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1/14/2019

Kosher e halal: como os animais devem ser sacrificados segundo os rituais judeus e muçulmanos

As comunidades muçulmana e judia na Bélgica estão contrariadas com uma nova lei que entrou em vigor na região de Flandres.

No começo de janeiro, em Flandres (uma das três regiões do país), uma norma proibiu a matança de animais sem que eles tenham sido previamente insensibilizados.

1/08/2019

Bélgica proíbe rituais religiosos com abate animal diante de protestos de judeus e muçulmanos

Temos que comemorar muito, embora pareça pouco.....
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A nova norma determina que animais só podem ser mortos depois de serem submetidos a métodos de insensibilização
As novas leis sobre abate de animais que entram em vigor este ano na Bélgica desagradaram judeus e muçulmanos. Em Flandres, desde o início de janeiro é proibido matá-los sem atordoamento prévio. Em setembro, logo após a festa

11/19/2018

O Brasil é o maior exportador de carne halal, tanto de frango como de boi

Adorei que a Globo tenha feito esta matéria. Estou cansada de falar sobre estas pessoas da proteção, algumas até que se consideram "expert", que são tão desinformadas a ponto de achar que o abate halal e kosher só se faz nos países islâmicos e por muçulmanos estrangeiros. Cansei de falar que o Brasil é o maior exportador de carne halal (tanto frango quanto boi) e que as pessoas estavam preocupadas erroneamente

10/27/2018

Madonna procura chef de cozinha para regime halal e paga média de 8 mil euros/mês

Gente, que coisa doida não? Poder$ é tão bom, né? Agora, como ela seria mais feliz contratando um chef vegano, hein? podia até comprar aquelas carnes de laboratório para ajudar a mudar o destino do planeta.....
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Madonna está à procura de um chef de cozinha privado para trabalhar com ela, não só em Lisboa mas também em outras cidades, como Londres, em Inglaterra e

7/08/2018

Certificadora Cdial Halal promove workshop sobre Bem-Estar Animal com Erika Voogd, profissional renomada mundialmente no segmento

Será que alguém foi à este evento em Sampa? Olha, a especialista de bem-estar animal dá uma impressão que o método halal é uma maravilha..... Juro que gostaria de assistir e tirar minhas conclusões.... Penso que não seja tão bom quanto ela fala.....
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Ontem, dia 4 de julho, a convite da certificadora Cdial Halal, Erika Voogd – renomada auditora, especialista norte-americana em Bem-Estar Animal e presidente da Voogd Consulting – realizou um workshop baseado em “Bem-Estar Animal” no hotel Hilton em São Paulo.

O evento contou com mais de 100 participantes, entre eles: Ahmad Ali Saifi,  Presidente do Centro de divulgação do Islam para América Latina; Sheik Mohamad Zeidan, da Liga Mundial Islâmica no Brasil ; Sheik Houssam El Boustani, presidente da CIFA- diretor da Universidade Americana para Ciências humanas no Brasil; Daniel Boer, diretor de Suprimentos do McDonalds; Paulo Magalhães, gerente de Gestão de Qualidade da Seara; Erika Pucci, coordenadora de Qualidade da JBS; Mariana Modesto, gerente de Sustentabilidade da BRF; Erlando Schimidt, coordenador de Qualidade e Segurança da YUM (empresa americana do setor de alimentação que controla as franquias de fast food KFC, Pizza Hut, Taco Bell e Wingstreet) e doutora Charli Ludtke, coordenadora Geral de Agregação de Valor (CGAV/SMC) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

De acordo com o diretor-executivo da Cdial Halal, Ali Saifi, este evento foi revolucionário. “Somos a primeira empresa brasileira e talvez do mundo em certificação de produtos halal a realizar uma programação como esta. Espero que não sejamos os únicos. Os convidados tiveram a oportunidade de conhecer a Erika, uma profissional renomada neste segmento e toda sua experiência com o Bem-Estar Animal (também manejo humanitário), desde a nutrição, manejo e abate. Nosso objetivo é fazer com que o mercado entenda ainda mais a importância de tratar o animal com dignidade e respeito, pois é ele que irá se sacrificar para nos fornecerá o alimento.  De acordo com as leis de Deus, devemos agir com bondade. Se tratarmos bem o animal, este ato irá refletir também em nossas vidas”, ressalta Saifi.

Durante todo o dia, foram discutidos vários assuntos: Bem-Estar Animal do ponto de vista islâmico; razões para manipulação humanizada (aves e bovinos) e seus benefícios para o cliente; conceitos de manipulação humanizada e boas práticas na cadeia produtiva de frango (granja, captura, transporte, galpão de espera, pendura, atordoamento etc) e bovina (campo, transporte, carga e descarga do caminhão, curral e rampa de abate), além da apresentação do Bem-Estar Animal para o abate religioso, que são princípios complementares e não conflitantes.

É preciso fazer todos os processos de abate de forma correta. O Bem-Estar Animal não pode ser apenas uma ciência. É necessário colocar em prática, porque garante saúde ao animal, sustentabilidade ambiental, tendo como resultado um alimento seguro. Quando há manejo humanitário correto em toda cadeia, a qualidade do produto final certamente será melhor para os consumidores.

Erika comentou que as empresas têm se preocupado cada vez mais com o Bem-Estar Animal. “O abate humanitário, de acordo com a doutora no assunto, Temple Grandin – professora de Bem-Estar Animal da Universidade Estadual do Colorado (EUA) – envolve a cadeia inteira e não somente na hora do corte”, ressalta.

Antes de iniciar o bate-papo com Erika, vamos entender resumidamente o abate halal. O alimento permitido no Islã, de acordo com a regras de Deus escritas no Alcorão, é denominado halal, que em árabe significa lícito, autorizado, ou seja, alimentos que seguem 100% todas as normas da jurisprudência islâmica para consumo dos muçulmanos.

As normas básicas a serem seguidas para o abate halal são: os animais devem estar saudáveis, aprovados pelas autoridades sanitárias e que estejam em perfeitas condições físicas. Antes do abate, o profissional muçulmano que irá realizá-lo deve dizer a frase “Em nome de Deus, Deus é maior! Todos os equipamentos e utensílios devem ser próprios para o abate halal. A faca deve ser bem afiada para que seja feita apenas uma sangria que reduza o sofrimento do animal. O corte deve atingir a tranqueia, o esôfago, artérias e a veia jugular, para que todo o sangue do animal seja escoado e o animal morra sem sofrimento. Inspetores muçulmanos acompanharão todo o abate, uma vez que eles são responsáveis pela verificação dos procedimentos.

Confira ogora bate-papo com Erika Voogd

O que é o Bem-Estar Animal no ponto de vista islâmico e qual a diferença para os demais povos?
Erika Voogd: No ponto de vista islâmico, o animal precisa ter uma vida saudável, digna e com respeito. São estes os pré-requisitos para realizar um abate halal, respeitando as leis do Alcorão. Estas não são condições somente para o islamismo mas para qualquer povo do mundo. Alcançar este Bem-Estar Animal é uma expectativa mundial de qualquer nação.

Quais são as boas práticas no abate halal para frango e para carne bovina?
Erika Voogd: As boas práticas ressaltam que todo o processo deve ser realizado de forma humanitária, ou seja, rápido e correto. No caso das aves, se possível, não pendurar o frango para o abate, mas se for necessário, mantê-lo pendurado o menor tempo possível antes da sangria. Realizar um corte certeiro na tranqueia, no esôfago, nas artérias e na veia jugular.

Para ter uma carne bovina de qualidade, é necessário que o animal tenha um manejo calmo e tranquilo desde a fazenda, durante o transporte e descarga. Mantê-lo o mínimo possível em sistema de confinamento – principalmente em espaço pequenos -, proporcionando temperatura agradável, água e alimentação adequadas. Todo o procedimento de abate deve ser rápido e eficiente. Se a degola for bem realizada e os animais perderem a consciência dentro do menor tempo possível, designado pela empresa, os animais serão considerados halal. Se houver retorno da consciência, o animal não deve ser creditado como halal. Se estes procedimentos tanto para carne de frango como para bovino forem respeitados, o aproveitamento da carne será de 100%.

Quais os potenciais do mercado brasileiro para exportação do abate halal?
Erika Voogd: O mundo demanda corte de altíssima qualidade. É muito importante e necessário realizar um manejo adequado desde de o pintinho e desde de o bezerrinho até o momento da degola para ter uma carne muito suculenta. Se o Brasil melhorar o Bem-Estar Animal, não somente para cumprir a lei, mas para executar o que a gente acredita que seja uma entrega de qualidade, o país pode conquistar qualquer mercado, não somente o mercado halal.

O mundo precisa de carne de qualidade. Agora se não for realizado um abate humanitário e bem feito, a qualidade da carne cai e o Brasil vai perder mercado. Irá vender somente para mercados que pagam baixo valor agregado. A carne de qualidade agrega valor ao produto. Quer um exemplo. A marca mais sofisticada de carne é a Wholefoods. É uma empresa que faz todos os procedimentos à risca para garantir o Bem-Estar Animal, cobra três vezes mais o valor da carne e tem clientes em todo o mundo.

E grande parte dos produtos da Wholefoods são halal. Ou seja, ter a certificação halal é sinônimo de confiança e atesta que a empresa segue os cumprimentos dos padrões religiosos. Atualmente trabalho com alguns frigoríficos que fazem abate halal no Estados Unidos. Todas as empresas, que fazem abate halal neste país, querem vender para Wholefoods, porque o valor de venda é maior. E os frigoríficos só vão conseguir negociar com esta empresa se realmente respeitar e cumprir toda etapa da cadeia produtiva.

Como a senhora vê o Bem-Estar Animal no mundo:
Erika Voogd: Eu realmente acredito em uma união global entre os animais, plantas, pessoas e a terra. Devemos respeitar e apreciar tudo em nossas vidas, inclusive os animais. A Bíblia nos diz para termos este comportamento e Alcorão a mesma coisa. Acredito que o mundo está pronto para receber este conceito. Devemos reconhecer cada sacrifício que o animal faz para nos prover comida e nossa vida. Temos que garantir que eles recebam respeito, compaixão e dignidade. Tenha certeza de que o empresário com este pensamento terá mais lucratividade em seus negócios; os supermercados oferecerão produtos melhores para seus clientes e na outra ponta, os consumidores terão produtos com mais qualidade. Tudo dará certo se fizermos do jeito correto.

Bem-Estar Animal: 
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) disciplina o Bem-Estar Animal por meio das seguintes Legislações: » Decreto n° 30.691 de 1952; das Instruções Normativas n° 03 de 2000 e n° 56 de 2008. Para o MAPA, os princípios de bem-estar de animais de produção permeiam a boa nutrição, boa saúde, manejo e instalações adequadas e expressão de comportamentos característicos da espécie, que são diretamente relacionados com características que interessam ao setor de produção animal, destacando-se: crescimento; ganho de peso; desempenho reprodutivo; qualidade da carne e da carcaça; resistência às doenças; segurança dos trabalhadores e dos animais.

O Bem-Estar Animal pode ter relevante impacto econômico na produção agropecuária. Ao adotar esses princípios é possível contribuir para o aumento da produtividade e da lucratividade da cadeia produtiva e colaborar para melhoria dos produtos de origem animal, além de minimizar as perdas decorrentes do manejo inadequado dos animais.

De acordo com dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – o abate de bovinos cresceu 3,8% em 2017, atingindo 30,83 milhões de cabeças. O de suínos cresceu 2,0%, chegando a 43,19 milhões de cabeças, um recorde na série histórica, iniciada em 1997. Já o de frangos, depois de quatro anos de altas, recuou 0,3% frente a 2016, totalizando 5,84 bilhões de cabeças de frangos. Mais de 6 bilhões de abates de animais por ano.

Erika L. Voogd é presidente da Voogd Consulting, Inc., empresa localizada na cidade de West Chicago, estado de Illinois, EUA. Atualmente, trabalha como consultora independente, especializada em assessoria global para a indústria de carne. Sua expertise inclui “Bem-Estar Animal”; “Segurança Alimentar”; “Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle”; “Garantia da Qualidade”; “Higiene Alimentar” e “Cumprimento das Regulamentações do USDA”.

FONTE: onortao

4/02/2018

IMPORTANTE: Sauditas proíbem choque em frangos e ameaçam embarques do Brasil

Recentemente chamei atenção de ativistas que o Brasil está cheio de matadouros e abatedouros halal. O próprio frigorífico Minerva que exporta os bois para países asiáticos tem um setor de abate halal totalmente separado do "comum" devido a exigências dos seus clientes que consomem  este tipo de carne.

Pois bem, aos interessados, vejam a matéria e o que os sauditas estão exigindo e ameaçando parar de comprar os frangos.....

Agora, pergunto eu: o que tinha na cabeça do juiz que alegou que não ia liberar o envio de bois para a Turquia porque lá utilizavam o abate halal? será que os ativistas não sabiam que o Brasil é o maior fornecedor de carne halal para os países muçulmanos? Tenha dó, gente!!!!
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Empresas como BRF e JBS, que já lidavam com investigações, com o aumento do custo da ração animal e com a queda das exportações, agora podem ser forçadas a reduzir também a velocidade do abate. Segundo comunicado do Ministério da Agricultura do Brasil enviado por e-mail, a Autoridade Saudita de Alimentos e Medicamentos argumenta que o procedimento padrão de atordoar os frangos antes do abate, por meio de choques elétricos que os deixam inconscientes, não cumpre os princípios do Islã. Os preceitos do abate halal requerem que os animais estejam vivos ao terem o pescoço cortado, e a Arábia Saudita agora exige que as descargas elétricas sejam eliminadas a partir de abril.

A mudança também aumentará o desperdício de carne durante o processo de abate devido às asas quebradas pela resistência dos animais durante o abate. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a perda de rendimento chegaria a 30 por cento com os novos procedimentos.

Representantes do governo e da indústria do Brasil se reuniram com autoridades da Arábia Saudita na segunda-feira para apresentar evidências de que as aves ainda estão vivas após receberem choques na tentativa de convencer o país a rever sua decisão.

“Os choques não matam, apenas sensibilizam para que a morte aconteça sem que os animais sintam”, disse o presidente da ABPA, Francisco Turra, por telefone. O Brasil pediu mais tempo para discussões ou pelo menos para que os produtores se ajustem, mas os importadores têm sido relutantes, acrescentou. “Como envolve um tema religioso, essa é uma questão delicada para eles.”

A Arábia Saudita, que no ano passado elevou uma tarifa aplicada às importações de carne de frango, é a maior compradora do frango brasileiro. Em 2017, as aquisições do país ultrapassaram 591.000 toneladas, ou 14 por cento das exportações brasileiras, segundo dados do governo.

Representantes do governo e da indústria do Brasil estão participando de discussões com a Organização de Padronização do Conselho de Cooperação do Golfo (GSO, na sigla em inglês) sobre os novos procedimentos para a produção de carne halal, segundo o Ministério da Agricultura. Até lá, as empresas dispostas a exportar para a Arábia Saudita terão que proibir choques no processo de abate.

As produtoras brasileiras de carne não estão sendo beneficiadas pelo rali deste ano no mercado de ações. A JBS caiu 8% por cento e a BRF desabou 38 por cento no ano, pior desempenho entre os pares internacionais. A empresa, que tem trabalhado nos últimos anos para expandir sua presença no mercado halal, também lida com um conflito entre seus principais acionistas e com a proibição às exportações para a Europa.

FONTE: portosenavios
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Outra matéria:
Missão brasileira apresenta estudos técnicos sobre abate de frango para sauditas

3/06/2018

Exportação de carne halal deve ter avanço no Brasil

Acho que as pessoas que lutam pela causa animal ainda não se tocaram para esta questão super importante..... Leiam no final algumas postagens nossas sobre o assunto. Aliás, fiz um grifo em vermelho para que todos se toquem no aumento de morte de animais aqui no Brasil. Tem vegano por aí falando do horror que é o abate na Turquia e não se toca que acontece aqui na nossa esquina..... Abram o olho, gente!!!!! Ser bem informado não custa nada e só fortalece a nossa luta.....
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O início dos embarques do produto, destinado ao público muçulmano, para a Indonésia poderá ampliar a receita dos frigoríficos que atuam no segmento no País. A abertura do mercado da Indonésia para a exportação de carne de frango halal – em que o abate do animal é feito conforme o Alcorão – e um acordo de ajuste nas regras do procedimento exigidas pelos compradores devem permitir a ampliação das vendas do produto brasileiro neste ano.

O Brasil é o maior exportador de carne halal do mundo. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, os importadores querem uma alteração no modo de insensibilização dos animais, o que, na avaliação dele, faria com que o produto perdesse a qualidade. “Estamos transmitindo a informação de que não podemos empregar essa mudança”, afirma Turra. A alteração foi pedida não só ao Brasil, mas a outros países que atuam nesse segmento e que, segundo o dirigente, concordam com a avaliação brasileira sobre a mudança. “Mas não acredito que isso vá afetar o nosso mercado.”

Conforme Turra, o País depende dos importadores aceitarem a manutenção dos procedimentos atuais. Os negócios, entretanto, não foram interrompidos nos embarques. “No entanto, uma vez superado esse impasse, as perspectivas são positivas”, pondera, ainda que a projeção de avanço dos embarques seja de apenas 1%.  O Brasil exportou 1,4 milhão de toneladas de carne de frango halal no ano passado, com receita de US$ 2,4 bilhões, para 57 países, sendo 22 deles árabes, entre os quais se destacam mercados como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Iraque e Kwait.

Em 2018, Turra espera que ocorram os primeiros embarques para a Indonésia. No ano passado, o Brasil venceu uma disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC) e o país terá que derrubar normas que impediam a entrada do produto brasileiro.  “Eles consomem apenas cinco quilos por habitante ao ano, então há muito espaço para colocarmos a carne brasileira lá”, estima Turra, que espera o início efetivo dos embarques para o segundo semestre deste ano. O país tem a maior população muçulmana do mundo, com 260 milhões de habitantes.

Para o diretor executivo da certificadora Cdial Halal, Ali Saifi, a abertura desse mercado pode representar US$ 80 milhões em negócios para o Brasil e alta de até 60% dos embarques até 2020. “Qualquer fatia que conseguirmos ocupar desse mercado será importante para nós”, avalia o executivo. “A comunidade islâmica é a que mais cresce no mundo”, destaca Saifi, que espera um avanço de cerca de 15% neste ano para a Cdial Halal.

Ele pondera que a Operação Carne Franca ainda é trazida à tona nas negociações de acesso e expansão de mercados. Saifi participou recentemente da missão comandada pelo secretário executivo do Ministério da Agricultura (Mapa), Eumar Novaki, para a Ásia. “Ainda dá para sentir o impacto da Carne Fraca, mas as empresas estão se saindo bem para mostrar que a questão está solucionada”, destaca.

Ele ressalta ainda que o Ramadã, mês em que é feito jejum da alvorada ao pôr do sol e o Hajj, período de peregrinação à Meca, são momentos de elevado consumo de proteína animal, o que favorece os exportadores brasileiros. No Brasil, a demanda por esse tipo de produto ainda é pequena, uma vez que a população muçulmana é de um milhão de pessoas, em média.

Carne bovina
No ano passado, o Brasil exportou 438,2 mil toneladas de carne bovina para mercados que consomem produtos halal, um crescimento de 3,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Em receita, as vendas registraram um crescimento ainda mais expressivo, de 13%, para US$ 1,7 bilhão. Em junho, o Brasil deverá receber uma missão da Malásia, que deverá habilitar unidades de abate para a exportação de carnes. Segundo o Mapa, o País tem 12 frigoríficos a serem habilitados no segmento.

FONTE: dci
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Algumas postagens para ficarem a par da questão:

1/06/2018

Holandeses querem acabar com sacrifício religioso de animais

Defensores dos direitos dos animais da Holanda voltaram a pressionar o Parlamento para banir o sacrifício religioso de animais.

Para muçulmanos e judeus, o abate tem de ser feito com o animal consciente, de modo a assegurar a pureza da carne, de acordo com a tradição religiosa.

Os ativistas afirmam que isso causa um sofrimento desnecessário aos animais.

Com cinco cadeiras no Parlamento, o partido holandês defensor dos animais vai propor este ano o banimento desse tipo de matança.

Em 2010, a Câmara aprovou a medida, que, depois, foi reprovada pelo Senado.

É possível que agora haja aprovação pelas duas casas parlamentares, porque em países europeus, como a Dinamarca, Estônia, Lituânia, Noruega e Suécia, já restringem ou impedem totalmente o sacrifício religioso.

Em duas regiões da Bélgica, haverá proibição a partir de 2019, se até lá os religiosos não conseguirem derrubar a decisão nos tribunais.

Líderes religiosos atribuem a maior pressão contra a produção de “carne pura” ao contexto de anti-imigração, incluindo principalmente os muçulmanos. 

FONTE: paulopes

11/03/2017

Líder em carnes para muçulmanos, Brasil quer ampliar 60% do mercado

Lembra aquela postagem que eu publiquei sobre muçulmanos estarem sendo aproveitados neste setor? Confere: Refugiados muçulmanos mudam cidades do interior do país.... Vai ter matança de animais?
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Maior produtor e exportador mundial de carne bovina e segundo maior de frangos, o Brasil é também líder nas vendas de carne halal, especialmente cortada para muçulmanos. O país exporta para 22 países islâmicos, num total de 2 milhões de toneladas ao ano. Ainda assim, as entidades representativas consideram que o setor é subestimado no país, ao produzir apenas 33% da capacidade. O potencial estimado de crescimento das exportações é de 60% até 2020.

Na semana passada, o Brasil venceu na Organização Mundial do Comércio (OMC) um contencioso movido contra a Indonésia, que impunha medidas restritivas ao comércio internacional e dificultava a entrada do frango halal brasileiro. Com a vitória, as portas de um mercado de 250 milhões de habitantes e pelo menos U$S 70 milhões começam a se abrir.

“Nós vamos ver agora, já que havia tantas barreiras antes de chegar no ponto da negociação propriamente dita”, espera o subsecretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, Carlos Cozendey. “Temos venda de produtos halal para vários países muçulmanos, como Malásia, Arabia Saudita. Nem todos têm o mesmo tipo de certificação de produto halal mas o Brasil tem a capacidade de cumprir as exigências feitas.”

Ritual descrito no Alcorão
O corte halal segue um ritual rigidamente enquadrado por instituições islâmicas, desde a recepção do animal, até o transporte. O abatedor precisa ser muçulmano e pronunciar frases sagradas na hora do sacrifício, feito em condições rigorosas de segurança sanitária. A sequência, descrita no Alcorão, pode ser desconhecida pela maioria dos brasileiros, mas é aplicada em mais de 150 frigoríficos do país. A maior parte deles produz carne convencional e separa plantas específicas para o corte halal.

O Brasil entrou nesse ramo no fim dos anos 1970, para atender ao pequeno mercado interno. A partir de 2002, porém, os produtores brasileiros perceberam o imenso potencial mundial do setor.

“Os pequenos e médios produtores começaram a entender a importância do Oriente Médio. Estamos falando do consumo de 800 milhões de habitantes”, lembra Tamer Mansour, assessor para assuntos estratégicos da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. “Mas se abrirmos para todo o mercado islâmico, falamos de 1,6 bilhão de pessoas que procuram o corte halal. Por isso, o Brasil começou a mudar completamente a visão sobre esses mercados, que se tornaram prioritários.”

Quase 40 anos depois, as certificadoras de produção halal estão estabelecidas no Brasil e contam com o aval de entidades internacionais islâmicas. A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira espera que a realização de grandes eventos no Oriente Médio nos próximos anos, como a Expo 2020, em Dubai, e Copa do Mundo no Catar, em 2022, vai alavancar uma nova fase do comércio halal brasileiro.

Missão: ir além da carne
O objetivo é introduzir uma gama mais variada de produtos alimentícios com a certificação para o consumo dos muçulmanos, com agregação de valor. Os maiores mercados visados são o Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes, observa Ali Saifi, diretor-executivo da certificadora Cdial Halal.

“Acho que outro país não conseguiria abastecer o mercado como nós. Temos muçulmanos, temos certificadoras reconhecidas no mundo islâmico e todo o suporte das entidades islâmicas. Ou seja, basta querer – e não apenas carne e proteína animal, como todo o tipo de alimento, para o qual vai passar a ser exigida a certificação halal”, afirma. “Haverá um boom muito grande no setor e acho que o Brasil é o país que mais tem condições de oferecer tudo isso.”

Saifi nota que, além de haver espaço para crescimento na indústria de carnes, o povo brasileiro se mostra muito aberto a um negócio que, em outros países, encontra barreiras culturais, a exemplo da Europa.

“O povo brasileiro não é engessado, ao contrário de outros países que dizem que não vão aceitar fazer certas coisas, ou julgam o procedimento como certo ou errado. Muitas vezes, eles não compreendem a questão da religiosidade e a importância para os muçulmanos”, comenta. “O brasileiro é muito aberto e respeita todo mundo. Essa facilidade tem que ser aproveitada.”

Mansour pondera que, para ter sucesso nesse desafio, o Brasil ainda precisa ampliar as certificadoras e desenvolver um trabalho educativo junto aos produtores. Muitos ainda desconhecem o potencial do mercado islâmico.

“Para você executar o halal, tem de ter mão de obra especializada, muçulmana. Existe essa dificuldade de não encontrar tão facilmente a mão de obra para fornecer o corte”, pondera. “Mas, sem dúvida, o Brasil está se tornando um dos maiores líderes de halal no mundo.”

A câmara avalia que 90% dos frigoríficos brasileiros são habilitados para desenvolver a produção halal.

FONTE: br.rfi

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