RECEBA NOSSOS BOLETINS DIÁRIOS

Mostrando postagens com marcador Portugal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Portugal. Mostrar todas as postagens

6/17/2018

CASINHAS: PAN propõe legalização da alimentação aos animais que vivem na rua

Até partido político entrando nesta..... é político.... gente de todos os segmentos e de outros países.... Desculpem, mas, vou remar contra maré porque sou responsável com a causa que é praticada, atualmente, pelos "achistas" jamais vistos sem conhecimento de causa.... Deus meu, me leva logo!!!! tá russo de ver e não falar.....
-----------------
A grande maioria dos municípios proibe a alimentação de animais na via pública. Partido diz que "não faz sentido" que o Estado invista na esterilização e tratamento dos animais, "determinando simultaneamente que os mesmos devem ser deixados morrer à fome".

O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) apresentou nesta terça-feira um projecto de lei no Parlamento para a legalização da alimentação aos animais que vivem na rua, garantindo questões de saúde pública e de higiene dos locais.

"A grande maioria dos municípios em Portugal estabelece, através de regulamento próprio, a proibição de alimentar animais na via pública, ignorando quaisquer circunstancialismos pertinentes, como os casos das colónias de gatos controladas por programas de esterilização municipais", lê-se num comunicado do PAN.

Os responsáveis do PAN destacam exemplos de animais recentemente abandonados ou perdidos, e ainda por recolher pelos serviços competentes, ou os casos de colónias de gatos, aos quais cidadãos prestam alguns cuidados informais, nomeadamente de alimentação.

"O PAN defende que não faz sentido o Estado investir na esterilização e tratamento dos animais, determinando simultaneamente que os mesmos devem ser deixados morrer à fome", é referido na nota, numa alusão à legislação que estabeleceu o programa Captura-Esterilização-Devolução (CED) para animais errantes.

O diploma do PAN contempla os "modelos de abrigos e comedouros implementados no país", sublinhando que em vários municípios já é admissível a alimentação de animais na via pública", além de outras práticas similares na Europa.

"Não é moralmente defensável, na época que vivemos, ordenar uma população, que se quer mais sensível e compassiva, a abster-se de alimentar um animal, pondo em causa uma das cinco liberdades básicas de bem-estar animal: a de não ter fome e sede. Insistir numa política de morte por privação de alimentação é institucionalizar a crueldade e não é compatível com uma sociedade ética e evoluída", lê-se na nota do PAN.

FONTE: publico.pt

6/02/2018

REPRODUÇÃO: Já nasceram 103 linces ibéricos em Silves

Os desgraçados dos caçadores acabam com uma espécie e aí um bando de gente se arrebenta para recupera-los..... É desigual... Que bicho lindo!!!!!
------------
No entanto, 26 crias já morreram
No Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico (CNRLI), em Silves, já nasceram 103 animais, mas 26 morreram antes dos três meses de idade, apurou o CM junto do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). Este ano, será investido mais de meio milhão de euros na expansão do centro, defendendo o ICNF que "o programa de reintrodução do lince-ibérico tem sido um sucesso".

Até agora, já foram reintroduzidos na Natureza 63 linces, dos quais 11 em Portugal (Mértola) e os restantes em Espanha. Quanto aos outros animais, "uns foram integrados no programa de cria em cativeiro e outros, não podendo ser libertados por problemas genéticos, nem incluídos no programa de cria, foram encaminhados para zoos ou encontram-se à espera de serem colocados em zoos ou cercados de visitação".

Além de 11 linces nascidos no CNRLI, foram libertados em Portugal animais provenientes de centros de Espanha. No total, foram reintroduzidos 33. Em 2016, nasceram cinco na Natureza e, no ano seguinte, mais 11. Em 2018, estão já confirmados os nascimentos de 13 crias no campo, faltando ainda verificar quatro ou cinco fêmeas.

Entretanto, o ICNF vai investir 550 mil euros no CNRLI, que foi criado em 2009. O projeto prevê dois novos parques de adaptação, três para recuperação de animais feridos ou debilitados e o reforço da videovigilância.

FONTE: G1

5/19/2018

ASSINAR PETIÇÃO: Mais de quatro mil assinam petição contra touradas nos Açores

Gente, assinem a petição..... a galera de Portugal precisa de nós..... Acendam o farol, por favor, e atuem a favor dos animais.... ão basta ler, tem que agir!!!!!
------------------
Movimento fala em prática "retrógada" que "salpica verde das paisagens com sangue".
O Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA) condena o início de mais uma temporada das touradas à corda na Ilha Terceira e recorda que são já mais de 4 mil os que se manifestam contra esta prática.

‘Não mais touradas, com ou sem corda, nem violência contra os animais nos Açores’ - assim se chama a petição pública – foi criada há cerca de quatro meses e sublinha as consequências das tradicionais touradas na região: Por um lado, desrespeito pelos animais, por outro, humanos mortos e feridos.

No texto da petição é referido que a prática da tourada à corda, comum na Ilha Terceira, “não passa de uma tradição abjeta por vários motivos”. Em primeiro lugar, destaca o movimento, “são responsáveis pela morte e pelo ferimento frequente de numerosos animais, que são abusados inutilmente, para mera diversão humana”.

As touradas à corda são também “a causa do ferimento e da morte de seres humanos que por habituação nelas participam ou que simplesmente se encontram de passagem pelo local, calculando-se em cerca de uma pessoa morta e 300 feridos, em média, anualmente (embora, sem dados oficiais, o número possa ser superior)”.

Por fim, os peticionários frisam que esta prática contribui para uma imagem negativa dos Açores junto dos cidadãos nacionais e estrangeiros, “que se sentem incomodados ao saber que na região que visitam os animais não são respeitados, optando muitas vezes por escolher outras regiões onde o verde das paisagens não é salpicado com sangue”.

Face ao que expõe, o movimento considera que “não é introduzindo filarmónicas ou outros divertimentos na prática da tourada à corda que ela vai ficar mais ‘amiga’ dos animais e mais aceitável face à opinião pública. E condena "todas as iniciativas que, sem contribuírem para o definitivo fim desta prática cruel e retrógrada, tudo fazem para a perpetuar, beneficiando umas minorias que vivem à custa da exploração da ignorância e do sofrimento alheio".

Assim, o movimento defende que "está na hora de introduzir o progresso no âmbito das festividades populares e deixar atrás, no seu sepulcro caiado, todas as tradições que nos envergonham como povo" e protesta contra a intenção do Governo Regional de introduzir novas alterações à legislação que regulamenta a tourada à corda.

"Infelizmente, o Governo Regional e as autarquias da ilha Terceira são mais tradicionalistas que a própria Igreja Católica, e a sua ideia de progresso é manter para sempre associada às festividades populares do nosso povo uma tradição bárbara e violenta como são as touradas à corda", lamentam os peticionários.

FONTE: noticiasaominuto

5/14/2018

CÃES CONDUTORES: Associação do Porto forma cães de assistência para doar a deficientes

Estes animais são explorados sim, mas, será que tanto diante de tantos crimes contra os animais?
------------
Uma associação de voluntários do Porto forma cães de assistência para pessoas com deficiência, num processo que começa ao 45.º dia de vida dos animais e termina entre os 18 e 24 meses, com a entrega gratuita aos candidatos.

Fundada há 16 anos, a Ânimas - Associação Portuguesa para a Intervenção com Animais de Ajuda Social tem equipa multidisciplinar de voluntários que trabalha para proporcionar a pessoas com deficiência um recurso que aumente o seu nível de independência e de autoestima.

Coordenador dos instrutores, a Sebastião Castro Lemos cabe examinar os pequenos cães -- neste caso nove cães de raça Golden Retriever oferecidos pelo criador Carlos Costa, e com 45 a 50 dias de vida -- para "verificação do caráter que melhor se ajusta àquilo que vai fazer", explicou à agência Lusa.

Seguindo as regras, que aconselham dever ser o primeiro teste feito por um instrutor desconhecido dos cães e num local estranho para eles, Sebastião Castro Lemos, um a um, testa as reações à procura de um que "não seja nem muito dominante nem muito submisso", mas cuja "confiança" transmita "equilíbrio".

Feita a escolha, os cães escolhidos para formação continuarão com o criador até aos três meses de vida, aumentando o seu contacto com "pessoas estranhas", seguindo depois para uma família de acolhimento "que deve ter todas as faixas etárias", precisou o coordenador da Ânimas.

Enfatizando o "caráter semelhante" das raças a que recorrem (Labrador e Golden Retriever), explicou que "ambos gostam de aprender", beneficiando ainda do facto de terem "uma mordida suave", o que facilita a "entrega de objetos sensíveis sem os partir".

Já com nome atribuído, ao quinto mês, seguem para uma família de acolhimento, como é o caso da Caji, uma cadela de cinco meses, até novembro a cargo de Rita Gigante.

"O nosso papel é ensinar-lhe as regras básicas, sentar, deitar, ficar, basicamente ser obediente, ser uma cadela tranquila", disse de um trabalho que visa prepará-la para ser uma "cadela de serviço".

Dia após dia, a cadela vai aprender a "estar em sociedade, a frequentar espaços públicos, a não se assustar com barulhos ou com pessoas, habituando-se a vários tipos de ambiente", explicou.

Já Benji, um Labrador de 1,5 anos, aprende por estes dias com Abílio Leite a ser um cão de assistência, preparando-se "para todas as situações possíveis que venha a enfrentar junto da família", num trabalho que coloca ênfase na obrigatoriedade "de ser um cão sossegado que enfrente as várias situações e que as saiba resolver com calma".

Numa formação "sempre adaptada ao beneficiário final", o Benji destina-se a uma criança portadora de sintomas do espetro do autismo, a quem vai tentar ajudar a "eliminar comportamentos de fuga, a parar sempre antes de atravessar uma estrada, a eliminar determinadas estereotipias, a ter um sono mais constante, adormecendo com mais facilidade, bem como levar e ir buscar à escola, ajudando na sua integração".

"Ele só será entregue na fase adulta (entre os 18 e 24 meses), garantindo assim às famílias que não causará problemas", vincou o instrutor de um trajeto em que a família só "o conhece quando inicia a fase de acoplamento", numa gestão de expectativas que visa "não aumentar os problemas" a quem já vive em ansiedade.

Paula Sousa, em Braga, desde o início de maio que tem em casa a Sissi, uma cadela de raça Golden Retriever de dois anos, para a ajudar na gestão de "três filhos gémeos multideficientes" e cuja simples presença "mudou a forma de estar dos filhos" e a sua "interação familiar", depois de também ela ter sido "submetida ao teste final" para avaliar a compatibilidade com o animal.

Apesar do pouco tempo em família, garante que "a Sissi tem correspondido" e que a sua presença "mudou a dinâmica toda da família".

A presidente da Ânimas, Liliana Sousa, explicou que a formação destes cães custa "cerca de 20 mil euros", mas que o facto de estes lhes "chegarem gratuitamente", o trabalho de formação "ser voluntário" e ainda haver o patrocínio para a alimentação da Royal Canin, faz com que possam ser "cedidos gratuitamente".

FONTE: dn.pt

5/01/2018

LEGISLAÇÃO: PCP quer alterar lei para proibir animais acorrentados - Portugal

Portugal está tentando um avanço e tanto. Se conseguirem, seria bom a gente pensar por aqui, embora, fiscalização seria o mais importante já que temos a lei que criminaliza os maus-tratos. 
-----------------------
Legislação nacional não evita acorrentamento permanente de animais
O grupo parlamentar do PCP, na Assembleia Legislativa da Madeira, quer acabar com o que considera ser a pena de “prisão perpétua” a que estão condenados milhares de animais, sobretudo cães, em todo o País. Animais acorrentados de forma permanente, com correntes curtas, sem condições de higiene, falta de água fresca e comida e sem a possibilidade de passear e fazer exercício.

A legislação portuguesa já reconhece direitos aos animais, mas não é clara sobre o acorrentamento permanente. Em muitas situações, os casos de cães que passam toda uma vida presos, não é considerado, pelas autoridades competentes, como uma violência punível por lei. É isso que o PCP, através de Sílvia Vasconcelos, deputada que é médica veterinária de profissão, pretende alterar.

O projecto de proposta de lei a enviar à Assembleia da República faz parte da agenda do parlamento regional e poderá ser discutido no próximo mês. “A situação de animais permanentemente acorrentados determina a sua proibição, tal é a dimensão que atingiu, podendo, comprovadamente, causar danos na saúde, físicos e comportamentais permanentes nos animais afectados, como agressividade, como resposta defensiva”, refere o PCP no preâmbulo da proposta.

No diploma é destacada a necessidade de serem desenvolvidas campanhas de sensibilização da população para o respeito pelos animais. As alterações à legislação em vigor (decreto-lei nº 35/2003) começam por impor que “nenhum animal deve ser permanentemente acorrentado”. A necessidade de acorrentamento, por razões de segurança de pessoas, do próprio animal ou de outros animais, deve ser “temporária” e limitada a “um período de tempo o mais curto possível”.

Em caso de necessidade de acorrentar o animal, tal só poderá acontecer se houver justificação dada por um médico veterinário. O não cumprimento destas regras deve ser considerado, segundo o PCP, “um mau trato ao animal” e criminalizado como um “mau trato físico a animal de companhia”.

FONTE: dnoticias.pt

EXEMPLO: Dois amigos minhotos transformam plástico das praias em calçado - PT

Dá gosto de ver iniciativas do gênero, não? temos tanta gente boa para mudar nossa realidade, mas, infelizmente, os governos tomados pela corrupção não querem que nada mude... Para quem não sabe, minhotos são moradores do Minho, em Portugal.
------------
No calçado Zouri não entra qualquer produto animal, sendo as matérias-primas todas naturais, desde a cortiça à borracha, passando pela juta e por um material feito de folhas de ananás.

O plástico recolhido nas praias está a ser utilizado para a confecção de calçado de verão, num projecto de dois amigos minhotos que começou com o "sonho" de limpar o oceano, livrando-o de garrafas e restos de redes.

Adriana Mano, uma das responsáveis do projecto "Zouri", lembra que cada par de chinelos ou de sandálias incorpora entre 80 a 100 gramas de plástico. "Para que se perceba mais facilmente, estaremos a falar em cerca de oito ou dez garrafas", refere. Garrafas ou outro tipo de plástico, como restos de redes de pesca, que até aqui estavam a poluir as praias, mas que a partir de agora vão passar a figurar em calçado amigo do ambiente e também dos animais.

No calçado Zouri não entra qualquer produto animal, sendo as matérias-primas todas naturais, desde a cortiça à borracha, passando pela juta e por um material feito de folhas de ananás. Adriana explica que tudo nasceu de um "sonho" que ela e o seu amigo António Barros foram acalentando, nas suas idas habituais à praia em Esposende, onde tinham como ritual a recolha de plásticos e a conversa sistemática sobre a problemática da poluição por eles causada. "Temos uma grande paixão pelo mar", confessa.

Começaram a pensar numa forma de estimular a remoção do plástico das praias e da sua reciclagem, utilizando-o na confecção de algum produto ambientalmente sustentável. Como são ambos designers na área do calçado, a escolha foi quase inevitável. O passo seguinte foi "bater à porta" da Câmara de Esposende, para uma parceria ambiental.

Em Abril, aquela autarquia promoveu uma acção de limpeza das praias, tendo o plástico recolhido sido oferecido aos responsáveis do projecto Zouri. O plástico é depois triturado e fica pronto para "brilhar" no calçado Zouri. O objectivo passa por ir alargando aquela parceria a outras câmaras do litoral.

Em termos técnicos, conta Adriana, a grande dificuldade do projecto foi encontrar a fórmula para incorporar nas sandálias e nos chinelos o plástico, já que este "não é, de todo, material para calçado". Valeu, aqui, a ajuda da Universidade do Minho, que conseguiu "meter" o plástico nas solas do calçado.

O resto ficou nas mãos de Henrique Dias e de outros artesãos de Guimarães, a quem cabe dar forma ao calçado Zouri. "Foi um desafio novo para a nossa oficina", admite Henrique Dias, garantindo, no entanto, que vão conseguir dar conta do recado. Aquela oficina já produziu chuteiras, entretanto especializou-se em calçado para grupos folclóricos e agora embarcou na filosofia da "slow fashion", confeccionando calçado amigo do ambiente. Calçado que, a partir de Maio, já estará à venda.

Cada par, sublinhe-se, "retirou" cerca de uma dezena de garrafas de plástico do litoral. Na embalagem do calçado, constará a referência à praia que "contribuiu" com o plástico.

FONTE: sabado.pt

4/30/2018

MILITÂNCIA: Dezenas de pessoas fazem vigília à porta de matadouros pela defesa dos animais


Portugal, também, tem lutado muito contra o abate e transporte de animais vivos.
---------------
Dezenas de Voláteis do Porto Animal Save têm uma vigília em Famalicão e em Penafiel, junto aos matadouros. O que é uma liberdade de comunicação por animais, não é um dia em que a liberdade é comemorada em Portugal.



FONTE: sapo.pt

4/28/2018

Podem os tribunais proibir touradas? Está aberto o debate em Portugal

É algo que choca nossa compreensão.... Como pode ser lícito alguém torturar um animal e depois matá-lo sob os auspícios do cidadão contribuidor de impostos? É difícil entender como Portugal ainda não descobriu uma saída para esta desgraceira que rola por lá....
-------------------
Ao considerar-se que os direitos humanos são um direito a um direito penal para invocarem as coisas injustificadas, defendem alguns. Mas diploma que diz que as corridas são lícitas contínuas em vigor.

Um ano depois de ter entrado em vigor, como acontece com o código Civil, as pessoas que são alvo de um estatuto de adquirem os direitos de natureza à luz, há quem defenda que está aberta a porta para proibir como touradas.

Controversa, foi defendida em meados de meados de julho de 2011, em uma missão de formação do Centro de Estudos Judiciários por Fernando Araújo, professor da Faculdade de Direito de Lisboa, com um vasto currículo em matéria de licenciamento de animais, e já tendo conseguido. Mas também é crítico, esta entre os juristas que se sentem dedicados a esta causa.

A sociedade de outrem europeus é uma lei que altera o Código Civil como os próprios seres vivos, bem como o seu estatuto de protecção jurídica. Trata-se de um documento próprio, um meio caminho entre os objectos e como coisas. O suficiente para Fernando Araújo defender que anular automaticamente uma norma inscrita numa lei de 1995 que exclui as corridas de touros dos maus tratos contra animais. “É evidente que o que é possível é que os espectadores estejam noivos de viver em dotados de sensibilidade. Todas as normas que se opõem a este são implícitas ou explicitamente revogadas ”, declarou o docente, que designou esta transformação como“ uma revolução do direito ”. As suas turmas existentes podem ser submetidas a uma acção de formação que pode não ser vista no Centro de Estudos Judiciários.

A "revolução" precisa, porém, de os juízes que nos tribunais tornarem-se um direito a espectadores tauromáquicos um caso com base nesta interpretação, touros aqui ou acolá.

Do lado oposto da barricada avança-se com um argumento de peso. “A lei está em vigor há um ano, durante o qual já se viveu em uma época tauromáquica com a importância de ser sonhada por país, e como associações anti-touradas não agiram. Não há maior demonstração de falácia em relação ao tipo de defesa, que é um exercício intenso de contorcionismo ”, observa Ricardo Pina Cabral, que nesta edição representa uma federação portuguesa de tauromaquia Protoiro. “O legislador não quis, com a sua alteração ao Código Civil, proibiu os espectadores tauromáquicos ou de arte equivalente a se expor a uma inconstitucionalidade, uma vez que o direito à cultura está consagrado na Constituição”, acrescenta, em ao PÚBLICO.

O cerne da questão parece estar na alínea a) do artigo 1305 do Código Civil, que diz que o direito de propriedade de um animal “não abrange a possibilidade de, sem motivo legítimo, inflingir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus tratos que resultem em sofrimento injustificado, abandono ou morte”.

Como um outro dia de formação em um outro país, Paulo Mota Pinto, quer ser uma ideia de sentido legítimo de um indivíduo injustamente são os juristas designados por conceitos indeterminados, com um significado de poder competir às vezes em cada momento concreto, consoante os litígios que são são apresentados para dirimirem. “Se houver leis que liberam o licenciamento das touradas será difícil achar que não é a causa do sofrimento”, equacionou o mesmo docente. Mas, também, que os conceitos indeterminados constituem uma porta de entrada para a evolução das concepções sobre uma questão, por via da jurisprudência dos tribunais. Já Fernando Araújo apelou aos formandos para que “tenha coragem,

Nenhum dos professores universitários está disponível para falar com o PÚBLICO sobre este assunto. Já o juiz da Relação de Lisboa Carlos Marinho explicou o papel que cabia aos juízes na interpretação da lei: pescar em cada momento e em cada circunstância é o valor da tradição que prevalecia ou antes da protecção dos animais. “A lei não nos legitima a dar esse salto sem o crescimento da sociedade”, considera Carlos Marinho. Competirá, assim, aos juízos, na opinião de Paulo Mota Pinto num debate recente dedicado à natureza jurídica dos animais “dar expressão ao consenso social existente em cada momento”.

O primeiro "virá do Norte"
Partilhando as convicções de Fernando Araújo, a Provedora dos Animais de Lisboa, também jurista Marisa Quaresma dos Reis, antecipa-se a um quadro de um tribunal do Norte do país. , enquanto no Sul outro tribunal decide em sentido contrário.

Aí, caso existam recursos dessas deliberações, tenham os tribunais superiores a desempatar. “O primeiro herói entre os juízes virá do Norte”, antevê.

Ligado à plataforma anti-tauromáquica Basta, a sua antecessora no cargo, Inês Real, that is not that an integrated to movement in the United States of the United States como guiasse, vindo da doutrina. Poder agora à-lo-lo, invocando como teses de Fernando Araújo.

Não pode ser tão tão simples. Na Procuradoria-Geral da República, o procurador Raúl Farias discorda do professor universitário: “Teve que se concretizar uma realização de espectáculos tauromáquicos, o que constitui motivo legal / legítimo” para o sentido, salienta. E ainda é um processo: ainda que se entenda o contrário, “não se mostra-se atento a qualquer processo punitivo civil ou penal para o proprietário dos touros”.

Touradas são lícitas
O Conselho da Magistratura sobre os principais direitos dos animais, Carlos Castelo Branco, não faz sentido. No entanto, a presente declaração não é de qualquer outra importância para uma licença ou ilicitude das touradas, remete, remetendo para a tomada de decisão em 2002 da lei de 1995, que estabelece uma lícita a realização de touradas.

Também para o procurador Paulo Sepúlveda, que publicou recentemente um manual sobre os crimes contra os animais de companhia, apenas uma revogação sobre a lei anterior, abriu uma porta à proibição das corridas. Mesmo que o espectáculo tauromáquico consista "numa imposição de maus tratos ao touro como o cavalo, pode ser ferido pelo touro".

Só com a ação de primeiras ações no tribunal se irá saber para que lado penderá a justiça. No PAN, a jurista Cristina Rodrigues diz que “quando não pode haver uma lei diferente para cada zona do país”. E uma contabilidade que faz a lista de pessoas que dão causa a Partido-Animais-Natureza: “Dos 308 municípios existentes no país só 40 têm actividade tauromáquica.

FONTE: G1

Circos alegam que exibir animais contribui para a biodiversidade

Estes idiotas lá em Portugal querem convencer o que é notório e visível que são os maus-tratos aos animais de circos!!!!! 
-------------
Representantes acusaram os deputados de se basearem em falsidades e de não visitarem os circos.

Os representantes portugueses na Associação Europeia de Cirurgiões estão inseridos nesta quinta-feira no parlamento que utiliza os meios de vida dos seres vivos para uma preservação da biodiversidade e contestaram uma possível proibição.

"So embroider with the circo. Have been circo of level the level of the European region, without subsídios.

Sobre o procedimento de audição do grupo de trabalho que está à espera de múltiplas entidades para o desenvolvimento de uma nova normativa nesta matéria, Vítor Hugo Cardinali respondeu: "Sempre vivi sem estas regras, hoje não e volto cá mais".

This is not the deputados the visit in the circos and question the reason of se fazer new legislation, when a current now proíbe a action of the animals. 

Gonçalo Diniz, também em representação dos circos, defendeu os que são os mais variados padrões de 20 ou 30 anos, seja em termos de cuidados veterinários, seja de apresentação dos animais, seja considerando-a "uma afronta" como alegações que colocam em causa o bem -estar animal: "Provavelmente há um falar de coisas que acontecem no terceiro mundo".

Os representantes do circo acusaram os deputados de se basearem em falsas e não visitarem os circos. Gonçalo Diniz admitiu que o projeto do PCP pode ser o que mais se aproxima dos interesses do setor e reiterou que os espetáculos podem ser usados ​​para promover campanhas de defesa da biodiversidade. 

Os logos foram as pessoas que viajaram de bicicleta, através do contacto com as pessoas: "Os circos podem ser enviados para esta concertação da natureza".

Os bichinhos hoje em dia não são retirados do meio selvagem, disseram, acrescentando os movimentos treinados e são comuns na natureza, como os saltos e a força em duas pernas para o alimento.

Tanto o PS, como o PAN, o BE e o PCP fazem uma campanha para garantir o bem-estar animal e a procurar os apoios a serem trabalhados para a mudança de nova legislação, em termos de reconversão profissional de domadores e tratadores estes animais.

O PCP sublinhou que não é uma proibição, mas um programa de entrega voluntária de animais e elaboração de um cadastro nacional.

O deputado do PAN, André Silva, desafiou os representantes do circo a falarem sobre a concordância entre a lei e a exclusão de uma lei que permite a utilização de elementos sobre os animais em touradas e circos.

O deputado do PCP Miguel Tiago defendeu o desenvolvimento de um meio termo entre os interesses dos trabalhadores dos circos, sem as restrições, e o bem-estar animal.

O BE, representado pela deputada Maria Manuel Rola, focou nas questões relacionadas com os apoios durante o período de transição para a lei, procurando contribuições junto aos representantes do setor.

O deputado do PS Diogo Leão argumentou que o mesmo apresentava uma alteração "muito significativa" nos últimos anos na sociedade portuguesa sobre o bem-estar animal e uma "não abrupta".

The parlament discussiu on the final of December on the book of circuits in the Parliament, the PCP, BE, Verdes and PAN, mas, no final, os deputados remeteram o subject para ser appreciate in na especialidade.

Os deputados da Comissão de Cultura da Assembleia da República, posteriormente, a 14 de fevereiro um grupo de trabalho para discutir a fim de animais nos circos.

Os projetos de lei propõem prazos para acabar com os animais nos circos e multas que chegarão aos 25.000 euros.

Os monitores dos circus já contestaram como medidas propostas, alegando que são apresentados em outros programas, para a exibição em espetáculos.

FONTE: cmjornal.pt

4/04/2018

Ovinos e bovinos do Alentejo exportados para Israel

Meu Pai do Céu!!!!! é difícil aceitar estas coisas.... é difícil aceitar que nós, da causa, não tenhamos recursos para meter bronca nesta desgraceira...... É injusto!!!!! Temos que detonar estes navios!!!! é o foco ou então fazer como Santos, embora a lei ainda não tenha sido assinada....
--------------
Um total de 5.300 ovinos e 600 bovinos vivos criados no Alentejo seguiram nesta terça-feira, 27 de Março, para Israel, através do Porto de Sines, num processo acompanhado pelo deputado do PS eleito por Beja.

"Como parte integrante do processo de valorização dos animais e do bem-estar animal, fiz questão de acompanhar de perto o trabalho dos inspectores veterinários, da Polícia Marítima e de outros organismos fiscalizadores na certificação das condições de transporte do navio e de tratamento dos animais", adianta ao "CA" Pedro do Carmo.

Para o deputado socialista, este foi um momento muito importante para o Mundo Rural, daí garantir que vai continuar a acompanhar "o trabalho dos empresários e criadores da região" para manter a "capacidade de resiliência do Baixo Alentejo".

"Vou continuar a lutar pela criação de oportunidades para a defesa da nossa economia local e a prosseguir o caminho do desenvolvimento com qualidade da fileira agro-alimentar da região", acrescentou. Recorde-se que em Abril de 2016, então através do Porto de Setúbal, Portugal exportou, pela primeira vez, 500 ovinos vivos oriundos do Baixo Alentejo para Israel, depois de um complexo processo negocial de desburocratização dos mecanismos e de cumprimento das regras impostas por Israel para a exportação de animais vivos.

Trata-se de um mercado internacional que representa um potencial de exportação de 40 a 50 mil ovinos por ano.

FONTE: correioalentejo

3/29/2018

Activistas denunciam maus tratos no transporte de animais vivos - Portugal

Nossos companheiros de Portugal andam trabalhando muito a respeito do assunto. Esperamos que utilizem o argumento muito inteligente da Prefeitura aqui de Santos que pretende acabar com esta crueldade proibindo acesso de caminhões ao Porto de embarque. Se esta estratégia passar a vigorar, caramba, será uma fórmula para todo mundo. 
------------
Um navio atracou ontem no Porto de Setúbal, para carregar hoje. Outro deve chegar esta noite a Sines. Associação tem registos em vídeo que mostram más condições em viagens anteriores. Produtores negam que animais não sejam bem tratados.

O embarque de vacas e ovelhas vivas em Setúbal e Sines, com destino a Israel, está a suscitar polémica. A Plataforma Anti-Transporte de Animais Vivos (PATAV) denuncia o que diz serem violações da legislação nacional e comunitária. Uma vigília de protesto está marcada para hoje, no Porto de Setúbal, durante o embarque de seis mil animais para o navio Uranos L.

O Uranos L atracou ontem no Porto de Setúbal e deve zarpar amanhã de madrugada rumo a Israel. Segundo a PATAV, também para esta noite está prevista a chegada, ao Porto de Sines, do navio Julia LS, onde o embarque de cinco mil animais deve ter lugar amanhã. Em ambos os casos são sobretudo ovinos.

Os produtores envolvidos na exportação negam a existência de maus tratos e alertam para a importância económica destas vendas para a pecuária nacional. Já segundo a PATAV, no processo de embarque, quando se aplica a legislação nacional, são violadas diversas normas, como a proibição do uso de bastões eléctricos mais de uma vez em cada animal, ou o nivelamento adequado das rampas de acesso. É também proibido o embarque de animais com ferimentos de certa gravidade.

“Assistimos a situações em que são usados bastões eléctricos três e quatro vezes no mesmo animal, animais a serem arrastados pela cabeça ou patas [o que também não é permitido], e assistimos, já em 2018, ao embarque de animais com fractura ou luxação, o que é uma violação clara da lei”, disse ao PÚBLICO Constança Carvalho, da plataforma.

A PATAV tem vindo a divulgar, na sua página no Facebook, imagens captadas tanto em Portugal (do transporte dos animais em camiões até ao momento do embarque propriamente dito) como em Israel — onde alguns chegam, segundo se vê nos vídeos, com ferimentos. A lei portuguesa estipula a obrigação de transporte dos animais em condições de segurança e higiene. Os activistas asseguram que, nos camiões que os transportam até ao porto, os animais que viajam no andar de baixo ficam cobertos de fezes que escorrem do andar de cima.

Já em alto-mar, quando se aplica o Direito Comunitário, a PATAV diz que são igualmente violados os regulamentos internos da União Europeia (UE) sobre segurança e higiene. “Em todos os barcos há animais que chegam a Israel feridos, muitas vezes cegos, por causa da concentração de gases devido a falta de ventilação e à falta de espaço por indivíduo”, afirma Constança Carvalho, que refere ainda a falta de acompanhamento das autoridades durante a viagem. “O vazio de vigilância no barco é assustador. Os animais passam oito a 12 dias no mar sem se saber o que está a acontecer, quando o transporte de animais vivos é um grande problema de bem-estar animal.”

Mais de 200 mil exportados
As denúncias da plataforma já levaram à suspensão de futuras cargas em Portugal, por decisão da Direcção-Geral de Agricultura e Veterinária (DGAV), em dois navios (Aldelta e Neameh) que faziam este transporte. Um dos barcos, segundo fez saber em Janeiro o gabinete do ministro da Agricultura, em resposta a perguntas do PAN, foi suspenso até o armador corrigir as “desconformidades identificadas”. O outro terá de “proceder a melhorias estruturais”.

Os barcos de gado têm de ter certificado emitido por um Estado-membro da União Europeia e, antes do embarque, são inspecionados pela DGAV, autoridade nacional que fiscaliza esta actividade e que acompanha o carregamento de cada navio. “A DGAV, através dos seus serviços regionais, verifica o cumprimento das exigências sanitárias constantes da certificação acordada entre Portugal e Israel, nomeadamente a situação sanitária dos animais e das explorações de origem”, informou ainda o Ministério da Agricultura, em Janeiro, em resposta a perguntas colocadas pelo BE.

Na mesma resposta fez saber que as regras não determinam que o transporte marítimo seja acompanhado por um médico veterinário.

O Grupo de Produtores Exportadores de Bovinos Ovinos (GPEBO), que integra sete empresas — Raporal SA, Monte do Pasto Lda, Carnes Miranda Lda, Carlos e Hélder Alves Agro Pecuária Lda, HCR Sociedade Agro Pecuária Lda, Pasto Alentejano Lda, e Terra Brava Lda —, nega que os animais sejam maltratados ou que a legislação não seja respeitada. “É aos exportadores e criadores nacionais que mais importa que esse período de transporte cumpra todas as exigências legais e garanta o bem-estar animal”, faz saber, em respostas enviadas ontem ao PÚBLICO.

Sobre as acusações concretas dos activistas, o GPEBO salienta que “a actividade de exportação é controlada, e bem, por técnicos competentes, da DGAV”, que acompanham os animais “desde as explorações, durante o período de quarentena e na operação de embarque”, e que só “raras vezes” esses profissionais detectam “situações anómalas”.

O navio, diz o grupo, é preparado com “camas adequadas”, feitas com cem toneladas de serradura e 40 de palha, e abastecido com a ração “de acordo com as tabelas definidas” e com margens de quantidade para atrasos na viagem, até porque os exportadores têm “interesse contratual” que os animais não percam peso e que não morram.

FONTE: publico.pt

3/21/2018

PAN quer câmaras de vigilância nos matadouros - Portugal

Nós deveríamos copiar a ideia..... Queria ver muita gente vomitar ao ver as imagens das câmeras.....
-----------
O PAN agendou hoje o debate de um projeto de lei que pretende determinar a instalação de sistemas de circuitos fechados de televisão em matadouros. A discussão desta iniciativa legislativa ficou agendada para dia 29 de março.

São muitos os relatos de maus tratos graves a animais de pecuária nos matadouros vindos de vários países europeus, assim como da Austrália e Estados Unidos da América. Por este motivo vários países têm vindo a tomar medidas neste âmbito, nomeadamente determinando a instalação de Circuitos Fechados de Televisão (CFTV) nos matadouros. Os mais recentes são Inglaterra e Holanda, mas outros países já o fizeram antes, como é o caso de Israel.

O atual governo britânico do Partido Conservador, liderado por Theresa May, aprovou a implementação de sistemas de CFTV nos matadouros, uma medida que prevê a existência de câmaras funcionais em todos os momentos do processo, desde a entrada dos animais no matadouro até ao momento do seu abate. Também o Partido Trabalhista, liderado por Jeremy Corbyn, consagra esta mesma medida no atual programa político, no seu “Animal Welfare Plan”.

Várias evidências revelam a existência de um padrão de condutas que podem ocorrer em matadouros e que consubstanciam o incumprimento das normas de bem-estar e proteção animal, tais como, a aplicação de descargas elétricas em zonas do corpo dos animais, não permitidas pela lei; aplicação de pancadas com violência em partes sensíveis do corpo; ineficiência na imobilização dos animais no abate; deficiente posicionamento dos meios mecânicos ou elétricos na cabeça dos animais no momento do atordoamento ou morte e outras diversas anomalias no método de abate por gaseamento tal como nas decapitações e sangria de animais, efetuadas com o animal ainda consciente.

O projeto de lei do PAN dá a conhecer o resultado de vários estudos, nacionais e internacionais, que são consensuais sobre a maioria dos consumidores estar de acordo com a necessidade de uma maior proteção dos animais de pecuária. Num estudo encomendado pelo Continente e dirigido pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, em Agosto de 2016, com o título o “Primeiro grande inquérito sobre sustentabilidade – Relatório Final”, a esmagadora maioria dos inquiridos (91,6%) manifestou preocupação com estes animais.

De salientar também que em Inglaterra a implementação desta medida ocorreu por via da pressão exercida por Organizações Não Governamentais (ONGs) mas também por produtores e distribuidores, que têm vindo a exigir esta vigilância nos matadouros por motivos de confiança e transparência para com os consumidores, como são os casos do Lidl, Tesco, Marks and Spencer.

Segundo o parecer da Farm Animal Welfare Committee (FAWC) - entidade independente criada pelo Governo Britânico cujo objetivo é prestar apoio consultivo ao homólogo britânico da DGAV, de nome DEFRA (Department for Environment, Food and Rural Affairs) – a utilização de CFTV nos matadouros possibilita um aumento da confiança pública de que os processos de abate de animais são realizados adequadamente; é uma ferramenta de gestão para auxiliar os Operadores económicos deste setor a avaliar as operações nos seus matadouros e é uma ferramenta útil na formação de pessoal em relação ao maneio dos animais e ao seu bem-estar.

Outras autoridades reconhecidas nesta matéria reconhecem que uma medida desta natureza permite o aumento de oportunidades de melhoria no maneio e abate dos animais, reduz os riscos de saúde pública e aumenta a confiança dos consumidores nos Operadores. Será também um auxílio aos inspetores sanitários e veterinários no seu papel de monitorização do bem-estar animal de forma mais eficiente e efetiva. No mesmo sentido, a Food Standards Agency (FSA) - a entidade competente pela segurança alimentar e higiene no Reino Unido - recomenda também que todos os matadouros tenham sistemas de CFTV considerando que esta é uma ferramenta eficiente na monitorização do bem-estar animal.

Para salvaguardar os interesses dos trabalhadores e o cumprimento das regras referentes à proteção de dados pessoais, a decisão de autorização para a instalação de camaras de vigilância, 24 horas por dia de forma ininterrupta, será precedida de parecer da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD). Pelas mesmas razões as imagens captadas podem ser observadas exclusivamente pelos Operadores, pelos Inspetores Sanitários e pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária podendo ser utilizadas para a formação dos trabalhadores. A informação de que o local se encontra sob vigilância de um circuito fechado de televisão deve ser bem visível e todos os trabalhadores devem ser expressamente informados da utilização de CFTV bem como dos objetivos da sua utilização.

“A afirmação de Portugal como país desenvolvido e eticamente diferenciador passa também por elevarmos a fasquia, demonstrarmos que praticamos os mais altos padrões de proteção e bem-estar animal e não termos receio de o mostrar. Consideramos fundamental a implementação de sistemas CFTV, com o objetivo de contribuir para a melhoria significativa da proteção e das condições de bem-estar dos animais", acrescenta André Silva, Deputado do PAN.

FONTE: pan

3/19/2018

A partir de maio os animais de estimação podem entrar em restaurantes - Portugal

Achei engraçado o Presidente de Portugal dar sua atenção ao fato. legal, né? embora saiba que não será obrigatório..... tem muitos restaurantes e bares revoltados com a ideia.... 
----------
O Presidente da República promulgou na quarta-feira à noite o diploma da Assembleia da República que possibilita a permanência de animais de companhia em estabelecimentos comerciais, sob condições específicas, observando, contudo, a preocupação do setor.

"Apesar das respeitáveis preocupações do setor da hotelaria e restauração, atendendo a que pertence à entidade exploradora a autorização e fixação das condições de acesso, o Presidente da República promulgou hoje o diploma da Assembleia da República que possibilita a permanência de animais de companhia em estabelecimentos comerciais, sob condições específicas, procedendo à segunda alteração ao regime jurídico de acesso e exercício de atividades de comércio, serviços e restauração, aprovado em anexo ao Decreto-Lei n.º 10/2015, de 16 de janeiro, aprovado por unanimidade pela Assembleia da República", refere a Presidência no seu site na Internet.

Este foi um tema que causou forte polémica na sociedade e sobretudo nos setores da restauração.
Os donos do estabelecimentos podem fixar uma área reservada para clientes com animais ou permitir a sua presença em todo o espaço.

Os animais de companhia podem, a partir de maio, acompanhar os donos a estabelecimentos comerciais devidamente sinalizados e que podem fixar uma lotação máxima, de acordo com uma lei hoje aprovada no parlamento.

O texto de substituição, acordado na comissão de Economia, foi aprovado, por unanimidade, a partir de projetos do Partido Ecologista 'Os Verdes', partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) e BE, tendo sido acolhidas propostas do PS, por exemplo.

Nos termos da lei, que entra em vigor 90 dias depois de publicada, é permitida a entrada de animais em estabelecimentos, "em espaços fechados", que os aceitem, mas é necessário obedecer às regras descritas na lei. Por um lado, pode ser fixada uma lotação máxima de animais pelo restaurante, de modo a "salvaguardar o seu normal funcionamento".

Os animais terão de estar presos, "com trela curta", e "não podem circular livremente", estando vedada a sua presença na zona de serviços ou onde existam alimentos. O dono do estabelecimento pode, igualmente, fixar uma área reservada para clientes com animais ou permitir a sua presença em todo o espaço.

Na especialidade, e de acordo com o relatório da comissão, a que a agência Lusa teve acesso, prevaleceu a maior parte dos artigos do PEV, tendo sido aprovadas algumas propostas de alteração feitas pela bancada do PS, como a de permitir que se defina o número máximo de animais num estabelecimento. Destas proibições são excluídos os cães de assistência, para os cegos.

Os projetos de lei que possibilitam a permissão de animais de companhia em estabelecimentos fechados de restauração, para além dos cães de assistência já legalmente autorizados, foram votadas na generalidade em 13 de outubro.

O projeto do PAN nasceu de uma petição remetida ao parlamento pelo deputado único daquele partido, André Silva, e visava alterar legislação de 2015, que não permite a entrada de animais em espaços fechados de restauração e bebidas, mesmo que o proprietário do estabelecimento o autorizasse.

FONTE: sapo.pt

3/01/2018

Os animais (finalmente) sentem

O Brasil ainda não reconheceu isto porque os interesses ruralistas estão acima do sofrimento dos animais.... Quando vejo protetor fazendo campanha para o Bolsonaro, quase morro ..... Será que não percebem o que vai acontecer com os nossos animais e nossas reivindicações por eles?
--------------
Após longos anos de tratamento jurídico e de debate, os animais passaram a ser reconhecidos como seres vivos dotados de senciência na legislação portuguesa.

Trata-se de uma mudança reclamada pela sociedade civil, de uma alteração de paradigma que, na verdade, nada altera visto que os animais sempre tiveram consciência e emoção, sempre sentiram, regozijaram e sofreram.

E praticamente sempre na companhia de mulheres e de homens e por acção destas e destes.

E também foram essas mulheres e esses homens que agora optaram por reconhecer aos demais animais (sim, porque a pessoa também se insere na categoria de animal) um estatuto (quase que) condicente com a sua própria natureza.

Nada mais! Confere-se a animais não humanos direitos que estes já tinham e que decorrem da sua própria essência.

Mas como as pessoas criaram o direito, também pelas pessoas tinham de ter sido criados estes novos direitos.

Arrimados pela constante exploração dos demais animais pelas pessoas, pela debelação, pelo prazer em infligir sofrimento, pela falta de prestação de cuidados a estes, por mortes desnecessárias e vis, pela desregulação existente em várias áreas, surge o novo estatuto jurídico do animal e a criminalização do abandono e dos maus tratos a animais de companhia.

Lei n.º 69/2014 criminalizou maus tratos a animais de companhia e abandono
Em 2014 foi publicada a Lei n.º 69/2014, de 29 de Agosto, lei essa que criminalizou os maus tratos a animais de companhia e o abandono destes.

Com este diploma legal, passou a ser punido como crime a conduta de “Quem, sem motivo legítimo, infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus tratos físicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias.”, sendo a pena de prisão elevada até 2 anos e a de multa até 240 dias, se de tais factos resultar a morte do animal, a privação de importante órgão ou membro ou a afetação grave e permanente da sua capacidade de locomoção (artigo 387.º do Código Penal Português).

Com o crime de abandono de animais de companhia passou a punir-se “Quem, tendo o dever de guardar, vigiar ou assistir animal de companhia, o abandonar, pondo desse modo em perigo a sua alimentação e a prestação de cuidados que lhe são devidos”, com pena de prisão até seis meses ou com pena de multa até 60 dias (artigo 389.º do Código Penal Português).

A par da consagração dos dois referidos crimes, foi igualmente alterada a Lei n.º 92/95, de 12 de Setembro (Protecção dos animais) atribuindo às Associações Zoófilas competências e benefícios.

Estatuto Jurídico dos Animais surge em 2017
Em 2017 surge o Estatuto Jurídico dos Animais estabelecido pela Lei n.º 8/2017 de 3 de Março. Em suma, esta lei estabeleceu o dito estatuto dos animais, alterando o Código Civil e o de Processo Civil, bem como o Código Penal.

O seu objectivo foi estabelecer um estatuto em que o animal seja reconhecido como ser vivo dotado de sensibilidade, o que recebeu clamores das cidadãs e dos cidadãos portugueses e foi amplamente noticiado nos meios de comunicação social como tendo determinado que o animal deixasse de ser coisa.

Porém, analisado o teor da referida lei, facilmente se verifica que o animal passou a assumir um regime jurídico específico mas não perdeu o seu tratamento como coisa.

Podemos dizer que o animal passou a ter mais três estatutos, para além dos que já tinha e que persistem no que respeita a determinadas categorias de animais ou de organizações que usam animais, quais sejam, a título de exemplo, os animais de raças potencialmente perigosas, os animais para exploração pecuária, os animais usados nos espectáculos circenses ou tauromáquicos.

Através da aprovação e entrada em vigor das leis a que acima fizemos referência o animal de companhia passou a ter um estatuto que os diferencia de todos os outos animais (gozando de direitos de que são devedores pessoas específicas denominadas detentores e ainda de protecção penal).

Por seu turno o animal que não seja de companhia passou a gozar de alguns direitos civis, tais como o respeito pela sua natureza, o direito a alimentação e a cuidados de saúde e também a ser tratado sem dor nem sofrimento.

Por fim manteve-se também o animal como coisa, como objecto de direito de propriedade puro por parte de mulheres e de homens.

É sobre toda esta panóplia de direitos, deveres e diferenças de regime jurídico entre os diversos animais não humanos que pretendemos reflectir, sendo ainda nosso interesse explorar a demais legislação relativa à protecção animal, associações de defesa animal e obrigações de outras instituições e do próprio Estado.

Porque o Estado somos todas e todos, e porque animais somos também todas e todos e como animais todas e todos finalmente (parece que) podemos sentir.

FONTE: postal.pt

2/12/2018

Animais maltratados: O grupo que faz justiça pelas próprias mãos

Gente, antes de imaginarem não é o IRA terrorista e sim um grupo que resgata animais em Portugal. E, como sempre, há os descontentes.
--------
O IRA recolhe cães, gatos e cavalos em situação que entende ser de maus-tratos, invadindo até casas particulares. Mas há donos a queixarem-se de terem sido roubados sem razão

O nome IRA evoca um grupo terrorista da Irlanda do Norte. Mas o propósito do acrônimo terá mais a ver com o facto de estarem irados. Irados com a situação dos animais maltratados em Portugal.

O IRA (Intervenção e Resgate Animal) é um grupo que se dedica a “resgatar” cães, gatos e cavalos em situação de negligência ou maus-tratos. Recebe e divulga denúncias pelo Facebook, e, quando alguém se disponibiliza para acolher o animal, os membros do IRA põem--se em ação: vão ao local onde os animais se encontram (incluindo casas particulares) e recolhem-nos, publicando imagens dos “salvamentos” no Facebook e no YouTube. Sempre de cara coberta. A maioria dos 71 mil seguidores do IRA parece concordar com os seus métodos – são numerosas as manifestações de apoio.

Nem todos concordam. Chegaram à VISÃO duas situações de resgate (ambas em outubro) que os donos juram terem sido injustas. Numa, o dono, de Cascais, garante que a primeira foto divulgada no Facebook, em que o seu cão aparecia na varanda com sinais de magreza extrema, foi captada há quase um ano, quando o animal estava doente. “Ele tem leishmaniose, que é uma doença incurável. Mas comecei a dar--lhe comida úmida, a cozinhar para ele, e foi melhorando. Como se vê pela imagem mais recente que o IRA publicou, já nem sequer está magro”, diz o dono do cão, que não se quer identificar por medo. “Eles publicaram uma foto da minha cara e os meus dados no Facebook e subiram a um segundo andar para me virem roubar o cão. Já não me sinto seguro na minha própria casa.”

Outro dono, que também não quer ser identificado (“Eles são vingativos”, desculpa-se), assegura que os seus cinco cães de caça foram levados por engano das suas instalações de Algés, Oeiras. “O meu vizinho sim, tinha lá um cão em mau estado. Mas os meus estavam bem. Eu adoro animais. Até acho bem que eles resgatem animais maltratados, mas os meus estavam ótimos. Aliás, tinha lá ido a veterinária municipal, que recebeu uma denúncia, e confirmou que os cães estavam bem. Nem pulgas tinham.” O homem diz que fez queixa à polícia, mas que esta “não mostrou grande interesse”. O caso já foi arquivado por falta de provas, apesar de o grupo ter publicado um vídeo no YouTube a roubar os cães.

A VISÃO confrontou o IRA com estes casos, por email, mas o grupo garante não se ter enganado. Em relação ao animal da varanda, que primeiro surgia esquelético mas apareceu bem nutrido no dia do resgate, a diferença “deve-se aos moradores que atiravam comida e à pressão das autoridades.” O cão “encontra-se sob supervisão veterinária e o médico que o observou atribui o seu estado de saúde a pura negligência”.

Quanto aos cães de Algés, o IRA conta outra versão: “Deslocámo-nos ao local e constatamos que haviam gaiolas/jaulas com diversos canídeos porte médio e pequeno amontoados, cheias de fezes e comida espalhada em cima das mesmas. Uma vez mais disponibilizamos a nossa plataforma para acolher os animais a quem os resgatasse, tendo sido examinados por um veterinário que verificou diversas escoriações, parasitas externos (pulgas e carraças) e ferimentos em cicatrização. Uma das cadelas foi submetida a uma intervenção cirúrgica por terem sido detetados tumores nas cadeias mamárias.” O dono, novamente contatado pela VISÃO, nega terminantemente. “É mentira. Nem uma carraça. E eu lavava o local todos os dias.”

A verdade é que, fora um ou outro caso mais duvidoso, não é certo que o grupo tenha uma atuação completamente à margem da lei, avança Maria da Conceição Valdágua, professora de Direito Penal e presidente da Pravi 
– Proteção de Apoio a Vítimas Indefesas. Se o IRA rapta animais “fazendo cessar a agressão ilícita que está a ser praticada sobre o animal, estará a atuar a coberto do direito de legítima defesa de terceiro ou auxílio necessário, previsto no art. 32º do Código Penal. Direito que, aliás, pode ser exercido por qualquer pessoa e poderá evitar a continuação do sofrimento do animal ou mesmo a sua morte.”

FONTE: sapo.pt

2/03/2018

Voltam as touradas na China graças a toureiro português

Minha Santa dos Limões Azedos, o que dá na cabeça de indivíduos nojentos  para ir de encontro com a crueldade já reconhecida em seguimento de chineses? Veja o que já rola nesta Província chamada Guizhou
-----------
Tauromaquia regressa à Ásia pelas mãos de toureiro português
A tauromaquia está de regresso à Ásia através de um projeto turístico desenvolvido pelo cavaleiro português Marco José, em Guizhou, na China, destinado a mostrar a multiculturalidade de vários países, anunciou hoje o toureiro.

As demonstrações de toureio vão arrancar em maio, no complexo turístico New Português Guizhou Pecuária, que conta com uma praça de touros com 32 metros de diâmetro e com bancadas com capacidade para 3.500 espetadores, adiantou à agência Lusa o cavaleiro tauromáquico Marco José.

Os últimos espetáculos tauromáquicos na Ásia realizaram-se em Macau, em 1997, por iniciativa do cavaleiro tauromáquico Rui Salvador e do arquiteto José Pinto.

Segundo o também responsável pelos espetáculos equestres do complexo chinês, atualmente, "estão a ser decididas a nível governamental”, entre a China e Portugal, as questões burocráticas em relação à sanidade e passagem de animais para aquele país asiático.

“Existe uma série de condições burocráticas a tratar, como a sanidade e a passagem dos touros de Portugal para a China e o congelamento de sémen”, explicou.

“O que não há ainda na China é o touro bravo em si. Eles têm lá vários touros, eu já toureei vários touros, mas não têm a genética e a casta do touro bravo português. Nesta primeira fase, vamos fazer como na Califórnia, nos Estados Unidos da América, e não vamos sangrar o touro, por enquanto”, acrescentou.

Manifestando a esperança de contratar “a curto prazo” toureiros portugueses para atuarem na China, Marco José disse que a empresa detentora do complexo turístico elaborou um estudo de mercado, com o apoio do governo chinês, tendo sido verificado que este género de espetáculo poderá ser “uma mais-valia” junto do público daquele país.

O toureiro adiantou ainda que, caso o governo português não autorize o envio de sémen de touros bravos para a constituição de uma ganadaria na China, existe a “possibilidade” de adquirir os animais no México.

O complexo turístico terá várias casas de espetáculos vocacionadas para mostrar a cultura de diferentes países, como Portugal, Espanha, Brasil, México, Argentina, Marrocos e Índia.

FONTE: sapo.pt

1/07/2018

Centenas de cães vivem em condições de negligência em abrigos de associações de animais

Em qualquer lugar do mundo, os abrigos que não forem administrados com mão forte, decaem levando os animais sofrerem as consequências....
----------
Cães acorrentados, sem comida, ao frio e à chuva, em dois abrigos que mais se assemelham a lixeiras. São dois dos casos relatados pela VISÃO, na reportagem que faz a capa desta edição

Fernanda Cristina Silva, voluntária em ações de defesa de cães e gatos, viu-se obrigada a denunciar às autoridades duas associações, perto de Santo Tirso, com abrigos alegadamente decadentes, cheios de lixo, no meio do mato, com cães acorrentados e a dormir em cima das próprias fezes. “Tive de arranjar um jipe, de tal forma o local é de difícil acesso, para ir lá levar 200 quilos de ração.

Os cães, 100 num lado e mais de 200 noutro, estão dispersos, presos por correntes ou amontoados em ‘galinheiros’ com oito metros quadrados. Não tinham comida, e a pouca água disponível estava já cheia de verdete. Estive lá horas e ninguém apareceu. E os animais não são divulgados para adoção. Vão viver ali para sempre, doentes, com muito medo de pessoas, problemas de pele, cheios de fome, no meio das suas fezes. Agora estamos no inverno. A chuva, o frio, e os cães ali, ao relento.”

Um dos recintos em causa pertence ao Abrigo de Paredes – Associação de Proteção de Animais. Outro, é o Cantinho das Quatro Patas.

Estas são apenas duas das situações que a VISÃO relata esta semana no seu artigo de capa, dedicado aos maus-tratos a animais em Portugal.

FONTE: visao.sapo.pt

12/26/2017

Circo Chen diz que debate sobre fim de espectáculos com animais é uma "palhaçada"

Este idiota é lá de Portugal, mas, é bom todos avaliarem o grau de evolução de países da Europa, supostamente, evoluídos.... nojento!!!!
----------
"No Zoomarine, no Jardim Zoológico e nas touradas ninguém toca", afirma o dono da companhia de circense. Miguel Chen garante todos os animais que o circo tinha, excepto sete tigres, foram doados a parques naturais onde podem viver.
"Os tigres, não os dei, porque não havia sítio para os pôr".

O proprietário do circo Chen considerou esta terça-feira que o debate em torno do fim dos animais em circos é "uma palhaçada", afirmando que aquele espectáculo é o "elo mais fraco" em relação a outros sítios onde são mantidos animais selvagens em cativeiro.

"No Zoomarine, no Jardim Zoológico e nas touradas ninguém toca", afirmou à Lusa o patriarca da família circense, adiantando que o ónus de alojar os animais selvagens que deixem de ser usados nos circos pertence ao Estado.

Miguel Chen questionou "onde é que há dinheiro para construir os santuários" para esses animais selvagens, indicando que associações pelos direitos dos animais prometeram trabalhar para os conseguir, mas ainda nada existe.

"O circo não pode lutar contra ninguém", lamentou, afirmando que todos os animais que o circo Chen tinha, excepto sete tigres, foram doados a parques naturais onde podem viver.

"Os tigres, não os dei, porque não havia sítio para os pôr", indicou, afirmando que continua a manter os animais em instalações próprias.

Os espectáculos do Circo Chen, que tem um protocolo da câmara de Lisboa para não usar animais, passaram a ser feitos sem animais há três anos.

Miguel Chen garantiu que "o circo também é um espectáculo sem animais" mas que se "perdeu a magia para as crianças, a quem os animais encantam, e o circo não é para os pais, é para as crianças".

Confrontados com a proibição de comprarem mais animais ou de os que já têm se reproduzirem, os animais com que ficou tiveram que ser castrados. "É dispendioso mantê-los, mas fazem parte da nossa vida", declarou.

O parlamento discute na quinta-feira projectos de lei do PS, PCP, Bloco de Esquerda, verdes e PAN para acabar com os espectáculos de circo com animais em Portugal.

FONTE: publico.pt

12/17/2017

“Ainda há crianças que não sabem que os animais podem sentir dor”

A entrevista foi feita com um veterinário lá em Portugal e achei muito apropriada.... bem interessante....
-----------
Continuamos a maltratar, a desrespeitar e a taxar duramente a saúde dos nossos animais, quando na verdade eles só nos dão amor em troca, avisa Luís Montenegro, diretor clínico do Hospital Veterinário Montenegro, no Porto.


No Dia Internacional dos Direitos dos Animais, ainda há muito caminho a percorrer. Mas tudo indica estarmos no caminho certo.

Houve uma série de alterações significativas em 2017, nomeadamente o facto de os animais terem deixado de ser considerados coisas. Estamos no bom caminho?

Sim, mas importa lembrar que isto que se conseguiu em 2017 é fruto de um trabalho de sensibilização de décadas, do qual resultou que a sociedade fosse exigindo aos políticos que tomassem medidas para estabelecer que os animais também têm direitos e sentimentos, experimentam dor. Não são propriedade nossa. Merecem ser tratados com dignidade e afeto. E nós temos de respeitá-los na justa medida, por isso acho que estamos no caminho certo.


Ao nível do que de melhor se faz lá fora?
Tirando alguns fatores culturais que nos fazem ser diferentes de outros países e até ter outras formas de nos relacionarmos com os animais, no cômputo geral parece-me que também estamos na vanguarda, sabe? Não podemos dizer que só lá fora é que se faz tudo bem, porque não é verdade. Estamos a aproximar-nos. Nos últimos anos demos saltos qualitativos que nos colocam ao mesmo nível numa série de temáticas. Eu diria que estamos no caminho certo em relação ao que se faz pela Europa fora. Agora importa é estarmos sensíveis para que estas leis amadureçam e tenham aplicabilidade.

Por fatores culturais refere-se às touradas?
Refiro, se bem que mesmo elas já não encontram grandes aficionados junto das camadas mais jovens, pelo que irão acabar por desaparecer de forma natural. Inclusive, muitas das pessoas que defendiam as touradas gostam de animais. Vinham era com uma série de ideias feitas, incutidas durante anos pela sociedade e a cultura, que as levava a achar que aquilo não era fazer mal aos animais. Mas a situação está a evoluir positivamente: há cada vez menos aficionados, menos interesse. A médio prazo, de forma gradual, acredito que as touradas têm os dias contados.

E em que ponto fica a morte de animais para alimentação? Também é uma forma de exploração a ser combatida, como as outras?
Isso preocupa-me muito, confesso. Da mesma forma que houve várias situações que melhoraram e ganharam uma visibilidade que as beneficia junto da opinião pública, no caso dos animais de produção julgo estar a haver um retrocesso que faz com que possam estar a viver pior agora do que há umas décadas. E não só em Portugal. A questão coloca-se em todo o mundo civilizado. Sem cair em fundamentalismos, era importante ir incutindo a ideia de que estes animais também merecem melhores condições.

Devíamos fazer muito mais pelos animais de produção. Sentem a dor como os outros.

Enquanto consumidores, queremos é comprar um frango muito barato…
Ou uns bifes de porco a baixo custo, nem mais! Comemos demasiada proteína animal e não pensamos que o facto de nos chegar a esse preço implica que nasçam num sítio confinado, sejam tratados para terem um crescimento rápido e mal vejam a luz do dia antes de entrarem no circuito da comercialização e nos caírem no prato. Devíamos fazer muito mais por estes animais. Sentem a dor como os outros. Além de que se essa carne de consumo fosse criada em ambientes naturais, seria mais saudável também para nós. Mais: animais em pastoreio asseguram a manutenção e limpeza dos espaços florestais e agrícolas, reduzindo largamente o risco de incêndios.


Como se consegue que todos percebam que eles têm direitos como nós, a serem respeitados como os nossos, quando ainda há quem atente contra o direito de outros seres humanos à vida, à liberdade, à integridade corporal?
Haver uma lei que criminaliza os maus-tratos faz com que as pessoas pensem duas vezes antes de maltratar, por aí já é bom. Depois cabe-nos educar a sociedade começando por sensibilizar as camadas jovens, porque fazendo-lhes chegar a mensagem são elas que à noite, ao jantar, vão transmiti-la à família e aos adultos de uma forma que nós não conseguiríamos. Temos um programa de ação junto das escolas, na zona do Grande Porto, em que estamos disponíveis para ir a qualquer uma explicar a necessidade de se tratar bem os animais. Por incrível que pareça, ainda há crianças que não sabem que um cão pode sentir dor, então atiram-no do primeiro andar para ver o que acontece.

Cuidamos melhor daquilo que conhecemos?
Em regra sim, razão por que apostamos muito na formação escolar. A 24 e 25 de fevereiro de 2018 teremos ainda o XIV Congresso Hospital Veterinário Montenegro, no Europarque, em Santa Maria da Feira, com uma novidade: uma sala de formação, destinada essencialmente a bombeiros e socorristas, gratuita para quem tem carteira de bombeiro, que visa responder às muitas corporações que nos pedem ajuda para saber como devem recolher os animais em segurança quando são chamadas. Este ano houve os incêndios, mas todos os dias são atropelados animais que não podem ficar a sofrer na via pública, abandonados. E para isso é preciso dar formação, porque falar é fácil. Depois é preciso fazer.

Que mudanças estão também por fazer ao nível dos apoios à saúde animal por parte do Estado?
Este governo já propôs, e bem, uma medida que pode ser um sinal de que as coisas estão a mudar, que é as pessoas poderem deduzir no IRS 15 por cento do IVA gasto com a saúde dos seus animais. Claro que isto é apenas um rebuçado. Entrará no mesmo pacote em que pomos as faturas do cabeleireiro ou do mecânico.


Não deixando de ser positiva, vai dar muito pouco na conta final…
A saúde tem cada vez mais que ser uma só, a exemplo do que acontece noutros países: é impossível haver humanos com saúde se as pessoas não puderem garantir que os animais a têm. E nós ainda somos dos que taxamos a saúde dos nossos animais a 23 por cento quando a medicina humana não está sujeita a IVA. É algo que devia ser pensado muito a sério, tanto mais que se trata de saúde. De saúde pública.

As coisas estão a evoluir favoravelmente de forma muito acelerada.

O que se responde a alguém que diz que não quer saber dos direitos dos animais quando há tantas crianças a morrer de fome em África? É que há quem o diga, de facto.
A única resposta possível é que uma coisa não tira lugar à outra, nem ninguém está a tentar inverter a ordem de prioridades. Queremos, sim, que a sociedade deixe de praticar atos gratuitos de malvadez contra os nossos animais, sobretudo se os maltrata porque, até há uns tempos, era quase cultural atirar-se uma pedra a um gato ou dar pontapés a um cão. Ninguém aqui defende que toda a gente deva ter um animal, muito menos quem não os quer: essa é uma opção individual. Na dúvida, não sabendo se a família está preparada, é melhor não ter. Outra coisa bem diferente é fazer-lhes mal, e ainda por cima fazer-lhes mal sem motivo.

Mais de cinco mil queixas por maus-tratos a animais em 2016 são números vergonhosos. O que é que isto diz de nós enquanto sociedade? Enquanto seres humanos?
É terrível, porém tais números também significam que já há uma parte significativa da sociedade mais amadurecida nesta temática, que está atenta e denuncia. Vindo eu de um meio rural, ainda me lembro de que há duas décadas as pessoas consideravam um desperdício gastar dinheiro com a saúde dos seus animais, e agora não é assim. Mesmo aquelas famílias que não têm animais, se virem um cão fechado numa varanda, à fome, maltratado, denunciam. Existe uma crítica social positiva sobre a questão dos maus-tratos e a premência de se proteger os animais. As coisas estão a evoluir favoravelmente de forma muito acelerada.

O problema dos defensores dos animais é serem muito extremistas. Perdem a razão por isso.

Ser veterinário é mais do que tratar cães e gatos, passa muito por saber tratar também os donos. O que tem vindo a mudar no modo como encaramos os animais em Portugal nos últimos anos?
São família. Para nós, humanos, que integramos o animal da nossa família e o amamos, o mais difícil é justamente assimilar que o tempo de vida do animal é tão curto em relação ao nosso. Os avanços na medicina veterinária aumentaram-lhes a esperança média de vida para cerca de 15 anos, mas um dia vamos ter se saber parar. Um dia vai ser o fim. E custa-nos muito a perceber que, apesar de lhes termos dado tudo, de termos posto todos os recursos ao serviço deles, o normal vai ser nós termos várias gerações de animais ao longo da nossa vida.

O artigo 4º da Declaração Universal dos Direitos do Animal proclamada pela UNESCO afirma que «toda a privação de liberdade, incluindo aquela que tenha fins educativos, é contrária a este direito». Onde ficam os jardins zoológicos no meio disto?
Acho que temos de ser ponderados. Andar por aí a querer fechar os zoos seria fundamentalista, e o problema dos defensores dos animais é serem muito extremistas. Perdem a razão por isso. Se não fossem os zoos, muitos de nós não fariam ideia do que é um animal selvagem. Muitas espécies estariam extintas. Além de que, hoje em dia, os jardins zoológicos estão a mudar de formato e já não têm todas as espécies, apenas as que se adequam melhor ao clima de cada país. Eu seria moderado: ajudaria a que os zoos pudessem ter mais espaço e condições para os animais se sentirem adaptados. Na Alemanha, se calhar, é descabido ter animais de climas africanos, tal como em Lisboa não farão sentido ursos-polares. Há que agir com cautela ou corremos o risco de não os ajudarmos de todo.


O que é que os animais nos ensinam?
Ensinam-nos todos aqueles princípios essenciais que a sociedade capitalista em que vivemos, sempre a acenar-nos com a cenoura do dinheiro, nos tirou. Ensinam-nos a partilha, a lealdade, a convivência em harmonia. Ensinam-nos a respeitar sentimentos, o amor incondicional. No fundo, devolvem-nos aos princípios mais básicos que nos trazem felicidade e nos fazem ser, de novo, pessoas completas. Tornamo-nos gente melhor graças a eles.

FONTE: noticiasmagazine

12/07/2017

Coelhos penhorados em Estarreja já estão a ser alimentados - Portugal

Que coisa triste!!!! saber que sobreviveram poucos e que serão abatidos para "subprodutos" já que estão doentes.... Que coisa lamentável....
--------------
A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) já providenciou ração para alimentar os cinco mil coelhos que estavam a morrer à fome numa exploração de Estarreja depois de terem sido penhorados,
disse hoje fonte daquele organismo.

"A DGAV providenciou alimentação para os animais e está a diligenciar para a retirada dos cadáveres e para resolução da situação dos outros animais", disse a mesma fonte.

Contactado pela Lusa, Flávio Moreira, proprietário da exploração de cunicultura que foi alvo da penhora, confirmou que recebeu 300 quilos de ração na segunda-feira e hoje chegaram mais 300 quilos.

O mesmo responsável disse ainda ter recebido a informação de que o tribunal já levantou a penhora dos animais para que estes possam ser transportados do local onde estão.

"A retirada dos cadáveres está a ser tratada mas ainda não há nenhum dia previsto", disse Flávio Moreira, adiantando que os animais vivos "vão ser retirados para abate, não para consumo humano mas para subprodutos".

Os animais estavam a morrer à fome desde a semana passada depois de terem sido penhorados juntamente com outros bens por causa de uma dívida de cerca de 7.600 euros a um fornecedor de ração que foi executada a 13 de novembro.

O proprietário diz que continuou a alimentar os coelhos até a ração terminar, o que aconteceu na passada quarta-feira, adiantando que grande parte dos animais já morreu e os restantes estão doentes.

"O coelho é um animal muito sensível e requer determinados cuidados, nomeadamente higiene, comida a horas e na quantidade necessária, coisa que não se tem feito", disse Flávio Moreira.

Apesar de a alimentação aos animais já estar assegurada, o PAN (Pessoas-Animais-Natureza), que tem estado a acompanhar o caso, diz que o problema de base mantém-se pois "não existe qualquer acompanhamento por parte do Estado nas penhoras de animais"

"Denote-se que a penhora não foi a causa de morte de grande parte dos coelhos mas sim a ausência de prestação de cuidados por parte do seu proprietário e a inação da DGAV", refere o partido em comunicado, considerando "inconcebível" que em 2017 se deixem animais morrer à fome e à sede em Portugal.

Segundo o PAN, este tipo de diligências "deveriam garantir sempre e inequivocamente o superior interesse dos animais", nomeadamente através do acompanhamento pelo Médico Veterinário Municipal a fim de este poder assegurar as condições de bem-estar exigíveis durante todo o processo.


EM DESTAQUE


Licença Creative Commons

"O GRITO DO BICHO"

é licenciado sob uma Licença

Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Não a obras derivadas

 

SAIBA MAIS


Copyright 2007 © Fala Bicho

▪ All rights reserved ▪