo. "Vou vendê-los para uma empresa de alimentação de frango em vez disso".

Deej, a empresa estatal, não respondeu a perguntas escritas do Guardian.

A uma curta distância do quintal de Yang é uma reserva de Deej com dezenas de milhares de peles. As peles são amassadas em paletes de transporte e cobertas com lonas. Existem mais de 20 pilhas, cada uma maior do que um microônibus e  inúmeras outras ficam fora de vista. Os guardas de segurança agitam seus braços para evitar fotografias, gritando: "Pare! Vamos prender você! "

Um pouco mais acima da estrada são dois hotéis temáticos de ejiao de propriedade da Deej, com arte de burro nas paredes e exibições de produtos na recepção. Um slogan da empresa na entrada declara ejiao "um tesouro nacional".

Liu Yanan, que primeiro comeu gelatina de burro como adolescente, ainda vive no condado de Dong'e. Agora, 26, ela trabalha como agente para uma pequena empresa ejiao chamada Fu Shang Kang, publicando anúncios diários de mídia social. Ela toma diariamente o ejiao, às vezes alimentando pequenas doses para o filho, que são três. "Eu não pareço uma mãe", diz ela, "por causa da ejiao. Isso o mantém jovem. "

Esta história foi apoiada por uma doação do Projeto de Relato África-China, gerenciado pelo Departamento de Jornalismo da Universidade do Witwatersrand.

Fonte: The Guardian
Tradução livre do Google para "O Grito do Bicho"
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