RECEBA NOSSOS BOLETINS DIÁRIOS

Mostrando postagens com marcador animais na rua. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador animais na rua. Mostrar todas as postagens

6/30/2018

IRRESPONSABILIDADE: Campanha contra soltura de animais nas ruas de Luzilândia

É muita irresponsabilidade este lance das pessoas terem animais soltos nas ruas, principalmente, de porte grande e médio (cavalos, bois, cabras e porcos). Sucesso para a campanha!
-----------
Governo de Luzilândia lança campanha de combate à soltura de animais no perímetro urbano
A campanha tem como objetivo principal conscientizar os donos de animais sobre os riscos ofertados, seguida da retirada e apreensão, buscando eliminar a prática da soltura de animais em vias públicas da cidade de Luzilândia.

O governo Municipal adotou como uma das medidas iniciais para o combate à soltura de animais de pequeno e grande porte no perímetro urbano, uma campanha de conscientização dos perigos que esses animais podem causar à população, além de transtornos que podem resultar desde riscos à saúde como acidentes graves que causam a morte de pessoas.

O município já conta com um departamento que recolhe os animais das ruas durante o dia, e agora adotará uma medida mais ostensiva, funcionando também no turno da noite, segundo populares os donos desses animais estão deixando-os soltos à noite, o que agrava ainda mais a situação, pois o risco de acidentes é ainda maior. Nesse sentido, o que busca-se fazer, é efetivar aplicação da lei municipal do código de postura (Lei municipal nº 10/2005), que prevê o pagamento de uma multa por cabeça para os animais soltos em vias públicas, e no caso de o dono não resgatar o animal no prazo de sete dias, esses animais serão leiloados.

A campanha tem como objetivo principal conscientizar os donos de animais sobre os riscos ofertados, seguida da retirada e apreensão, buscando eliminar a prática da soltura de animais em vias públicas da cidade de Luzilândia. O município está adotando a campanha educativa, através de redes sociais, propagandas volantes e distribuição de folders com as informações sobre as proibições e punições para os criadores de animais de grande e médio porte, em perímetro urbano.


FONTE: portalr10

4/17/2018

Protetora é denunciada e reabre polêmica sobre alimentar animais de rua - MS

Sinceramente, não entendi porque esta protetora não recorreu ao CCZ local que tem programa de adoção, incluindo microchipagem dos animais. A colega da ONG Cão Feliz, falou muito bem. Endosso totalmente, embora compreenda as dificuldades de certas pessoas entenderem como funcionam as coisas....
-------------
Os animais foram recolhidos pelo CCZ
É permitido alimentar cachorros e gatos de rua? Esta questão tem causado polêmica entre protetores de animais. Nesta semana, a dona de casa Ângela Silva foi denunciada por um vizinho após deixar alimento e água para os gatos de rua na calçada de sua casa.

Ângela conta que não é a única que faz isso na região e que só não adota os animais porque tem quatro cachorros no quintal. “Eu não posso trazer para minha casa porque meus cachorros não deixam, mas eu alimento e dou água”, afirma. Outros três moradores também foram denunciados ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), mas a dona de casa defende que os animais não incomodam ninguém.

“Eu cuido de três gatos, eles dormem no meu portão. Eu dou ração boa para sustentar os gatos, eu posto foto para doar e não consigo”. Após a denúncia, a dona de casa recebeu a visita do CCZ, que levou os gatos, situação que a deixou muito chateada. “Eu me senti aterrorizada, me botaram medo, falaram que eu podia ser responsável jurídica pelos animais. Eu só estava alimentando e ainda sou criticada”.

O Centro de Controle de Zoonoses afirma que a alimentação de animais de rua não é recomendada. Segundo o Centro, além de ocasionar transtornos à população vizinha, acarreta na exposição involuntária destes moradores a situações de insalubridade e risco de zoonoses. A presidente e fundadora da ONG Cão Feliz, Kelly Macedo, afirma que o ideal é adotar o animal, mas sabe que às vezes o coração fala mais alto. “Se você quer alimentar, é melhor levar para casa, cuidar dele. Eu sei que é complicado, quando a gente vê animais abandonados, o intuito é alimentar mesmo”.

A dona de casa Ângela não conseguiu novos donos para os bichos, mas a situação é enfrentada diariamente pela ONG, que já tem 121 cachorros no abrigo. “Eu não posso nem pegar mais porque já temos uma dívida enorme, um abrigo cheio e a adoção está muito fraca”, afirma.

Em nota, o CCZ afirma que a melhor maneira de cuidar dos animais é leva-los ao Centro no caso de impossibilidade de adoção, já que não há informações sobre a vacinação e seu histórico de saúde. “Lembramos que animais de rua são potenciais transmissores de raiva e outras zoonoses e nosso município frequentemente encontra morcegos contaminados com o vírus rábico. Reforçamos que, se o cidadão não pode assumir a responsabilidade sobre o cão ou gato deve levá-lo ao CCZ. Não é recomendado que o morador espere mais de 7 dias para não retardar o processo de adoção”.

O CCZ realiza microchipagem de cães e gatos mediante o pagamento de uma taxa de R$15. O microchip serve para que caso o cão ou gato seja abandonado ou encontrado possa ter o proprietário identificado.

FONTE: midiamax

4/09/2018

Sertão PB: promotor proíbe circulação de animais nas ruas de São Bento

Aparentemente é uma atitude absurda e cruel, mas, tem gente que só funciona assim. Agora não sei se este promotor tem esta prerrogativa, principalmente, porque não está informado para onde vão os animais recolhidos. Galera de São Bento deve se ligar na questão.....
---------------------
O promotor de Justiça de São Bento, Osvaldo Lopes Barbosa, emitiu uma portaria proibindo a circulação de animais nas ruas da cidade, sob pena de aplicação de multa de até R$ 9,4 para os proprietários dos bichos que forem encontrados soltos.

Segundo o promotor, houve aumento no número de cães, gatos, bodes, vacas e cavalos nas vias públicas, o que estaria colocando em risco a segurança da população. Pela portaria, os animais que forem vistos abandonados devem ser recolhido de imediato.

A multa inicial para os donos dos bichos é de um salário mínimo, mas pode ser multiplicada por dez dependendo do caso. O dinheiro será revertido para o Fundo Municipal. A portaria foi encaminhada para a Vigilância Sanitária de São Bento, Polícias Civil e Militar e deve entrar em vigor em até 15 dias.

3/10/2018

Vereador, agora de Divinópolis, quer promover outra matança de animais abandonados - MG

Será que virou moda? se bem que este caso aqui, temos ONG´s atuantes no pedaço que já deu uma chacoalhada neste tal vereador e até na Prefeitura que já se pronunciou. A desculpa do moço é ridícula.... Leiam na segunda matéria que estou replicando abaixo.... Ah, acompanhem a atualização do massacre de cães feito pela Prefeitura de Igaracy.
=========
Vereador mineiro é criticado após ameaçar recolher e sacrificar animais: ’emporcalhando nossa cidade’
O Movimento Mineiro em Defesa dos Animais (MMDA) questiona um pronunciamento do vereador Ademir Silva (PSD) de Divinópolis, na região Centro-Oeste de Minas. Durante uma sessão plenária o parlamentar mandou um aviso para moradores que possuem cães, gatos e outros bichos.

Silva orientou que todos tomem mais cuidados e não deixem que os animais fiquem nas ruas. Segundo ele, um caminhão realizará o recolhimento dos bichos. “O caminhão já está pronto. Ele passou por uma reforma e daqui uns dias estará passando pelas ruas recolhendo os animais, que por estarem soltos acabam causando acidentes”, disse.

Em um dos pontos mais criticados, Ademir afirma que após o recolhimento os animais serão levados após uma semana para outra cidade e por lá serão sacrificados. “Cuide bem do seu animal senão ele será pego e você vai precisar ir até Formiga. Se ninguém for lá buscar outras providências serão tomadas, como o sacrifício”, afirmou.

Na sua última fala ele mandou um recado direcionada aos donos dos animais. “Aqueles que gostam dos animais tomem cuidado, deixando-os em lugar adequado. Pois eles não poderão ficar nas vias públicas emporcalhando nossa cidade”, disse.

Movimento baseia em lei
Ao repudiar a fala do parlamentar, o MMDA baseia-se em uma Lei Estadual que estabelece a proteção dos animais. Entre os principais pontos está a proibição do sacrifício de cães e gatos para controle populacional no Estado.  Para repudiar a fala de Ademir e solicitar punições os movimentos já foram ao Ministério Público de Minas Gerais e ao Grupo Especial de Defesa da Fauna. Além disso pedem ao Partido Social Democrático (PSD) que se posicione contra a fala.

Fonte: BHAZ
===============
Vereador Ademir silva gera polêmica ao falar sobre sacrifício de animais em Divinópolis

Ao falar sobre a operação "Pega Animal", o edil causou estranhamento nas ONGs da cidade
O discurso do vereador Ademir Silva (PSD) na tarde desta quinta-feira (08) na Câmara de Divinópolis acabou gerando grande repercussão nas redes sociais. Quando falava sobre uma operação "Pega Animal", o edil deu a entender que os animais seriam sacrificados, causando estranhamento.

A Sociedade Protetora dos Animais de Divinópolis (SPAD), divulgou então, em suas redes, o vídeo do vereador com a seguinte legenda: "Queremos mais informações sobre essa suposta operação "Pega Animal". Que animais? Por que levá-los para Formiga? Sacrifício? Eutanásia como medida de controle populacional é crime! Os animais são culpados pela irresponsabilidade dos donos? Os protetores aguardam respostas!"

Após polêmicas geradas, o vereador explicou novamente a proposta e afirmou que não é a favor de sacrifício de animais. Em vídeo publicado no Facebook do grupo Ação Política de Divinópolis, ele diz: "No meu pronunciamento de ontem eu falei sobre o caminhão que o Galileu está reformando e arrumando e reformando para a captura dos animais de grande porte da nossa cidade. São bois e cavalos que vivem na nossa cidade causando acidantes e colocando em risco a vida dos nossos munícipes. estou aqui hoje para esclarecer os problemas. Galileu vai fazer a captura e levar os animais para um curral e eu fiz esse pronunciamento para alertar os donos dos animais para quando sentir falta deles que vá para o curral para buscá-los."

Prefeitura 
A Prefeitura de Divinópolis, após a repercussão do discurso de Ademir, divulgou uma nota oficial afirmando não ter nenhum projeto para recolhimento de cães e gatos nas ruas da cidade para sacrifício.  "Toda e qualquer ação ligada aos animais de pequeno porte são feitos através da Vigilância em Saúde com o acompanhamento de autoridades e sociedade organizada", afirma a nota.

2/04/2018

A coisa está braba: Vereador lança projeto “Alimente o Cão” - Charqueada - SP

Quando eu falo não é atoa.... como pode um vereador, que deveria respeitar o bem comum, fazer das ruas da cidade de quintal para atender um assunto de responsabilidade do próprio poder público? Ao invés de criar locais apropriados de proteção aos animais, ele estimula a exposição perigosa dos bichos. Minha Santa, a mediocridade desta gente foi exagerada!!!!!!  Pior que ainda tem protetor que bate palma e vota num mequetrefe deste.....
--------------
O vereador de Charqueada, Romero Rocca (PSDB), deu inicio na segunda-feira, 29, ao projeto “Alimente o Cão”, que tem como objetivo alimentar animais de rua ou abandonados. Alimente o Cão consiste em comedouros e bebedouros de água para atender animais que se encontram soltos nas ruas de Charqueada.

“Alimente o Cão” é uma iniciativa pessoal do parlamentar que conta com o apoio do seu irmão e utiliza recurso próprio, conseguiu construir e instalar na praça do bairro Jardim Bandeirantes o primeiro comedouro público no município para ajudar os animais.

Como funciona?
Os comedouros são construídos com canos de PVC adaptados para fazerem às vezes de recipientes de água e comida. Dessa maneira, devem ser fixados em lugares estratégicos para dar assistência aos animais. E o melhor: qualquer pessoa pode abastecê-los com ração e água!

O intuito de Rocca é buscar parcerias para expandir a iniciativa.
“É com grande alegria que iniciei na cidade de Charqueada esse projeto “Alimente o Cão”. Temos em nossa cidade uma população grande de animais soltos e abandonados em nossas ruas, que em sua maioria passam fome e sede. Também é do conhecimento nosso que algumas pessoas tentam cuidar, porem acabam não conseguindo. Com essa iniciativa irei buscar novas parcerias para podermos construir mais comedouros e bebedouros e instalarmos em diversos pontos da cidade, onde a própria população poderá atuar abastecendo os recipientes e com isso matando a fome desses animais que sofrem a ação do tempo sem nenhum cuidado”, disse o vereador Rocca.

FONTE: oregionalonline

11/14/2017

Crise eleva quantidade de animais de rua em Salvador

Pior que é mesmo.... só que é em todas as cidades do Brasil.... é muita irresponsabilidade.....
-------------

A cadelinha Menina, de quatro anos, foi abandonada em frente à sede da Organização não governamental de proteção animal Célula Mãe há cerca de três meses. Quando foi deixada na porta da ONG, ela havia acabado de ser atropelada.

Os cuidados dos protetores salvaram a vida do animal, mas não impediram que ele carregasse uma sequela do acidente: Menina tem os movimentos da pata traseira limitados e, por isso, caminha com dificuldade.

A história da cadela é recorrente para quem lida com proteção animal. A Célula Mãe estima que cerca de 200 mil animais, entre cães e gatos, vivam em situação de rua na capital baiana. A maioria deles, segundo a presidente da ONG, Janaína Rios, foram abandonados pelos próprios donos.

"Não existe um censo para contabilizar o número de animais que vivem nas ruas. Os dados são baseados em registros do Centro de Controle de Zoonoses, mas consideramos um número pequeno se comparamos com a realidade das ruas", diz.

Grande parte das histórias de abandono, conforme Janaína, tem como pano de fundo a crise econômica: no último ano, a quantidade de animais deixados nas ruas dobrou. "Em 2016, estimamos que 100 mil animais viviam nas ruas. Notamos que este crescimento é um reflexo da crise pois, para muitas pessoas, se livrar do animal é uma forma de cortar despesas", justifica.

Animais idosos ou doentes são os que mais sofrem abandono. Em seis meses, quatro animais foram deixados no pet shop de propriedade da veterinária Letícia Silveira, em Brotas. Três eram idosos – tinham mais de oito anos – e um sofria de uma doença de pele.

Os bichos foram levados pelos donos para serem tosados e, ao término do serviço, eles não retornaram para buscá-los. "Levamos os cachorros na casa dos proprietários mas eles disseram que não queriam mais porque não tinham condições de criar", conta.

Por causa desses episódios, os serviços oferecidos pela clínica só são realizados com a presença do dono do animal. "Animais são, sim, como filhos. A partir do momento em que o dono se propõe a criá-lo, eles devem ser cuidados da melhor forma possível", diz.

Muitos episódios de abandono, segundo a veterinária, são provenientes, ainda, de práticas comuns, como a de oferecer animais como presente: "Animais não são brinquedos. Eles precisam de atenção, alimentação e cuidados e não poder ser descartados ao primeiro sinal de dificuldade".

A compra de animais de raças desconhecidas, segundo a veterinária, também contribui com o aumento de casos. "As pessoas compram animais porque acham bonitos, mas desconhecem as particularidades de cada raça. Os chow chow estão sendo abandonados porque eles não são ideais para o convívio com crianças, por exemplo", explica.

Castração
Uma vez nas ruas, os cães e gatos, além de correrem risco de vida, de contraírem doenças ou sofrerem maus tratos, passam a se reproduzir. Por isso, associações de defesa dos animais defendem a esterilização como forma de controlar a população em situação de rua.

Em Salvador, o Castramóvel – serviço itinerante de castração de cães e gatos – já esterilizou cerca de 24 mil animais, de 2013 a outubro deste ano. O serviço ofereceu, ainda, cerca de 146 mil vacinas contra a raiva em cachorros e cerca de 60 mil em gatos.

Na opinião da presidente da Célula Mãe, Janaína Rios, o fato de o serviço estar vinculado a um tutor limita o número de ações: "Diante da exigência de um responsável pelo animal, o Castramóvel não contempla os cães e gatos em situação de rua, apenas os que têm dono".

A solução para este problema, segundo ela, seriam a adoção de outras políticas públicas efetivas de defesa e proteção animal.

"A castração dos animais de rua, que não tem nenhum tipo de cuidado, é urgente e necessita, sim, de investimento do estado e da prefeitura, afinal, trata-se de um problema de saúde pública", diz.

Feiras
Para minimizar a quantidade de animais que vagam pelas ruas, inúmeras instituições da causa animal promovem feiras de adoção.

Estes eventos, segundo a presidente da Célula Mãe, ajudaram a mudar a mentalidade das pessoas sobre a adoção de animais, sobretudo os sem raça definida. "Além dos vira-latas, as pessoas ainda têm resistência para adotar animais adultos", completa.

As redes sociais também têm ajudado na busca de um lar para cães e gatos. A protetora Vanísia Sobrinho, 38, utiliza o Facebook e o Instagram para divulgar informações para encontrar adotantes para os animais que resgata por conta própria.

"A internet é uma grande parceira na busca de donos para esses animais. Cada compartilhamento nos dá esperança, o final feliz para um animal abandonado ou que sofreu maus tratos fica mais próximo", diz.

FONTE: uol

10/31/2017

Pelo menos 60 gatos morreram envenenados na UFPB em 8 meses, diz comissão

Minha opinião, baseada na quantidade de exemplos que vemos por aí, é que animal tem que ficar dentro de casa. A solução para colonias é a retirada e punição a quem abandona com multas pesadas. Mal comparando, é a solução que a Comlurb aqui no Rio (quando funcionava bem) aplicou para evitar que a população jogasse entulho nas ruas. Eu mesma fui multada por fazer isto em 1996 quando fiz uma obra na minha casa. A empresa da Prefeitura oferece serviço gratuito de retirada de entulho e acho que poderia oferecer este mesmo serviço aqueles que querem se desfazer do animal. Primeiro porque pegaríamos a "fonte" dos filhotes para castrar, segundo daríamos uma chance para os animais terem uma vida digna e terceiro porque teríamos um estudo completo sobre abandono e controle populacional de cães e gatos em área urbana. Ia demorar uns 2 ou 3 anos, mas, ia funcionar sim.... com toda certeza que o sol nasce pela manhã..... Íamos evitar antas barbáries sofridas pelos animais abandonados nas ruas. Recursos? qualquer bom gestor consegue. Fica a dica!
----------
Mais de 20 gatos morreram apenas no carnaval; laudo apontou para ingestão de chumbinho.

Pelo menos 60 gatos que vivem no campus I da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa, foram mortos por envenenamento em 2017. Os dados foram divulgados pelo vice-presidente da Comissão de Direito e Bem-Estar Animal da UFPB (CDBA), professor Francisco Garcia Figueiredo.

Segundo o professor, a estimativa compreende apenas as mortes por envenenamento no período entre o carnaval e o mês de setembro deste ano. Outras causas de morte - atropelamentos, espancamentos e apedrejamentos - não foram contabilizadas, mas, de acordo com a CDBA, são minoria.

“Cerca de 90% das mortes são por envenenamento. Alguém, que pode ser um professor, um servidor, um terceirizado, um aluno ou alguém da comunidade externa, coloca alimento envenenado no local onde colocamos alimentos para os gatos. Morte natural, a gente não detectou nenhuma ainda. Eles morrem jovens”, explicou.

As mortes dos animais acontecem principalmente na região do Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA) da UFPB. De acordo com o levantamento, 23 gatos morreram por ingestão de chumbinho no período do carnaval. A causa das mortes foi constatadas por meio de laudo dos veterinários do campus de Areia da instituição.

Entre agosto e setembro, pelo menos outros 30 gatos morreram, apresentando os mesmos sinais dos animais assassinados no carnaval. Nestes, os exames não foram feitos, mas as características também apontam para envenenamento.

A estimativa de quantos gatos vivem nos campus I da UFPB é inexata pois animais morrem diariamente e, com a mesma frequência, caixas com gatos são abandonadas no local. Porém, o professor Francisco Garcia arrisca que o número varia de 200 a 250 animais.

Francisco Garcia esclarece que várias providências já foram tomadas diante dos assassinatos dos gatos, porém, o assassino não foi identificado.

“A gente já denunciou à Delegacia do Meio Ambiente, vários processos já foram abertos, alguns já foram encaminhados para juizados especiais criminais pelo delegado. Aqui dentro, já instauramos várias sindicâncias por intermédio de processos administrativos. A gente consegue identificar o crime e as mortes, mas não conseguimos identificar o assassino”, explicou o professor.

O vice-presidente da CDBA, que também é presidente da comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional da Paraíba (OAB-PB), esclarece que não apenas matar os gatos é crime, mas também abandonar animais no campus. Caso comprovado, o crime de maus-tratos pode ser punido com detenção, de três meses a um ano, e multa.

A CDBA foi instituída de forma permanente, por meio de uma resolução do Conselho Universitário (Consuni), em maio de 2016, mas já existia informalmente antes disso. Os membros da comissão e outros integrantes da comunidade acadêmica colaboram voluntariamente com o pagamento de consultas e a compra de alimentos e remédios para os animais que são abandonados no campus.

Os gatos que vivem na UFPB estão disponíveis para adoção. Quem tiver interesse, pode entrar em contato com os integrantes da CDBA por meio dos telefones (83) 9 9919-7604 (Francisco Garcia) ou (83) 9 9656-7971 (Renata Coelho).

FONTE: G1

EM DESTAQUE


Licença Creative Commons

"O GRITO DO BICHO"

é licenciado sob uma Licença

Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Não a obras derivadas

 

SAIBA MAIS


Copyright 2007 © Fala Bicho

▪ All rights reserved ▪