RECEBA NOSSOS BOLETINS DIÁRIOS

Mostrando postagens com marcador animais marinhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador animais marinhos. Mostrar todas as postagens

9/14/2018

Foca-caranguejeira encontrada no Recreio volta para o mar Leia mais: https://oglobo.globo.com/rio/foca-c

Que coisa mais linda, não? ainda bem que os cariocas se comportaram civilizadamente..... Ninguém incomodou a foca que acharam que era um leão marinho.....
-----------------
Foca-caranguejeira encontrada no Recreio volta para o mar; veja o vídeo. Animal parou para descansar na orla carioca nesta sexta-feira
RIO — A mais ilustre visitante em terras cariocas neste feriadão deixou o Rio na manhã deste sábado. Hospedada há

8/22/2018

Centro de reabilitação com capacidade para 150 animais marinhos é inaugurado em SP

Achei muito bom poder oferecer este serviço aos animais.... Estava precisando....
---------------
Unidade de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos será entregue ao Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC).
O mais novo Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CRDAM) foi inaugurado nesta sexta-feira (17) em Cananéia, no litoral de São

8/18/2018

Morte de 350 animais em 10 dias intriga biólogos no litoral de SP

Minha Santa, ó pai ó.... palpite? redes de pescadores..... a conferir com o tempo....
-------------
Fenômeno intriga pesquisadores, que analisam as causas da mortandade desses espécimes, principalmente pinguins e tartarugas.
O número de animais marinhos encontrados mortos nas praias do litoral de São Paulo passou de 350 apenas no

8/14/2018

Mamíferos marinhos pararam de produzir enzima essencial para proteção

Humanos estragam tudo.... Os pobrezinhos estão sendo prejudicados por substâncias químicas usados por agricultores.... E viva o Agro-negocio seja a que preço for! Eu só penso, se eleito, Bolsonaro colocando nas mãos de um ruralista o gerenciamento do Meio Ambiente como já prometeu em várias ocasiões... Minha Santa dos Pipocos, marca minha passagem para Plutão!!!!!!

6/23/2018

ANIMAIS MARINHOS: Tartarugas e golfinhos atingidos por embarcações chegam mortos na praia

Mortos pela displicência humana com a vida animal..... O cenário é muito triste.....
------------------
Parece que mais de 150 tartarugas põem ovos numa praia, mas realidade é de fato bem triste
Mais de 150 tartarugas-oliva e um golfinho foram misteriosamente despejados pelo oceano na areia frios e imóveis. Embora nenhuma razão oficial tenha sido confirmada, existem algumas teorias sobre o que poderia ter vitimado essas lindas criaturas que habitam o oceano.

Sarat Chandra Behera, um funcionário florestal de Puri-Balukhand, disse ao Indian Express que “nós suspeitamos que as tartarugas foram mortas ao serem atingidas por traineiras de pesca no mar”. Banhistas horrorizados estremeciam com a cena grotesca que cobriu uma longa extensão da praia normalmente populosa. Algumas das tartarugas ainda estão na costa rasa, esperando para serem arrastadas para a parte mais seca da praia.

Na verdade, este é um dia que deve ser lembrado, um ato de possível crueldade ou acidental de alguns seres humanos terminou a vida desses seres. Em lembrança deste dia, e como um lembrete e um apelo para que as pessoas assumam a responsabilidade de defender a segurança da vida animal, o artista Sudarshan Patnaik criou esculturas de areia na praia. Ele transformou a tragédia deste episódio numa obra de arte notável. “Hoje, eu encontrei centenas de tartarugas mortas na praia, e fiquei triste ao ver um número tão grande de tartarugas mortas”, disse ele.

Fonte: Epochtimes

4/14/2018

Autópsia revela 29 quilos de lixo em corpo de baleia encalhada

Que tristeza mesmo!!!!! Estamos matando tudo com este lixo fabricado por humanos..... Que todos os anjos do céu atuem na conscientização humana sobre o mal que promovem neste planeta lindo que vivemos.....
-------------
Material provocou infecção da membrana abdominal, causando a morte do animal

A morte de uma baleia cachalote na Espanha mostrou ao mundo o impacto dos resíduos plásticos na vida marinha. A autópsia do animal, encontrado em fevereiro encalhado numa praia próxima ao Farol do Cabo de Palos, na cidade de Cartagena, na Região Autônoma de Múrcia, revelou a presença de 29 quilos de lixo plástico em seu trato digestivo, que, segundo os especialistas, provocaram a morte do cetáceo.

Segundo pesquisadores do Centro de Recuperação da Fauna Silvestre El Valle, responsáveis pela autópsia, o sistema digestivo da baleia - um jovem macho com cerca de 10 metros de comprimento pesando 6,5 toneladas - tentou expulsar parte do lixo ingerido provocando lesões no intestino, que levaram a um quadro de peritonite, uma inflamação da membrana que reveste os órgãos abdominais.

Entre o material encontrado no estômago e no intestino da baleia estavam sacos plásticos, cordas, restos de redes de pesca e até um tambor, entre outros objetos que não são digeridos e acabam se acumulando. Sensibilizada pelo incidente, a secretária de Meio Ambiente da região de Múrcia, Consuelo Rosauro, anunciou a criação de uma campanha de conscientização para alertar a população sobre os danos do plástico à vida marinha.

"A presença de plásticos em mares e oceanos é uma das maiores ameaças para a conservação da fauna silvestre em todo o mundo, já que muitos animais ficam presos no lixo ou ingerem grandes quantidades de plástico que acabam provocando a morte", afirmou Rosauro. "E a Região de Múrcia não está alheia a este problema que devemos atacar por meio de ações de limpeza e, sobretudo, de conscientização dos cidadãos".

Um relatório recente produzido pela Fundação Ellen MacArthur alerta que sem medidas efetivas para evitar que o plástico chegue ao mar, em 2050 os oceanos terão mais plástico que peixes. Atualmente, a estimativa é que ao menos 8 milhões de toneladas de plástico sejam despejadas no mar, o equivalente a um caminhão de lixo por minuto.

Os animais de grande porte, como baleias, golfinhos, tubarões e tartarugas, correm o risco de ficarem presos no lixo, mas também de serem contaminados pela ingestão do plástico. Cientistas estão particularmente preocupados com o microplástico, partículas com menos de cinco milímetros de diâmetro, que são ingeridas em grande quantidade. Além do risco de intoxicação, o acúmulo de plástico no sistema digestivo dos animais dá a falsa sensação de saciedade, fazendo com que eles comam menos que o necessário e acabem sofrendo de desnutrição.

As baleias cachalotes estão entre os maiores animais do planeta, alcançando 18 metros comprimento e 57 toneladas. O nome científico Physeter macrocephalus se refere a uma característica peculiar: a espécie possui o maior cérebro entre todos os animais que vivem ou já viveram no planeta, pensando, em média, cerca de 7 quilos em indivíduos adultos.

Segundo a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza, a estimativa é que a população de cachalotes no mundo seja de cem mil animais. A espécie está listada como vulnerável.

FONTE: gazetaonline

3/21/2018

Como acabar com o lixo nos oceanos?

De todos os lados chegam alertas sobre a degeneração que acontece em todo planeta......
-------------
A pesca fantasma captura e fere mais de 136 mil animais marinhos todos os anos.
A grande quantidade de lixo nos oceanos é um problema global que afeta as pessoas, a vida marinha e todo o ecossistema. Todos os anos, mais de 8 milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Se nada for feito, até 2050 teremos mais toneladas de plástico do que de peixes nos mares.

"O lixo nos mares é uma questão extremamente complexa, com várias fontes. Em termos gerais, a gente convencionou dizer que cerca de 80% do lixo que a gente encontra no mar vem do continente e 20% vem de fontes marinhas", explica o oceanógrafo Alexander Turra, "Na estrada, você normalmente vê pessoas jogando resíduos para fora dos carros. Teve um dado recente que estimou que nos primeiros 200 km da Castelo Branco, aqui perto de São Paulo,  são retirados cerca de 1.5 toneladas por mês de resíduos. Se você multiplicar isso por todas as estradas que chegam e saem de São Paulo, você tem mais de 10 toneladas por mês, que podem chegar no mar".

"O problema não é o plástico em si", diz o presidente da Plastivida, Miguel Bahiense Neto, "se eu substituísse os plásticos por qualquer outra matéria prima, esses produtos teriam certamente o mesmo destino, porque o comportamento inadequado do cidadão, a falta de uma coleta seletiva adequada oferecida pela prefeitura ou mesmo indústrias que não estão preparadas para reciclar os materiais, terminam causando um problema de não ter destinação adequada para aquele resíduo e o impacto é inevitável, ele vai ficar no meio ambiente".

O excesso de lixo pode prejudicar e até levar animais marinhos à morte, inclusive as aves. Segundo a ONU, 99% das aves marinhas terão ingerido algum tipo de plástico até 2050 . Esse aprisionamento de animais marinhos em petrechos de pesca abandonados, perdidos ou descartados, é chamado de pesca fantasma.

"A gente estima que são 70% de todo o lixo no mar são esses petrechos. Por ano, 640 mil toneladas de petrechos são jogados nos oceanos . Isso tem um impacto na vida marinha incomensurável. São mais de 136 mil baleias, golfinhos, tartarugas, que são presas por esses petrechos todos os anos. Isso gera danos aos animais como amputações, estrangulamentos e muitos podem passar meses ou até anos presos nesses petrechos até virem à morte por fome ou então por afogamento", conta Helena Pavese, diretora executiva da ONG World Animal Protection.

"O problema é muito complexo e é por isso que ele é difícil de resolver sem impacto na sociedade que envolva esses diferentes atores ou responsáveis por essa questão. Não é só a indústria, não é só o governo, não é só o cidadão, é todo mundo junto. Então, todos esses entes, desde o produtor inicial da resina até quem consome precisa ser envolvido nessa discussão", diz Turra.

Miguel complementa, "A sociedade é uma parte importante nesse processo, para que a gente colete o plástico pós-uso e dê uma nova vida para ele através da reciclagem. Dessa forma a gente consegue recuperar ou reviver os grandes benefícios que os plásticos oferecem à própria sociedade em um ciclo fechado, que hoje chamamos de economia circula r".

"Se a gente ficar esperando para atacar a questão do lixo nos mares, a gente vai continuar tendo muito lixo ainda em 2050 e 2100. A gente tem que olhar essa situação com a gravidade que ela tem e atacar todas as frentes possíveis, mas sem desconsiderar a importância da gestão dos resíduos sólidos, que aparentemente é crucial", comenta Turra.

FONTE: terra

2/27/2018

Análise: O impacto dos canudos plásticos descartáveis nos oceanos

Tem gente que acha que este negócio de colocar a culpa no governo é incompetência de quem reclama. Tem horas que concordo plenamente, mas, o que fazer sem grana suficiente para encarar estas grandes industrias de plástico? Só o governo mesmo..... só que ele não quer..... não interessa....
------------
As partículas de microplástico podem ser ingeridas por espécies de interesse econômico e contaminar animais utilizados como alimento pela espécie humana

Os canudos plásticos descartáveis são produzidos a partir do polipropileno ou do poliestireno. Devido ao fato de serem produzidos a partir destes derivados de petróleo podem ser necessários até 400 anos para que se decomponham. Como outros materiais, chegam aos oceanos devido ao descarte inadequado, sendo carregados pelos ventos ou pelas chuvas para os rios ou diretamente para o mar.

Estima-se que 10 milhões de toneladas de materiais plásticos cheguem aos oceanos anualmente, sendo que destes mais de 100 mil toneladas sejam de canudos plásticos descartáveis. No mar acabam sendo ingeridos por animais, tanto inteiros como fragmentados em pedaços de diversos tamanhos, até mesmo como partículas muito pequenas, os microplásticos. Estes podem, até, dependendo da sua quantidade e densidade, obstruir a passagem da luz e interferir no processo da fotossíntese das algas.

Quando ingeridos inteiros, podem obstruir as vias aéreas ou o tubo digestório e prejudicar as funções vitais dos animais, podendo, até, levá-los à morte.

As partículas de microplástico podem ser ingeridas por espécies de interesse econômico e contaminar animais utilizados como alimento pela espécie humana. Para que os canudos plásticos descartáveis não cheguem ao ambiente marinho é necessário que estes, caso sejam utilizados, sejam descartados adequadamente e destinados à reciclagem.

Os canudos descartáveis feitos de plásticos podem ser substituídos por canudos descartáveis de papel, que se decompõem rapidamente, ou por canudos não descartáveis, produzidos em bambu, vidro ou metal e disponíveis no mercado.Embora o uso de um canudo não seja necessário para que se possa ingerir qualquer bebida, muitas pessoas o utilizam por uma questão de higiene, para não tocar com seus lábios o copo, a lata ou a garrafa da bebida.

E este foi um dos motivos de popularização deste tipo de utensílio por ter sido utilizado como um equipamento de prevenção de doenças contagiosas (não que a prevenção fosse necessariamente efetiva).

*Cláudio Gonçalves Tiago é pesquisador do Centro de Biologia Marinha (Cebimar-USP).

FONTE: oglobo

2/11/2018

Ultrassonografias revelam lixo no aparelho digestivo de seis tartarugas em reabilitação no Gremar

O aparelho vai facilitar e retirada do lixo de dentro dos bichos do mar..... Legal, mas, o motivo dos bichos ficarem com o estomago cheio de detritos é por causa humana..... O homem não se manca que está destruindo o mundo...
------------
Nos últimos dias o Instituto Gremar realizou mais uma série de avaliações ultrassonográficas celomáticas através do plastrão em tartarugas marinhas em reabilitação. A ação é parte do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS)

O exame, pioneiro no Brasil, permite visualizar as estruturas internas do corpo de animais a partir do eco gerado por ondas ultrassônicas de alta frequência emitidas pelo aparelho.

Na estrutura corporal das tartarugas marinhas, o plastrão (parte de baixo do casco, que se une à carapaça por uma ponte óssea) é a região que possibilita o diagnóstico mais preciso. Aliado aos exames de rotina, ele é de extrema importância para a definição do tratamento em casos mais delicados.

Os resultados apontaram a presença de lixo no sistema digestivo das seis tartarugas da examinadas- todas da espécie Chelonia mydas -, principalmente pedaços de sacolas plásticas. Tais resíduos causam obstruções, prejudicam o funcionamento do intestino e podem levá-las a óbito.

“Lamentavelmente quase 100% dos animais que examino chegam nessa condição e já com o escore corporal baixíssimo. Tão longevos, acabam tendo as vidas abreviadas na juventude pelas mãos humanas”, comenta a médica veterinária Mariella Baldini, parceira do Gremar.

Educação ambiental
O Gremar realiza palestras para alunos das redes de ensino municipal e estadual em toda Baixada Santista, com temáticas voltadas à conscientização ambiental, preservação do ambiente marinho, principais espécies que habitam a região e a importância do descarte adequado do lixo. Frequentemente também leva tais informações às praias, com colocação de estande em locais de maior circulação de banhistas, compartilhando informações, expondo animais taxidermizados e promovendo mutirões de limpeza.

Além disso, atua em prontidão 24h. Em caso de avistamento de animal marinho encalhado, ferido ou morto, o acionamento pode ser feito pelo telefone 0800-642-3341.

PMP-BS
O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo IBAMA.

Seu objetivo é avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos debilitados e coleta dos mortos.

FONTE: segs

2/04/2018

Como seu glitter no carnaval chega aos peixes no Oceano

É usar e saber que está contribuindo para a matança de animais nos oceanos..... Precisamos ter mais consciência dos atos que praticamos, inclusive, quando nos fantasiamos no carnaval com penas de animais....
----------
Feitas de plástico, partículas de glitter vão parar no oceano, potencialmente afetando a cadeia alimentar aquática
O que o glitter que você passa no rosto no carnaval tem a ver com o oceano? Para alguns pesquisadores, tudo.

As pequenas partículas brilhantes que adornam o corpo dos foliões são feitas de plástico, material que não é biodegradável. Quando se lava o corpo ou rosto coberto de glitter, as peças escorrem pelo ralo. Pequenas demais para serem filtradas no sistema de tratamento de esgoto, acabam parando em rios e mares.

O plástico é o maior poluente do oceano. E o glitter é um "microplástico", como são chamadas as partículas desse material com menos de 5 milímetros. Nem todas têm o tamanho que o glitter tem originalmente: parte delas são grandes produtos de plástico que chegaram a esse tamanho depois de sua deterioração por forças mecânicas no oceano ou radiação solar.

O perigo das partículas de microplástico no oceano é que podem ser ingeridas pela fauna marinha.

"Pesquisas recentes dão conta de que microplásticos perturbam o início da cadeia de alimentação aquática, como os plânctons. Também afetam ostras e mexilhões", diz Trisia Farrelly, da Universidade de Massey, na Nova Zelândia, especialista em ecologia urbana.

"Os microplásticos ingeridos por esses organismos podem afetar seu crescimento e atrapalhar sua alimentação como um todo - e consequentemente impactar toda a cadeia de alimentação." Plânctons, por exemplo, são um alimento dos peixes, que, por sua vez, alimentam os humanos.

Trilhões de partículas

Não há estudos sobre o glitter nesse contexto, especificamente, porque não é fácil identificar a origem de um microplástico. Mas o material é contabilizado entre os microplásticos que poluem o oceano - são entre 15 e 51 trilhões de partículas, segundo um estudo de 2015 conduzido por pesquisadores do Imperial College London, de Londres, em parceria com especialistas da Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Holanda, e outros países.

Para Joel Baker, diretor do Centro de Águas Urbanas da Universidade de Washington, não se pode medir o impacto dos microplásticos no oceano. "Não sabemos se há um problema, mas não é um absurdo ser cuidadoso e não querer colocar coisas no meio ambiente que o degradem."

Parte dos microplásticos são os microbreads, ou grânulos, como os presentes em pastas de dentes e esfoliantes.

"É plástico feito para ter uma vida muito curta. Você limpa seu rosto ou seus dentes, enxágua e eles vão direto para o ralo", diz Farrelly. O uso de grânulos em produtos como esses foi proibido no Canadá, nos Estados Unidos e no Reino Unido. A Nova Zelândia deve implementar a proibição no primeiro semestre de 2018.

Embora não tenha sido proibido, o glitter também entrou no escrutínio público. Empresas no Brasil e no mundo começam a fabricar glitter biodegradável.

"Eu gosto de coisas brilhantes. Mas com 7 bilhões de pessoas no planeta, não podemos usar as coisas só da maneira como gostaríamos. Precisamos pensar no impacto que causamos", diz Sherri Mason, professora de química da Universidade do Estado de Nova York em Fredonia e especialista em poluição de plástico em ecossistemas aquáticos.

Ela observa que, embora seja uma iniciativa positiva, "glitter biodegradável não dará conta da demanda que temos". "Então eu insisto que temos que reduzir o uso de glitter."

Para ela, governos podem tarifar mais os produtos de plástico para embutir em seu preço o impacto no meio ambiente.

Farrelly, da Nova Zelândia, diz que "o glitter, em si, não é o problema". "O glitter é uma parte do problema. E se está chamando atenção para o problema maior, então ótimo."

Como o glitter é produzido?

O glitter de plástico como o conhecemos é produzido a partir de placas de PET ou PVC que são metalizadas com alumínio e, depois, tingidas com cores diferentes.

Depois desse processo, explica o americano Joe Coburn, um dos proprietários da fábrica de glitter RJA-Plastics GmbH, as placas de plásticos são revestidas novamente com uma camada transparente para tentar "segurar" sua cor e dar consistência ao alumínio.

Essas placas são então cortadas em pequenas partículas e passam por uma máquina que tem um cilindro com 60 dentes rotativos de corte e uma faca - uma espécie de combinação entre um triturador de galhos e um triturador de papel.

Hexágono e outras curiosidades

"Matematicamente, o formato das partículas que causa menos desperdício é o hexágono", diz Coburn. Por causa disso, este é justamente o formato em que a maior parte das partículas de glitter, segundo ele, são trituradas.

"E isso também faz com que as diferentes partículas de glitter nunca caiam no mesmo ângulo. Quando não estão uniformes, brilham mais, porque há mais chances de receberem luz em diferentes partes."

Ele também explica que há diferenças entre a durabilidade das cores: um vermelho intenso não se mantém dessa cor ao longo do tempo tão facilmente quanto o glitter verde claro. E o tamanho também varia: o menor tipo de glitter já produzido pela empresa tem 0.02 mm.

A fabricante empacota o glitter em grandes sacos e exporta o produto em caixas de 25kg, tomando o cuidado de não misturar as cores.

"Uma fábrica de glitter não é um país encantado. É para ser um ambiente bem estéril", diz - o que não significa que não aconteçam vazamentos.

Por causa da forma como precisam operar a máquina, com testes antes que seja ligada, funcionários ficam com o corpo repleto das partículas.

"É uma infestação. Fica nos seus ouvidos, nariz, embaixo das unhas, no volante do carro. O volante do nosso carro tem uma camada permanente de glitter", conta Coburn. "A única solução possível para tirar todo esse glitter é ar comprimido."

Coburn conta que, uma vez, por causa da umidade, uma caixa de 25kg cedeu, espalhando glitter por todas as partes.

Coburn e seu irmão herdaram a fábrica de seu pai, morto em 2011. Seu avô tinha uma fábrica de adesivos nos Estados Unidos - "a família sempre trabalhou com coisas brilhantes" - e duas máquinas de glitter foram encontradas por ele e seu filho.

"Meu avô pediu que meu pai as vendesse, mas meu pai descobriu como funcionava e começou a produzir e vender", diz Coburn. Na época, "era uma tecnologia secreta".

Em 2018, segundo ele, a empresa começará a produzir glitter biodegradável.

FONTE: G1

EM DESTAQUE


Licença Creative Commons

"O GRITO DO BICHO"

é licenciado sob uma Licença

Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Não a obras derivadas

 

SAIBA MAIS


Copyright 2007 © Fala Bicho

▪ All rights reserved ▪