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6/03/2018

ONG divulga vídeos em campanha contra transporte de gado

Ativistas de direitos dos animais divulgaram nesta terça-feira em Londres uma série de vídeos filmados secretamente como parte de campanha global para acabar com o transporte de longa distância de animais para o abate.

Os vídeos foram filmados durante dois anos e mostram as condições precárias enfrentadas por bois, vacas, porcos, ovelhas, galinhas e outros animais sendo transportados em caminhões ou outros meios em vários países.

Um dos vídeos da campanha, intitulada Handle with Care (Manuseie com Cuidado, em tradução livre), mostra imagens de vacas que são submetidas a uma viagem de três semanas que começa de caminhão na Amazônia, chega ao porto de Belém e segue de barco até Beirute, no Líbano.

"Os filmes mostram como animais de fazendas são transportados ao redor do mundo em condições precárias e superlotadas, em viagens que chegam a levar várias semanas. Todos os dias, gado, ovelhas e porcos morrem de doenças, fome e estresse no trajeto", diz o texto da campanha.

Segundo a diretora de campanhas da Sociedade Mundial de Proteção aos Animais, Leah Garcés, a intenção da nova operação é mostrar ao público a crueldade feita com os animais.

Segundo os ativistas, "o transporte de carne congelada e refrigerada já existe há mais de 125 anos e no entanto, milhares de animais ainda sofrem com o transporte desnecessário para ser abatidos na chegada".

Brasil - Líbano

Segundo os diretores da ONG, o transporte de carne do Brasil para o Líbano, por exemplo, ocorre porque produtores locais desonestos abatem a carne brasileira e a oferecem como carne local abatida segundo as regras muçulmanas (halal).

Em entrevista à BBC Brasil, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne do Brasil (Abiec), Pratini de Moraes, negou que as condições do transporte sejam cruéis e afirmou que o transporte de gado vivo do Brasil para o Líbano é "perfeitamente regular".

"O gado é transportado em navios especiais com água e alimentação em condições adequadas e são enviados para o Líbano vivos pois o país quer abater o animal no país, com características especiais da região", afirmou Moraes à BBC Brasil.

Moraes afirmou ainda que o volume de gado brasileiro exportado para o Líbano "é pequeno, um navio com cerca 2 mil cabeças de gado por mês" e que "não há mortalidade no trajeto".

Ele declarou que, apesar dos embarques não serem feitos pela Associação, o órgão irá analisar os vídeos divulgados pela campanha.

Cavalos
A campanha cita ainda o caso de cavalos, que são transportados da Espanha para o sul da Itália, em uma viagem que dura até 46 horas na qual "a legislação da União Européia é ignorada".

"Os cavalos sofrem por uma razão: se abatidos na Itália, sua carne pode ser vendida aos consumidores como se fosse "de origem tradicionalmente italiana", diz a campanha.

Piores rotas
De acordo com os ativistas, além dos cavalos na Itália, as piores rotas incluem o transporte de 4 milhões de ovelhas que viajam por ano durante 32 dias da Austrália até o Oriente Médio. A campanha estima que anualmente pelo menos 30 mil animais morrem durante este trajeto.

Outras rotas destacadas pelos ativistas são a de porcos transportados de caminhão do Canadá para a Califórnia e de barco até o Havaí. A campanha Handle with Care é uma iniciativa das principais ONGs de animais do Reino Unido. Os vídeos podem ser acessados no site da campanha na internet.

FONTE: bbc

Um comentário:

  1. Não basta ser mau com os animais, é preciso revirar a faca na ferida, tirando tudo deles, além da vida, o direito de pelo menos morrer em paz, sem a tortura de dormir sem sonhar e acordar para o mesmo pesadelo de ser peteca nas viagens para o inferno antes da morte, prolongando o medo deles por muitos dias, e multiplicando as incontáveis dores nos diabólicos transportes, visando o dinheiro malfadado e vil, que vende e compra o que não se pode vender nem comprar porque são vidas como a nossa vida. E vão fechar os olhos sem levar neles nenhuma estrela, nenhum vôo de ave que os possa confortar quando estiverem morrendo, que os faça acreditar num céu azul além do cárcere, mas vão levar nos olhos fechados a imagem dantesca dos humanos truculentos, seus algozes, que eles, inocentes, não conseguem odiar, porque não sabem, mas deveriam.

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