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Mostrando postagens com marcador boi em pé. Mostrar todas as postagens
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10/13/2018

Agora a exportação de gado vivo é para Arábia Saudita

Estamos fritos, minha Santa!!! olha pra isto.... em vez de conseguirmos acabar, os carniceiros estão aumentando a exportação dos nossos animais.... Com Bolsonaro no poder vai ser uma desgraça maior ainda..... Deus tenha pena dos nossos bichos..... O que vamos poder fazer com a bancada ruralista dando as cartas? aliás, já estão dando faz tempo, né?
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8/13/2018

Mais um PL "engana trouxa" será votado no Rio de Janeiro. Fala sério!

Sinceramente, sinto falta de ar só de ter que repetir o quanto a proteção animal entra no lance do PL "engana trouxa"..... Será que só eu tenho o trabalho de ir pesquisar e avaliar o besteirol que políticos fazem objetivando, tão somente, ganhar votos? 

Aquele tal PL 31 de SP, me dá engulho ver tanta gente preparada (era o que

Exportação de animais vivos para abate pode ser proibida, de verdade

É uma chance correta. Um projeto no Senado e outro na Câmara Federal estão no caminho certo. Agora, é trabalhar em cima. Pressionar o Congresso depois das eleições. Este Senador aí pode até ter feito pensando nas eleições, mas, pelo menos, está em arena legitima. Até pode valer o voto e cobrar dele.....
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Um projeto para proibir a exportação de animais vivos destinados ao abate foi

6/12/2018

NAVIOS CURRAIS: Boi cai do navio durante o embarque no Porto de São Sebastião

Sinceramente, a gente enlouquece quando vê notícias assim. O pior é que, segundo a própria ANDA, as ações contra tais crimes estão paralisadas..... os juízes ignoram as provas..... Que país é este? a imoralidade e corrupção do judiciário é algo que não podemos aceitar..... Gente, que ministro é este tal de Gilmar Mendes que solta um monte de bandido com alegações das mais ridículas? Quero ir embora para Plutão!!!!!!

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Boi cai de navio durante operação de embarque para exportação em São Sebastião
Testemunhas informaram que esse não é o primeiro acidente que ocorre no local
No início da noite da última sexta-feira, 08 de junho, um boi caiu do navio FM Spiridon no Porto de São Sebastião, litoral norte de São Paulo. Testemunhas disseram que o animal se acidentou no momento da operação de embarque, que ocorria do cais do Porto para a embarcação.

A assessoria de imprensa responsável pelo Porto de São Sebastião confirmou o ocorrido e informou que, após resgate, a condição do boi acidentado foi avaliada e, como o animal estava bem, ele foi novamente embarcado para que seguisse viagem para a Espanha, cuja chegada está prevista para o dia 26 de junho.

Segundo trabalhadores de São Sebastião, esse não é o primeiro acidente com animais vivos desde que as operações de exportação se intensificaram, no início do ano. O FM Spiridon é uma embarcação de bandeira Togolesa. Ela é antiga, foi construída no ano de 1973, tendo sido adaptada para realizar operações com animais vivos. Segundo o site da Companhia Docas de São Sebastião, a embarcação tem capacidade para transportar até 5.000 animais por vez.

Até o momento do fechamento desta matéria havia, pelo menos, outros dois navios para exportação de carga viva fundeados no Porto de São Sebastião, que são o Aldelta e Brahman Express, ambos com capacidade para até 5.000 animais.

Entenda melhor o caso
Foi ajuizada pela ANDA, em março de 2018, Ação Civil Pública para que as operações de exportação com animais vivos fossem suspensas no Porto de São Sebastião até que o mérito da ação principal, que é meio ambiente, fosse apreciado.

A princípio levou mais de um mês para que o pedido liminar pela suspensão dos embarques fosse analisado pelo Judiciário, sendo necessário impetrar Mandado de Segurança em face do juiz Guilherme Kirschner, responsável por decidir o pedido na justiça estadual, onde a ação foi proposta.

À época da decisão o Tribunal de Justiça, instância superior à do juiz Guilherme Kirschner, entendeu pela suspensão de novos embarques de animais.

A advogada da ANDA, Letícia Filpi, que é vice-presidente da Associação Brasileira das Advogadas e Advogados Animalistas (ABRAA) e membro do Grupo de Estudos em Direito Animalista (GEDA/USP) entende que o ocorrido é, também, responsabilidade dos juízes que tiveram contato com essa Ação Civil Pública, pois eles foram sinalizados sobre o perigo de acidentes que envolve a atividade de exportação de animais pelos Portos do Brasil.

De acordo com ela, os juízes tiveram a oportunidade de suspender os embarques, pedir perícia e impedir a atividade do porto de São Sebastião, que opera sem licença desde fevereiro, e concluiu dizendo “eles tinham a obrigação e tiveram a oportunidade de agir, e ignoraram as pessoas que pediram por justiça ambiental e pelos direitos desses animais. Ignoraram todos os apelos, mostraram irritação com as ações. Todas as provas foram acostadas. Uma petição de ACP com 40 páginas, mais umas 100 páginas de provas, fotos e argumentos concretos. Os juízes ignoraram.”

Desde o seu ajuizamento, a Ação Civil Pública relacionada ao Porto de São Sebastião já passou por 4 Varas diferentes, tanto na justiça estadual como na federal, e atualmente está suspensa, até que a justiça federal decida se é competente ou não para julgar a matéria. Enquanto isso as operações continuam acontecendo normalmente pelo país.

Nota: Em parecer elaborado pelo Ministério Público Federal para as exportações que vinham ocorrendo no Porto de Santos, litoral sul de São Paulo, entendeu-se que as operações com animais vivos traduzem-se em negócio cruel, cujos maus tratos aos animais são intrínsecos à atividade, além de ser agressiva ao meio ambiente e de economia irrisória para o país quando comparada à exportação de carne congelada, que representou para o Brasil uma lucratividade de mais de que quinze vezes nos dois primeiros meses de 2017, mesmo período de análise para as operações com animais vivos.

Fonte: ANDA

5/16/2018

EXPORTAÇÃO: Ministro da Agricultura vai a Turquia vender boi vivo....

Gente, se eu pudesse me rasgava toda..... da cabeça aos pés.....de raiva, claro! Mesmo sabendo da luta mundial de proibir a exportação de gado vivo para abate, o desgraçado do ministro vai nos infernos pra vender os bichos?  Tomara que este governo turco não seja reeleito. Só assim vai complicar para o Maggi. Até os Rabinos israelenses pedem o fim do transporte de animais vivos, conforme matéria publicada pela ANDA. E aí este ministro bestalhão  vai viajar com nosso dinheiro para vender bicho vivo.... é um horror a gente falar isto, mas, é a verdade.... Por nós, não seria bicho vivo nem morto, claro!
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Na Turquia, Blairo Maggi trata da exportação de carne bovina congelada e bois vivos
Se o governo atual se mantiver no poder, após as eleições de junho naquele país, o ministro turco virá confirmar a compra pessoalmente no Brasil, segundo o ministro, que segue viagem para a China e a França

De passagem pela Turquia, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA), que seguirá ainda para a China e França, ouviu do ministro da Agricultura da Turquia, Ahmet Fakibaba, que se o governo atual for reeleito nas eleições de 24 de junho “ele irá pessoalmente ao Brasil anunciar compra de carne bovina congelada e bois vivos”. O ministro lembrou que hoje já são exportados em torno de 200.000 animais ano.

Acompanhado de representantes de entidades empresariais do agronegócio, Maggi, na China, além de reuniões com autoridades do governo, visitará a feira de alimentos SIAL, incluindo o pavilhão brasileiro.

Em Paris, Blairo Maggi, irá à 7ª Sessão Plenária da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), quando o Brasil deverá receber Certificação Sanitária com o novo status de livre da febre aftosa com vacinação.

Além de encontrar-se com autoridades do governo francês e de outros países participantes, o ministro estará presente no lançamento da Plataforma de Rastreabilidade “Agri Trace CNA Brazil”.

Fonte: Notícias Agrícolas

5/03/2018

EXPORTAÇÃO CONTINUA: Porto de Imbituba realiza exportação de 4.341 bois vivos - SC

Que horror, meu Deus!!!! Santa Catarina, também, pode exportar animais vivos? é preciso saber se está licenciada..... Como os exportadores falaram, com todo apoio que estão tendo, estão aumentando a exportação de gado vivo. É tudo uma podridão só!!!!!
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Carga-viva segue navegação a caminho da Turquia neste momento
O Porto de Imbituba realizou o embarque de 4.341 bois para a Turquia. A operação durou aproximadamente 11 horas e foi um sucesso, segundo a administração do empreendimento estadual. Às 7h de sábado, o navio Gelbray Express partiu de Imbituba rumo ao Porto de Bandirma, na região Noroeste do país euro-asiático. A embarcação navega com bandeira de Singapura e tem sua estrutura especializada no transporte de gado.

A Agência Marítima Imbituba gerenciou o embarque e a Fertisanta foi a empresa responsável pela operação.

A Turquia é hoje a maior importadora de bois vivos do Brasil. A preferência pela compra de gado é recorrente em países onde há população muçulmana, pois possuem uma técnica especial de abate.

O embarque feito no porto de Imbituba é demorado, leva um dia inteiro. Além dos animais, toneladas de ração também são levadas. Tanta comida é para aguentem os mais de 20 dias da viagem. Diferentemente de outras regiões do país, estes animais, que foram criados no Estado catarinense, embarcam sem vacinação, já que Santa Catarina é a única unidade da federação livre de febre aftosa.

Em 30 de maio de 2016 ocorreu a primeira exportação de gados vivos no porto imbitubense, na verdade foi a pioneira no Estado. A ideia da administração local é exportar, em média, 50 mil animais por ano.



FONTE: notisul

4/25/2018

Prefeitura sanciona lei que limita a circulação de bovinos

Pode ser que me engane, mas, a indústria da carne não vai aceitar isto passivamente... Pago um doce  se não vem chumbo grosso!!!!
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Uma lei que restringe o transporte de bovinos por veículos nas ruas de Santos, no litoral paulista, foi sancionada ontem (18).

A medida foi consequência de uma denúncia, no início deste ano, das condições degradantes em que mais de 25 mil bois foram transportados e embarcados em um navio atracado no porto do município, com destino à Turquia. A Lei Complementar nº 996 limita a circulação nas áreas urbana e de extensão urbana da cidade.

Proposta por Benedito Furtado (PSB), vereador integrante da Frente Parlamentar Regional de Bem-Estar Animal, a alteração à Lei nº 3.531/1968, que institui o Código de Posturas do município, autoriza apenas a circulação de veículos que carreguem animais domésticos, de uso terapêutico e para projetos educativos e medicinais e, ainda, animais que auxiliem as equipes policiais ou que sejam empregados em práticas esportivas.

A permissão também se estende a animais transportados para tratamento médico, em clínicas e hospitais veterinários, e para zonas de preservação ambiental que cortem as regiões alvo da restrição.

Quando o trânsito pelas áreas urbanas e de extensão urbana envolver animais portadores de doenças ou ferimentos graves, estes deverão ser submetidos a um exame da Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida) para seguir na rota.

O transporte por canais marítimos implica, geralmente, segundo Furtado, mais sacrifício para os animais do que o feito por terra, em caminhões. O parlamentar, que tem atuação no ramo portuário, diz que o caso da carga remetida à Turquia causou perplexidade nos moradores pela situação "dramática e aviltante" a que os animais foram submetidos.

Furtado conta que os 26 mil bois encontravam-se apinhados, a ponto de defecar e urinar uns sobre os outros, em espaços abafadiços por toda a embarcação, o que levou as autoridades municipais a se mobilizarem. A Justiça chegou a conceder uma liminar para impedir a exportação dos animais, no entanto, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) a cassou.

Multas de R$ 4,5 milhões
Conforme informações da prefeitura de Santos, os cerca de 26 mil bois com destino à Turquia foram criados em fazendas no interior paulista. Eles teriam subido a bordo do navio Nada entre 26 e 31 de janeiro, no cais do Ecoporto, na margem direita do complexo portuário. O Nada é, de acordo com a prefeitura, o maior navio desse tipo de embarcação do mundo.

Após solicitações de ativistas, a prefeitura multou a Minerva Foods, empresa responsável pelos bovinos, em R$ 1,5 milhão, como penalidade pelos maus tratos causados e, posteriormente, em R$ 2 milhões e R$ 1 milhão, por poluição ambiental. O vereador Benedito Furtado destacou que os dejetos dos ruminantes atingiram lençóis freáticos e contaminaram o ar.

FONTE: regiaonoroeste

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CNA entra na Justiça contra lei que proíbe transporte de animais vivos em Santos (SP) 

Entidade justifica que a medida é inconstitucional e pode criar empecilhos desastrosos para o comércio exterior brasileiro

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entrou nesta quinta-feira, dia 19, no Supremo Tribunal Federal (STF), com uma ação que pede para suspender uma lei que proíbe o trânsito de cargas vivas no município de Santos (SP).

De autoria do vereador Benedito Furtado, também presidente da Frente Parlamentar Regional do Bem-Estar Animal, o projeto já havia sido aprovado no mês passado pela Câmara Municipal da cidade e foi sancionada nesta quinta pelo prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa.

Temendo o impacto da lei para as vendas externas neste segmento, a CNA protocolou uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) que questiona a lei. Na ação, a entidade justifica que a medida é inconstitucional e pode criar empecilhos desastrosos para o comércio exterior brasileiro, uma vez que proíbe o trânsito para a embarcação de carga viva em um dos maiores portos da América Latina.

“A cidade paulista tem o maior porto do país, responsável por boa parte das exportações de gado vivo para outros países. Mas a proibição do trânsito nas vias urbanas e de extensão urbana do município deve afetar o acesso aos terminais portuários de Santos, o que pode resultar na redução do escoamento da produção”, informou.

Boa parte das exportações de gado vivo tem como destino países árabes que têm seus próprios métodos para abate, o que justifica a demanda pela de exportações de animais vivos pelo Brasil, de acordo com a entidade. “Haverá um impacto direto nas exportações. Muitos contratos internacionais serão quebrados”, ressalta o chefe da assessoria Jjurídica da CNA, Rudy Maia Ferraz.

“Qualquer medida que afete – ainda que minimamente - a cadeia de exportação já internamente implementada trará imensurável prejuízo e danos irreparáveis, tais como a quebra de produtores de bovinos de corte e o fechamento de empresas exportadoras”, disse o presidente da CNA, João Martins.

FONTE: G1

4/17/2018

Ação no Porto de São Sebastião - O navio partiu ignorando a lei deste país de titica


Mais uma vergonha nacional!!!!!! como publicamos aqui, a ANDA através de sua advogada Leticia Filpi conseguiu um mandado de segurança suspendendo o envio de bois para o exterior em navio ancorando no Porto de São Sebastião (SP). Isto porque  a Ação da ANDA contra embarque de bois no porto de São Sebastião foi extraviada, um fato escandalosamente inacreditável e suspeito. Pois bem, mesmo com o Porto de São Sebastião notificado do referido Mandado, ignoraram a LEI que vigora neste pais titica permitiu que o navio partisse solenemente dando uma banana para todos nós. Confiram a seguir o informado pela Nação Vegana:
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Ação São Sebastião – 12 e 13 de abril de 2018 e Denúncia de Descumprimento de Mandado de Segurança
Mais uma vez ativistas independentes e ONGs realizaram uma ação para registrar a condição degradante em que se encontram os bois que são transportados e embarcados em São Sebastiao – SP entre os dias 12 e 13 de abril de 2018. Os ativistas acompanharam o transporte dos bois de uma fazenda em Caraguatatuba (arrendada para a Empresa Minerva Foods) até a chegada ao porto de São Sebastião. 

Uma Ação Civil Pública já havia sido impetrada no dia 14/03/2018, pela advogada Dra Letícia Filpi em conjunto com a Agência de Notícias dos Direitos dos Animais – ANDA, para proteção do Meio Ambiente em decorrência da exportação de animais vivos. Porém, após inúmeras tentativas de consulta sobre o andamento do processo, sem sucesso, impetrou um Mandado de Segurança para garantir o julgamento da Ação, no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que suspendeu os embarques por 48 horas.

Através desta determinação, os embarques deveriam ter parado imediatamente. Porém, temos provas registradas que a empresa Minerva Foods DESCUMPRIU novamente uma ordem judicial, continuando os embarques até o final e o navio Blue Ocean seguiu com aproximadamente 6.120 bois para o destino final. 

Não podemos mais aceitar que exista crueldade ocorrendo sob os nossos olhos! Precisamos lutar! Até quando iremos aceitar que os políticos corruptos e a bancada ruralista legislativa façam o que querem?? Até quando aceitaremos que esses políticos coloquem seus próprios interesses à frente dos interesses de toda uma população?? Até quando aceitaremos de joelhos todo o descaso e injustiça que ocorre em nosso país?? Não temos sangue na veia?? Somos assim tão passivos e insensíveis?? Até hoje, os nossos semelhantes, que são seres que sentem tudo o que sentimos (fome, frio, medo, angústia, solidão, sede, amor, solidariedade) estão sendo submetidos a situações de abuso. Até quando?

Precisamos tomar o controle do certo!! Lutar contra todo tipo de violência contra a vida!! Lutar por aqueles que não podem se defender!! A muito tempo nossos representantes se esqueceram disso para apenas pensar em seu próprio lucro e satisfação, nos deixando à margem de todos os nossos direitos!! Não continuem sendo marionetes da mídia e pecuaristas inescrupulosos!! Analisem os fatos e pensem por si mesmos!! 

Nossos antepassados consumiam sim carne de animais, mas também arrastavam as mulheres pelos cabelos, não sabiam se comunicar como sabemos hoje, não tinham nenhum conhecimento de medicina. Eles eram seres completamente subdesenvolvidos. Só porque isso foi praticado durante séculos não quer dizer que isso seja o correto. Com o passar do tempo toda sociedade se evolui. E não matar nossos semelhantes para nos alimentar é parte dessa evolução. 

Assista o vídeo da ação e comprove o sofrimento a que esses seres estão sendo submetidos! Estamos juntos! Por um mundo em que nenhum ser deva sofrer para satisfazer os prazeres do outro! Nossa luta não vai parar até que todos os portos do Brasil parem com a exportação de animais vivos! Essa luta agora é mundial nossa força agora não tem fronteiras!!




3/29/2018

Activistas denunciam maus tratos no transporte de animais vivos - Portugal

Nossos companheiros de Portugal andam trabalhando muito a respeito do assunto. Esperamos que utilizem o argumento muito inteligente da Prefeitura aqui de Santos que pretende acabar com esta crueldade proibindo acesso de caminhões ao Porto de embarque. Se esta estratégia passar a vigorar, caramba, será uma fórmula para todo mundo. 
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Um navio atracou ontem no Porto de Setúbal, para carregar hoje. Outro deve chegar esta noite a Sines. Associação tem registos em vídeo que mostram más condições em viagens anteriores. Produtores negam que animais não sejam bem tratados.

O embarque de vacas e ovelhas vivas em Setúbal e Sines, com destino a Israel, está a suscitar polémica. A Plataforma Anti-Transporte de Animais Vivos (PATAV) denuncia o que diz serem violações da legislação nacional e comunitária. Uma vigília de protesto está marcada para hoje, no Porto de Setúbal, durante o embarque de seis mil animais para o navio Uranos L.

O Uranos L atracou ontem no Porto de Setúbal e deve zarpar amanhã de madrugada rumo a Israel. Segundo a PATAV, também para esta noite está prevista a chegada, ao Porto de Sines, do navio Julia LS, onde o embarque de cinco mil animais deve ter lugar amanhã. Em ambos os casos são sobretudo ovinos.

Os produtores envolvidos na exportação negam a existência de maus tratos e alertam para a importância económica destas vendas para a pecuária nacional. Já segundo a PATAV, no processo de embarque, quando se aplica a legislação nacional, são violadas diversas normas, como a proibição do uso de bastões eléctricos mais de uma vez em cada animal, ou o nivelamento adequado das rampas de acesso. É também proibido o embarque de animais com ferimentos de certa gravidade.

“Assistimos a situações em que são usados bastões eléctricos três e quatro vezes no mesmo animal, animais a serem arrastados pela cabeça ou patas [o que também não é permitido], e assistimos, já em 2018, ao embarque de animais com fractura ou luxação, o que é uma violação clara da lei”, disse ao PÚBLICO Constança Carvalho, da plataforma.

A PATAV tem vindo a divulgar, na sua página no Facebook, imagens captadas tanto em Portugal (do transporte dos animais em camiões até ao momento do embarque propriamente dito) como em Israel — onde alguns chegam, segundo se vê nos vídeos, com ferimentos. A lei portuguesa estipula a obrigação de transporte dos animais em condições de segurança e higiene. Os activistas asseguram que, nos camiões que os transportam até ao porto, os animais que viajam no andar de baixo ficam cobertos de fezes que escorrem do andar de cima.

Já em alto-mar, quando se aplica o Direito Comunitário, a PATAV diz que são igualmente violados os regulamentos internos da União Europeia (UE) sobre segurança e higiene. “Em todos os barcos há animais que chegam a Israel feridos, muitas vezes cegos, por causa da concentração de gases devido a falta de ventilação e à falta de espaço por indivíduo”, afirma Constança Carvalho, que refere ainda a falta de acompanhamento das autoridades durante a viagem. “O vazio de vigilância no barco é assustador. Os animais passam oito a 12 dias no mar sem se saber o que está a acontecer, quando o transporte de animais vivos é um grande problema de bem-estar animal.”

Mais de 200 mil exportados
As denúncias da plataforma já levaram à suspensão de futuras cargas em Portugal, por decisão da Direcção-Geral de Agricultura e Veterinária (DGAV), em dois navios (Aldelta e Neameh) que faziam este transporte. Um dos barcos, segundo fez saber em Janeiro o gabinete do ministro da Agricultura, em resposta a perguntas do PAN, foi suspenso até o armador corrigir as “desconformidades identificadas”. O outro terá de “proceder a melhorias estruturais”.

Os barcos de gado têm de ter certificado emitido por um Estado-membro da União Europeia e, antes do embarque, são inspecionados pela DGAV, autoridade nacional que fiscaliza esta actividade e que acompanha o carregamento de cada navio. “A DGAV, através dos seus serviços regionais, verifica o cumprimento das exigências sanitárias constantes da certificação acordada entre Portugal e Israel, nomeadamente a situação sanitária dos animais e das explorações de origem”, informou ainda o Ministério da Agricultura, em Janeiro, em resposta a perguntas colocadas pelo BE.

Na mesma resposta fez saber que as regras não determinam que o transporte marítimo seja acompanhado por um médico veterinário.

O Grupo de Produtores Exportadores de Bovinos Ovinos (GPEBO), que integra sete empresas — Raporal SA, Monte do Pasto Lda, Carnes Miranda Lda, Carlos e Hélder Alves Agro Pecuária Lda, HCR Sociedade Agro Pecuária Lda, Pasto Alentejano Lda, e Terra Brava Lda —, nega que os animais sejam maltratados ou que a legislação não seja respeitada. “É aos exportadores e criadores nacionais que mais importa que esse período de transporte cumpra todas as exigências legais e garanta o bem-estar animal”, faz saber, em respostas enviadas ontem ao PÚBLICO.

Sobre as acusações concretas dos activistas, o GPEBO salienta que “a actividade de exportação é controlada, e bem, por técnicos competentes, da DGAV”, que acompanham os animais “desde as explorações, durante o período de quarentena e na operação de embarque”, e que só “raras vezes” esses profissionais detectam “situações anómalas”.

O navio, diz o grupo, é preparado com “camas adequadas”, feitas com cem toneladas de serradura e 40 de palha, e abastecido com a ração “de acordo com as tabelas definidas” e com margens de quantidade para atrasos na viagem, até porque os exportadores têm “interesse contratual” que os animais não percam peso e que não morram.

FONTE: publico.pt

3/28/2018

ESPETACULAR!!!!! Proibição de transporte de cargas vivas vai virar lei em Santos

Autor do PLC sendo cumprimentado após votação unanime
Gente, estou muito feliz porque um certo PLC (muito inteligente) em Santos foi aprovado. Mas, é preciso saber que não tem nada a ver com o Porto de Santos cuja legislação só pode ser feita pela União (governo federal). 

Sabiamente, o projeto complementa o Código de Posturas do Município de Santos dizendo que "é proibido o trânsito de veículos, sejam eles motorizados ou não, transportando cargas vivas nas áreas urbanas e de expansão urbana do município". Na verdade, forma inteligente de jogar pesado. O autor do PLC aproveitou e enfiou outras coisinhas bem interessantes na mesma legislação a favor dos animais. Muito bom!

Gosto muito disto!!!!!! Ou seja, os caminhões não podendo chegar ao porto atravessando a cidade vão fazer o quê? kkkkk..... Show! Não sei se o Prefeito de Santos vai ter peito de sancionar, mas, se tiver, vou ligar pessoalmente para ele para parabenizá-lo. A pressão em cima será grande, acredito eu!!!!! 
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Proibição de transporte de cargas vai virar lei
A Câmara Municipal de Santos aprovou, em definitivo, Projeto de Lei Complementar nº 07/2018, que proíbe o transporte de cargas vivas na área urbana da cidade. A matéria segue para sanção do prefeito Paulo Alexandre Barbosa. A lei será pioneira no país ao impedir este tipo de transporte na malha urbana.

De iniciativa do vereador Benedito Furtado (PSB), a proposta visa acabar com o embarque de animais pelo Porto de Santos, atividade que voltou a ocorrer em dezembro de 2017, após 17 anos. "Em uma reunião ocorrida no dia 15 de janeiro deste ano, com protetores da causa animal, o prefeito assistiu a um vídeo mostrando a situação dos animais dentro do navio e disse que não queria ver este crime sendo cometido em nossa cidade", afirma Furtado.

"Este é um marco na história desta Casa. Não é a primeira vez que a Câmara faz isso. Já fez quando aprovou a primeira lei, no Brasil, proibindo animais em circos, também aprovamos recentemente a única lei no país que proíbe a utilização de vidros reflexivos nas novas construções para preservar os pássaros. Agora, esta lei abrirá um procedente muito importante, pois este é o maior Porto da América Latina. A partir de então não é o Porto que impede, é a cidade, é a municipalidade, o povo que impede que a gente não veja mais aquele espetáculo grotesco", finaliza.

Histórico
Cerca de 27 mil filhotes de bois foram encaminhados, vivos, para a Turquia, em um navio de 12 andares, em condições inadequadas, gerando a revolta de ativistas e protetores da causa animal. Desde então, Furtado, que preside a Frente Parlamentar Regional Para o Bem-Estar Animal, apresentou diversos trabalhos na Câmara Municipal, iniciou uma série de reuniões com ativistas, protetores e o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, para tentar impedir este tipo de embarque.

VEJA O TEXTO DO PROJETO:
PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N.º _________
Altera e acresce dispositivos da Lei nº 3.531 de 16 de abril de 1968, que instituiu o Código de Posturas do Município de Santos, e dá outras providências:
Art. 1º. Fica alterado o caput e acrescido o parágrafo único ao artigo 290 da Lei nº 3531, de 16 de abril de 1968 – Código de Posturas do Município de Santos, que passa a vigorar com a seguinte redação:
Art. 290. É proibido o trânsito de veículos, sejam eles motorizados ou não, transportando cargas vivas nas áreas urbanas e de expansão urbana do município.
Parágrafo único. Excetua-se o disposto no caput deste artigo o transporte de animais domésticos, previstos nos termos da legislação municipal vigente.
Art. 2º. Fica alterado o caput do artigo 293 da Lei nº 3531, de 16 de abril de 1968 – Código de Posturas do Município de Santos, que passa a vigorar com a seguinte redação:
Art. 293. Os animais portadores de doenças e/ou ferimentos considerados graves e/ou clinicamente comprometidos, caberá ao médico-veterinário da Coordenadoria de Defesa da Vida Animal – Codevida, após avaliação e emissão de parecer técnico decidir o seu destino.
Art. 3º. Ficam alterados os incisos V e VIII e acrescidos os incisos XVI ao XXI do artigo 300 da Lei nº 3531, de 16 de abril de 1968 – Código de Posturas do Município de Santos, que passa a vigorar com a seguinte redação:
Art. 300. É proibido a qualquer pessoa maltratar animais ou praticar ato de crueldade contra os animais, a exemplo dos seguintes:
(...)
V – obrigá-los a trabalhos excessivos ou superiores às suas forças;
(...)
VIII – castigá-los com rancor e excesso, ainda que para aprendizagem e/ ou adestramento;
(...)
XVI – submetê-los a qualquer prática que cause ferimentos, golpes ou morte;
XVII – transportá-los de forma inadequada ao seu bem-estar, como por exemplo em gaiolas, veículos, entre outros;
XVIII – utilizá-los em rituais religiosos, e em lutas entre animais da mesma espécie ou de espécies diferentes;
XIX – abatê-los para consumo;
XX – sacrificá-los com métodos não humanitários;
XXI – soltá-los ou abandoná-los em vias ou logradouros públicos e privados, nos termos do artigo 32 da Lei Complementar nº 533, de 10 de maio de 2005, que disciplina a criação, propriedade, posse, guarda, uso e transporte de cães e gatos no Município de Santos.

Art. 4º. Esta lei complementar entra em vigor na data da publicação:
S.S.      de                           de 2018
Benedito Furtado
Vereador PSB

3/03/2018

Após polêmica exportação de gado à Turquia, pesquisadores cobram regras de bem-estar a animais de produção

O Brasil ficou desmoralizado no mundo. Esta história da Turquia não deixar ninguém filmar a chegada dos animais no porto é a maior prova da tragédia que aconteceu com estes animais...... 
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Manifesto assinado por professores de universidades públicas diz que Brasil descumpriu código sanitário da Organização Mundial de Saúde Animal e cobra regulamentação sobre o tema.

Um manifesto assinado por pesquisadores de sete universidades públicas brasileiras cobra do governo federal uma regulamentação “clara e detalhada” sobre o bem-estar dos animais de produção, ou seja, destinados ao consumo humano.

O documento foi elaborado após a polêmica exportação de 27 mil bois vivos para a Turquia no início de fevereiro, operação que só foi concretizada após uma batalha judicial entre a União e ativistas, que alegavam maus-tratos aos animais.

Os professores destacam na carta que o Brasil é o "celeiro mundial de proteína animal", mas, nesse episódio, descumpriu o “Código Sanitário para os Animais Terrestres” da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), do qual o país é signatário.

Para o professor Mateus Paranhos da Costa, do departamento de Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Jaboticabal (SP), que encabeça o manifesto, mais do que um “constrangimento” internacional, casos como esse podem prejudicar o agronegócio.

“O impacto mais sério é que os interessados, que são os produtores, o próprio Ministério [da Agricultura], os técnicos que estão trabalhando na produção animal, não estão percebendo o risco que ações como essa trazem para a imagem da cadeia produtiva e do negócio”, diz.

Procurado pelo G1, o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) não se manifestou sobre as críticas até a publicação desta matéria.

Costa explica que, apesar de não existir uma regulamentação internacional que faça referência ao bem-estar dos animais de produção, impondo restrições comerciais, ou outros tipos de sanções, cada vez mais esse conceito está sendo adotado por grupos econômicos.

“Há grandes importadores, grandes redes de supermercados na Inglaterra, por exemplo, que compram carne bovina no Brasil e que têm pré-requisitos sobre a produção. Então, a relação é particular, não comercial de Estado. Mas, existe uma pressão, principalmente por parte da Europa”, diz.

Não menos importante é a mobilização popular. O professor destaca que defensores dos animais conseguiram impedir – mesmo que por alguns dias – o navio de partir do porto de Santos (SP) com a carga viva, e fizeram o tema ganhar repercussão internacional.

“A comunidade também começa a fazer boicotes. A sociedade também se mobiliza, de um jeito que muita gente não concorda, mas usando as ferramentas que ela tem. A gente não pode ignorar isso: a mobilização popular é cada vez maior”, afirma.

O manifesto
Enviado ao governo federal, o manifesto é assinado por Costa e por outros 13 professores de instituições, como Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), na Bahia.

No documento, o grupo aponta que o laudo técnico sobre as condições dos bois exportados para a Turquia, assinado pela veterinária Magda Regina, nomeada pela Justiça, é a única avaliação objetiva do caso, com indicadores científicos e foco no bem-estar animal.

A carta também cita que a nota emitida pela Comissão Técnica de Bem-Esta Animal (CTBEA) do Ministério da Agricultura, totalmente contrária ao laudo anterior, não apresenta nenhuma contestação bem fundamentada e não especifica como foi realizada a avaliação.

"Além disso, foi enfatizado na nota técnica que a exportação de animais vivos (incluindo o caso em análise) está regulamentada por uma série de atos normativos, que estão alinhados aos preceitos de bem-estar animal estabelecidos pela OIE. Se assim for, algo precisa ser mudado urgentemente, pois não há como negar a existência de problemas de bem-estar dos bovinos que participaram desta operação de embarque do navio Nada", diz o manifesto.

Falta regulamentação
Os professores também afirmam que existem poucos regulamentos técnicos tratando de bem-estar dos animais de produção no Brasil, destacando que a maioria é vaga, imprecisa e não oferece indicadores para uma avaliação prática, de forma ampla e precisa.

“Não determinam nenhum indicador objetivo do que é maltrato, ou do que é bem-estar. Não há elementos para qualquer pessoa fazer uma análise – inclusive, estou me referindo aos fiscais agropecuários federais – mais segura do que está acontecendo”, critica Costa.

O professor da Unesp explica ainda que o conceito de bem-estar precisa ser regulamentado justamente por ser complexo, uma vez que envolve não só o que o animal sente, mas o estado de saúde e nutricional, o conforto térmico, a segurança, entre outros quesitos.

“Eu tenho compromisso com a produção pecuária, mas com a produção responsável. Uma produção que gere renda ao produtor, condições dignas de trabalho para quem atua nessa área, mas que isso não seja feito ao custo de sofrimento, porque, se for, o risco de a sociedade rejeitar esse produto é grande”, conclui.

FONTE: G1

2/25/2018

Exportação de animais vivos para abate dispara e vira alvo de batalhas na Justiça no Brasil

O que é bom, é que esta guerra está sendo noticiado em todos os países do mundo e isto tem conscientizado muita gente. 
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Uma guerra por um mercado de mais de R$ 800 milhões pode ter sua primeira batalha encerrada nesta quarta-feira, quando 27 mil bois vivos oriundos do Brasil desembarcam na Turquia depois de 15 dias de viagem pelo mar.

O navio saiu do Porto de Santos no dia 5 de fevereiro sob forte pressão de grupos de defesa dos animais - eles afirmam que os bovinos sofreram maus-tratos. Após protestos e processos, a Justiça chegou a proibir a exportação de carga viva em todo o país, mas suspendeu a decisão após o governo do presidente Michel Temer (PMDB) recorrer.

No entanto, a guerra deve continuar nos próximos meses: a expectativa é de que as exportações de animais vivos cresçam 30% neste ano ao mesmo tempo em que diversas ações judiciais tentam impedi-las.

O Brasil é um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) - um mercado de R$ 5,3 bilhões ao ano apenas no Brasil. A maior parte desse montante é de carne processada e congelada, ou seja, os animais são abatidos no Brasil e depois levados aos países compradores.

Há cerca de 20 anos, porém, o Brasil passou a vender também os animais vivos. Eles são transportados de caminhão das fazendas ao porto, colocados em grandes embarcações, viajam milhares de quilômetros pelo mar e, depois, são abatidos no país comprador.

Esse tipo de exportação vem crescendo ano a ano. Segundo Associação Brasileira dos Exportadores de Animais Vivos (Abreav), o Brasil vendeu 460 mil cabeças de gado em pé - nome técnico para a modalidade - em 2017, movimento de R$ 800 milhões e crescimento de 42% em relação a 2016.

"Nós estamos crescendo todos os anos e, em 2018, vamos aumentar as vendas em 30%", diz Ricardo Pereira Barbosa, presidente da Abreav.

A maior parte dos animais vai para países mulçumanos por uma questão religiosa. A carne consumida pelos religiosos deve ser cortada pela técnica halal.

Nesse tipo de corte, os animais devem estar saudáveis ​​no momento do abate, segundo explica Michel Alaby, secretário geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. "O animal é morto de cabeça para baixo e todo o sangue deve ser drenado", diz.

O nicho deve ser abatido por um muçulmano que tenha atingido a puberdade. Ele deve pronunciar o nome de Alá ou recitar uma oração que contenha o nome de Alá durante o processo, com a face do animal voltada para Meca.

Segundo a Câmara Brasil Árabe, as exportações de gados vivos para cinco países árabes, como Iraque e Egito, cresceram 75% nos últimos dois anos - de R$ 273 milhões em 2015 para R$ 412 milhões no ano passado.

Alaby diz que a indústria brasileira já é a maior exportadora de carne halal no mundo - a maior parte dos animais é abatida ainda no Brasil, por mulçumanos contratados exclusivamente para a técnica. Porém, segundo ele, governo árabes querem aumentar o número de empregos na pecuária e, por isso, preferem fazer o abate nos próprios países.

Em meio a esse rápido e acentuado crescimento, grupos e ONGs de defesa dos animais têm feito denúncias de maus-tratos sofridos pelos animais transportados. Hoje, existem ao menos dois processos em São Paulo e outro na esfera federal contra as exportações.

Houve maus-tratos aos animais no navio?
O navio com 27 mil bois que desembarca hoje à Turquia chegou a ser impedido de sair do Brasil pela Justiça - a carga foi avaliada em R$ 64 milhões. A embarcação Nada, de bandeira panamenha, estava carregada de animais da Minerva Foods, uma das maiores produtoras de carne no Brasil.

O caso começou a chamar a atenção depois que moradores de Santos reclamaram do mau cheiro e de excrementos deixados pelos caminhões que passavam pela cidade. Depois, a ONG Fórum Nacional de Proteção e Defesa de Animal entrou na Justiça para impedir que o navio deixasse o país, alegando que os animais estavam sofrendo maus tratos.

O processo chegou ao juiz federal Djalma Moreira Gomes, da 25ª Vara Civil de São Paulo, que nomeou a veterinária Magda Regina, funcionária da Prefeitura de Santos, para realizar um laudo técnico sobre a situação dos animais dentro do navio.

O magistrado perguntou: "De que maneira são acondicionados em caminhões ou embarcações os animais transportados para o exterior?". No documento, a veterinária respondeu que havia entre 27 e 38 bois em cada veículo e que fitas adesivas foram coladas nos orifícios laterais, "visando dificultar inspeção externa de terceiros".

Ela escreveu: "Os animais, uma vez aprisionados dentro dos caminhões enfrentaram viagens entre 8 a 14 horas de trajeto. Muitos caminhões e suas caçambas dispunham de varetas com pontas metálicas conectadas ao sistema elétrico do veículo, cujo objetivo é impedir mediante descargas elétricas que os animais se deitem no assoalho do veículo".

Regina apontou que, durante o embarque que durou uma semana, as baias do navio não foram lavadas. "A imensa quantidade de urina e excrementos produzida e acumulada nesse período propiciou impressionante deposição no assoalho de uma camada de dejetos lamacenta."

Ela afirmou ainda que funcionários do navio lhe disseram que, após a lavagem, os dejetos são jogados no mar - cada boi produz cerca de 30 quilos de fezes por dia.

"Os dejetos acumulados pelo processo de limpeza têm então seu conteúdo descartado, sem qualquer tratamento, ao mar. Esse descarte ocorre periodicamente, dependendo da velocidade do navio em curso."

Segundo o laudo, o navio tinha três veterinários para cuidar dos 27 mil animais - um para cada 9 mil cabeças. Também apontou: "Em setor específico do navio, vulgarmente denominado Graxaria, foi constatada a presença de um equipamento destinado a triturar os animais mortos, cujo resultado do trituramento é também lançado ao mar", escreveu a veterinária.

Outra vistoria foi feita no navio ao mesmo tempo que Magda Regina realizava a sua. Os resultados, no entanto, são totalmente divergentes.

Os auditores fiscais do Ministério da Agricultura, Paulo Roberto de Carvalho Filho e Felipe Ávila Alcover, afirmaram que não houve maus-tratos e que o navio seguia todas as regras da Organização Mundial da Saúde Animal.

"Os animais apresentavam expressão de tranquilidade, ausência de dor, ansiedade ou estresse térmico. Se aproximavam com curiosidade do toque humano, sinal de que não são tratados com rudeza e acostumados ao arraçoamento por tratador", escreveram.

Disseram também que os bovinos estavam bem alimentados e que os decks da embarcação tinham piso adequado - a lavagem era feita normalmente, a cada cinco dias.

'Inferno na terra'
Enquanto o navio recebia os bois, manifestantes protestavam em frente ao Porto de Santos - reuniram até 500 pessoas.

O biológo Frank Alarcón, ativista da defesa dos animais, também conseguiu entrar na embarcação.

"Posso resumir o que vi em uma frase: um inferno na terra", diz. "Cada animal tinha 1 m² de espaço, e você sabe que um boi tem mais do que isso. Eles estavam mergulhados nas fezes, no vômito, na urina. Alguns se deitavam em cima de outros", afirma.

Para Ricardo Pereira Barbosa, presidente da associação das empresas exportadoras, não houve maus-tratos no navio. "Todos os barcos estrangeiros seguem a norma da Organização Mundial da Saúde Animal. Da nossa perspectiva, não houve maus-tratos", disse.

A Minerva Foods, dona da carga, afirmou que o manejo dos animais segue todos os procedimentos adequados para preservar o bem-estar dos animais durante o transporte, embarque e no decorrer da viagem.

Não é a primeira vez que a empresa se envolve em uma polêmica sobre essa modalidade de comércio. Em outubro de 2015, um navio com 5 mil animais dela naufragou em Barcarena, no Pará. Milhares deles morreram afogados - a companhia foi processada.

O que a Justiça decidiu
Depois do laudo técnico da veterinária, o juiz federal Djalma Moreira Gomes decidiu, em liminar, suspender a exportação de animais vivos em todo território nacional, até que os países de destino "se comprometam, mediante acordo inter partes, a adotar práticas de abate compatíveis com o preconizado pelo ordenamento jurídico brasileiro".

Na decisão do dia 2 de fevereiro, o magistrado afirmou que as condições de higiene no navio Nada "eram muito precárias". Para ele, o transporte deveria assegurar o bem-estar dos animais.

Gomes escreveu ainda: "É dizer, alguém sendo dono de uma cadeira e de um cão, poderia, sem qualquer recriminação de ordem jurídica, despedaçar a cadeira e atirar seus cacos na caçamba de lixo. Porém, seria inconcebível que mesmo sendo dono do cão, pretendesse fazer com o animal o mesmo o mesmo que fizera com a cadeira".

A proibição do transporte dos animais foi comemorada por ativistas e ambientalistas, mas acendeu um sinal amarelo no setor agropecuário e também no governo federal.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, encontrou-se com o presidente Michel Temer para falar do caso. "Este assunto é bastante complicado. Os bois já estão embarcados, sendo alimentados por ração vinda de outros países. Descarregar estes animais conforme a Justiça determinou traz um problema sanitário. Além de já ser um problema diplomático", afirmou à Agência Brasil no dia 4 de fevereiro.

Maggi é ligado ao setor agropecuário brasileiro - a empresa de sua família, a Amaggi, é uma das maiores exportadoras de soja do país. Boa parte de sua campanha para o Senado pelo PR em 2010 foi financiada por frigoríficos e por empresas de alimentos.

No mesmo dia, a AGU (Advocacia-Geral da União) pediu à Justiça a suspensão da liminar. Argumentou que a proibição "implicaria em grave lesão à ordem administrativa, à saúde pública e à economia pública, podendo submeter o setor agropecuário brasileiro a risco".

A AGU também afirmou que o navio tinha condições adequadas e que cabe apenas ao Ministério da Agricultura calcular o risco sanitário do transporte internacional de animais.

Às 19h50 do domingo, O Tribunal Federal Regional da 3ª Região acatou o pedido do governo Temer e liberou as exportações. O navio Nada saiu do país horas depois.

Na semana passada, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) multou em R$ 450 mil o Ecoporto Santos, onde o navio atracou. Segundo a Cetesb, o local não tinha licença ambiental para fazer embarque de carga viva.

O Ecoporto Santos afirma que vai recorrer e que foi surpreendido pela multa, "pois entende que a operação foi realizada em estrita observância às legislações que regulamentam está modalidade de operação".

A guerra continua
Outros três processos devem continuar nos próximos meses, colocando as exportações de animais vivos sob o crivo da Justiça.

"Nosso objetivo é barrar essas grandes exportações de animais. Elas se tornaram vultuosas. Não queremos destruir a economia, nós queremos só um pouco de respeito com os animais", explica a advogada Letícia Filpim, vice-presidente da Abra (Associação Brasileira dos Advogadas Animalistas).

Para o biólogo Frank Alarcón, as exportações em grande quantidade ferem os direitos dos animais. "Sem contar as questões ambientais, pois dejetos são jogados no mar, há pontos éticos: você submete animais de cognição complexa a enclausuramentos em locais minúsculos, sujos, e faz viagens marítimas por semanas", diz ele, que faz parte do Partido Animais. "Os animais são expostos a tempestades e calor intenso. Não há nada que amenize esse sofrimento."

Michel Alaby, da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, afirma que dados dos países compradores apontam que 3% dos animais chegam mortos ao destino.

A guerra jurídica não assusta Ricardo Pereira Barbosa, da associação dos exportadores. "Fazemos isso há 20 anos. Por que agora, que o mercado cresceu 42%, houve todos esses protestos? Estamos em ano de eleição e existem pessoas querendo se aproveitar da repercussão", afirmou, citando deputados estaduais que compareceram às manifestações.

Ele completa: "Nós vamos conversar com o governo para aprimorar a legislação. Mas mesmo com protesto, com reclamação, as vendas vão continuar".

FONTE: BBC
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ATUALIZAÇÃO:
Navio com 25 mil bois chega à Turquia após 16 dias de viagem

2/19/2018

Atualização sobre a exportação de gado vivo no Brasil

Estou publicando algumas coisas importantes para atualizar nosso dossier:
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1 - Terminal é multado em R$ 450 mil por fazer operação com carga viva no Porto de Santos, SP
Embarque de mais de 25 mil cabeças de gado foi alvo de manifestações de ativistas ambientais.

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) multou em R$ 450 mil o terminal Ecoporto, localizado no Porto de Santos, no litoral paulista, por operar atividades com animais vivos para exportação sem licença. Em janeiro, pouco mais de 25 mil bois foram embarcados na instalação para a Turquia.

Entre 26 e 31 de janeiro, o cais do terminal, na Margem Direita do complexo portuário, recebeu os bois que eram criados em fazendas no interior paulista, distantes 500 quilômetros do litoral. Os animais foram comprados pela Turquia e o embarque no navio foi suspenso por ordem judicial após ação de ativistas.

Trata-se da segunda operação com carga viva no cais santista após 20 anos. Pessoas ligadas à proteção animal alegam que os bois são vítimas de maus tratos. A prefeitura multou a empresa responsável pelos bovinos em R$ 1,5 milhão, com essa mesma justificativa e, depois, em R$ 2 milhões, por poluição ambiental.

Nesta quinta-feira (15), a Cetesb informou que multou o terminal por "realizar atividades de embarque de gado para exportação em desacordo com as licenças ambientais emitidas para o empreendimento". Segundo a autoridade ambiental paulista, a empresa não tinha autorização da estatal para realizar a operação.

Ainda conforme a Cetesb, o Ecorporto foi autuado com base na Lei Estadual 118/73, que trata de licenciamento ambiental, e no Decreto Federal 6514/08, que dispõe sobre infrações e sanções administrativas relacionadas ao meio ambiente. A empresa informou que ainda não foi notificada sobre a penalidade.

FONTE: G1
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2 - Ativistas na Turquia conferindo cargas de animais que chegam naquele país
Fonte: https://www.facebook.com/IsraelAgainstLiveShipments/videos/1372694756167735/
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2/14/2018

Governo admite rever regras para exportação de animais vivos

Este programa foi ao ar no domingo e só hoje estou podendo publicar.... Está russo trabalhar com pulso quebrado.... Agora, será que estão pretendendo mudar mesmo as regras do jogo? a conferir.... enquanto isto, dois navios já foram . O pior é que estão ampliando o mercado: Indonésia vai abrir seu mercado à carne bovina brasileira
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O Ministério da Agricultura e Pecuária analisa mudar as regras para exportação de animais vivos. Depois do impasse no embarque de mais de 25 mil bois para a Turquia, o governo admite que pode rever as regras.

Este ano, o Brasil deve exportar 600 mil bois vivos. Nos próximos três meses, 100 mil animais estarão prontos para o embarque. A maior parte é para a Turquia, país muçulmano que, por questões religiosas, segue critérios específicos desde a criação até o abate. Por isso, prefere a compra de animais vivos.

Parte do gado sai de fazendas do estado de São Paulo e enfrenta longas viagens em caminhões. Em alguns casos, são mais de 600 km de distância até os portos de Santos e de São Sebastião.

O problema é que o embarque de animais vivos tem causado polêmica nas últimas semanas.

A ONG Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal fez protestos e entrou com uma ação civil pública na Justiça para impedir a exportação para Turquia de 25 mil bois vivos da empresa Minerva Foods. A justificativa é de maus tratos.

Os animais chegaram a ser embarcados e a operação durou cinco mais, mas o bois não puderam seguir viagem. O Tribunal Regional Federal deu uma liminar impedindo a exportação de animais vivos em todo o território nacional e determinou ainda "o desembarque e o retorno da carga à origem".

A decisão levou em conta o resultado de uma inspeção técnica realizada, por determinação judicial, pela veterinária Magda Regina. "Os animais não apresentavam condições de mover-se ou virar-se dentro do confinamento". Regina também afirma que a insalubridade e as restrições de água e alimento impossibilitam a garantia do bem-estar animal.

Depois de seis dias parados dentro do navio, a Adovacia-Geral da União recorreu da decisão liminar e conseguiu a liberação dos animais para a Turquia. A Justiça Federal alegou que a espera no porto de Santos era mais penosa e desgastante para os animais do que a viagem em si.

O ministério da Agricultura e Pecuária defende as exportações de animais vivos e diz que essas operações passa por fiscalização e são regulamentadas. Mas, apesar desas normas, o ministério admite que é preciso fazer reajustes e que as discussões começaram já em 2017.

Fonte: Globo Rural

2/11/2018

Matérias sobre exportação de gado vivo e conjecturas....

Hoje estou publicando algumas matérias sobre o desenrolar da questão da exportação de gado vivo. 

Na verdade, tenho pensado muito nesta questão e acho que nossa estratégia deve verter para 3 caminhos: jurídico com suas ações, educativo/informativo para a sociedade que ignora (veganos tem trabalhado bastante) e ataque ao Poder Executivo. 

Podemos reivindicar decisões imediatas como estarmos presentes na fiscalização dos embarques, posto que legalmente, somos representantes do direito dos animais. Se tivermos alguém nosso acompanhando tudo, poderemos avaliar toda ilegalidade que por ventura exista. Eles não deveriam temer tal possibilidade já que relatam que tudo está dentro da lei, né mesmo? Bem, este é meu ponto de vista.... Isto, evidentemente, trabalhando incansavelmente pelo fim da exportações... e mais, pelo fim do uso de animais para consumo humano.  
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2/09/2018

Funcionários do porto apoiam o embarque de animais - Manifestação no Rio de Janeiro

É lamentável e precisamos de estratégias boas para encarar esta luta..... Vejo algumas se desenhando na militância que acredito vão se tornar boas trilhas até o objetivo final..... 
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O porto de São Sebastião, bastante próximo do Porto de Santos, já tem 3 navios se preparando para realizar a carga de bois vivos com destino ao Oriente Médio.
São eles:
1. Ocean Shearer (veja aqui), tem capacidade para 8.000 animais e está fundeado próximo ao Porto de Santos, mas consta na lista de embarques do Porto de São Sebastião.
2. Girolando Express (veja aqui), tem capacidade para 4.800 animais e já se encontra atracado ao Porto de São Sebastião.
3. TBN (não encontrado no Marine Traffic), tem capacidade para 6.500 animais e tem previsão de chegada em 14/02/2018.
As informações podem ser confirmadas na página oficial do Porto de São Sebastião (confira aqui).

Na quarta-feira (7), um pequeno grupo de funcionários do Porto de São Sebastião fizeram um protesto segurando faixas em apoio à exportação de animais vivos. “Transporte de cargas vivas no Porto de São Sebastião é trabalho e renda para a população sebastianense” e “Agronegócio e Porto de São Sebastião: unidos pelo Brasil” eram algumas das frases expostas nas faixas.

A população de São Sebastião, porém, não está nada satisfeita com esse tipo de embarque, segundo alguns moradores. Em Santos, a população reclamou muito do cheiro de fezes e urina deixado pelas centenas de carretas que levaram os animais até o porto. Tanto que a prefeitura multou a empresa Minerva Foods, responsável pela carga, por crime ambiental.

Fonte: Vista-se
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Outras Matérias:
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Fotos e vídeos da Manifestação aqui no Rio de Janeiro
(Lucia Xavier - Patrícia Silva - quase 150 participantes)










2/08/2018

Agronegócio teme novos entraves jurídicos à exportação de animais vivos

É bom estes nojentos temerem sim.... a batata deles está assando.... bandidos criminosos covardes e corruptos.....
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São Paulo, 07 – Representantes do agronegócio temem novos entraves jurídicos à exportação de gado vivo pelo Brasil, após o imbróglio iniciado na semana passada no Porto de Santos (SP), com o embarque de 25 mil bovinos da Minerva Foods à Turquia.

A “briga” jurídica começou quando a exportação desses animais foi barrada na noite de sexta-feira (2) pelo juiz federal Djalma Moreira Gomes, da 25ª Vara Federal da Seção Judiciária de São Paulo, acatando pedido de liminar da ONG Fórum Nacional de Proteção Animal. Na decisão, o juiz havia proibido não só este embarque, como a exportação de animais vivos para abate a partir de qualquer porto do País. A viagem dos bovinos, porém, acabou sendo autorizada no domingo, pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), acatando pedido da Advocacia-Geral da União. Na noite de segunda-feira, o mesmo TRF-3 liberou o embarque de bovinos vivos em todo o País.

No entanto, no entendimento do setor, os eventos recentes abriram brechas para que mais pedidos para barrar outros embarques sejam aceitos pela Justiça. A atividade é regulamentada pelo Ministério da Agricultura. Para se precaver de novos bloqueios, entidades do agronegócio vêm se reunindo nos últimos dias, programando ações e discutindo possíveis mudanças. Representantes do setor propõem ações jurídicas, uma campanha de comunicação voltada ao público externo e possíveis mudanças nas operações de embarque. “Queremos sanar dúvidas para termos um modelo seguro para a pecuária nacional, que não passe mais por acontecimentos desse tipo”, afirmou o assessor jurídico Octávio Pereira Lima, da Associação Brasileira dos Exportadores de Animais Vivos (Abreav).

Lima participou nesta tarde de quarta-feira, 7, de reunião na sede da Federação da Agricultura de São Paulo (Faesp), em São Paulo, para tratar do assunto. Ele acrescentou que o setor está preparado “para corrigir algumas coisas”. Um exemplo é o uso de caminhões-pipa para higienizar as vias nas cidades por onde os veículos passam transportando boiadas até chegar aos portos. Segundo ele, essa medida já é adotada em alguns dos embarques pelo Porto de São Sebastião, também no litoral paulista. No caso do navio Nada, que seguiu para a Turquia a partir de Santos, a Minerva Foods chegou a ser multada pela prefeitura por poluição, “em virtude do forte cheiro gerado pela carga viva”.

“A batalha agora é jurídica, já que do ponto de vista administrativo o embarque atendeu a todos os requisitos”, disse o coordenador da Comissão de Bovinocultura de Corte da Faesp, Cyro Penna Júnior. O vice-presidente de Relações Internacionais do Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC), Sebastião Costa Guedes, reconhece que é “um equívoco” usar o Porto de Santos para esse tipo de carga. Para ele, os embarques no Estado de São Paulo deveriam ficar limitados a São Sebastião, pois Santos é um grande conglomerado “com outro tipo de tradição (no tipo de carga movimentada)”.

A proibição de se usarem caminhões de grande porte na área portuária de Santos é outro entrave, na opinião dos representantes reunidos na Faesp, já que aumenta o número de veículos usados em uma operação, intensificando o tráfego e retardando o embarque, além de aumentar a quantidade de dejetos. Só para embarcar os 25 mil bois no navio Nada, foram necessários cerca de 500 caminhões.

Na terça-feira, a Sociedade Rural Brasileira (SRB) também promoveu um encontro para debater o tema. Foi uma reunião fechada à imprensa, mas, segundo uma fonte, ficou claro que há um receio de que novas suspensões podem acontecer a cada embarque, mesmo com o episódio de Santos solucionado.

Prejuízo
Caso haja bloqueios constantes, o prejuízo pode alcançar R$ 1,5 bilhão este ano, considerando-se a expectativa de embarque ao exterior de 600 mil cabeças e os gastos que envolvem a operação. Segundo o assessor da Abreav Octavio Pereira de Lima, há atualmente 100 mil animais prontos para serem exportados nos chamados Estabelecimentos Pré-Embarque (EPE), que são espécie de confinamento onde os rebanhos ficam antes de serem encaminhados aos portos.

A exportação de bovinos e bubalinos vivos pelo Brasil cresceu 39% no ano passado em relação a 2016, puxada pela Turquia. No ano passado foram exportados 407.365 animais, ante um total de 292.554, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). A receita foi de US$ 276 milhões em 2017, ante US$ 206 milhões no ano anterior.

Fonte: Isto é Dinheiro
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